{"id":50026477,"date":"2019-05-01T21:14:15","date_gmt":"2019-05-01T20:14:15","guid":{"rendered":"https:\/\/stage.dialogochino.net\/?p=26477"},"modified":"2023-06-02T21:41:48","modified_gmt":"2023-06-02T20:41:48","slug":"26442-china-e-maior-esperanca-da-quinoa-boliviana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/alimentos\/26442-china-e-maior-esperanca-da-quinoa-boliviana\/","title":{"rendered":"China \u00e9 maior esperan\u00e7a da quinoa boliviana"},"content":{"rendered":"<p>Centenas de agricultores bolivianos comemoram a abertura da China para a quinoa real. O mercado chin\u00eas \u00e9 considerado uma possibilidade de sobreviv\u00eancia para o chamado \u201cgr\u00e3o de ouro\u201d, depois do envio de 40 toneladas do produto para a China em dezembro de 2018.<\/p>\n<p>\u201cEm junho de 2018, quando a abertura foi anunciada, o pre\u00e7o da quinoa subiu\u201d, afirma Edgar Soliz, diretor do Centro Internacional da Quinoa (CIQ), entidade estatal criada em 2013 para fomentar a venda do gr\u00e3o. \u201c\u00c9 claro que isso \u00e9 um incentivo para o pequeno produtor\u201d.<\/p>\n<p>Quatro meses depois, o volume de quinoa real enviado ao pa\u00eds asi\u00e1tico cresceu em 14 vezes. Em abril, o volume passou de 590 toneladas, e a meta \u00e9 alcan\u00e7ar duas mil toneladas at\u00e9 junho.<\/p>\n<p>Enquanto a China aumenta sua demanda pelo gr\u00e3o, os pequenos produtores bolivianos esperam que o pre\u00e7o suba para que consigam uma margem de lucro razo\u00e1vel, sobretudo da quinoa real org\u00e2nica \u2013 uma variedade produzida unicamente nas comunidades localizadas entre os desertos de sal de Uyuni e Coipasa, no alto da cordilheira dos Andes, nos departamentos de Oruro e Potos\u00ed.<\/p>\n<p>Muitos produtores veem o &#8220;gr\u00e3o de ouro&#8221; como uma forma de se sustentar em uma economia rural desafiadora, enquanto outros se preocupam com as flutua\u00e7\u00f5es de pre\u00e7o e as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas que afetam a produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3>De comida dos incas a moda gourmet<\/h3>\n<p>Embora muitas vezes associada a cereais, a quinoa \u00e9 na verdade uma planta da fam\u00edlia das acelgas, dos espinafres e da beterraba, mas com um ciclo produtivo de um ano.<\/p>\n<p>Amplamente cultivada nos Andes por culturas pr\u00e9-colombianas, a quinoa \u00e9 parte da dieta das popula\u00e7\u00f5es que vivem nos altiplanos e vales interandinos. Foi o alimento b\u00e1sico dos incas durante s\u00e9culos at\u00e9 ser substitu\u00edda por milho, cevada, trigo, aveia e batata no per\u00edodo colonial.<\/p>\n<p>At\u00e9 cerca de 40 anos atr\u00e1s, a quinoa \u201cera um produto pouco conhecido e rejeitado pela sociedade, que a considerava alimento de animais e de \u00edndios\u201d, lembra V\u00edctor Poma, vice-presidente da Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Produtores de Quinoa (Anapqui). \u201cPor isso, os pre\u00e7os no mercado eram muito baixos. Se trocavam dois quintais de quinoa por um quintal de arroz\u201d.<\/p>\n<p>A associa\u00e7\u00e3o de que Poma faz parte hoje \u00e9 composta por 15 organiza\u00e7\u00f5es regionais em Oruro e Potos\u00ed, 2,6 mil s\u00f3cios e cerca de 30 mil fam\u00edlias.<\/p>\n<figure id=\"attachment_26472\" aria-describedby=\"caption-attachment-26472\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-26472\" src=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2019\/05\/quinua-real-negra-oruro-bolivia.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"400\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-26472\" class=\"wp-caption-text\">Quinoa real negra de Oruro. Foto: CIQ<\/figcaption><\/figure>\n<p>Na \u00faltima d\u00e9cada, contudo, a quinoa passou por uma veloz reabilita\u00e7\u00e3o. Em 2008, seus benef\u00edcios nutricionais foram redescobertos pela Nasa e ressaltados pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Alimenta\u00e7\u00e3o e Agricultura (FAO), o que gerou um boom no consumo do gr\u00e3o em n\u00edvel mundial.