{"id":50027460,"date":"2019-05-30T15:00:54","date_gmt":"2019-05-30T14:00:54","guid":{"rendered":"https:\/\/stage.dialogochino.net\/?p=27460"},"modified":"2023-06-02T21:37:44","modified_gmt":"2023-06-02T20:37:44","slug":"27402-sera-que-a-economia-azul-pode-salvar-os-oceanos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/oceanos\/27402-sera-que-a-economia-azul-pode-salvar-os-oceanos\/","title":{"rendered":"Ser\u00e1 que a economia azul pode salvar os oceanos?"},"content":{"rendered":"<p>\u00c9 poss\u00edvel que a conserva\u00e7\u00e3o esteja no limiar de uma revolu\u00e7\u00e3o azul. Este ano, um dos temas mais discutidos \u00e9 o uso de financiamentos e empreendedorismo para capturar o carbono atmosf\u00e9rico dos ecossistemas marinhos e costeiros recuperados, como recifes de coral, mangues, p\u00e2ntanos e aqueles dominados por ervas marinhas. Esse carbono foi batizado por conservacionistas de \u201ccarbono azul\u201d.<\/p>\n<p>Os cientistas acreditam que o carbono azul \u00e9 uma das formas mais baratas de captura de carbono, e essa opini\u00e3o vem se difundindo cada vez mais. A captura de carbono em ecossistemas costeiros traz ainda uma s\u00e9rie de benef\u00edcios ecol\u00f3gicos, econ\u00f4micos e sociais, como o aprimoramento da pesca, o enriquecimento das experi\u00eancias tur\u00edsticas e prote\u00e7\u00e3o contra o aumento do n\u00edvel do mar e ciclones tropicais letais.<\/p>\n<p>\u00c9 por isso que o Chile, que sediar\u00e1 a Confer\u00eancia das Partes (COP) deste ano para as negocia\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas da ONU, em Santiago, <a href=\"https:\/\/www.climatechangenews.com\/2019\/04\/25\/chiles-blue-cop-will-push-leaders-protect-oceans-heal-climate\/\">gostaria que o evento<\/a> fosse lembrado como a \u201cCOP azul\u201d.<\/p>\n<h2>Trocando d\u00edvidas por mais natureza<\/h2>\n<p>O financiamento azul \u00e9 um territ\u00f3rio novo para os conservacionistas, disse Emily Landis, chefe de estrat\u00e9gia para zonas \u00famidas costeiras da <a href=\"https:\/\/www.nature.org\/en-us\/\">The Nature Conservancy<\/a> (TNC), uma ONG baseada nos Estados Unidos que vem tomando a frente na busca por <a href=\"https:\/\/dialogue.earth\/7672-nature-conservancy-unveils-us1-6-billion-scheme-to-save-the-oceans\/\">financiamento privado para a\u00e7\u00f5es de conserva\u00e7\u00e3o marinha<\/a>.<\/p>\n<p>A ci\u00eancia que possibilita medir as toneladas de carbono em ecossistemas costeiros e desenvolver as metodologias para garantir a sua perman\u00eancia, est\u00e1 amadurecendo, disse ela. Isso aumenta a confian\u00e7a dos bancos e dos investidores, que se sentem mais \u00e0 vontade para apostar nas virtudes do carbono azul, em troca de cr\u00e9ditos de carbono negoci\u00e1veis e outros benef\u00edcios.<\/p>\n<blockquote><p>Os investidores conseguem o dinheiro de volta, n\u00f3s realizamos a\u00e7\u00f5es de conserva\u00e7\u00e3o e os pa\u00edses contemplados reestruturam suas d\u00edvidas<\/p><\/blockquote>\n<p>O projeto vitrine do TNC \u00e9 o\u00a0 <a href=\"https:\/\/uk.reuters.com\/article\/us-seychelles-bonds\/seychelles-raises-15-million-with-worlds-first-blue-bond-idUKKCN1N41HO\">Seychelles Sovereign Blue Bond<\/a>, o primeiro t\u00edtulo azul do mundo, lan\u00e7ado em outubro do ano passado. As Seicheles s\u00e3o um pa\u00eds composto por 115 ilhas, a maioria com barreiras de corais, que ocupam uma \u00e1rea no Oceano \u00cdndico tr\u00eas vezes maior do que a Calif\u00f3rnia. A sua economia depende quase inteiramente do turismo e da pesca. E seu governo est\u00e1 endividado.