{"id":50023695,"date":"2019-02-20T23:37:46","date_gmt":"2019-02-20T23:37:46","guid":{"rendered":"https:\/\/stage.dialogochino.net\/?p=23695"},"modified":"2020-03-06T10:39:26","modified_gmt":"2020-03-06T10:39:26","slug":"23572-o-polemico-referendo-para-reativar-a-represa-boliviana-de-rositas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/energia\/23572-o-polemico-referendo-para-reativar-a-represa-boliviana-de-rositas\/","title":{"rendered":"O pol\u00eamico referendo para reativar a represa boliviana de Rositas"},"content":{"rendered":"<p>Quando o presidente boliviano Evo Morales prop\u00f4s, no \u00faltimo 31 de dezembro, um referendo para reativar o projeto hidrel\u00e9trico de <a href=\"https:\/\/www.ende.bo\/proyectos\/resena\/proyecto--hidroelectrico-rositas\">Rositas<\/a>, sua aposta era que a iniciativa ajudasse o pa\u00eds a depender menos de combust\u00edveis f\u00f3sseis. A hidrel\u00e9trica ampliaria ainda a oferta de \u00e1gua e energia para a popula\u00e7\u00e3o, e de quebra limparia a matriz energ\u00e9tica do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Mas um conflito com as comunidades do departamento de Santa Cruz, onde a hidrel\u00e9trica seria constru\u00edda, pode azedar os planos de Morales. Moradores da comunidade n\u00e3o aceitam ser removidos pelo projeto, e o conflito corre o risco de escalar. Enquanto isso, ambientalistas, de quem o presidente esperava elogios, criticam a falta de transpar\u00eancia do projeto.<\/p>\n<h2>O projeto de Rositas<\/h2>\n<p>Gerar energia \u00e9 uma prioridade para Santa Cruz. Com 3,2 milh\u00f5es de habitantes, o departamento \u00e9 o mais povoado da Bolivia, e sua demanda por energia \u00e9 crescente.<\/p>\n<p>O projeto de Rositas, promovido pelo governo federal e executado pela estatal Empresa Nacional de Eletricidade (<a href=\"https:\/\/www.ende.bo\/index.php\">ENDE<\/a>), causaria fortes impactos socioambientais, como o reassentamento de ao menos 12 comunidades que vivem da pecu\u00e1ria leiteira e da agricultura. Tr\u00eas anos atr\u00e1s, essas 500 fam\u00edlias come\u00e7aram a manifestar sua oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 possibilidade de abandonar as casas que ocupam h\u00e1 40 anos para se mudar para outra regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Enquanto isso, para o governo de Morales, trata-se de um projeto de prioridade nacional que come\u00e7ou a ser projetado nos anos 1970, mas n\u00e3o havia sido concretizado.<\/p>\n<p>Em 2016, o governo outorgou a constru\u00e7\u00e3o do projeto ao cons\u00f3rcio Asociaci\u00f3n Accidental Rositas (<a href=\"http:\/\/www.comunicacion.gob.bo\/?q=20160915\/22082\">AAR<\/a>). Ele \u00e9 formado pela empresa estatal chinesa <a href=\"https:\/\/www.hydropower.org\/companies\/china-three-gorges-corporation\">Three Gorges<\/a> Corporation \u2013 conhecida pela constru\u00e7\u00e3o da gigantesca represa das Tr\u00eas Gargantas, a maior do mundo \u2013, por sua <a href=\"https:\/\/www.bnamericas.com\/company-profile\/es\/china-international-water-electric-corporation-cwe-china-international-water-electric-corporation-cwe\">subsidi\u00e1ria<\/a> China International Water &amp; Electric e pela <a href=\"https:\/\/reedcosrl.com\/\">boliviana<\/a> Empresa Constructora Reedco SRL. O investimento alcan\u00e7aria os 1,3 bilh\u00e3o de d\u00f3lares, 80% dos quais seriam garantidos por meio de um cr\u00e9dito concedido pelo banco estatal chin\u00eas Eximbank.