{"id":50026109,"date":"2019-04-23T17:57:47","date_gmt":"2019-04-23T16:57:47","guid":{"rendered":"https:\/\/stage.dialogochino.net\/?p=26109"},"modified":"2023-06-02T21:28:53","modified_gmt":"2023-06-02T20:28:53","slug":"26035-china-aprende-a-resolver-problemas-ambientais-da-forma-mais-penosa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/negocios\/26035-china-aprende-a-resolver-problemas-ambientais-da-forma-mais-penosa\/","title":{"rendered":"China aprende a resolver problemas ambientais \u2013 da forma mais penosa"},"content":{"rendered":"<p>Bombardeada por conflitos sobre o uso da \u00e1gua e normas trabalhistas, a estatal Shougang adquiriu uma mina de min\u00e9rio de ferro no distrito peruano de Marcona, em 1992. Esse foi o primeiro grande investimento da China no pa\u00eds, o que lhe rendeu a <a href=\"https:\/\/www.americasquarterly.org\/do-chinese-mining-companies-exploit-more\">reputa\u00e7\u00e3o<\/a> de ser uma exploradora de recursos opaca e indiferente.<\/p>\n<p>Hoje, a presen\u00e7a chinesa na Am\u00e9rica Latina cresce cada vez mais, mas a China continua sendo conhecida por um desempenho ambiental ruim, por um lado, e pelos investimentos em energias renov\u00e1veis e compromissos ambientais internacionais, por outro.<\/p>\n<p>As duas facetas s\u00e3o dif\u00edceis de conciliar.<\/p>\n<h2>Ret\u00f3rica versus realidade<\/h2>\n<p>A ret\u00f3rica de alto n\u00edvel sobre a sustentabilidade n\u00e3o se parece muito com a realidade que comprovamos com os pr\u00f3prios olhos, diz Paulina Garz\u00f3n, diretora da Iniciativa de Investimento Sustent\u00e1vel China-Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>\u201cA gente ouve muito sobre o Acordo de Paris, sobre o florescimento da ind\u00fastria solar e dos <a href=\"http:\/\/stage.dialogochino.net\/21995-latin-american-cities-finally-embrace-chinese-electric-buses\/\">\u00f4nibus el\u00e9tricos<\/a>, mas nada disso realmente alcan\u00e7ou o mesmo grau de import\u00e2ncia das quest\u00f5es ambientais discutidas na arena global\u201d, disse ela.<\/p>\n<p>Garz\u00f3n disse que muitos dos problemas enfrentados no projeto hidrel\u00e9trico Coca-codo Sinclair \u2013 desenvolvido no Equador, seu pa\u00eds natal, e avaliado em <a href=\"https:\/\/www.bu.edu\/gdp\/files\/2018\/10\/GEGI_GDP-Ecuador-WP.pdf\">2,5 bilh\u00f5es<\/a> de d\u00f3lares \u2013 resultam do uso de estudos hidrol\u00f3gicos obsoletos, realizados <a href=\"https:\/\/www.eluniverso.com\/2008\/04\/25\/0001\/9\/6D04309880204175BF1C23D443E36A8C.html\">d\u00e9cadas<\/a><a href=\"https:\/\/www.eluniverso.com\/2008\/04\/25\/0001\/9\/6D04309880204175BF1C23D443E36A8C.html\"> atr\u00e1s<\/a> no rio Coca. O comportamento do rio, afirma ela, mudou drasticamente desde ent\u00e3o.<\/p>\n<p>Constru\u00eddo pela Sinohydro e financiado em 85% pelo Banco de Exporta\u00e7\u00e3o e Importa\u00e7\u00e3o da China (Exim), o Coca-codo Sinclair entrou em opera\u00e7\u00e3o em 2016, ap\u00f3s in\u00fameros atrasos. Em dezembro, o <em>New York Times<\/em> alertou sobre <a href=\"https:\/\/www.nytimes.com\/2018\/12\/24\/world\/americas\/ecuador-china-dam.html\">rachaduras<\/a> na barragem. Tr\u00eas anos antes, uma barragem havia entrado em colapso, causando a <a href=\"https:\/\/www.hydroworld.com\/articles\/2014\/12\/at-least-13-killed-by-collapse-at-ecuador-s-coca-codo-sinclair-hydropower-plant.html\">morte de 13 pessoas<\/a>.