{"id":50059984,"date":"2022-10-27T17:34:13","date_gmt":"2022-10-27T16:34:13","guid":{"rendered":"https:\/\/stage.dialogochino.net\/?p=59984"},"modified":"2023-09-27T16:33:34","modified_gmt":"2023-09-27T15:33:34","slug":"59952-explainer-blue-amazon-marine-deep-sea-mining-promise-perils","status":"publish","type":"explainer","link":"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/nao-categorizado\/59952-explainer-blue-amazon-marine-deep-sea-mining-promise-perils\/","title":{"rendered":"As promessas e os perigos da minera\u00e7\u00e3o marinha na Amaz\u00f4nia Azul"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">J\u00e1 ouviu falar em Amaz\u00f4nia Azul? O nome \u00e9 uma compara\u00e7\u00e3o com a floresta amaz\u00f4nica e abrange uma \u00e1rea de 3,6 milh\u00f5es de quil\u00f4metros quadrados (km2) contornando a costa brasileira. Riquezas naturais e minerais abundantes nesta Zona Econ\u00f4mica Exclusiva (ZEE) \u2014 ou seja, que s\u00f3 o Brasil pode explorar economicamente \u2014 t\u00eam despertado interesse.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-59987\" src=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2022\/10\/Map-PT-scaled.jpg\" alt=\"mapa da Am\u00e9rica do Sul com a Amaz\u00f4nia marcada em azul\" width=\"300\" height=\"348\"><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m da ZEE, tamb\u00e9m vem crescendo a aten\u00e7\u00e3o \u00e0 minera\u00e7\u00e3o do fundo do mar, ou seja, em \u00e1reas internacionais. O pr\u00f3prio Brasil busca expandir sua jurisdi\u00e7\u00e3o para estudar e potencialmente explorar minerais para al\u00e9m de sua costa no Oceano Atl\u00e2ntico. Mas especialistas alertam que, diante da falta de estudos e de uma legisla\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, a atividade pode causar graves danos ao meio ambiente.&nbsp;<\/span><\/p>\n<h2>Que subst\u00e2ncias s\u00e3o encontradas na Amaz\u00f4nia Azul?<\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fosfato, ilmenita, sais de pot\u00e1ssio, sais-gema e at\u00e9 carv\u00e3o est\u00e3o entre os minerais para os quais foram feitos pedidos de explora\u00e7\u00e3o na Amaz\u00f4nia Azul. Um grande n\u00famero de solicita\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m foi feito para areia e rocha calc\u00e1ria do fundo do mar.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A <\/span><a href=\"https:\/\/geo.anm.gov.br\/portal\/apps\/webappviewer\/index.html?id=6a8f5ccc4b6a4c2bba79759aa952d908\"><span style=\"font-weight: 400;\">Ag\u00eancia Nacional de Minera\u00e7\u00e3o<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> (ANM) registra 765 <\/span><a href=\"https:\/\/dados.gov.br\/dataset\/sistema-de-informacoes-geograficas-da-mineracao-sigmine\"><span style=\"font-weight: 400;\">processos miner\u00e1rios<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> ativos<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">no sistema marinho-costeiro para uma \u00e1rea que supera um milh\u00e3o de hectares. Entre os pedidos, mais de 70% feitos a partir de 2010, 398 t\u00eam autoriza\u00e7\u00e3o para a pesquisa, 44 aguardam permiss\u00e3o para a minera\u00e7\u00e3o e 50 j\u00e1 conseguiram a concess\u00e3o. Outros 268 est\u00e3o na etapa inicial, de requerimento de pesquisa, e cinco abertos a pedidos de prospec\u00e7\u00e3o.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><div class='cdo-shortcode--image'><\/span><\/p>\n<p><iframe class=\"flourish-embed-iframe\" style=\"width: 100%; height: 600px;\" title=\"Interactive or visual content\" src=\"https:\/\/flo.uri.sh\/visualisation\/11554751\/embed\" frameborder=\"0\" scrolling=\"no\" sandbox=\"allow-same-origin allow-forms allow-scripts allow-downloads allow-popups allow-popups-to-escape-sandbox allow-top-navigation-by-user-activation\"><\/iframe><\/p>\n<div style=\"width: 100%!; margin-top: 4px!important; text-align: right!important;\"><\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><\/div> <\/span><\/p>\n<h2>O que j\u00e1 est\u00e1 sendo explorado e por quem?