{"id":50029789,"date":"2019-08-27T16:42:34","date_gmt":"2019-08-27T15:42:34","guid":{"rendered":"https:\/\/stage.dialogochino.net\/?p=29789"},"modified":"2023-06-02T15:34:33","modified_gmt":"2023-06-02T14:34:33","slug":"29754-chineses-constroem-rodovia-mais-controversa-do-pais-na-amazonia-boliviana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/florestas\/29754-chineses-constroem-rodovia-mais-controversa-do-pais-na-amazonia-boliviana\/","title":{"rendered":"Chineses constroem rodovia \u2018mais controversa do pa\u00eds\u2019 na Amaz\u00f4nia boliviana"},"content":{"rendered":"<p>Cinco anos ap\u00f3s o fim do processo de concess\u00e3o para a rodovia Rurrenabaque-Riberalta, a empresa China Railway Construction Corporation registrou um avan\u00e7o de apenas 16% nas obras no in\u00edcio deste ano.<\/p>\n<p>Prevista para atravessar a Amaz\u00f4nia boliviana, a estrada tem gerado preocupa\u00e7\u00e3o entre as comunidades locais, bi\u00f3logos e cientistas. Uma ONG ambiental chegou a descrever o empreendimento como \u201ca obra mais controversa do pa\u00eds\u201d.<\/p>\n<div class=\"c-message__content c-message__content--feature_sonic_inputs\" data-qa=\"message_content\"><span class=\"c-message__body\" dir=\"auto\" data-qa=\"message-text\">Com extens\u00e3o de 508 quil\u00f4metros, a rodovia financiada por um empr\u00e9stimo da China deve precisar de 579,4 milh\u00f5es d\u00f3lares em investimentos. <\/span>Ser\u00e1 situada no departamento de Beni, perto da parte boliviana da maior floresta cont\u00ednua do mundo, rica em biodiversidade e bastante fr\u00e1gil.<\/div>\n<p>O objetivo do empreendimento, iniciado pelo presidente Evo Morales, \u00e9 atravessar o nordeste do pa\u00eds, ligando as regi\u00f5es fronteiri\u00e7as com o Peru, Chile e Brasil.<\/p>\n<div class='cdo-shortcode--image'><\/p>\n<p><figure id=\"attachment_29762\" aria-describedby=\"caption-attachment-29762\" style=\"width: 1400px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-29762 size-full\" src=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2019\/08\/14.jpg\" alt=\"\" width=\"1400\" height=\"927\"><figcaption id=\"caption-attachment-29762\" class=\"wp-caption-text\">Esta lagoa artificial \u00e9 formada ap\u00f3s a remo\u00e7\u00e3o da terra, usada para formar a plataforma da estrada. Existem v\u00e1rias ao longo do trecho Rurrenabaque - Reyes. Imagem: Miriam Jemio.<\/figcaption><\/figure><\/p>\n<p><\/div>\n<h2>Uma rodovia com v\u00e1rios problemas<\/h2>\n<p>Poeira, barro, tr\u00e2nsito interrompido, obras sem conclus\u00e3o, falta de sinaliza\u00e7\u00e3o e paraliza\u00e7\u00e3o dos trabalhos: esses s\u00e3o apenas alguns dos problemas que afetam h\u00e1 quatro anos os habitantes da regi\u00e3o, al\u00e9m dos motoristas que transitam pelo trecho entre Rurrenabaque, Reyes e Santa Rosa, no primeiro setor da obra, cerca de 95 quil\u00f4metros ao norte de La Paz.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s que trabalhamos com transporte estamos sofrendo. Se chove um dia, a estrada fica intransit\u00e1vel por uma semana. O progresso da obra \u00e9 muito ruim\u201d, reclama Carlos Marupa, que transporta passageiros de Rurrenabaque a Reyes. Segundo os motoristas, a estrada n\u00e3o tem a compacta\u00e7\u00e3o adequada, e h\u00e1 o temor de que a via se deteriore ap\u00f3s a entrega da obra.