{"id":50023289,"date":"2019-02-18T18:57:42","date_gmt":"2019-02-18T18:57:42","guid":{"rendered":"https:\/\/stage.dialogochino.net\/?p=23289"},"modified":"2023-06-02T21:09:04","modified_gmt":"2023-06-02T20:09:04","slug":"23265-demanda-chinesa-por-soja-empurra-rota-do-agronegocio-para-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/alimentos\/23265-demanda-chinesa-por-soja-empurra-rota-do-agronegocio-para-amazonia\/","title":{"rendered":"Demanda chinesa por soja empurra rota do agroneg\u00f3cio para Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"<p>A bacia amaz\u00f4nica \u00e9 o maior labirinto fluvial do mundo. Seus rios, igarap\u00e9s e ba\u00edas h\u00e1 mil\u00eanios servem de rota para os povos e animais da floresta. Hoje o maior fluxo na regi\u00e3o ainda \u00e9 das canoas e catraias dos ribeirinhos. Contudo, \u00e9 cada vez mais comum avistar grandes navios cruzarem suas \u00e1guas.<\/p>\n<p>As embarca\u00e7\u00f5es conhecidas como comboios cortam os rios do Par\u00e1, criando ondas que batem nas pequenas casas de palafitas e sacodem as canoas amarradas aos trapiches. Cada um \u00e9 composto por uma s\u00e9rie de barca\u00e7as, dentro das quais s\u00e3o estocados os mais variados produtos. Boa parte deles carrega soja, e seu destino final \u00e9 a China.<\/p>\n<p>O espantoso contraste entre grandes navios e as paisagens intocadas da Amaz\u00f4nia s\u00e3o o retrato da nova rota da soja. A popularidade do chamado Arco Norte tem crescido. Segundo dados da Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Exportadores de Cereais (Anec), entre 2017 e 2018, aumentou em 28% a exporta\u00e7\u00e3o de soja em gr\u00e3os pelos portos da bacia Amaz\u00f4nica. Nos demais portos do pa\u00eds, <a href=\"http:\/\/www.anec.com.br\/pt-br\/servicos\/estatisticas\/category\/2018.\">esse aumento foi de 22%.<\/a><\/p>\n<div class='block--pullout-stat block--pullout-stat--float cd-shortcode--factbox'>\n                <p class='block--pullout-stat__title'>28%<\/p>\n                <div class='block--pullout-stat__content'>\n                    <br \/>\nExporta\u00e7\u00e3o de soja pelos portos da bacia amaz\u00f4nica cresceu 28%<br \/>\n\n                <\/div>\n            <\/div>\n<p>O motivo \u00e9 a oferta de um caminho mais curto para o principal importador da soja brasileira, a China. De acordo com dados da empresa Cargonave, dos 89 navios graneleiros que sa\u00edram dos portos de Santar\u00e9m, Barcarena, Santana e Itacoatiara, nos \u00faltimos 8 meses, 39 deles, ou 43%, zarparam para a China.<\/p>\n<div class='cdo-shortcode--image'><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/VAkzgulYFDc\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p><\/div>\n<p>Os comboios partem de cidades no Par\u00e1 como Itaituba ou Santar\u00e9m,\u00a0 mais pr\u00f3ximas dos centros produtores de soja da regi\u00e3o Centro-Oeste, e t\u00eam como destino o porto de Santana, no Amap\u00e1, ou o porto de Vila do Conde, em Barcarena, no Par\u00e1. L\u00e1 as cargas s\u00e3o transferidas para grandes navios, que seguem pelo Canal do Panam\u00e1 em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 China.<\/p>\n<div class='cdo-shortcode--image'><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-23419\" src=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2019\/02\/Brazil-soy-route.png\" alt=\"\" width=\"998\" height=\"532\" \/><\/p>\n<p><\/div>\n<p>O caminho pela Amaz\u00f4nia reduz os custos de transporte. Por exemplo, a dist\u00e2ncia entre as cidades de Sorriso, no Mato Grosso, at\u00e9 o porto de Santos \u00e9 de aproximadamente 2 mil quil\u00f4metros, enquanto que a dist\u00e2ncia at\u00e9 os portos de Itaituba \u00e9 de 1,1 quil\u00f4metro. E um comboio grande, de 12 barca\u00e7as, tem a capacidade de carregar a mesma quantidade de carga que at\u00e9 900 carretas de caminh\u00e3o.