<\/p>\n<p>Na Bol\u00edvia, a quinoa \u00e9 parte da dieta de muitas fam\u00edlias urbanas: \u00e9 ingrediente essencial de sopas, p\u00e3es, tortilhas e at\u00e9 de bebidas refrescantes. O suco de quinoa com ma\u00e7\u00e3 \u00e9 um dos mais populares para o caf\u00e9 da manh\u00e3 em La Paz. Desde 2013, o governo tamb\u00e9m distribui farinhas e barrinhas de quinoa a 40 mil mulheres como parte da cesta b\u00e1sica familiar e pr\u00e9-natal. No total, o pa\u00eds consome 30% da quinoa que cultiva, um n\u00famero que n\u00e3o aumentou devido ao custo relativamente alto de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>2013 foi o Ano Internacional da Quinoa, segundo a ONU. O an\u00fancio se deu ap\u00f3s um informe da FAO que classificou a quinoa como um alimento estrat\u00e9gico para a seguran\u00e7a alimentar devido a sua qualidade nutritiva, variabilidade gen\u00e9tica, adaptabilidade e baixo custo de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div class='block--pullout-stat block--pullout-stat--float cd-shortcode--factbox'>\n                <p class='block--pullout-stat__title'>590<\/p>\n                <div class='block--pullout-stat__content'>\n                    <br \/>\ntoneladas de quinoa exportadas pela Bol\u00edvia para a China desde dezembro<br \/>\n\n                <\/div>\n            <\/div>\n<p>O resultado foi uma expans\u00e3o do cultivo de quinoa a mais de 70 pa\u00edses, como os Estados Unidos, Qu\u00eania, Austr\u00e1lia, \u00cdndia, Jap\u00e3o e China. At\u00e9 ent\u00e3o, a Bol\u00edvia era o principal produtor mundial, seguida por Peru e Equador.<\/p>\n<p>Atualmente, a Bol\u00edvia est\u00e1 abaixo do Peru como o segundo maior produtor de quinoa. Um dos motivos \u00e9 o fato de que a maioria dos produtores bolivianos n\u00e3o industrializou sua produ\u00e7\u00e3o e est\u00e1 lidando com problemas clim\u00e1ticos como secas, chuvas e geadas. A maior raz\u00e3o, contudo, \u00e9 que o Peru multiplicou sua produ\u00e7\u00e3o e exporta maiores volumes do gr\u00e3o a pre\u00e7os mais baixos, embora seu produto n\u00e3o tenha as mesmas propriedades da quinoa real org\u00e2nica boliviana.<\/p>\n<p>Ao longo de 2018, o pa\u00eds produziu 65 mil toneladas, das quais quase metade foi exportada.<\/p>\n<p>Esses valores, contudo, ainda s\u00e3o inferiores aos da bonan\u00e7a econ\u00f4mica de 2013, quando o quintal do gr\u00e3o chegou a custar at\u00e9 2050 bolivianos (294 d\u00f3lares). O auge teve um lado negativo: os hectares de cultivo se multiplicaram, expandindo-se a terras destinadas \u00e0 agricultura diversificada de alimentos e de pastoreio. Isso gerou uma superprodu\u00e7\u00e3o que erodiu o solo e diminuiu a fertilidade da terra.<\/p>\n<p>\u201cA quinoa \u00e9 um cultivo extrativo (que absorve os nutrientes do solo). Por isso, recomenda-se fertilizar o solo com esterco ou, o que \u00e9 ainda melhor, fazer uma rota\u00e7\u00e3o do cultivo. Muita gente tem pensado sobre isso, percebemos que a gera\u00e7\u00e3o futura vai ter problemas. Se n\u00e3o tomam cuidado, v\u00e3o passar por dificuldades porque dependem desse produto\u201d, explica Soliz.<\/p>\n<div class='cdo-shortcode--image'><\/p>\n<p><figure id=\"attachment_26462\" aria-describedby=\"caption-attachment-26462\" style=\"width: 1200px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-26462 size-full\" src=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2019\/05\/7t.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"675\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-26462\" class=\"wp-caption-text\">Alina Alc\u00f3n \u00e9 nova na produ\u00e7\u00e3o de quinoa. Devido \u00e0 umidade, sua colheita n\u00e3o foi boa. Foto: Miriam Jemio<\/figcaption><\/figure><\/p>\n<p><\/div>\n<h3>Desafios para o gr\u00e3o de ouro<\/h3>\n<p>Durante toda a segunda ter\u00e7a-feira de abril, Alina Alc\u00f3n de Lucana se dedicou \u00e0 abertura de sulcos na terra com o trator conduzido por seu marido. \u201cEstamos arando a terra\u201d, explica, enquanto caminha pelo solo rec\u00e9m-revolvido. Lucana usa um chap\u00e9u de aba larga para aplacar o sol intenso a 3.700 metros acima do n\u00edvel do mar.