<\/p>\n<div class='block--pullout-stat block--pullout-stat--float cd-shortcode--factbox'>\n                <p class='block--pullout-stat__title'>13<\/p>\n                <div class='block--pullout-stat__content'>\n                    <br \/>\ntrabalhadores morreram na hidrel\u00e9trica Coca-codo SInclar em 2015<br \/>\n\n                <\/div>\n            <\/div>\n<p>Os projetos com apoio chin\u00eas foram prejudicados porque a gest\u00e3o de risco ambiental na Am\u00e9rica Latina n\u00e3o era adequada; as empresas aprenderam li\u00e7\u00f5es caras de forma \u201cdolorosa\u201d, disse Ren Peng, do <a href=\"http:\/\/www.geichina.org\/en\/\">Instituto Ambiental Global<\/a>, baseado em Pequim.<\/p>\n<p>\u201cO problema foi a falta de conhecimento nas primeiras etapas da China no exterior, mas agora o pa\u00eds tem mais experi\u00eancia\u201d, disse ele, em uma entrevista ao <em>Di\u00e1logo Chino<\/em>.<\/p>\n<p>Ele acrescentou que as empresas chinesas s\u00e3o muito sens\u00edveis \u00e0s quest\u00f5es econ\u00f4micas e de reputa\u00e7\u00e3o \u2013 ali\u00e1s, como qualquer outra empresa, independentemente do pa\u00eds de origem \u2013, mas afirmou que a \u201clinguagem\u201d das empresas ainda n\u00e3o estava alinhada com os compromissos internacionais de sustentabilidade.<\/p>\n<p>Kevin Gallagher, professor de desenvolvimento de pol\u00edticas globais na <a href=\"https:\/\/www.bu.edu\/gdp\/\">Universidade de Boston<\/a>, disse que submeter-se \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o ambiental dos pa\u00edses de acolhimento custou caro para as empresas chinesas:<\/p>\n<p>\u201cA China est\u00e1 aprendendo \u2013 do jeito mais penoso \u2013 que precisa ter os pr\u00f3prios sistemas de gest\u00e3o de risco social e ambiental para os seus financiamentos na Am\u00e9rica Latina\u201d.<\/p>\n<p>Denisse Linares, pesquisadora da ONG peruana <em>Environmental Law and Natural Resources <\/em>(Lei Ambiental e Recursos Naturais), revelou que o governo do seu pa\u00eds relaxou os crit\u00e9rios usados nas avalia\u00e7\u00f5es de impacto ambiental para atrair investimentos estrangeiros.<\/p>\n<p>Os <a href=\"http:\/\/dar.org.pe\/archivos\/MDE_peru_china.pdf\">acordos comerciais<\/a> assinados com a China em 1998 e em 2016 n\u00e3o cont\u00eam as mesmas salvaguardas ambientais que fazem parte de acordos semelhantes feitos com a Uni\u00e3o Europeia, disse ela.<\/p>\n<p>\u201cEm 30 anos, ainda n\u00e3o vimos uma evolu\u00e7\u00e3o para melhor\u201d.<\/p>\n<h2>Diretrizes, n\u00e3o leis<\/h2>\n<p>O governo chin\u00eas introduziu uma s\u00e9rie de diretrizes para limitar os impactos dos seus projetos no exterior.<\/p>\n<p>A <a href=\"http:\/\/www.cbrc.gov.cn\/EngdocView.do?docID=3CE646AB629B46B9B533B1D8D9FF8C4A\">Diretiva sobre Cr\u00e9dito Verde<\/a>, de 2012, ordena os bancos chineses a aderirem aos padr\u00f5es socioambientais internacionais. Na sequ\u00eancia, o pa\u00eds assumiu compromissos com\u00a0 o <a href=\"http:\/\/europa.eu\/rapid\/press-release_STATEMENT-16-2967_en.htm\">est\u00edmulo do financiamento verde<\/a> (2016) e com uma <a href=\"http:\/\/unepinquiry.org\/content\/uploads\/2017\/09\/Environmental-Risk-Management-Initiative-for-China---s-Overseas-Investment.pdf\">nova pol\u00edtica<\/a> para gest\u00e3o de risco ambiental no exterior (2017).