{"id":50019823,"date":"2019-01-07T10:05:24","date_gmt":"2019-01-07T10:05:24","guid":{"rendered":"https:\/\/stage.dialogochino.net\/?p=19823"},"modified":"2020-03-06T10:39:35","modified_gmt":"2020-03-06T10:39:35","slug":"19746-a-china-transformou-o-brasil-em-uma-potencia-agricola-mas-afinal-quem-se-beneficia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/negocios\/19746-a-china-transformou-o-brasil-em-uma-potencia-agricola-mas-afinal-quem-se-beneficia\/","title":{"rendered":"A China transformou o Brasil em uma pot\u00eancia agr\u00edcola. Mas, afinal, quem se beneficia?"},"content":{"rendered":"<p>Ao longo dos \u00faltimos 15 anos, o crescimento explosivo da China moldou o Brasil e transformou o pa\u00eds em uma pot\u00eancia agr\u00edcola. A crescente demanda chinesa por\u00a0<em>commodities<\/em>\u00a0significa que o Brasil passou de importador de alimentos ao terceiro maior exportador de produtos agr\u00edcolas do mundo. Em 2009, a China se tornou o maior parceiro comercial do Brasil, tomando o lugar dos EUA, que agora ocupa um distante segundo lugar.<\/p>\n<p>Esse boom nas exporta\u00e7\u00f5es sustentou o crescimento do Brasil por anos, e, associado \u00e0 estabiliza\u00e7\u00e3o da economia ap\u00f3s anos de hiperinfla\u00e7\u00e3o e a pol\u00edticas sociais ousadas, ajudou a tirar milh\u00f5es de pessoas da pobreza.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, veio a crise. O crescimento da China desacelerou e o Brasil implementou\u00a0<a href=\"https:\/\/www.reuters.com\/article\/us-brazil-politics-rousseff\/brazils-rousseff-undone-by-hubris-economic-missteps-idUSKCN0Y12G6\">uma s\u00e9rie de pol\u00edticas econ\u00f4micas controversas durante o governo de esquerda da ex-presidente Dilma Rousseff<\/a>. Somado a isso, um esc\u00e2ndalo de corrup\u00e7\u00e3o sem precedentes corroeu a credibilidade do\u00a0<em>establishment\u00a0<\/em>pol\u00edtico e econ\u00f4mico. Uma recess\u00e3o que durou quase tr\u00eas anos trouxe milh\u00f5es de volta \u00e0 pobreza e ao desemprego.<\/p>\n<p>Em 2018, os brasileiros votaram por uma mudan\u00e7a radical: Jair Bolsonaro, o novo presidente de extrema-direita, comprometeu-se a transformar o pa\u00eds. Como parte do seu pacote de mudan\u00e7as, ele prometeu um alinhamento maior com os Estados Unidos \u2013 al\u00e9m de, em muitas declara\u00e7\u00f5es, identificar a crescente influ\u00eancia chinesa como uma amea\u00e7a para o Brasil.<\/p>\n<div class=\"SandboxRoot env-bp-350\" data-twitter-event-id=\"0\">\n<div class=\"resize-sensor\">\n<div class=\"resize-sensor-shrink\">\n<div>\n<blockquote class=\"twitter-tweet\" data-lang=\"en-gb\"><p>\u2014 Nikki Haley (@NikkiHaley) <a href=\"https:\/\/twitter.com\/NikkiHaley\/status\/1080268599967784960?ref_src=twsrc%5Etfw\">2 January 2019<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p><script async src=\"https:\/\/platform.twitter.com\/widgets.js\" charset=\"utf-8\"><\/script><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Apesar de tudo, \u00e9 prov\u00e1vel que a China fique por aqui. As exporta\u00e7\u00f5es est\u00e3o crescendo e, depois da visita do embaixador chin\u00eas Li Jinzhang,\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/mercado\/2018\/11\/comercio-com-a-china-pode-ser-ampliado-diz-bolsonaro.shtml\">Bolsonaro afirmou que o com\u00e9rcio entre os pa\u00edses \u201cpode at\u00e9 crescer\u201d durante a presid\u00eancia dele<\/a>. Hoje, a China \u00e9 o destino de 27% de todas as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras; os EUA, por outro lado,\u00a0<a href=\"http:\/\/www.mdic.gov.br\/comercio-exterior\/estatisticas-de-comercio-exterior\/comex-vis\/frame-pais?pais=usa\">\u00e9 o destino de 12%<\/a>.