<\/p>\n<div class='cdo-shortcode--image'><\/p>\n<p><figure id=\"attachment_23586\" aria-describedby=\"caption-attachment-23586\" style=\"width: 1600px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-23586 size-full\" src=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2019\/02\/1.-foto-firma-rositas-ENDE.jpg\" alt=\"\" width=\"1600\" height=\"900\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-23586\" class=\"wp-caption-text\">A assinatura do contrato entre a estatal boliviana ENDE e o cons\u00f3rcio chin\u00eas AAR. Foto: ENDE<\/figcaption><\/figure><\/p>\n<p><\/div>\n<p>Em v\u00e1rias ocasi\u00f5es, o governo de Morales refor\u00e7ou a import\u00e2ncia da represa. Ap\u00f3s advertir que poderia transferir os recursos de Rositas a outros departamentos (prejudicando a regi\u00e3o de Santa Cruz), em 31 de dezembro de 2018 o presidente boliviano decidiu resgatar o projeto.<\/p>\n<p>\u201cSe h\u00e1 algumas fam\u00edlias que se op\u00f5em, por que n\u00e3o realizamos um referendo e perguntamos ao departamento se a represa deve ou n\u00e3o ser constru\u00edda?\u201d, questionou Evo em um evento com empres\u00e1rios na capital do departamento, Santa Cruz de la Sierra.<\/p>\n<p>As comunidades locais rejeitaram a proposta imediatamente.<\/p>\n<p>\u201cUm referendo n\u00e3o \u00e9 a medida adequada para um projeto como esse. Eles tinham a oportunidade de fazer a consulta pr\u00e9via, livre e informada. Um referendo n\u00e3o faz sentido porque se trata de uma propriedade privada\u201d, disse Benigno Barrientos, representante de Moroco, uma das 12 comunidades que ser\u00e3o afetadas pela represa.<\/p>\n<p>\u201cEles s\u00f3 falaram dos benef\u00edcios da energia, querem garantir \u00e1gua para o consumo de Santa Cruz e para a irriga\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o comentam os danos que o projeto causar\u00e1, muito menos mencionam uma poss\u00edvel compensa\u00e7\u00e3o. Rejeitamos [o projeto] por que n\u00e3o h\u00e1 transpar\u00eancia\u201d, explicou Jos\u00e9 Luis Sandoval, presidente do Comit\u00ea de Defesa Terra e Territ\u00f3rio, que re\u00fane as comunidades afetadas.<\/p>\n<h2>As comunidades contra o projeto Rositas<\/h2>\n<p>Rositas foi projetada para gerar cerca de 600 megawatts de energia, o que equivale a metade do consumo de todo o pa\u00eds. A hidrel\u00e9trica alimentar\u00e1 uma rede nacional que hoje gera 1,4 mil MW (superando em 200 MW a demanda atual do pa\u00eds).<\/p>\n<p>Contudo, a ambi\u00e7\u00e3o do projeto \u00e9 ainda maior. Trata-se de uma pe\u00e7a fundamental da Agenda Patri\u00f3tica 2025, o plano de Morales para tornar a Bol\u00edvia um <a href=\"http:\/\/www.comunicacion.gob.bo\/?q=20141005\/16950\">centro energ\u00e9tico<\/a> da regi\u00e3o com a gera\u00e7\u00e3o de <a href=\"https:\/\/www.ende.bo\/noticia\/noticia\/1\">3 mil MW<\/a> de energia, que seria exportada para a Argentina e para o Brasil.<\/p>\n<p>Rositas, que ser\u00e1 constru\u00edda a cerca de 140 quil\u00f4metros de Santa Cruz de la Sierra, seria a primeira de sete hidroel\u00e9tricas na bacia do rio Grande, que nasce no centro do pa\u00eds e corre at\u00e9 a bacia do Amazonas. Al\u00e9m de gerar energia, a represa permitiria irrigar 16 mil hectares de produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, abasteceria a cidade de Santa Cruz com \u00e1gua pot\u00e1vel e diminuiria o risco de inunda\u00e7\u00e3o na zona situada abaixo da represa, segundo o ex-ministro de Energia Luis Alberto S\u00e1nchez.