<\/p>\n<p>Mas nenhum deles \u00e9 juridicamente vinculativo.<\/p>\n<p>Zhang Jingjing, advogado ambiental, afirmou que as medidas s\u00e3o ineficientes: \u201cVoc\u00ea j\u00e1 viu algum banco sofrer san\u00e7\u00f5es administrativas porque n\u00e3o seguiu as diretrizes?\u201d<\/p>\n<blockquote><p>As empresas chinesas foram encorajados a \u2018sair\u2019, mas n\u00f3s, advogados e ONGs chinesas, tamb\u00e9m precisamos fazer isso<\/p><\/blockquote>\n<p>Segundo ele, apesar de a China ter boas leis de utilidade p\u00fablica, nenhuma delas foi aplicada aos investimentos no exterior por quest\u00f5es de jurisdi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Katharine Lu, coordenadora s\u00eanior de financiamento sustent\u00e1vel na <em>Friends of the Earth US<\/em>, concordou que a implementa\u00e7\u00e3o \u00e9 um problema antigo, mas afirmou que as pol\u00edticas mostram que a China pelo menos reconhece o seu impacto no exterior.<\/p>\n<p>\u201cSe olharmos para qualquer outro pa\u00eds, os Estados Unidos ou os pa\u00edses da Europa, por exemplo, n\u00e3o encontraremos pol\u00edticas equivalentes, quanto mais um conjunto inteiro de pol\u00edticas como esse\u201d, disse ela.<\/p>\n<p>Para ela, garantir o cumprimento dessas pol\u00edticas ambientais passa pelo engajamento daqueles que monitoram os impactos dos projetos.<\/p>\n<p>Foram as interven\u00e7\u00f5es da sociedade civil que levaram os credores ocidentais a desenvolveram suas pol\u00edticas sociais e ambientais. Muitas salvaguardas e mecanismos de responsabilidade tiveram origem nas crises que aconteceram nos projetos. Os bancos chineses est\u00e3o aprendendo que eles tamb\u00e9m precisam se engajar.<\/p>\n<p>Zhang afirmou: \u201cAs empresas chinesas foram encorajados a \u2018sair\u2019, mas n\u00f3s, advogados e ONGs chinesas, tamb\u00e9m precisamos fazer isso\u201d.<\/p>\n<h2>Pontos positivos<\/h2>\n<p>Um <a href=\"http:\/\/leave-it-in-the-ground.org\/content\/uploads\/2018\/11\/Exemplary-Cases-of-Good-Chinese-Investor-Responsibility_Series.pdf\">estudo<\/a> recente realizado pela Uni\u00e3o Internacional para a Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza (UICN) e a organiza\u00e7\u00e3o <em>Leave it in the Ground<\/em> (LINGO), destacaram exemplos positivos de pr\u00e1ticas corporativas chinesas respons\u00e1veis.<\/p>\n<p>Ele menciona, por exemplo, que a Sinohydro abandonou a pol\u00eamica barragem de <a href=\"http:\/\/stage.dialogochino.net\/8615-a-year-after-berta-caceres-murder-protecting-the-planet-is-just-as-deadly\/\">Aguas<\/a><a href=\"http:\/\/stage.dialogochino.net\/8615-a-year-after-berta-caceres-murder-protecting-the-planet-is-just-as-deadly\/\"> Zarca<\/a>, em Honduras, porque a comunidade ind\u00edgena Lenca resistiu \u00e0 constru\u00e7\u00e3o dela em um rio que consideravam sagrado. A Sinohydro desistiu do projeto antes dos investidores holandeses e finlandeses.<\/p>\n<p>\u201cMesmo que o acerto seja um em cem, ainda achamos que \u00e9 interessante seguir nessa dire\u00e7\u00e3o\u201d, disse Kjell Kh\u00fcne da LINGO, coautor do relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>Liliana Jaregui, da UICN, disse que esses exemplos positivos podem ser \u00fateis para ONGs latino-americanas, cuja estrat\u00e9gia de confronto direto nem sempre \u00e9 eficaz.