<\/p>\n<p>\u201cA China, diferente de outro grande parceiro que n\u00f3s temos, que \u00e9 os Estados Unidos, \u00e9 um pa\u00eds que tem demanda efetiva do Brasil\u201d, disse Roberto Jaguaribe, presidente da Ag\u00eancia Brasileira de Promo\u00e7\u00e3o de Exporta\u00e7\u00f5es e Investimentos, durante uma\u00a0<a href=\"https:\/\/www.cebri.org\/evento\/conferencia-cebri-apex-santander:-brasil-china:-debatendo-propostas-para-o-futuro;jsessionid=E5AEE4B2B7E349F4EE4ACF6E0952D540\">recente confer\u00eancia sobre as rela\u00e7\u00f5es Brasil-China.<\/a>\u00a0\u201cN\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o ideol\u00f3gica, mas de fluxo de demanda e de oferta\u201d.<\/p>\n<p>Diante do fracasso do governo em estimular um crescimento econ\u00f4mico mais robusto ao longo dos \u00faltimos quatro anos, especialistas esperam que o Brasil consiga aproveitar as in\u00fameras oportunidades que o mercado chin\u00eas apresenta.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 um momento quase que solu\u00e7ante, no sentido de que o Brasil precisa se posicionar, dentro daquele governo que est\u00e1 se formando\u201d, disse o embaixador Jos\u00e9 Alfredo Gra\u00e7a Lima durante a mesma confer\u00eancia. O pa\u00eds, segundo ele, precisa decidir \u201cquais s\u00e3o as suas verdadeiras necessidades\u201d.<\/p>\n<p>De acordo com o embaixador Li, o relacionamento entre os pa\u00edses vive um momento crucial:<\/p>\n<p>\u201cPode-se dizer que \u00e9 o melhor momento e, ao mesmo tempo, tamb\u00e9m o pior. Melhor por causa da ascens\u00e3o irrevers\u00edvel do grupo de pa\u00edses em desenvolvimento, e pior porque certos pa\u00edses atacam com \u201cfogo e f\u00faria\u201d a globaliza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, tentando causar um retrocesso na constru\u00e7\u00e3o de um sistema internacional mais justo, razo\u00e1vel e inclusivo\u201d.<\/p>\n<h2>45 Anos de relacionamento entre o Brasil a China<\/h2>\n<p>Este ano as rela\u00e7\u00f5es Brasil-China comemoram 45 anos. No seu in\u00edcio, em 1974, o Brasil ainda era governado por uma ditadura militar que prometia salvar o pa\u00eds do comunismo. O capit\u00e3o da reserva do Ex\u00e9rcito, Jair Bolsonaro, manifestou apoio \u00e0 hist\u00f3rica e violenta expurga\u00e7\u00e3o anticomunista do Brasil e invocou as a\u00e7\u00f5es do governo \u2018de facto\u2019 em seus discursos para atacar os governos antecessores de Luiz In\u00e1cio Lula da Silva e Dilma Rousseff, ambos do Partido dos Trabalhadores (PT).<\/p>\n<div class='cdo-shortcode--image'><\/p>\n<p><figure id=\"attachment_20358\" aria-describedby=\"caption-attachment-20358\" style=\"width: 989px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-20358\" src=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2019\/01\/Ernesto-Geisel-China.gif\" alt=\"\" width=\"989\" height=\"674\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-20358\" class=\"wp-caption-text\">Ernesto Geisel, presidente que iniciou rela\u00e7\u00f5es brasileiras com a China, em jantar com