<\/p>\n<p>A nova rota tamb\u00e9m se faz necess\u00e1ria pela avidez dos chineses pela soja brasileira. Em 2018, o <a href=\"http:\/\/stage.dialogochino.net\/12051-trade-war-alarms-brazilian-environmentalists\/\">Brasil bateu recordes de exporta\u00e7\u00e3o do gr\u00e3o para o pa\u00eds asi\u00e1tico, impulsionado pela crise comercial entre China e Estados Unidos<\/a>. Segundo a Anec, 82% das exporta\u00e7\u00f5es do gr\u00e3o foram para a China.<\/p>\n<p>A crescente demanda chinesa pela commodity, junto ao avan\u00e7o da fronteira agr\u00edcola e a <a href=\"http:\/\/stage.dialogochino.net\/19746-china-made-brazil-a-global-agricultural-powerhouse-but-who-benefits\/\">aproxima\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica entre o Brasil e a China<\/a> aumentaram a demanda por novas rotas de exporta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div class='cdo-shortcode--image'><\/p>\n<p><figure id=\"attachment_23316\" aria-describedby=\"caption-attachment-23316\" style=\"width: 1024px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-23316 size-full\" src=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2019\/02\/DSC_2346.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"678\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-23316\" class=\"wp-caption-text\">Grande parte das commodities brasileiras tem a China como destino. (Imagem: Sarita Reed)<\/figcaption><\/figure><\/p>\n<p><\/div>\n<p>Estrategistas do agroneg\u00f3cio apontam que o uso das rotas fluviais ajuda a desafogar as sobrecarregadas estradas que ligam as regi\u00f5es produtivas do centro-oeste aos portos de Santos e Paranagu\u00e1, no sul do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Mas, ao mesmo tempo, o tr\u00e1fego pesado no meio da Amaz\u00f4nia pode acarretar uma s\u00e9rie de impactos sociais e ambientais. Ao longo da rota, verificam-se casos de desrespeito ao direito de comunidades tradicionais, danos ambientais e n\u00e3o observ\u00e2ncia aos tr\u00e2mites legais de licenciamento ambiental.<\/p>\n<h2>Impactos sociais e ambientais<\/h2>\n<p>O crescimento do movimento de navios e a prolifera\u00e7\u00e3o de portos ao longo dos rios da bacia Amaz\u00f4nica preocupa autoridades, ONGs e comunidades tradicionais. Os impactos j\u00e1 percept\u00edveis s\u00e3o diversos.<\/p>\n<p>No caso dos portos em Miritituba, no Par\u00e1, o impacto come\u00e7a pela press\u00e3o demogr\u00e1fica causada pela chegada de trabalhadores de outras regi\u00f5es para a sua constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cAumentou o fluxo de empregos, por\u00e9m pode haver desemprego em raz\u00e3o das demiss\u00f5es em massa que ocorrem ap\u00f3s as constru\u00e7\u00f5es\u201d, afirma Ione Nakamura, promotora de Justi\u00e7a Agr\u00e1ria do Minist\u00e9rio P\u00fablico do Par\u00e1. \u201cCresce tamb\u00e9m o n\u00famero de acidentes de tr\u00e2nsito e, com o grande fluxo de pessoas de fora, da prostitui\u00e7\u00e3o infantil e do tr\u00e1fico de drogas\u201d.<\/p>\n<p>As instala\u00e7\u00f5es portu\u00e1rias tamb\u00e9m impactaram o modo de vida dos ind\u00edgenas Munduruku que vivem na regi\u00e3o. O povo mais afetado \u00e9 o que reside na aldeia Praia do \u00cdndio, a cerca de 10 quil\u00f4metros do centro de Itaituba.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 tr\u00eas portos bem na frente da minha aldeia\u201d, relata Alessandra Korap, uma l\u00edder comunit\u00e1ria de Praia do \u00edndio. \u201cAs empresas dizem que n\u00e3o h\u00e1 impacto, pois os portos est\u00e3o do outro lado do rio, mas isso afeta, por exemplo, a nossa \u00e1rea de pesca. As carretas quando chegam no porto, come\u00e7am a abastecer os silos e o p\u00f3 cai no rio. Quando a gente abre os peixes, eles est\u00e3o com o bucho estragado\u201d.