<\/p>\n<p>O casal prepara a terra para a colheita de setembro deste ano: um quintal quase igual ao que tem a alguns metros de dist\u00e2ncia. Ali h\u00e1 ma\u00e7os de quinoa amontoados. \u201cPerdemos toda essa colheita por causa da umidade\u201d, lamenta Alina, mostrando os gr\u00e3os menores que o normal. Ela se refere \u00e0s chuvas fora de temporada, acrescentando que as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas tornaram o tempo imprevis\u00edvel.<\/p>\n<p>Um de seus vizinhos voltou a plantar quinoa com a esperan\u00e7a de obter uma colheita melhor em maio. As plantas ainda est\u00e3o crescendo em sua fazenda no ayllu (comunidade ind\u00edgena) de Cerro Ullami, onde Alc\u00f3n produz quinoa h\u00e1 pouco tempo. J\u00e1 acabou a temporada de colheita, e a popula\u00e7\u00e3o agora seca as espigas para ent\u00e3o debulh\u00e1-las, separar o gr\u00e3o e enfim armazen\u00e1-lo. Uma chuva umedeceu as taucas de Alina e afetou a qualidade de sua produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Alina \u00e9 uma das novas produtoras de quinoa em Toledo, munic\u00edpio de 11 mil habitantes no departamento de Oruro \u2014 o maior produtor de gado ovino do pa\u00eds.<\/p>\n<p>\u201cSou pecuarista, mas como o pre\u00e7o da quinoa aumentou e h\u00e1 demanda, queremos participar\u201d, explica ela, acrescentando que voltar\u00e1 a semear em setembro. Embora ela n\u00e3o mencione, a China \u00e9 o mercado por tr\u00e1s do aumento no pre\u00e7o.<\/p>\n<p>Os produtores de quinoa de Potos\u00ed, outra regi\u00e3o tradicional de quinoeiros, por outro lado, garantem que a colheita deste ano foi boa. \u201cEstamos vendo que podemos posicionar nossa produ\u00e7\u00e3o de maneira que o pre\u00e7o da quinoa suba. Uma semana atr\u00e1s, estava em 580 pesos bolivianos (83 d\u00f3lares). Agora, est\u00e1 em baixa e \u00e9 uma grande preocupa\u00e7\u00e3o para n\u00f3s. Mas temos uma produ\u00e7\u00e3o muito boa e estamos esperando que o mercado chin\u00eas se abra. Estamos nos esfor\u00e7ando, e agora nos deram a luz verde para exporta\u00e7\u00e3o. Estamos muito animados com isso\u201d, conta Celso Salas, ex-dirigente e membro da C\u00e2mara de Produtoras de Quinoa de Potos\u00ed.<\/p>\n<p>O desejo de Salas\u00e9 exportar diretamente de suas fazendas para os consumidores chineses, embora agora o processo passe por empresas como a Jacha Inti e a Sindan Organic, que t\u00eam sedes em La Paz.<\/p>\n<div class='cdo-shortcode--image'><\/p>\n<p><figure id=\"attachment_26455\" aria-describedby=\"caption-attachment-26455\" style=\"width: 1200px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-26455 size-full\" src=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2019\/05\/3t.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"675\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-26455\" class=\"wp-caption-text\">A quinoa real \u00e9 produzida apenas ao redor dos desertos de sal de Uyuni e Coipasa<\/figcaption><\/figure><\/p>\n<p><\/div>\n<p>Para os produtores, um pre\u00e7o razo\u00e1vel oscila entre 800 (114 d\u00f3lares) e 1.000 bolivianos (143 d\u00f3lares) por quintal (46 quilos). \u201cIsso chegaria a cobrir todo o investimento, desde o in\u00edcio da semeadura at\u00e9 a colheita. Baixar mais o pre\u00e7o \u00e9 entrar no preju\u00edzo, ainda mais agora que as pragas e o clima t\u00eam se tornado mais severos. A produ\u00e7\u00e3o org\u00e2nica tamb\u00e9m demanda mais investimento\u201d, explica Salas.