<\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A ANM j\u00e1 autorizou a minera\u00e7\u00e3o de duas subst\u00e2ncias no sistema marinho-costeiro: areia e calc\u00e1rio. Para o fosfato, subst\u00e2ncia de maior interesse do setor miner\u00e1rio na ZEE brasileira, ainda n\u00e3o h\u00e1 concess\u00e3o de minera\u00e7\u00e3o, mas h\u00e1 279 processos abertos, que somam 531 mil hectares, por parte de 20 empresas ou pessoas f\u00edsicas. O fosfato \u00e9 fundamental para a produ\u00e7\u00e3o de fertilizantes, assim como muitos produtos de uso di\u00e1rio, incluindo alimentos, cosm\u00e9ticos e eletr\u00f4nicos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Atualmente, apenas duas empresas produzem calc\u00e1rio de origem marinha no Brasil. Segundo a ANM, a subst\u00e2ncia explorada \u00e9 utilizada na produ\u00e7\u00e3o de fertilizantes, nutri\u00e7\u00e3o animal, cria\u00e7\u00e3o de camar\u00e3o em cativeiro, tratamento da \u00e1gua e suplemento vitam\u00ednico e mineral. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A <\/span><a href=\"http:\/\/oceanaminerals.com\/lithothamnium\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">Oceana Minerais Marinhos<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, de S\u00e3o Paulo, obteve, em 2010, seis concess\u00f5es de lavras para uma \u00e1rea de 11,1 mil hectares na zona cont\u00edgua do Maranh\u00e3o. J\u00e1 a <\/span><a href=\"http:\/\/primasea.com\/home\"><span style=\"font-weight: 400;\">Primasea<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> foi autorizada, em 2013, a explorar calc\u00e1rio em cinco blocos que totalizam 4,9 mil hectares no mar da Bahia, para a fabrica\u00e7\u00e3o de cimento.&nbsp;<\/span><\/p>\n<h2>Quais s\u00e3o os riscos da minera\u00e7\u00e3o na Amaz\u00f4nia Azul?<\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">De acordo com a ANM, \u201ca atual legisla\u00e7\u00e3o que regula pesquisa e lavra mineral no Brasil n\u00e3o faz nenhuma distin\u00e7\u00e3o entre \u00e1reas submarinas e terrestres\u201d. Sem uma regulamenta\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, a atividade miner\u00e1ria pode colapsar os ecossistemas marinho-costeiros, alerta Paulo Horta, bi\u00f3logo marinho e professor da Universidade Federal de Santa Catarina.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cProduziremos <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">commodities <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">\u00fateis para a agricultura e outras esferas econ\u00f4micas, mas vamos comprometer o funcionamento do sistema oce\u00e2nico, que \u00e9 um sumidouro de carbono\u201d, pondera Horta.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Horta destaca a perturba\u00e7\u00e3o que as atividades extrativas podem trazer sobre os chamados ecossistemas de \u201c<\/span><a href=\"https:\/\/dialogue.earth\/en\/conservation\/blue-carbon-how-coastal-ecosystems-help-capture-emissions\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">carbono azul<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">\u201d que capturaram grandes quantidades de emiss\u00f5es. \u201cO oceano absorveu aproximadamente 25% do carbono que emitimos desde a Revolu\u00e7\u00e3o Industrial. Ao minerar, disponibilizamos o que j\u00e1 foi estocado e prejudicamos a capacidade que o oceano tem de continuar a armazen\u00e1-lo\u201d.