<\/p>\n<p>At\u00e9 agora, nem a ENDE nem o governo Morales revelaram qualquer informa\u00e7\u00e3o sobre o potencial impacto do projeto. Mas o resumo executivo do estudo de projeto final \u2013 ao qual a ONG Fundaci\u00f3n Sol\u00f3n teve acesso \u2013 menciona uma \u00e1rea de influ\u00eancia direta de 452 quil\u00f4metros quadrados, distribu\u00edda entre cinco munic\u00edpios: Guti\u00e9rrez y Cabezas (na prov\u00edncia Cordillera), Postervalle e Vallegrande (na prov\u00edncia Vallegrande), de Santa Cruz, e Villa Vaca Guzm\u00e1n, no departamento vizinho de Chuquisaca.<\/p>\n<p>A preocupa\u00e7\u00e3o dessas 12 comunidades campesinas surgiu em 2012, quando um primeiro estudo de viabilidade revelou que a \u00e1rea inundada seria de ao menos 45 mil hectares.<\/p>\n<div class='cdo-shortcode--image'><\/p>\n<p><figure id=\"attachment_23590\" aria-describedby=\"caption-attachment-23590\" style=\"width: 900px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-23590 size-full\" src=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2019\/02\/5.IsapiRua.jpg\" alt=\"\" width=\"900\" height=\"600\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-23590\" class=\"wp-caption-text\">Os guaranis de Yumao s\u00e3o uma das tr\u00eas comunidades ind\u00edgenas que dizem n\u00e3o ter sido consultadas. Foto: Suceth Rodr\u00edguez.<\/figcaption><\/figure><\/p>\n<p><\/div>\n<p>Entre as preocupa\u00e7\u00f5es est\u00e1 a perda da infraestrutura existente, como escolas, estradas e fia\u00e7\u00f5es el\u00e9tricas. Por exemplo, a ponte <a href=\"http:\/\/www.abc.gob.bo\/?p=4976\">constru\u00edda<\/a> sobre o rio Grande e na qual o governo investiu 38 milh\u00f5es de pesos bolivianos (cerca de 5,5 milh\u00f5es de d\u00f3lares) e que est\u00e1 pronta para entrega, encontra-se exatamente na zona que ser\u00e1 inundada, alerta a ONG Probioma, que trabalha com comunidades ind\u00edgenas em quest\u00f5es agr\u00edcolas. Segundo a ONG, a ponte, que une os munic\u00edpios de Vallegrande e Guti\u00e9rrez, foi <a href=\"http:\/\/www.abc.gob.bo\/?p=5360\">vendida<\/a> pela Autoridade Boliviana de Estradas como uma solu\u00e7\u00e3o vi\u00e1ria que permitir\u00e1 o transporte de produtos como milho, batata, amendoim, hortali\u00e7as e verduras at\u00e9 Santa Cruz, a segunda maior cidade do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Por todos esses motivos, a popula\u00e7\u00e3o formou o Comit\u00ea de Defesa de Terra e Territ\u00f3rio das Comunidades Afetadas pelo Projeto Rositas. Em dezembro de 2016, reunido na comunidade ind\u00edgena Tatarenda Nuevo, o comit\u00ea votou pelo rep\u00fadio \u00e0 constru\u00e7\u00e3o da represa devido aos impactos diretos e indiretos sobre as popula\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A principal reclama\u00e7\u00e3o at\u00e9 agora \u00e9 que, apesar de tr\u00eas comunidades serem ind\u00edgenas guaranis, n\u00e3o houve um processo de consulta pr\u00e9via e informada junto a elas, como estabelece a Constitui\u00e7\u00e3o boliviana e como recomenda a Conven\u00e7\u00e3o 169 da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT), que trata dos direitos de povos ind\u00edgenas \u2013 uma ironia no \u00fanico pa\u00eds da Am\u00e9rica Latina com um presidente ind\u00edgena.