<\/p>\n<div class='block--pullout-stat block--pullout-stat--float cd-shortcode--factbox'>\n                <p class='block--pullout-stat__title'>$22 milh\u00f5es<\/p>\n                <div class='block--pullout-stat__content'>\n                    <br \/>\na d\u00edvida das Seychelles (em d\u00f3lares) que foi dispensada e foi para projetos de conserva\u00e7\u00e3o<br \/>\n\n                <\/div>\n            <\/div>\n<p>O TNC ofereceu uma troca: \u201cd\u00edvidas por natureza marinha\u201d. Com a ajuda dos investidores \u2013 o Banco Mundial e o <em>Global Environment Facility<\/em> \u2013 o TNC comprou 22 milh\u00f5es de d\u00f3lares da d\u00edvida que Seicheles tinha com os brit\u00e2nicos, franceses, italianos e belgas. Foi perdoada uma parte das d\u00edvidas, a taxa de juros foi reduzida e o n\u00famero de parcelas para pagar o restante aumentou. O dinheiro \u201ceconomizado\u201d foi parar em um fundo fiduci\u00e1rio destinado \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o das \u00e1reas marinhas protegidas, bem como \u00e0 promo\u00e7\u00e3o da pesca e outras atividades que fazem parte da economia azul da na\u00e7\u00e3o. O Banco Mundial <a href=\"https:\/\/www.worldbank.org\/en\/news\/press-release\/2018\/10\/29\/seychelles-launches-worlds-first-sovereign-blue-bond\">disse<\/a> que esse \u00e9 um \u201cbom modelo para outros pequenos Estados insulares em desenvolvimento e pa\u00edses costeiros\u201d.<\/p>\n<p>O TNC quer intermediar dezenas de acordos similares no futuro, unindo investidores e o governo, al\u00e9m de oferecer sua pr\u00f3pria experi\u00eancia ecol\u00f3gica. \u201cOs acordos incentivam os governos a criarem \u00e1reas marinhas protegidas, mas n\u00f3s tamb\u00e9m elaboramos planos para os oceanos e trabalhamos com o engajamento dos <em>stakeholders<\/em>, como pescadores locais\u201d, disse Robert Weary, subdiretor executivo de t\u00edtulos azuis no TNC.<\/p>\n<p>Weary ressaltou que, para assegurar a integridade do projeto, os pa\u00edses contemplados ser\u00e3o sempre uma minoria nos conselhos dos fundos fiduci\u00e1rios p\u00fablico-privados que administram o dinheiro.<\/p>\n<p>Os investidores t\u00eam um retorno garantido, uma vez que o capital investido \u00e9 geralmente segurado pelo governo americano atrav\u00e9s da <a href=\"https:\/\/www.opic.gov\/\">Corpora\u00e7\u00e3o de Investimento Privado no Exterior<\/a>. Eles tamb\u00e9m se beneficiam dos retornos econ\u00f4micos ambientais, que podem acabar estampando um belo sorriso satisfeito no conselho administrativo, o que n\u00e3o deixa de ser um excelente marketing.<\/p>\n<p>\u201cEsperamos tr\u00eas resultados\u201d, disse Weary. \u201c[Os investidores] conseguem o dinheiro de volta, n\u00f3s realizamos a\u00e7\u00f5es de conserva\u00e7\u00e3o e os pa\u00edses contemplados reestruturam suas d\u00edvidas\u201d.