&nbsp;<\/span><div class='cdo-shortcode--image'><\/p>\n<figure id=\"attachment_59961\" aria-describedby=\"caption-attachment-59961\" style=\"width: 900px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-59961 size-full\" src=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2022\/10\/Communities_found_in_rhodolith_beds.jpeg\" alt=\"criaturas marinhas s\u00e3o vistas em um leito de rodolitos \" width=\"900\" height=\"675\"><figcaption id=\"caption-attachment-59961\" class=\"wp-caption-text\">Biodiversidade marinha no leito de rodolitos nas \u00e1guas do sul do Brasil (Imagem: PA Horta \/ Wikimedia Commons \/ CC-BY-SA-4.0)<\/figcaption><\/figure>\n<p><\/div><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Segundo Horta, um dos grandes riscos da minera\u00e7\u00e3o marinha \u00e9 a dispers\u00e3o dos sedimentos do solo, ou plumas, que podem prejudicar ecossistemas importantes, a exemplo do <\/span><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41598-020-80574-w#Ack1\"><span style=\"font-weight: 400;\">banco de rodolitos<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> que se estende por 231 mil km2 de Santa Catarina, no Sul, \u00e0 foz do rio Amazonas, entre Amap\u00e1 e Par\u00e1, no norte do pa\u00eds. Cobi\u00e7ados para a produ\u00e7\u00e3o de fertilizantes, os rodolitos s\u00e3o algas calc\u00e1rias essenciais na forma\u00e7\u00e3o dos recifes e grandes estocadores de carbono. Mas as plumas podem reduzir em 70% a capacidade produtiva do sistema, afirma o cientista. Os rodolitos deste banco atl\u00e2ntico <\/span><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/d41586-022-01890-x\"><span style=\"font-weight: 400;\">teriam sido alvo<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> do governo brasileiro para extra\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201c\u00c9 um cen\u00e1rio grav\u00edssimo, porque muitos dos mais de 700 pedidos s\u00e3o para \u00e1reas rasas. Mesmo os que est\u00e3o em \u00e1guas profundas produzem plumas que podem se dispersar por dezenas ou centenas de quil\u00f4metros\u201d, avalia Horta. Al\u00e9m do mais, a atividade colocaria em risco o sustento de \u201cmilhares de fam\u00edlias que vivem da pesca, do turismo e da maricultura\u201d.<\/span><\/p>\n<h2>Existem alternativas para a minera\u00e7\u00e3o desses recursos?<\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Horta defende solu\u00e7\u00f5es baseadas na <\/span><a href=\"https:\/\/ellenmacarthurfoundation.org\/circular-examples\/regenerative-ocean-farming\"><span style=\"font-weight: 400;\">economia regenerativa<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. Em vez de exaurir os recursos naturais, \u00e9 poss\u00edvel plantar algas nos ambientes marinhos para a produ\u00e7\u00e3o de biofertilizantes.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Esta abordagem possibilita o cultivo de algas em ambientes marinhos que podem ser utilizados para a produ\u00e7\u00e3o de biofertilizantes e traz benef\u00edcios ambientais e sociais.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">&nbsp;<\/span><span style=\"font-family: 'Work Sans', sans-serif; font-size: 1rem;\"><div class='cdo-shortcode--image'><\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_59964\" aria-describedby=\"caption-attachment-59964\" style=\"width: 2000px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-59964 size-full\" src=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2022\/10\/seaweed-farming-in-China_d04e1aaacc_k-scaled-1.jpeg\" alt=\"cultivo tradicional de algas marinhas na China\" width=\"2000\" height=\"1334\"><figcaption id=\"caption-attachment-59964\" class=\"wp-caption-text\">Cultivo tradicional de algas marinhas na prov\u00edncia chinesa de Fujian, onde esp\u00e9cies como <em>Saccharina japonica<\/em> (konbu) s\u00e3o cultivadas em cordas penduradas entre postes de bambu em \u00e1reas de mar\u00e9 (Imagem: <a href=\"https:\/\/www.flickr .com\/photos\/virtualwayfarer\/\">Alex Berger<\/a> \/ <a href=\"https:\/\/www.flickr.com\/photos\/virtualwayfarer\/49902676447\/\">Flickr<\/a>&nbsp;\/ CC BY NC)<\/figcaption><\/figure>\n<p><\/div>&nbsp;<span style=\"font-weight: 400;\">\u201cAssim, removemos n\u00e3o s\u00f3 o di\u00f3xido de carbono da atmosfera, como incorporamos o passivo de nitrog\u00eanio e f\u00f3sforo que, hoje, produz zonas mortas ao redor do planeta\u201d, diz o cientista.