<\/p>\n<p>Por enquanto, a quinoa de cerca de 1,2 mil fam\u00edlias chegou ao mercado chin\u00eas por meio das empresas Simsa e Andean Valley. O diretor do CIQ, Edgar Soliz, acredita que mais 3 mil fam\u00edlias produtoras de Potos\u00ed, Oruro e La Paz v\u00e3o se beneficiar dessa abertura.<\/p>\n<p>O que lhes preocupa, contudo, \u00e9 o pre\u00e7o.<\/p>\n<p>Em Challapata, o povoado de Oruro onde todo s\u00e1bado se estebelece o pre\u00e7o da quinoa, outros produtores que querem chegar ao mercado chin\u00eas tiveram acesso a um fundo do Minist\u00e9rio do Desenvolvimento Rural e de Terras, com o qual compraram tratores para mecanizar a produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s dever\u00edamos ser os impulsores para a exporta\u00e7\u00e3o de quinoa, mas n\u00e3o. Nos abandonaram, agora que temos uma d\u00edvida a pagar em 10 anos\u201d, lamenta Magda Arcani, mama talla (autoridade dessa comunidade aymara), explicando que devem pagar entre 49 mil e 62 mil d\u00f3lares por trator.<\/p>\n<p>\u201cEstamos endividados porque tivemos tr\u00eas anos de seca. Este ano semeamos 30 hectares e, de tudo isso, colheremos apenas um quintal de quinoa\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-26468 alignleft\" src=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2019\/05\/quinuarojaCIQ.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p>As empresas concordam que s\u00e3o necess\u00e1rias mais pol\u00edticas de acompanhamento dos produtores que lhes forne\u00e7am apoio no processo de industrializa\u00e7\u00e3o. \u201cN\u00e3o h\u00e1 uma s\u00f3 m\u00e1quina desenvolvida para nossos produtores de quinoa, nem uma institui\u00e7\u00e3o boliviana que lidere o desenvolvimento tecnol\u00f3gico\u201d, reclama Jorge Fern\u00e1ndez, presidente da Andean Valley, empresa no ramo da produ\u00e7\u00e3o e exporta\u00e7\u00e3o h\u00e1 21 anos.<\/p>\n<p>Apesar dos problemas locais e conjunturais pelos quais passam as fam\u00edlias produtoras de quinoa, no come\u00e7o de 2018 o quintal do gr\u00e3o custava 300 bolivianos (43 d\u00f3lares) e, com o an\u00fancio de abertura do mercado chin\u00eas, o pre\u00e7o aumentou para 600 e 700 bolivianos (86 a 100 d\u00f3lares).<\/p>\n<p>Celsa Salas, o produtor de Potos\u00ed, conta que j\u00e1 chegou a obter 40 quintais por hectare. Agora, produz apenas 25. \u201cComo a terra precisa de adubo, semeamos por um ano e a deixamos descansar por outro. Se a terra n\u00e3o descansa, s\u00f3 consigo 15 quintais, 12 por hectare. Mas este ano a chuva ajudou no crescimento. Para n\u00f3s, \u00e9 mais importante qualidade do que de quantidade\u201d, pontua.<\/p>\n<p>Ainda assim, todos concordam que a exporta\u00e7\u00e3o de quinoa impulsionou o cultivo do gr\u00e3o, ajudado a diminuir a migra\u00e7\u00e3o do campo para as cidades bolivianas.<\/p>\n<div class='cdo-shortcode--image'><\/p>\n<p><figure id=\"attachment_26449\" aria-describedby=\"caption-attachment-26449\" style=\"width: 1000px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-26449 size-full\" src=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2019\/05\/6-1.jpg\" alt=\"\" width=\"1000\" height=\"750\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-26449\" class=\"wp-caption-text\">Enquanto produtores esperam pre\u00e7os mais altos, exportadores temem que isso os torne menos competitivos. Foto: CIQ.<\/figcaption><\/figure><\/p>\n<p><\/div>\n<h3>Vendendo para a China<\/h3>\n<p>A quinoa boliviana est\u00e1 come\u00e7ando a ser vendida na China, sobretudo em Shangai, na forma de macarr\u00e3o, flocos ou gr\u00e3os.<\/p>\n<p>Ao menos 10 empresas transportaram quinoa desde dezembro de 2018 at\u00e9 mar\u00e7o deste ano, como forma de substituir o arroz, ingrediente de saladas e em farinhas para massas, p\u00e3es ou doces.<\/p>\n<p>\u201cEsperamos que essa exporta\u00e7\u00e3o aumente porque o mercado chin\u00eas, como todos no mundo, busca cada vez mais alimentos nutritivos, org\u00e2nicos e livres de subst\u00e2ncias alerg\u00eanicas como o gl\u00faten. Por isso, o mercado chin\u00eas tem pedido quinoa\u201d, afirma Jorge Fern\u00e1ndez, da Andean Valley.