<\/p>\n<p>Huang Wei, ex-ativista de clima e energia para o Greenpeace na \u00c1sia Oriental, <a href=\"https:\/\/pandapawdragonclaw.blog\/author\/kathyhuangw\/\">entrevistou <\/a>os principais executivos dos bancos e empresas chinesas para descobrir como colocar as diretrizes do governo em pr\u00e1tica.<\/p>\n<p>A forma como os grupos verdes pensam sobre o risco ambiental, o que inclui problemas sociais como a polui\u00e7\u00e3o, \u00e9 diferente da forma como aqueles que precisam lidar com eles na pr\u00e1tica pensam. Esses \u00faltimos levam em considera\u00e7\u00e3o m\u00faltiplos riscos, al\u00e9m de precisarem prestar aten\u00e7\u00e3o em par\u00e2metros regulat\u00f3rios r\u00edgidos e nas margens de lucro, disse Huang ao <em>Di\u00e1logo Chino<\/em>.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 tudo muito pr\u00e1tico. Eles n\u00e3o olham para essas quest\u00f5es usando um ponto de vista moral\u201d.<\/p>\n<h2>Investimento energ\u00e9tico<\/h2>\n<p>A pol\u00edtica chinesa \u201cGo Global\u201d, que encoraja os investidores a buscarem oportunidades no exterior, relan\u00e7ada em 2013 presidente Xi Jinping como a <a href=\"https:\/\/www.theguardian.com\/world\/2017\/may\/12\/the-900bn-question-what-is-the-belt-and-road-initiative\">Iniciativa Cintur\u00e3o e Rota<\/a> (ICR), servia, em grande parte, para garantir alimentos e recursos energ\u00e9ticos.<\/p>\n<p>Com a <a href=\"https:\/\/uk.reuters.com\/article\/us-worldbank-china-outlook\/world-bank-expects-chinas-economic-growth-to-slow-to-6-2-percent-in-2019-idUKKCN1OJ02T\">desacelera\u00e7\u00e3o do crescimento<\/a> interno, a pol\u00edtica tem se tornado um meio de escoar a sobrecapacidade industrial do pa\u00eds.<\/p>\n<div class='cdo-shortcode--image'><\/p>\n<p><iframe class=\"highcharts-iframe\" style=\"border: 0; width: 100%; height: 500px;\" src=\"https:\/\/cloud.highcharts.com\/embed\/OP0MFfiRR\/\"><\/iframe><\/div>\n<p>Huang afirma que muitos investimentos da ICR foram canalizados para projetos de carv\u00e3o, devido \u00e0s oportunidades limitadas do mercado interno. Os projetos de carv\u00e3o na China, que t\u00eam uma capacidade combinada de 100 GW, v\u00e3o ser <a href=\"https:\/\/www.chinadialogue.net\/blog\/9587-2-17-set-to-be-a-bleak-year-for-coal-\/en\">engavetados<\/a> como parte de um conjunto de planos que pretende reduzir as emiss\u00f5es de carbono, anunciado pelo governo em 2016.<\/p>\n<blockquote><p>Isso n\u00e3o \u00e9 um jogo de soma zero. Mais energia renov\u00e1vel n\u00e3o significa menos carv\u00e3o<\/p><\/blockquote>\n<p>Os bancos chineses <a href=\"http:\/\/stage.dialogochino.net\/15659-brazils-biggest-coal-producing-state-eyes-chinese-investment\/\">apoiam<\/a> a energia termoel\u00e9trica no estado brasileiro do Rio Grande do sul. Os outros investimentos em energia na Am\u00e9rica Latina t\u00eam como foco principal o petr\u00f3leo e a energia hidrel\u00e9trica.<\/p>\n<p>O valor total do investimento em energia feito na Am\u00e9rica Latina pelo Exim e pelo Banco de Desenvolvimento da China, ambos bancos estatais incumbidos de apoiar os objetivos de desenvolvimento da China, alcan\u00e7aram 97 bilh\u00f5es de d\u00f3lares desde 2005, segundo os \u00faltimos dados divulgados pelo <a href=\"https:\/\/www.thedialogue.org\/map_list\/\">Banco de Dados Financeiros China-Am\u00e9rica Latina<\/a>, compilados pelo Di\u00e1logo Interamericano e pela Universidade de Boston.