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na vis\u00e3o dele, essa alternativa pode ser implementada ao longo dos quase oito mil quil\u00f4metros da costa brasileira, com gera\u00e7\u00e3o de emprego e renda e redu\u00e7\u00e3o da depend\u00eancia de importa\u00e7\u00e3o de fertilizantes, al\u00e9m do potencial econ\u00f4mico para as ind\u00fastrias farmac\u00eautica e cosm\u00e9tica.<\/span><\/p>\n<h2>Onde ocorre a minera\u00e7\u00e3o da costa brasileira?<\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mais da metade dos processos de minera\u00e7\u00e3o envolve blocos no mar territorial, uma parte mais rasa do continente. \u201c\u00c9 a \u00e1rea mais interessante para aproveitamento n\u00e3o s\u00f3 dos recursos minerais, mas do espa\u00e7o marinho como um todo, com energia de onda, e\u00f3lica e hidrog\u00eanio verde\u201d, disse Luciana Fel\u00edcio, chefe da divis\u00e3o de Geologia Marinha do Servi\u00e7o Geol\u00f3gico do Brasil (SGB), estatal que pesquisa recursos minerais no pa\u00eds.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por\u00e9m, a \u00e1rea ainda demanda mais estudos. \u201cPrecisamos conhecer o relevo do fundo do mar, as condi\u00e7\u00f5es oce\u00e2nicas, correntes e a linha de base ambiental da \u00e1rea para que os benef\u00edcios compensem sem preju\u00edzo grande ao meio ambiente,\u201d acrescentou Fel\u00edcio.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Um dos programas do SGB envolve um mapeamento mais abrangente da plataforma rasa brasileira, para aprofundar o conhecimento de geologia, din\u00e2mica oce\u00e2nica e quest\u00f5es ambientais. Segundo Fel\u00edcio, esse ser\u00e1 um grande foco da estatal a partir do ano que vem. O planejamento de <\/span><a href=\"http:\/\/www.cprm.gov.br\/publique\/media\/planejamento_estrategico\/plano_estrategico_2022_2026.pdf\"><span style=\"font-weight: 400;\">2023 a 2027<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> foca, entre outros pontos, na costa nordeste.&nbsp;<\/span><\/p>\n<h2><br style=\"font-weight: 400;\">O que a ONU tem a ver com a minera\u00e7\u00e3o marinha?<\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A Autoridade Internacional do Fundo Marinho, a ISA, \u00e9 uma ag\u00eancia da ONU que define as regras de extra\u00e7\u00e3o de minerais marinhos. O tema ganhou destaque na <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">segunda <\/span><a href=\"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/nao-categorizado\/56285-conferencia-dos-oceanos-da-onu-apela-por-maior-acao-contra-crise-climatica\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">Confer\u00eancia dos Oceanos da ONU<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> em Lisboa, em junho. <\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_56286\" aria-describedby=\"caption-attachment-56286\" style=\"width: 350px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/nao-categorizado\/56285-conferencia-dos-oceanos-da-onu-apela-por-maior-acao-contra-crise-climatica\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-56286\" src=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2022\/07\/2022-UN-Ocean-Conference-in-Lisbon_Rodrigo-Antunes_Alamy_2JFC4G6-2400x1508-1-scaled.jpeg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"220\"><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-56286\" class=\"wp-caption-text\"><strong>Leia