<\/p>\n<div class='block--pullout-stat block--pullout-stat--float cd-shortcode--factbox'>\n                <p class='block--pullout-stat__title'>15,56%<\/p>\n                <div class='block--pullout-stat__content'>\n                    <br \/>\n15,56% \u00e9 o quanto a estrada entre Rurrenabaque e Riberalta j\u00e1 avan\u00e7ou<br \/>\n\n                <\/div>\n            <\/div>\n<p>\u201cQueremos que os chineses continuem a trabalhar, mas com consci\u00eancia, n\u00e3o como est\u00e3o fazendo agora. J\u00e1 interromperam a obra por cinco meses, justamente em \u00e9poca de seca. Houve acidentes e batidas porque pararam de trabalhar e n\u00e3o h\u00e1 sinaliza\u00e7\u00e3o\u201d, comenta Walter Delgade Arce, dirigente do sindicato Trans Ballivi\u00e1n de Rurrenabaque.<\/p>\n<p>O sindicato enviou uma carta \u00e0 Administradora Boliviana de Estradas (ABC), entidade estatal respons\u00e1vel pela via, pedindo que a construtora cumpra com a manuten\u00e7\u00e3o e irriga\u00e7\u00e3o da estrada, assim como com a sinaliza\u00e7\u00e3o adequada. A carta enfatizava o perigo que os motoristas correm na atual situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cNossos gastos aumentaram: agora, de Reyes a Santa Rosa demoramos uma hora e 45 minutos. Quando a empresa fazia manuten\u00e7\u00e3o da via, h\u00e1 cerca de um ano e meio, demor\u00e1vamos uma hora. A estrada est\u00e1 um desastre\u201d, afirma Roy Villar, dirigente de transporte misto de Reyes. \u201cEm \u00e9poca de seca \u00e9 pior, n\u00e3o podemos ver nada porque a poeira \u00e9 muito densa. J\u00e1 houve acidentes por causa da nuvem de poeira\u201d.<\/p>\n<p>Outro problema, segundo os moradores da regi\u00e3o, s\u00e3o as sarjetas muito estreitas que n\u00e3o drenam a \u00e1gua de maneira eficiente. Em fevereiro passado, a \u00e1gua que corre do rio Beni provocou um colapso de um trecho do sistema de drenagem, inundando uma comunidade.<\/p>\n<p>Em fevereiro, a \u00e1gua chegou a um metro de altura na casa de Darnixa Crespo Ciripo, moradora da comunidade Cosar, onde vivem 67 fam\u00edlias. \u201cFomos com nossos animais at\u00e9 a estrada porque a \u00e1gua entrou dentro de casa. \u00c9 por causa da ponte: ficaram de constru\u00ed-la e nunca terminaram\u201d, reclamou.<\/p>\n<figure id=\"attachment_29765\" aria-describedby=\"caption-attachment-29765\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-29765\" src=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2019\/08\/9.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"453\"><figcaption id=\"caption-attachment-29765\" class=\"wp-caption-text\">Darnixa Crespo Ciripi, um vizinho da comunidade camponesa de Cosar, mostra at\u00e9 onde a \u00e1gua foi em fevereiro passado. Imagem: Miriam Jemio.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Problemas como esse levaram moradores das comunidades Cosar, Villa Copacabana, San Jos\u00e9, Puerto Salinas, Wawa 1 e R\u00edo Viejo que foram afetados pelas inunda\u00e7\u00f5es a bloquear a estrada no final fevereiro. Eles exigiam que a ABC constru\u00edsse uma ponte no lugar da sarjeta colapsada.<\/p>\n<h2>Problemas pol\u00edticos da estrada<\/h2>\n<p>As autoridades bolivianas admitem a exist\u00eancia desses problemas. Em maio, o ministro de Obras P\u00fablicas \u00d3scar Coca amea\u00e7ou multar a construtora por descumprimento de contrato.