<\/p>\n<p>Frente ao que descrevem como uma falta de resposta a seus pedidos por informa\u00e7\u00e3o sobre os impactos da Rositas e sobre poss\u00edveis solu\u00e7\u00f5es, em maio de 2017 o Comit\u00ea decidiu n\u00e3o atender mais \u00e0s iniciativas de divulga\u00e7\u00e3o do projeto por parte governo.<\/p>\n<p>A partir desse momento, a luta das comunidades se tornou jur\u00eddica. Em mar\u00e7o de 2018, as comunidades guaranis de Tatarenda Nuevo e Yumao iniciaram uma a\u00e7\u00e3o popular contra a execu\u00e7\u00e3o do projeto por violar seu direito \u00e0 consulta pr\u00e9via.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s passar por tr\u00eas tribunais distintos, um juiz indeferiu a a\u00e7\u00e3o legal com o argumento de que \u201cos requerentes n\u00e3o podem ser considerados afetados quando n\u00e3o existe um c\u00f3digo, um projeto\u201d. Segundo ele, \u201cmal poderiam alegar impacto sem considerar a conclus\u00e3o dos estudos que deve tramitar pela ENDE como ato pr\u00e9vio \u00e0 consulta\u201d.<\/p>\n<p>O problema \u00e9 que esses estudos n\u00e3o foram publicados ou ainda est\u00e3o sendo realizados.<\/p>\n<p>O primeiro, o estudo final que estabelece a \u00e1rea afetada, foi realizado pela empresa Eptisa mas at\u00e9 hoje n\u00e3o est\u00e1 dispon\u00edvel ao p\u00fablico. O segundo, a avalia\u00e7\u00e3o de impacto ambiental, \u00e9 incerto. Em agosto de 2017, a realiza\u00e7\u00e3o do estudo foi assignada \u00e0 filial da ENDE Corani SA. Um ano e meio depois, ainda n\u00e3o se sabe se j\u00e1 foi conclu\u00eddo.<\/p>\n<p>Finalmente, o estudo para o <a href=\"https:\/\/www.iagua.es\/noticias\/grupo-inclam\/inclam-firma-bolivia-contrato-regadio-cuenca-alta-rio-grande\">projeto de irriga\u00e7\u00e3o<\/a> que permitir\u00e1 irrigar 165 mil hectares agropecu\u00e1rios, foi dado em janeiro de 2018 ao cons\u00f3rcio espanhol Inclam SA por 2,4 milh\u00f5es de d\u00f3lares, com recursos do Banco de Desenvolvimento da Am\u00e9rica Latina \u2013 CAF. O estudo ser\u00e1 finalizado em fevereiro de 2019.<\/p>\n<p>Segundo os ind\u00edgenas, quando a a\u00e7\u00e3o popular foi iniciada, a justi\u00e7a n\u00e3o levou em conta os documentos que provam que eles ser\u00e3o afetados pela inunda\u00e7\u00e3o, nem que um dos resultados ser\u00e1 o que eles <a href=\"https:\/\/fundacionsolon.org\/2018\/04\/06\/rositas-y-el-reasentamiento-involuntario\/\">chamam<\/a> de \u201creassentamento involunt\u00e1rio\u201d.<\/p>\n<div class='cdo-shortcode--image'><\/p>\n<p><figure id=\"attachment_23689\" aria-describedby=\"caption-attachment-23689\" style=\"width: 2000px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-23689 size-full\" src=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2019\/02\/areacultivos-Tatarenda-inundacio\u0301n.jpg\" alt=\"\" width=\"2000\" height=\"1325\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-23689\" class=\"wp-caption-text\">Benigno Barrientos e camponeses de 12 comunidades temem perder os cultivos que lhes sustentam. Foto: Miriam Telma Jemio.<\/figcaption><\/figure><\/p>\n<p><\/div>\n<p>A isso se soma a preocupa\u00e7\u00e3o dos cientistas ambientais com o impacto que o projeto poderia ter sobre certos ecossistemas bolivianos, como os bosques \u00famidos da bacia do rio Grande, sobretudo as tr\u00eas \u00e1reas protegidas que estariam dentro da zona prevista para a hidroel\u00e9trica (o Parque Nacional Serran\u00eda del I\u00f1ao, a \u00c1rea de Manejo Integrado Rio Grande \u2013 Valles Cruce\u00f1os e a \u00c1rea Protegida Municipal Paraban\u00f3).