o presidente americano Jimmy Carter em 1978\u00a0 imagem:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.flickr.com\/photos\/embaixadaeua-brasil\/3359342549\/in\/photolist-Cwn9y-67Rvv8\">US Embassy<\/a><\/figcaption><\/figure><\/p>\n<div id=\"attachment_13120\" class=\"wp-caption aligncenter\"><\/div>\n<p><\/div>\n<p>Os pa\u00edses cresceram e o relacionamento entre eles se fortaleceu. Em 1993, ambos formaram uma parceria estrat\u00e9gica e, em 2004, criaram a Comiss\u00e3o Sino-Brasileira de Alto N\u00edvel de Concerta\u00e7\u00e3o e Coopera\u00e7\u00e3o. J\u00e1 em 2017, as rela\u00e7\u00f5es foram promovidas ao n\u00edvel de \u2018parceria estrat\u00e9gica integral\u2019, o mais alto status diplom\u00e1tico oferecido pela China a seus parceiros internacionais.<\/p>\n<p>A complementaridade \u00e9 a principal marca desse relacionamento: a China precisa dos recursos que o Brasil fornece.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 um certo paralelismo entre os dois pa\u00edses. H\u00e1 simetria\u201d, afirmou Valdemar Carneiro Le\u00e3o, embaixador brasileiro na China at\u00e9 2015. \u201cA China gosta de dizer que ela e o Brasil s\u00e3o os dois maiores pa\u00edses emergentes dos dois hemisf\u00e9rios\u201d.<\/p>\n<p>Segundo Jaguaribe, no entanto, a China n\u00e3o \u00e9, nem vai se tornar, em um futuro previs\u00edvel, autossuficiente: \u201cTer\u00e1 demandas significativas em tr\u00eas setores fundamentais: energia, alimentos e min\u00e9rios. Por coincid\u00eancia tr\u00eas setores em que o Brasil \u00e9 altamente capacitado a fazer suprimento\u201d.<\/p>\n<p>As exporta\u00e7\u00f5es para o pa\u00eds s\u00e3o principalmente de\u00a0<em>commodities<\/em>, sendo a soja o principal produto. O gr\u00e3o \u00e9 usado para a alimenta\u00e7\u00e3o de su\u00ednos na China. Em 2014, o Brasil foi respons\u00e1vel por 36% das importa\u00e7\u00f5es chinesas de soja. Esse \u00e9 um dos poucos alimentos que a China depende do fornecimento de outros pa\u00edses.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.chinadialogue.net\/article\/show\/single\/en\/7768-China-s-polluted-soil-and-water-will-drive-up-world-food-prices\">Com uma popula\u00e7\u00e3o que n\u00e3o para de crescer e um solo altamente degradado<\/a>, o pa\u00eds asi\u00e1tico n\u00e3o tem muita escolha e depende de outras na\u00e7\u00f5es para abastec\u00ea-lo. Em 2001, a China reduziu as taxas sobre a importa\u00e7\u00e3o de\u00a0<a href=\"http:\/\/stage.dialogochino.net\/chinas-search-for-food-in-latin-america-grabbing-headlines-not-land\/\">produtos b\u00e1sicos<\/a>.<\/p>\n<p>\u201cCriou para n\u00f3s uma depend\u00eancia que \u00e9, em certos casos como o da soja, de certa forma preocupante. J\u00e1 est\u00e1 atingindo 80% de tudo o que n\u00f3s vendemos de soja\u201d, disse Carneiro Le\u00e3o. \u201cMas, enfim, o Brasil \u00e9 que tem sorte de ter um comprador\u201d.