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 um problema s\u00e9rio com uma estrada que vai de Rurrenabaque at\u00e9 Riberalta. Infelizmente, a construtora n\u00e3o est\u00e1 cumprindo o contrato e estamos aplicando [as multas]; seremos inflex\u00edveis\u201d, disse Coca, segundo a ag\u00eancia de not\u00edcias ANF. \u2028O relat\u00f3rio de Presta\u00e7\u00e3o de Contas P\u00fablicas de 2018 da ABC tamb\u00e9m confirma o atraso.<\/p>\n<p>As autoridades da regi\u00e3o parecem menos preocupadas do que os moradores. Anacleto D\u00e1valos Arias, prefeito de Rurrenabaque, afirma que durante os dois anos e meio desde que a ABC deu in\u00edcio \u00e0 constru\u00e7\u00e3o da estrada o trecho sob sua jurisdi\u00e7\u00e3o, Rurrenabaque-Reyes, registrou um avan\u00e7o de 50% a 55%.<\/p>\n<p>\u201cJ\u00e1 fizeram o levantamento da plataforma, o tratamento e a compacta\u00e7\u00e3o dos solos. S\u00f3 falta o asfalto\u201d, explica. No entanto, Arias admite que no trecho de Reyes a Santa Rosa s\u00f3 foram conclu\u00eddos cerca de 10% a 15% da obra. \u201cA empresa n\u00e3o trabalhou nesse trecho nos \u00faltimos dois anos, agora estamos vendo que come\u00e7aram a constru\u00e7\u00e3o; h\u00e1 uma grande quantidade de m\u00e1quinas trabalhando\u201d.<\/p>\n<p>O Di\u00e1logo Chino foi at\u00e9 a regi\u00e3o na primeira semana de julho e constatou que a empresa est\u00e1 trabalhando com m\u00e1quinas pesadas nos trechos Rurrenabaque-Reyes e Reyes-Santa Rosa de Yacuma, embora neste \u00faltimo s\u00f3 tenha feito o alargamento da via.<\/p>\n<div class='cdo-shortcode--image'><\/p>\n<p><figure id=\"attachment_29774\" aria-describedby=\"caption-attachment-29774\" style=\"width: 1200px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-29774 size-full\" src=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2019\/08\/12.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"795\"><figcaption id=\"caption-attachment-29774\" class=\"wp-caption-text\">A poeira gerada pelo tr\u00e1fego de ve\u00edculos diminui a visibilidade dos motoristas, que garantem que j\u00e1 houve acidentes. Eles culpam a empresa por n\u00e3o realizar a irriga\u00e7\u00e3o correspondente. Imagem: Miriam Jemio.<\/figcaption><\/figure><\/p>\n<p><\/div>\n<p>Caminh\u00f5es e tratores circulam pelos mais de 30 quil\u00f4metros entre Rurrenabaque e Reyes, dois povoados situados no primeiro trecho da estrada. Em alguns lugares, os funcion\u00e1rios da empresa chinesa trabalham levando terra at\u00e9 a plataforma da rodovia, compactando o aterro ou derrubando \u00e1rvores; e em outros est\u00e3o apenas come\u00e7ando a armazenar a terra. O trabalho \u00e9 mais intenso a menos de 10 quil\u00f4metros de Reyes.<\/p>\n<blockquote><p>Duvido que o projeto da rodovia Rurrenabaque-Riberalta passasse pelas condi\u00e7\u00f5es do BID<\/p><\/blockquote>\n<p>Vereadores de oposi\u00e7\u00e3o ao governo de Evo Morales pediram relat\u00f3rios \u00e0 Administradora Boliviana de Rodovias (ABC) devido ao atraso na obra, que \u2014 segundo eles \u2014 n\u00e3o se explica pelos pagamentos feitos \u00e0 empresa. At\u00e9 2018, o progresso da obra era de 16%, enquanto o dinheiro depositado chegava a 42% do total, segundo a ABC.<\/p>\n<p>\u201cO ministro (Coca) disse que aplicariam a multa, mas alguns dias depois deram a ordem de continuar os trabalhos. N\u00e3o sei o que aconteceu ali, \u00e9 um mist\u00e9rio. Subcontrataram outras empresas para avan\u00e7ar os trabalhos? Aumentou o custo da estrada?