<\/p>\n<p>Sob a Conven\u00e7\u00e3o da ONU sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas, os projetos de carbono azul tamb\u00e9m podem atrair cr\u00e9ditos de carbono negoci\u00e1veis. Pouqu\u00edssimos pa\u00edses mencionaram o carbono azul diretamente nos documentos submetidos ao Acordo de Paris em 2015.<\/p>\n<p>De qualquer forma, o TNC tem planos grandes para o crescente mercado de carbono azul. \u201cQueremos assinar 20 acordos com 20 pa\u00edses no prazo de cinco anos\u201d, disse Weary. Os acordos t\u00eam potencial para proteger pelo menos um ter\u00e7o dos recursos marinhos em 4 milh\u00f5es de quil\u00f4metros quadrados de oceano. \u201cPara fazer isso, ter\u00edamos que angariar 3 bilh\u00f5es de d\u00f3lares\u201d.<\/p>\n<p>O foco inicial ser\u00e1 o Caribe, que tem nove na\u00e7\u00f5es insulares na fila para trocar suas d\u00edvidas por conserva\u00e7\u00e3o marinha \u2013 espera-se, tamb\u00e9m, que elas consigam aprimorar o turismo e a biodiversidade. Granada, Santa L\u00facia e Barbados lideram a fila. Na \u00c1frica, os mangues do Qu\u00eania e da Tanz\u00e2nia tamb\u00e9m devem em breve se beneficiar.<\/p>\n<h2>Seguro para ecossistemas<\/h2>\n<p>Mas nem todos os projetos ter\u00e3o como foco o carbono azul. Outra vers\u00e3o do financiamento azul \u00e9 o \u201cseguro para ecossistemas\u201d, afirma Landis, em que os propriet\u00e1rios de hot\u00e9is na praia, e demais empres\u00e1rios que dependem dos ecossistemas costeiros saud\u00e1veis, pagariam para proteger os recifes de coral e os manguezais que proporcionam prote\u00e7\u00e3o costeira contra tempestades.<\/p>\n<p>O TNC, por exemplo, estabeleceu <a href=\"https:\/\/www.nature.org\/en-us\/explore\/newsroom\/the-nature-conservancy-and-the-government-of-quintana-roo-announce-innovativ\/\">um fundo fiduci\u00e1rio para proteger os recifes e praias<\/a> no litoral tur\u00edstico da Pen\u00ednsula de Iucat\u00e3, no M\u00e9xico, contra furac\u00f5es. Uma tarifa tur\u00edstica alimenta o fundo e paga pelas atividades rotineiras de manuten\u00e7\u00e3o dos recifes, como remo\u00e7\u00e3o de detritos e replantio de esp\u00e9cies, al\u00e9m dos reparos maiores depois dos furac\u00f5es.<\/p>\n<p>Outros tipos de acordo financeiro \u2013 h\u00edbridos e mais complexos \u2013 permitem aos investidores combinar a captura de carbono com as suas metas de responsabilidade social corporativa. Esses acordos podem, por exemplo, ajudar a alcan\u00e7ar os objetivos de desenvolvimento sustent\u00e1vel da ONU, que abrangem tudo: da biodiversidade \u00e0 seguran\u00e7a alimentar, da igualdade de g\u00eanero \u00e0 resili\u00eancia dos litorais.<\/p>\n<p>Embora muitos projetos de financiamento azul contemplem os tr\u00f3picos, eles podem contemplar outros locais tamb\u00e9m. Em janeiro, a Storebrand, uma empresa norueguesa de gest\u00e3o de ativos, lan\u00e7ou o t\u00edtulo <a href=\"https:\/\/www.investmenteurope.net\/news\/4000630\/investors-support-baltic-cleanup-bond-issue\">Baltic Blue Bond<\/a> para financiar a recupera\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica do Mar B\u00e1ltico, o mais polu\u00eddo da Europa. A promessa era limpar o esgoto e os res\u00edduos industriais atrav\u00e9s da instala\u00e7\u00e3o de novas esta\u00e7\u00f5es de tratamento, al\u00e9m de proteger os ecossistemas marinhos que contribuem com a limpeza das \u00e1guas.