<\/p>\n<div class='cdo-shortcode--image'><\/p>\n<p><figure id=\"attachment_20362\" aria-describedby=\"caption-attachment-20362\" style=\"width: 976px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-20362 \" src=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2019\/01\/BRICS-brazil.jpg\" alt=\"\" width=\"976\" height=\"721\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-20362\" class=\"wp-caption-text\">imagem:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.flickr.com\/photos\/89516183@N04\/14992787292\/in\/photolist-q5Fped-AvnuXt-B9ksgN-AbvESy-A9vsQD-om7ZF5-oa2QgN-omcY8z-ojsuKW-oQTKkr-omsJKd-oQRXjC-o9NxX9-or5XNo-or1RGk-qTyfUw-AuKUFK-B6jaXV-B7r9Ka-AswLWT-AeJ1xT-B6uLjF-AuMLhg-B7ijKg-B6jaSz-A9qs6x-A9hnwQ-vMWcjz-At5ewp-B82sii-Ax65Ja-vEYki6\/\">Embaixada \u00cdndia em Bras\u00edlia<\/a><\/figcaption><\/figure><\/p>\n<p><\/div>\n<p>Os especialistas afirmam que a parceira entre os dois pa\u00edses levou a uma coordena\u00e7\u00e3o maior entre pa\u00edses emergentes na esfera internacional. Atrav\u00e9s dos BRICS, bloco pol\u00edtico que une a China, Brasil, \u00cdndia, R\u00fassia e \u00c1frica do Sul, e o grupo BASIC (que exclui a R\u00fassia), as na\u00e7\u00f5es lutaram por mudan\u00e7as no governan\u00e7a global e em pol\u00edticas ambientais.<\/p>\n<div id=\"attachment_13121\" class=\"wp-caption alignnone\"><\/div>\n<p>Este ano, o Brasil \u00e9 presidente do BRICS e vai sediar a confer\u00eancia anual do grupo.<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<h2>Primariza\u00e7\u00e3o ou desindustrializa\u00e7\u00e3o?<\/h2>\n<p>Alguns temem que a demanda do mercado chin\u00eas e a sua competitividade industrial podem prejudicar as ind\u00fastrias brasileiras e arriscar empregos.<\/p>\n<p>\u201cIsso n\u00e3o \u00e9 um problema apenas para o Brasil\u201d, disse Lia Valls, economista da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas. \u201c\u00c9 um fen\u00f4meno global. O que precisamos fazer \u00e9 aprimorar o nosso desempenho no setor de servi\u00e7os, uma vez que o agroneg\u00f3cio n\u00e3o gera muitos empregos, nem a ind\u00fastria extrativa\u201d.<\/p>\n<p>Valls acrescenta que o Brasil chegou a ter uma poderosa ind\u00fastria de cal\u00e7ados e at\u00e9 vendeu celulares para os EUA. No entanto, os produtos chineses mais baratos levaram o Brasil a perder sua fatia do mercado, n\u00e3o apenas nos EUA, mas em toda a Am\u00e9rica do Sul.<\/p>\n<p>O Brasil foi, de muitas formas, deixado para tr\u00e1s.\u00a0<a href=\"http:\/\/funag.gov.br\/loja\/index.php?route=product\/product&amp;product_id=844\">Em 1980, o pa\u00eds contribuiu 2,3% ao PIB da ind\u00fastria mundial e a China contribuiu 1%. Em 2011, o Brasil contribuiu 2,1%; a China, 8,1%.<\/a><\/p>\n<p>Hoje, a soja, o min\u00e9rio de ferro e o petr\u00f3leo perfazem 80% das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras para a China. Os especialistas afirmam que o Brasil precisa diversificar, e que as demandas da crescente classe m\u00e9dia chinesa v\u00e3o trazer mais oportunidades.<\/p>\n<p>\u201cPrecisamos elaborar estrat\u00e9gias para cada setor se quisermos chegar \u00e0s prateleiras\u201d, disse Jaguaribe, acrescentando que o Brasil precisa conhecer melhor o mercado chin\u00eas. O caf\u00e9 e o recente interesse chin\u00eas por futebol tamb\u00e9m apresentam oportunidades. Ele disse que investidores brasileiros deveriam considerar investir na China para ampliar seus mercados, deixando de lado a cren\u00e7a de que isso vai levar \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o de empregos.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 melhor vender 20 ou 30% de alguma coisa do que 100% de nada\u201d, disse ele.