<\/p>\n<p>\u201cAs \u00e1reas protegidas t\u00eam legisla\u00e7\u00e3o prevista na constitui\u00e7\u00e3o boliviana e outras normas que, dependendo de sua import\u00e2ncia, impedem a realiza\u00e7\u00e3o de projetos que seriam permitidos no resto do pa\u00eds. Assim, nenhum referendo deve tratar de algo que \u00e9 ilegal, ou seja, a realiza\u00e7\u00e3o de uma obra de infraestrutura ou qualquer obra p\u00fablica que afete a fun\u00e7\u00e3o para a qual a \u00e1rea foi criada\u201d, afirma a pesquisadora ambiental Cecilia Requena, coautora do livro Bol\u00edvia em um mundo 4 graus mais quente.<\/p>\n<h2>Energia mais limpa para Santa Cruz<\/h2>\n<p>O grande atrativo de Rositas \u00e9 a possibilidade de transformar de modo significativo a matriz energ\u00e9tica da Bol\u00edvia.<\/p>\n<p>Segundo o governo, a constru\u00e7\u00e3o de hidrel\u00e9tricas como essa permitiria a substitui\u00e7\u00e3o da energia de combust\u00edveis f\u00f3sseis, como o g\u00e1s natural e o diesel, por fontes renov\u00e1veis como a \u00e1gua, contribuindo para a redu\u00e7\u00e3o na emiss\u00e3o de gases de efeitos estufa \u2013 que s\u00e3o respons\u00e1veis pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Atualmente, cerca de 75% da energia el\u00e9trica consumida na Bol\u00edvia \u00e9 produzida por centrais termoel\u00e9tricas \u00e0 base de g\u00e1s natural e diesel.<\/p>\n<p>Por isso, a oposi\u00e7\u00e3o do Comit\u00ea de Defesa ao projeto \u00e9 inc\u00f4moda para o governo Morales.<\/p>\n<p>\u201cInvocamos o departamento de Santa Cruz a defender esse projeto, o sonho dos velhos anci\u00e3os\u201d, afirmou o ministro de Energia Rafael Alarc\u00f3n, <a href=\"https:\/\/www.minenergias.gob.bo\/noticia\/noticiacompleta\/76\">descrevendo<\/a> os autores da a\u00e7\u00e3o judicial como \u201cpessoas m\u00e1s\u201d.<\/p>\n<p>Tanto a ENDE como o Minist\u00e9rio de Energia e o governo de Santa Cruz dizem que levantar\u00e3o dados para revelar quem deveria ser compensado, enfatizando que o componente s\u00f3cio-ambiental do projeto inclui medidas de preven\u00e7\u00e3o e mitiga\u00e7\u00e3o ambiental.<\/p>\n<div class='cdo-shortcode--image'><\/p>\n<p><figure id=\"attachment_23602\" aria-describedby=\"caption-attachment-23602\" style=\"width: 960px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-23602 size-full\" src=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2019\/02\/3.-caminos-del-chaco-1.jpg\" alt=\"\" width=\"960\" height=\"503\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-23602\" class=\"wp-caption-text\">Os camponeses de Vallegrande se op\u00f5em \u00e0 perda da ponte do rio Grande em processo de constru\u00e7\u00e3o. Foto: Caminos del Chaco.<\/figcaption><\/figure><\/p>\n<p><\/div>\n<p>A popula\u00e7\u00e3o, no entanto, sente que as informa\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis s\u00e3o excessivamente vagas.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o conhecemos nenhuma proposta. N\u00e3o temos por que aceitar se n\u00e3o temos conhecimento de nada\u201d, explica Benigno Barrientos, vice-presidente do Comit\u00ea de Defesa. \u201cEm nenhum momento nos foi mostrado o melhor ou o pior. Que propriet\u00e1rio vai abrir m\u00e3o de seus bens sem conhecer a proposta?