<\/p>\n<h2>Um mar de riscos<\/h2>\n<p>Para alguns ecologistas, as ambi\u00e7\u00f5es de expans\u00e3o do financiamento azul s\u00e3o exageradas. \u00c9 muito mais dif\u00edcil comprovar os benef\u00edcios ambientais das a\u00e7\u00f5es em oceanos do que em terra firme.<\/p>\n<blockquote><p>Voc\u00ea precisa ter muito cuidado com os locais que escolhe, porque o n\u00edvel do mar aumenta<\/p><\/blockquote>\n<p>Veja o caso do carbono azul. Seria necess\u00e1rio demonstrar que os projetos de restaura\u00e7\u00e3o de mangues, por exemplo, conseguiriam armazenar carbono por pelo menos 100 anos, o mesmo que uma floresta. Mas esses manguezais enfrentam muitas amea\u00e7as que est\u00e3o fora do nosso controle, como a mar\u00e9 que acaba levando embora as mudas ou trazendo polui\u00e7\u00e3o, al\u00e9m das tempestades tropicais e do aumento constante do n\u00edvel do mar, que pode afogar qualquer ecossistema costeiro.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.researchgate.net\/publication\/319163001_Blue_Carbon_Finance_Workshop_Summary\">Um workshop realizado na Austr\u00e1lia h\u00e1 dois anos<\/a> concluiu que esses riscos significam que \u201cos projetos de carbono azul\u2026 podem oferecer retornos baixos sobre os investimentos e carecer de uma boa rela\u00e7\u00e3o custo\/benef\u00edcio\u201d. Landis disse: \u201cVoc\u00ea precisa ter muito cuidado com os locais que escolhe, porque o n\u00edvel do mar aumenta\u201d.<\/p>\n<p>Muitos projetos de plantio em \u00e1reas de mangue falharam, disse a <a href=\"https:\/\/www.wetlands.org\/\">Wetlands International<\/a>, uma ONG que chegou a promover essas planta\u00e7\u00f5es, mas mudou de ideia e achou melhor criar condi\u00e7\u00f5es costeiras adequadas para favorecer o replantio e o crescimento.<\/p>\n<p>O que aconteceu \u00e9 que foram escolhidas esp\u00e9cies erradas e as mudas foram plantadas em locais inadequados. A mar\u00e9 acabou arrastando todas. A manuten\u00e7\u00e3o deixou a desejar porque as comunidades ganhavam pelo plantio, mas n\u00e3o pelos cuidados posteriores.<\/p>\n<p>Em uma <a href=\"https:\/\/www.researchgate.net\/publication\/332744475_Better_restoration_policies_are_needed_to_conserve_mangrove_ecosystems\">pesquisa mundial realizada em abril<\/a> por Shing Yip Lee e seus colegas da Universidade Chinesa de Hong Kong, foi revelado que esses projetos \u201cgeralmente n\u00e3o resultavam em uma amplia\u00e7\u00e3o significativa e de longo prazo das \u00e1reas de mangue, ou em uma maior sobreviv\u00eancia das \u00e1rvores\u201d. Por\u00e9m, mesmo quando os projetos d\u00e3o certo, pode haver pontos negativos. O mesmo estudo descobriu que uma grande planta\u00e7\u00e3o de spartina \u2013 uma gram\u00ednea ex\u00f3tica dos p\u00e2ntanos de \u00e1gua salgada \u2013, ao longo da costa chinesa, destruiu as praias lodosas e reduziu as zonas de alimenta\u00e7\u00e3o das aves migrat\u00f3rias em sua rota do leste asi\u00e1tico.<\/p>\n<h2>Aquicultura azul<\/h2>\n<p>O TNC tem outra iniciativa na manga que pode se mostrar ainda mais surpreendente do que a restaura\u00e7\u00e3o dos ecossistemas costeiros. \u00c9 um neg\u00f3cio que n\u00e3o para de crescer no mundo: a aquicultura marinha.