<\/p>\n<p>Esses bancos tamb\u00e9m destinaram 1,3 bilh\u00e3o de d\u00f3lares para projetos solares.<\/p>\n<p>Em vez de evidenciar uma transi\u00e7\u00e3o em que os combust\u00edveis f\u00f3sseis s\u00e3o deixados para tr\u00e1s, isso na verdade evidencia que as empresas chinesas est\u00e3o diversificando os seus portf\u00f3lios internacionais, disse Huang.<\/p>\n<p>\u201cIsso n\u00e3o \u00e9 um jogo de soma zero. Mais energia renov\u00e1vel n\u00e3o significa menos carv\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m houve <a href=\"https:\/\/www.chinadialogue.net\/article\/show\/single\/en\/10775-China-s-solar-industry-is-at-a-crossroads\">restri\u00e7\u00f5es aos projetos solares<\/a> na China, acrescentou.<\/p>\n<p><div class='block--pullout-stat block--pullout-stat--float cd-shortcode--factbox'>\n                <p class='block--pullout-stat__title'>300MW<\/p>\n                <div class='block--pullout-stat__content'>\n                    <br \/>\n\u00e9 a capacidade instalada da usina solar de Cauchari na Argentina<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 1rem;\">\n                <\/div>\n            <\/div><\/span><\/p>\n<p>A central de energia solar Cauchari tem apoio da China e capacidade de 300 MW. Localizada na prov\u00edncia de Jujuy, no norte da Argentina, ela ser\u00e1 a maior da Am\u00e9rica Latina quando entrar em opera\u00e7\u00e3o, o que est\u00e1 planejado para acontecer no m\u00eas de maio.<\/p>\n<p>O projeto foi negociado pela RenovAR, um programa de leil\u00f5es de energia renov\u00e1vel, e vai usar 1,2 milh\u00e3o de pain\u00e9is solares fabricados na China. Ele poder\u00e1 permitir uma redu\u00e7\u00e3o anual de <a href=\"http:\/\/stage.dialogochino.net\/23529-china-builds-latin-americas-largest-solar-plant\/\">325 mil toneladas<\/a> de emiss\u00f5es de carbono.<\/p>\n<p>Ren afirmou que a polui\u00e7\u00e3o do ar na China vem piorando desde que o pa\u00eds se abriu para investimentos estrangeiros, nos anos 80, mas disse que o investimento estrangeiro chin\u00eas poderia ajudar os parceiros a evitar os mesmos problemas.<\/p>\n<p>\u201cPode ser interessante trilhar um caminho diferente para o desenvolvimento econ\u00f4mico de outros pa\u00edses em desenvolvimento&#8221;, disse ele.<\/p>\n<p>Para Garz\u00f3n, projetos como Cauchari demonstram o potencial que a China e a Am\u00e9rica Latina tem de cooperarem em projetos sustent\u00e1veis:<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 um passo \u00e0 frente que poder\u00e1 abrir uma porta de esperan\u00e7a para o relacionamento&#8221;.<\/p>\n<p><em>Esta \u00e9 uma vers\u00e3o do artigo escrito para a \u00faltima edi\u00e7\u00e3o da Americas Quarterly <a href=\"https:\/\/www.americasquarterly.org\/content\/china-latin-america-20\">China-Latin America 2.0<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bombardeada por conflitos sobre o uso da \u00e1gua e normas trabalhistas, a estatal Shougang adquiriu uma mina de min\u00e9rio de ferro no distrito peruano de Marcona, em 1992. 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