<\/p>\n<p>Segundo <a href=\"https:\/\/fase.org.br\/pt\/acervo\/videos\/os-povos-do-tapajos-na-rota-da-soja\/\">a ONG Fase<\/a>, outros impactos incluem especula\u00e7\u00e3o no mercado de terra, polui\u00e7\u00e3o sonora e infiltra\u00e7\u00e3o de agrot\u00f3xicos atrav\u00e9s das barca\u00e7as. Com a crescente invas\u00e3o da mata e dos rios pelas empresas portu\u00e1rias, a expectativa \u00e9 que cada vez mais habitantes nativos sejam for\u00e7ados a se mudarem para cidades com pouca infraestrutura. O processo, na maioria dos casos, condena ind\u00edgenas e ribeirinhos \u00e0 pobreza e \u00e0 marginaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div class='cdo-shortcode--image'><\/p>\n<p><figure id=\"attachment_23319\" aria-describedby=\"caption-attachment-23319\" style=\"width: 1024px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-23319 size-full\" src=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2019\/02\/DSC_2856.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"678\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-23319\" class=\"wp-caption-text\">Alessandra vive na aldeia Praia do \u00cdndio. (Imagem: Sarita Reed)<\/figcaption><\/figure><\/p>\n<p><\/div>\n<p>A legisla\u00e7\u00e3o brasileira ordena a realiza\u00e7\u00e3o de audi\u00eancias p\u00fablicas com comunidades afetadas quando um empreendimento gera impacto. Quando h\u00e1 comunidades ind\u00edgenas e quilombolas, a Conven\u00e7\u00e3o 169 da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT) prev\u00ea que elas tamb\u00e9m sejam ouvidas.<\/p>\n<p>Os Mundurukus, no entanto, alegam n\u00e3o terem sido ouvidos sobre os empreendimentos, como no caso dos portos da Cianport e da Rio Turia.<\/p>\n<p>\u201cAs empresas est\u00e3o atropelando o protocolo de consulta que criamos. Na cidade de Itaituba est\u00e1 cheio de portos, e logo devem avan\u00e7ar para a nossa terra\u201d, relata Juarez Saw Munduruku, cacique da tribo Sawr\u00e9 Muybu.<\/p>\n<blockquote><p>\u00c0s vezes, a \u00e2nsia de lucro acaba trazendo danos para a regi\u00e3o<\/p><\/blockquote>\n<p>Promotores alegam que os impactos ambientais tampouco foram medidos de forma apropriada. As licen\u00e7as ambientais em Miritituba foram aprovadas pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas). O Minist\u00e9rio P\u00fablico, no entanto, argumenta que, devido ao grande n\u00famero de empreendimentos e potenciais danos, os licenciamentos deveriam ser avaliados pelo Ibama, \u00f3rg\u00e3o federal.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s precisamos entender que os licenciamentos ambientais de ECTs (esta\u00e7\u00f5es de transbordo de cargas, ou portos) n\u00e3o podem ser vistos de forma isolada\u201d, pondera Nakamura. \u201c\u00c9 vi\u00e1vel para uma bacia hidrogr\u00e1fica todos esses empreendimentos, sendo que h\u00e1 v\u00e1rios outros que tamb\u00e9m est\u00e3o na regi\u00e3o, como rodovias e hidrel\u00e9tricas?\u201d<\/p>\n<p>No Amap\u00e1, pr\u00f3ximo ao Porto de Santana, um dos pontos finais da hidrovia para escoamento da soja j\u00e1 demonstra o risco dos empreendimentos portu\u00e1rios. \u00c9 poss\u00edvel avistar, de barco, o porto colapsado da mineradora inglesa Anglo, que desabou em 2013, matando seis pessoas. A trag\u00e9dia poderia ter sido maior. Bem ao lado est\u00e1 o movimentado Porto do Grego, local de chegada dos barcos de passageiros que navegam pelo Amazonas, al\u00e9m de duas comunidades de pescadores.<\/p>\n<p>\u201cO terminal estava sobrecarregado, em raz\u00e3o do aumento do pre\u00e7o das <em>commodities<\/em>\u201d, diz Joaquim Cabral, procurador federal no Amap\u00e1. \u201c\u00c0s vezes, a \u00e2nsia de lucro acaba trazendo danos para a regi\u00e3o\u201d.<\/p>\n<h2>Do Tapaj\u00f3s ao Pac\u00edfico<\/h2>\n<p>Boa parte dos novos portos da regi\u00e3o amaz\u00f4nica s\u00e3o instala\u00e7\u00f5es simplificadas chamadas esta\u00e7\u00f5es de transbordo de cargas. A primeira a entrar em opera\u00e7\u00e3o em Miritituba foi a da Bunge, em 2014, e desde ent\u00e3o diversas companhias mostraram interesse em construir as suas pr\u00f3prias esta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o estamos falando de um \u00fanico, mas de uma s\u00e9rie de empreendimentos em todo o estado do Par\u00e1. Pelo menos 30 querem se instalar s\u00f3 na regi\u00e3o de Miritituba\u201d, afirma Nakamura.