<\/p>\n<p>Valls disse que o Brasil precisa superar outros obst\u00e1culos se quiser competir, incluindo a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.theguardian.com\/world\/2016\/may\/06\/brazil-form-filling-rio-de-janeiro-letter-from-our-correspondent\">burocracia<\/a>chocante que existe no pa\u00eds e a estrutura log\u00edstica que deixa muito a desejar em alguns pontos.<\/p>\n<p>O Brasil \u00e9 o pa\u00eds latino-americano que recebe a fatia mais gorda dos investimentos chineses.\u00a0<a href=\"https:\/\/static.poder360.com.br\/2018\/12\/boletim-investimentos-chineses-no-brasil-7.pdf\">Desde 2003, a China j\u00e1 investiu US$ 70 bilh\u00f5es no Brasil e anunciou um novo investimento de US$ 65 bilh\u00f5es, a ser distribu\u00eddo em 155 projetos j\u00e1 confirmados.<\/a>\u00a0Mas a maior parte dos investimentos diretos da China foi para fus\u00f5es e aquisi\u00e7\u00f5es, n\u00e3o para projetos\u00a0<em>greenfield<\/em>.<\/p>\n<p>Chang Yunbo, presidente-executivo da CCC Latin America, que recentemente comprou a empresa de engenharia brasileira Concremat, disse que o Brasil n\u00e3o fez o suficiente para apoiar investimentos\u00a0<em>greenfield<\/em>.<\/p>\n<p>\u201cO setor p\u00fablico n\u00e3o pode simplesmente presumir que esses projetos est\u00e3o garantidos\u201d, disse ele recentemente para um grupo de investidores em S\u00e3o Paulo. \u201c\u00c9 f\u00e1cil aprovar concess\u00f5es, mas para gerar um projeto de infraestrutura de transportes em grande escala e de longo prazo, o que demandaria investimentos de muitos bilh\u00f5es, \u00e9 preciso cobrar mais participa\u00e7\u00e3o, mais contribui\u00e7\u00e3o, mais responsabilidade do setor p\u00fablico\u201d.<\/p>\n<h2>Impactos ambientas<\/h2>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o de soja do Brasil expandiu de maneira maci\u00e7a nos \u00faltimos 15 anos. Em 2004, o Brasil produziu quase\u00a0<a href=\"https:\/\/agenciadenoticias.ibge.gov.br\/agencia-sala-de-imprensa\/2013-agencia-de-noticias\/releases\/13037-asi-producao-de-soja-cai-456-em-2004-mas-brasil-ainda-e-segundo-maior-produtor-mundial\">50 milh\u00f5es de toneladas de soja<\/a>. As estimativas para 2018 chegaram a\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/mercado\/2018\/05\/brasil-assume-lideranca-mundial-na-producao-de-soja-segundo-eua.shtml\">117 milh\u00f5es de toneladas, tornando o pa\u00eds o principal produtor do mundo<\/a>.<\/p>\n<p>Isso tudo custou caro ao\u00a0<a href=\"http:\/\/stage.dialogochino.net\/trade-war-alarms-brazilian-environmentalists\/\">Cerrado brasileiro<\/a>. Desde a d\u00e9cada de 70, o bioma perdeu quase metade da sua cobertura vegetal natural devido \u00e0 expans\u00e3o da agropecu\u00e1ria. O problema \u00e9 menor na Amaz\u00f4nia, onde os fatores respons\u00e1veis pelo desmatamento s\u00e3o outros.<\/p>\n<div class='cdo-shortcode--image'><\/p>\n<p><figure id=\"attachment_20365\" aria-describedby=\"caption-attachment-20365\" style=\"width: 944px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-20365\" src=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2019\/01\/brazil-agriculture.jpg\" alt=\"brasil soja\" width=\"944\" height=\"708\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-20365\" class=\"wp-caption-text\">imagem:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.flickr.com\/photos\/amicor\/3748184220\/in\/photolist-6hdqzs-rpkju4-s4rsg5-mrxdlw-wfuwwp-spu8jc-s4ttic-4bn7aq-spvzn9-sm3acq-sskk6b-rnoe3a-wfuurf-5vwjpt-y35mhx-ywxuph-ef3htd-xbyafh-bfis9k-7shtxj-qpyfeb-8nuxgq-a5t3pf-4nbimr-c5pvlu-mniqub-rklbw1-wmzj32-wnftsw-rn9g4s-nhkwcg-spwq6w-xrmpmb-przqss-phytsh-6tdt1f-fcjl8o-qbmu5e-geyqxc-8zjftk-fc5tkn-atdq4y-7jgezg-azaxw5-e9srdv-gfty3m-acrrqu-7ph595-sa5vlc-6gt5nf\">Javier<\/a><\/figcaption><\/figure><\/p>\n<div