\u201d, enfatizou.<br \/>\nSegundo os membros do Comit\u00ea, mais que o referendo proposto por Evo, \u00e9 preciso realizar um processo s\u00e9rio de consulta pr\u00e9via, tanto junto \u00e0s comunidades ind\u00edgenas como aos camponeses da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cNossa postura \u00e9 que qualquer consulta que se pretenda realizar j\u00e1 est\u00e1 atrasada, considerando que a consulta a povos ind\u00edgenas \u00e9 de car\u00e1ter pr\u00e9vio. A consulta a todos os cidad\u00e3os ou bolivianos violaria, entre outros direitos, nossa livre determina\u00e7\u00e3o\u201d, argumenta Ena Taborga, representante dos ind\u00edgenas guaranis de Tatarenda Nuevo.<\/p>\n<p>\u201c[A consulta] j\u00e1 n\u00e3o foi pr\u00e9via. Esse direito foi violado e n\u00e3o se faz nada para ressarci-lo\u201d, concorda Sara Crespo, pesquisadora da ONG Probioma.<\/p>\n<p>Muitos tamb\u00e9m desconfiam de que o governo n\u00e3o venha a aceitar o resultado, caso este seja contr\u00e1rio \u00e0s aspira\u00e7\u00f5es de Morales, como aconteceu com o referendo nacional de fevereiro de 2016 que em teoria fechava as portas para um quarto mantado presidencial de Morales \u2013 algo que o presidente buscar\u00e1 este ano.<\/p>\n<p>Dentro do governo, acredita-se que o referendo seria aprovado, mas os funcion\u00e1rios insistem na import\u00e2ncia de considerar outras alternativas de acordo.<\/p>\n<p>\u201cOs distintos n\u00edveis do governo e a popula\u00e7\u00e3o afetada devem concordar em buscar solu\u00e7\u00f5es para evitar a realiza\u00e7\u00e3o de um referendo, que sabemos que ser\u00e1 positivo, porque ningu\u00e9m vai se opor \u00e0 gera\u00e7\u00e3o de 200 hectares de irriga\u00e7\u00e3o, a gerar energia, a ter transporte el\u00e9trico p\u00fablico e privado. O referendo \u00e9 menos importante do que a an\u00e1lise e o impacto do projeto\u201d, afirma Jos\u00e9 Luis Parada, assessor geral do Governo de Santa Cruz.<\/p>\n<p>Por ora, n\u00e3o h\u00e1 novas informa\u00e7\u00f5es. O Minist\u00e9rio de Energia n\u00e3o respondeu ao pedido de informa\u00e7\u00e3o de Di\u00e1logo Chino sobre o que ser\u00e1 feito para viabilizar a proposta de referendo. O \u00f3rg\u00e3o limitou-se a afirmar que est\u00e1 coletando dados sobre as caracter\u00edsticas h\u00eddricas do projeto.<\/p>\n<p>Enquanto isso, em 4 de fevereiro \u00faltimo, um grupo de ind\u00edgenas de 11 regi\u00f5es da Bol\u00edvia que s\u00e3o contr\u00e1rios a projetos extrativistas iniciou uma caminhada de Sucre a La Paz, onde fica a sede do governo federal. Entre os manifestantes, est\u00e3o os opositores de hidrel\u00e9tricas como a Rositas.<\/p>\n<p>\u201cNenhum habitante de Santa Cruz, nenhum boliviano, vai gostar que o governo anule seus direitos. Durante tr\u00eas anos, pedimos para ter acesso \u00e0s propostas, mas eles n\u00e3o t\u00eam nada\u201d, explica Benigno Barrientos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando o presidente boliviano Evo Morales prop\u00f4s, no \u00faltimo 31 de dezembro, um referendo para reativar o projeto hidrel\u00e9trico de Rositas, sua aposta era que a iniciativa ajudasse o pa\u00eds a depender menos de combust\u00edveis f\u00f3sseis. 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