<\/p>\n<p>Sua empresa j\u00e1 exportou 120 toneladas de quinoa real processada e produtos como farinha e flocos do gr\u00e3o para Shangai e outras seis cidades.<\/p>\n<p>\u201cPor sua popula\u00e7\u00e3o, a China \u00e9 um mercado com um potencial de crescimento muito interessante para n\u00f3s. Queremos conhecer bem nossos clientes. Vamos trabalhar assiduamente no crescimento\u201d, conta Ariel Vargas, gerente de exporta\u00e7\u00f5es da Simsa, que h\u00e1 15 anos vende o produto para os Estados Unidos e para a Europa. Sua empresa j\u00e1 exportou 100 toneladas de quinoa para a China e tem planos de enviar at\u00e9 20 cont\u00eaineres por m\u00eas, equivalentes a 400 toneladas.<\/p>\n<p>\u201cEstamos promovendo a exporta\u00e7\u00e3o de quinoa com valor agregado e n\u00e3o apenas em gr\u00e3o. Estamos prestes a fechar um cont\u00eainer com nossos produtos pr\u00e9-misturas para consumo direto, como hamb\u00fargueres vegetarianos, fl\u00e3s e pudins. Temos uma linha retail que est\u00e1 pronta para o consumo\u201d, explica Jorge Fern\u00e1ndez.<\/p>\n<p>Para as empresas, o volume de exporta\u00e7\u00e3o deveria subir, mas n\u00e3o necessariamente os pre\u00e7os.<\/p>\n<p>\u201cCom a abertura do mercado chin\u00eas, geramos uma falsa expectativa no produtor. Temos que entender que n\u00e3o podemos aumentar o pre\u00e7o de maneira arbitr\u00e1ria. O pre\u00e7o come\u00e7ou a subir no final de 2018, e com isso os clientes chineses decidiram diminuir o volume de pedidos\u201d, alerta Ariel Vargas, da Simsa. \u201cHoje, pensar em subir os pre\u00e7os \u00e9 fazer o pa\u00eds fracassar como segundo maior produtor de quinoa. N\u00e3o podemos fazer isso.\u201d<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-26458 alignleft\" src=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2019\/05\/dsc03024.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p>Os fornecedores da Simsa s\u00e3o cerca de 800 a 1.000 fam\u00edlias agrupadas em v\u00e1rias associa\u00e7\u00f5es com as quais conseguiram acordos que pagam um pre\u00e7o superior ao pre\u00e7o local.<br \/>\nA Andean Valley, por sua vez, trabalha com 480 fam\u00edlias em 22 comunidade localizadas na \u00e1rea entre os desertos de sal de Oruro e Potos\u00ed, \u00e0s quais oferecem apoio t\u00e9cnico e certificados. Em sua f\u00e1brica na cidade de El Alto, vizinha de La Paz, a empresa processa a quinoa e fabrica os produtos derivados.<\/p>\n<p>Por ora, os produtores e exportadores concordam que o passo necess\u00e1rio \u00e9 conseguir posicionar a quinoa real org\u00e2nica \u2013 produzida unicamente nos departamentos de Oruro e Potos\u00ed e no entorno dos salares de Uyuni e Coipasa \u2013 em mercados internacionais.<\/p>\n<p>Um primeiro passo \u00e9 conseguir sua denomina\u00e7\u00e3o de origem, uma classifica\u00e7\u00e3o que protege legalmente certos alimentos de determinadas regi\u00f5es geogr\u00e1ficas e que impede outros produtores de se aproveitarem de sua reputa\u00e7\u00e3o. Isso lhes permitiria explicar que essa variedade de quinoa tem 11 dos amino\u00e1cidos mais importantes para a dieta humana, pouca gordura e nenhum colesteral \u2013 raz\u00f5es pelas quais \u00e9 considerada hoje uma comida gourmet.<\/p>\n<p>\u201cInfelizmente, poucas pessoas sabem disso. N\u00f3s bolivianos n\u00e3o temos sido capazes de promover os benef\u00edcios da quinoa real org\u00e2nica da Bol\u00edvia. A denomina\u00e7\u00e3o de origem est\u00e1 guardada h\u00e1 12 anos. Isso deve ser trabalhado em n\u00edvel federal; n\u00f3s n\u00e3o podemos demonstrar ao mundo que temos uma quinoa diferente\u201d, lamenta Jorge Fern\u00e1ndez.<\/p>\n<p>A esperan\u00e7a de todos est\u00e1 no mercado chin\u00eas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Centenas de agricultores bolivianos comemoram a abertura da China para a quinoa real. 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