<\/p>\n<p>Segundo Diana Aguiar, assessora da ONG Fase e autora do estudo \u201c<a href=\"https:\/\/fase.org.br\/content\/uploads\/2017\/06\/A-geopolitica-de-infraestrutura-da-china-na-America-do-Sul.pdf\">A geopol\u00edtica de infraestrutura da China na Am\u00e9rica do Sul<\/a>\u201d, o novo corredor log\u00edstico \u00e9 um retrato da China n\u00e3o \u00e9 apenas como \u201cuma grande compradora global de <em>commodities<\/em>, mas como investidora em infraestrutura no mundo\u201d.<\/p>\n<p>Os chineses n\u00e3o apenas est\u00e3o comprando soja do Brasil, mas produzindo e exportando soja no pa\u00eds. Assim, h\u00e1 empresas chinesas que j\u00e1 utilizam os portos da Amaz\u00f4nia para escoar seus pr\u00f3prios produtos. \u00c9 o caso da Cofco, maior companhia chinesa voltada a comercializa\u00e7\u00e3o de cereais \u2014 e j\u00e1 a quarta maior exportadora de soja no Brasil.<\/p>\n<div class='cdo-shortcode--image'><\/p>\n<p><figure id=\"attachment_23313\" aria-describedby=\"caption-attachment-23313\" style=\"width: 1024px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-23313 size-full\" src=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2019\/02\/DSC_2275.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"678\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-23313\" class=\"wp-caption-text\">Popula\u00e7\u00f5es locais enfrentam os impactos do aumento do fluxo nos portos da Amaz\u00f4nia. (Imagem: Sarita Reed)<\/figcaption><\/figure><\/p>\n<p><\/div>\n<p>Segundo a Cofco, suas principais opera\u00e7\u00f5es ocorrem em um terminal privado da empresa no porto de Santos, em S\u00e3o Paulo. Mas, em 2018, a Hidrovias do Brasil, que opera uma ECT em Miritituba, e a Cofco celebraram aditivos a contratos de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de transbordo de cargas, transporte fluvial e de opera\u00e7\u00e3o portu\u00e1ria. Foi prorrogada a vig\u00eancia dos contratos para 2031, bem como ampliado o volume m\u00e1ximo contratado em <a href=\"http:\/\/siteempresas.bovespa.com.br\/consbov\/ArquivosExibe.asp?site=&amp;protocolo=592605\">9.630 toneladas de gr\u00e3os<\/a>.<\/p>\n<p>H\u00e1 outros ind\u00edcios que demonstram o interesse chin\u00eas em ampliar o escoamento da soja pelo norte. Um dos gargalos que dificultam o uso da rota \u00e9 a car\u00eancia de infraestrutura rodovi\u00e1ria e ferrovi\u00e1ria para que os gr\u00e3os cheguem at\u00e9 as ETCs e portos.<\/p>\n<p>Assim, investidores chineses sinalizam interesse na constru\u00e7\u00e3o de ferrovias que conectem as regi\u00f5es produtivas \u00e0s instala\u00e7\u00f5es portu\u00e1rias. Um desses empreendimentos \u00e9 a <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/pa\/para\/noticia\/para-firma-acordo-com-a-china-para-construcao-da-ferrovia-paraense.ghtml\">Ferrovia Paraense<\/a>, que conectaria a regi\u00e3o sudeste do Par\u00e1 ao porto de Barcarena. Outro \u00e9 a <a href=\"https:\/\/news.mongabay.com\/2018\/11\/china-increasingly-involved-in-brazils-ambitious-amazon-rail-network\/%20https:\/br.reuters.com\/article\/businessNews\/idBRKBN1CW2SN-OBRBS\">Ferrogr\u00e3o<\/a>, que iria do Mato Grosso at\u00e9 Itaituba.<\/p>\n<p>Ambos os projetos ainda est\u00e3o em fase de estudos, por\u00e9m autoridades j\u00e1 confirmaram o interesse de investidores chineses em sua concretiza\u00e7\u00e3o. Uma nota publicada pelo site <a href=\"https:\/\/relatorioreservado.com.br\/cofco-de-olho-na-ferrograo\/\">Relat\u00f3rio Reservado<\/a> indicava o interesse da Cofco em investir na Ferrogr\u00e3o. Questionada sobre a nota, a assessoria da empresa chinesa preferiu n\u00e3o se manifestar, j\u00e1 que n\u00e3o comenta suas atividades negociais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A bacia amaz\u00f4nica \u00e9 o maior labirinto fluvial do mundo. 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