mais: <a href=\"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/nao-categorizado\/56285-conferencia-dos-oceanos-da-onu-apela-por-maior-acao-contra-crise-climatica\/\">Confer\u00eancia do Oceano da ONU termina com apelo por mais a\u00e7\u00f5es para enfrentar crise<\/a><\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A minera\u00e7\u00e3o do fundo marinho, ou seja, fora da jurisdi\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses, ainda carece de regulamenta\u00e7\u00e3o da ISA, mas desperta enorme interesse econ\u00f4mico. Por exemplo, o estado insular do Pac\u00edfico de Nauru vem <\/span><a href=\"https:\/\/www.theguardian.com\/world\/2021\/jun\/30\/deep-sea-mining-could-start-in-two-years-after-pacific-nation-of-nauru-gives-un-ultimatum\"><span style=\"font-weight: 400;\">cobrando <\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">uma permiss\u00e3o para come\u00e7ar a minera\u00e7\u00e3o do fundo do mar, usando uma cl\u00e1usula que lhe permitiria iniciar as atividades em meados de 2023, independentemente das regras em vigor. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Durante a confer\u00eancia da ONU, cientistas e ativistas tentaram articular, por outro lado, uma <\/span><a href=\"https:\/\/oglobo.globo.com\/um-so-planeta\/noticia\/2022\/06\/conferencia-dos-oceanos-articula-moratoria-de-exploracao-de-minerais-em-alto-mar.ghtml\"><span style=\"font-weight: 400;\">morat\u00f3ria<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> para a minera\u00e7\u00e3o oce\u00e2nica at\u00e9 que mais estudos sobre seus impactos sejam feitos.<\/span><\/p>\n<h2>Eleva\u00e7\u00e3o do Rio Grande: a nova fronteira?<\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O SGB estuda desde 2009 a <\/span><a href=\"https:\/\/www.marinha.mil.br\/secirm\/psrm\/proarea\"><span style=\"font-weight: 400;\">Eleva\u00e7\u00e3o do Rio Grande<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, uma cadeia de montanhas submarinas distribu\u00eddas por cerca de 150 mil km2, com&nbsp;uma profundidade de aproximadamente tr\u00eas mil metros. Essa regi\u00e3o de mar profundo est\u00e1 fora da jurisdi\u00e7\u00e3o brasileira, a 2,3 mil km da costa, mais ao Sul do pa\u00eds. Nas primeiras expedi\u00e7\u00f5es, pesquisadores identificaram metais como mangan\u00eas, cobre e cobalto.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para aprofundar os estudos, o SGB <\/span><a href=\"https:\/\/www.isa.org.jm\/news\/isa-and-companhia-de-pesquisa-de-recursos-minerais-brazil-sign-exploration-contract\"><span style=\"font-weight: 400;\">firmou<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, em novembro de 2015, um contrato de 15 anos&nbsp; com a ISA. As pesquisas logo identificaram estruturas rochosas semelhantes \u00e0s da costa brasileira. Com isso, o Brasil solicitou no final de 2018 \u00e0 Comiss\u00e3o sobre os Limites da Plataforma Continental da ONU a incorpora\u00e7\u00e3o da Eleva\u00e7\u00e3o do Rio Grande e outras \u00e1reas \u00e0 sua jurisdi\u00e7\u00e3o. Se aprovado, a ZEE brasileira passar\u00e1 a ter 5,7 milh\u00f5es de km2.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O pedido ainda n\u00e3o foi analisado pela comiss\u00e3o. Enquanto aguarda a resposta, a Eleva\u00e7\u00e3o do Rio Grande est\u00e1 sob a responsabilidade do Brasil, mas n\u00e3o h\u00e1 a permiss\u00e3o de explora\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica da \u00e1rea. <\/span><\/p>\n<h2>Grandes players est\u00e3o de olho nesse mar de possibilidades?<\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A atua\u00e7\u00e3o brasileira no mar profundo segue em fase de pesquisa e ainda n\u00e3o despertou o interesse das empresas, ressalta Fel\u00edcio. A ANM n\u00e3o recebeu requerimentos de pesquisa mineral em \u00e1guas profundas. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A Petrobras, por sua vez, j\u00e1 sabe da presen\u00e7a de <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">pockmarks <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">(depress\u00f5es circulares onde h\u00e1 escape de fluidos, principalmente de g\u00e1s metano<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">)<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> na Eleva\u00e7\u00e3o do Rio Grande, que pode sinalizar a presen\u00e7a de hidrocarbonetos. Mas informou \u00e0 reportagem que, no momento, n\u00e3o vislumbra explorar a \u00e1rea, em fun\u00e7\u00e3o da escassez de estudos.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_52476\" aria-describedby=\"caption-attachment-52476\" style=\"width: 350px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/mudanca-climatica-e-energia-pt-br\/52453-negociacoes-sobre-alto-mar-nao-chegam-a-esperado-tratado\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-52476\" src=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2022\/03\/UN-high-seas-treaty_Christopher-Michel_Flickr-1440x720-1.jpg\" alt=\"baleia submersa\" width=\"350\" height=\"175\"><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-52476\" class=\"wp-caption-text\"><strong>Leia mais: <a href=\"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/mudanca-climatica-e-energia-pt-br\/52453-negociacoes-sobre-alto-mar-nao-chegam-a-esperado-tratado\/\">Negocia\u00e7\u00f5es da ONU em alto mar n\u00e3o garantem tratado h\u00e1 muito esperado<\/a><\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Desde 2017,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S0967063718300311\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S0967063718300311&amp;source=gmail&amp;ust=1666991231108000&amp;usg=AOvVaw1kSeisZTvuNVawuBF7azwq\">Maila Guilhon<\/a>&nbsp;estuda estrat\u00e9gias e diretrizes para preservar ecossistemas na explora\u00e7\u00e3o miner\u00e1ria em \u00e1guas internacionais. Para a bi\u00f3loga, n\u00e3o est\u00e1 claro se o Brasil quer minerar no mar profundo. Apesar de ser o pa\u00eds com o maior dom\u00ednio de pessoal, infraestrutura e t\u00e9cnicas de pesquisa cient\u00edfica no Atl\u00e2ntico Sul, \u201co Brasil n\u00e3o possui a tecnologia para realizar essa explora\u00e7\u00e3o\u201d e teria de fazer parcerias internacionais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m disso, falta ao pa\u00eds um marco regulat\u00f3rio para a minera\u00e7\u00e3o no mar profundo. \u201c\u00c9 bastante importante ter uma base regulat\u00f3ria, como uma \u2018Lei do Mar\u2019, para termos princ\u00edpios norteadores e boas pr\u00e1ticas ambientais. Dependendo do que ser\u00e1 feito, o princ\u00edpio da precau\u00e7\u00e3o \u00e9 o primeiro ponto a se levar em considera\u00e7\u00e3o, al\u00e9m da participa\u00e7\u00e3o da sociedade civil\u201d, defende Guilhon.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Pelo <\/span><a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/abs\/pii\/S0195925522001123\"><span style=\"font-weight: 400;\">doutorado<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, Guilhon est\u00e1 no Instituto de Estudos Avan\u00e7ados em Sustentabilidade de Potsdam, na Alemanha, em contato com as partes envolvidas nas discuss\u00f5es sobre a minera\u00e7\u00e3o no mar profundo. China, \u00cdndia, R\u00fassia e Reino Unido s\u00e3o alguns dos principais pa\u00edses interessados nessa minera\u00e7\u00e3o, enquanto na\u00e7\u00f5es da Uni\u00e3o Europeia, da Am\u00e9rica Latina e do Caribe t\u00eam sido vozes contr\u00e1rias a essa explora\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Costa brasileira \u00e9 rica em recursos minerais e desperta interesse econ\u00f4mico. 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