id=\"attachment_13125\" class=\"wp-caption aligncenter\"><\/div>\n<p><\/div>\n<p>\u201cO Brasil aumentou a produ\u00e7\u00e3o de soja nos \u00faltimos 12 anos e continua firme nessa dire\u00e7\u00e3o. Ao mesmo tempo, conseguiu reduzir o desmatamento na Amaz\u00f4nia\u201d, disse Beto Ver\u00edssimo, co-fundador da Imazon, um instituto de pesquisa voltado \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o e ao desenvolvimento sustent\u00e1vel na Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>Para Ver\u00edssimo, a redu\u00e7\u00e3o nas taxas de desmatamento antes do pico mais recente mostra que \u00e9 poss\u00edvel aumentar a produ\u00e7\u00e3o para atender a demanda chinesa e ao mesmo tempo proteger o meio ambiente.<\/p>\n<p>Em 2006, comerciantes de\u00a0<em>commodities<\/em>\u00a0assinaram a Morat\u00f3ria da Soja, um pacto ambiental elaborado por produtores e ambientalistas que estabelece o compromisso de n\u00e3o vender soja produzida em \u00e1reas desmatadas.<\/p>\n<h2>Aliados clim\u00e1ticos<\/h2>\n<p>A parceria ambiental do Brasil e da China nos \u00faltimos anos se transformou em uma parceria global para combater as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Desde que os EUA prometeram abandonar o Acordo de Paris, o mundo tem voltado a aten\u00e7\u00e3o para a China em busca de lideran\u00e7a nessa esfera.<\/p>\n<p>Como guardi\u00e3o de boa parte da maior floresta tropical do mundo, o Brasil tem um papel fundamental a desempenhar em qualquer compromisso internacional.<\/p>\n<p>At\u00e9 agora, no entanto, as inclina\u00e7\u00f5es do novo governo t\u00eam preocupado os ambientalistas.\u00a0<a href=\"https:\/\/oglobo.globo.com\/sociedade\/bolsonaro-diz-que-pediu-cancelamento-da-cop-25-no-brasil-cita-triplo-a-23266445\">Bolsonaro admitiu que pediu<\/a>\u00a0para o Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores retirar a candidatura do Brasil para sediar as discuss\u00f5es clim\u00e1ticas no fim do ano.<\/p>\n<p>O Brasil presenciou\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nytimes.com\/2019\/01\/01\/world\/americas\/brazil-jair-bolsonaro-president.html\">um aumento da sua taxa de desmatamento<\/a>\u00a0durante o per\u00edodo de campanha eleitoral, quando Bolsonaro amea\u00e7ava restringir a atua\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os ambientais respons\u00e1veis pela prote\u00e7\u00e3o das florestas.<\/p>\n<p>Segundo Jaguaribe, caso o presidente venha mesmo a cumprir sua promessa, os resultados ser\u00e3o desastrosos: \u201cDesistir de algo que nos oferece a posi\u00e7\u00e3o de l\u00edder global, n\u00e3o s\u00f3 na esfera ambiental, mas agroambiental, que \u00e9 o que somos, \u00e9 tolice\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao longo dos \u00faltimos 15 anos, o crescimento explosivo da China moldou o Brasil e transformou o pa\u00eds em uma pot\u00eancia agr\u00edcola. A crescente demanda chinesa por\u00a0commodities\u00a0significa que o Brasil passou de importador de alimentos ao terceiro maior exportador de produtos agr\u00edcolas do mundo. 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