<\/p>\n<div class='block--pullout-stat block--pullout-stat--float cd-shortcode--factbox'>\n                <p class='block--pullout-stat__title'>70%<\/p>\n                <div class='block--pullout-stat__content'>\n                    <br \/>\na extens\u00e3o do planeta que os oceanos cobrem \n                <\/div>\n            <\/div>\n<p>A aquicultura \u00e9 uma not\u00f3ria destruidora de grandes \u00e1reas de mangue tropical, que se tornam tanques de camar\u00e3o. Mas a l\u00f3gica do TNC \u00e9 simples: a popula\u00e7\u00e3o mundial n\u00e3o para de crescer e h\u00e1 poucos ind\u00edcios de que o desperd\u00edcio de alimentos vai diminuir; o mundo precisa de cada vez mais comida. \u201cOs oceanos cobrem 70% do planeta, mas fornecem apenas 2% dos alimentos\u201d, disse Robert Jones, l\u00edder de estrat\u00e9gia de aquicultura do TNC.<\/p>\n<p>A aquicultura pode mudar esse cen\u00e1rio. \u201cNa pr\u00f3xima d\u00e9cada, prevemos investimentos na casa dos 150 a 300 milh\u00f5es de d\u00f3lares para a constru\u00e7\u00e3o da infraestrutura para aquicultura\u201d, disse Jones. Grande parte da infraestrutura vai deslocar os ecossistemas costeiros.<\/p>\n<p>A atividade precisa se tornar menos destrutiva para o meio ambiente, disse ele. \u201cOs sistemas mais sustent\u00e1veis de aquicultura lutam para obter financiamento, ent\u00e3o queremos gerar mais interesse por eles\u201d usando ve\u00edculos de financiamento azul para mostrar as melhores pr\u00e1ticas e descobrir formas de ajudar as pessoas a investirem nessa ideia. O TNC publicou um <a href=\"https:\/\/mysocialgoodnews.com\/the-nature-conservancy-and-encourage-capital-release-global-sustainable-aquaculture-impact-investment-report\/\">artigo<\/a> em maio sobre \u201calternativas respons\u00e1veis para as esp\u00e9cies que s\u00e3o v\u00edtimas da sobrepesca\u201d.<\/p>\n<p>Jones vislumbra tr\u00eas oportunidades. Uma \u00e9 conhecida como \u201caquicultura de recircula\u00e7\u00e3o\u201d, o que significa a cria\u00e7\u00e3o de peixes em terra, em tanques com \u00e1gua reciclada e tratada do sistema de esgoto. A segunda \u00e9 levar os criadouros de peixes para \u00e1reas marinhas mais distantes, o que j\u00e1 <a href=\"https:\/\/dialogue.earth\/7954-chinas-coastline-in-transition-due-to-new-aquaculture-regulations\/\">vem acontecendo<\/a> no Mar de Bohai na China, com impactos menores nos ecossistemas costeiros e na qualidade da \u00e1gua. A terceira \u00e9 mudar para o cultivo de algas marinhas e mariscos, que podem ajudar a restaurar os ambientes costeiros, em vez de destru\u00ed-los.<\/p>\n<p>Esse tipo de tecnologia pode beneficiar os problem\u00e1ticos ecossistemas costeiros da China, que abrigam 60% da aquicultura do mundo, disse ele.<\/p>\n<p>Em um mundo onde a aquicultura se torna cada vez mais importante nas zonas costeiras, aumentar a sustentabilidade da atividade pode ser a maior conquista do financiamento azul.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 poss\u00edvel que a conserva\u00e7\u00e3o esteja no limiar de uma revolu\u00e7\u00e3o azul. Este ano, um dos temas mais discutidos \u00e9 o uso de financiamentos e empreendedorismo para capturar o carbono atmosf\u00e9rico dos ecossistemas marinhos e costeiros recuperados, como recifes de coral, mangues, p\u00e2ntanos e aqueles dominados por ervas marinhas. 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