\u201d, questionou o senador de oposi\u00e7\u00e3o Yerko N\u00fa\u00f1ez, em entrevista ao Di\u00e1logo Chino. N\u00fa\u00f1ez tem acompanhado a obra e pediu relat\u00f3rios \u00e0 ABC sobre o estado de execu\u00e7\u00e3o da rodovia.<\/p>\n<p>\u201cTodos n\u00f3s queremos uma rodovia, mas desde o in\u00edcio dissemos que tinham que construir uma boa estrada\u201d, disse. \u201cEst\u00e3o fazendo a obra com financiamento do governo chin\u00eas. N\u00e3o \u00e9 um presente que est\u00e3o dando. Temos que pagar juros, por isso estamos fiscalizando e denunciando um sem-n\u00famero de irregularidades\u201d.<\/p>\n<p>\u201cTemos visto muitas empresas trabalhando nessa obra, talvez porque o governo n\u00e3o est\u00e1 aplicando a multa\u201d, afirma o prefeito de Rurrenabaque, sem saber se a China Railway solicitou e recebeu autoriza\u00e7\u00e3o da ABC para subcontratar outras empresas. Em todo caso, o prefeito est\u00e1 otimista de que a rodovia seja finalizada este ano.<\/p>\n<h2>Uma estrada no meio da floresta<\/h2>\n<p>A movimenta\u00e7\u00e3o de terra, o desmatamento, a concentra\u00e7\u00e3o de \u00e1gua e a elimina\u00e7\u00e3o de vegeta\u00e7\u00e3o s\u00e3o algumas das quest\u00f5es que preocupam cientistas ambientais em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 obra. N\u00e3o se sabe que tipo de medida de mitiga\u00e7\u00e3o a China Railway deve tomar para compensar os danos ambientais causados pela rodovia.<\/p>\n<p>\u201cO impacto ambiental \u00e9 grande\u201d, explica o bi\u00f3logo holand\u00eas Vincent Vos, que mora em Riberalta h\u00e1 mais de vinte anos e trabalha como pesquisador independente em quest\u00f5es de desenvolvimento rural amaz\u00f4nico. Segundo ele, a terra para a plataforma de Riberalta at\u00e9 Yacumo \u00e9 retirada de \u00e1reas de vegeta\u00e7\u00e3o similar ao Cerrado onde habita o p\u00e1ssaro Pseudotriccus ruficeps, entre outras esp\u00e9cies.<\/p>\n<p>Segundo Vos, \u00e9 preocupante que esse tipo de vegeta\u00e7\u00e3o n\u00e3o provoque interesse. O Cerrado \u00e9 abundante na regi\u00e3o que vai de Riberalta at\u00e9 Rurrenabaque, onde h\u00e1 muitas esp\u00e9cies valiosas do ponto de vista ecol\u00f3gico. \u201cDe Riberalta at\u00e9 Rurrenabaque, em cerca de 50 quil\u00f4metros dos dois lados da estrada houve interven\u00e7\u00e3o na vegeta\u00e7\u00e3o, n\u00e3o sobrou quase nada. Depois dos 50 quil\u00f4metros havia uma regi\u00e3o com vegeta\u00e7\u00e3o mais fechada onde se fazia observa\u00e7\u00e3o de aves\u201d, comenta.<\/p>\n<div class='cdo-shortcode--image'><\/p>\n<p><figure id=\"attachment_29759\" aria-describedby=\"caption-attachment-29759\" style=\"width: 1500px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-29759 size-full\" src=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2019\/08\/6-3.jpg\" alt=\"\" width=\"1500\" height=\"994\"><figcaption id=\"caption-attachment-29759\" class=\"wp-caption-text\">Muitos bi\u00f3logos e pesquisadores temem que a abertura dessa estrada na Amaz\u00f4nia boliviana tenha s\u00e9rios impactos em uma \u00e1rea ambientalmente sens\u00edvel. Imagem: Miriam Jemio.<\/figcaption><\/figure><\/p>\n<p><\/div>\n<p>Para muitos especialistas, monitoramento e previs\u00e3o ambiental s\u00e3o essenciais, devido \u00e0 fragilidade do ecossistema da regi\u00e3o e \u00e0 magnitude do impacto causado pela rodovia.<\/p>\n<p>\u201cDesde o momento em que em que se come\u00e7a a intervir no meio ambiente, h\u00e1 efeitos sobre a biodiversidade e o ecossistema porque a obra envolve maquinaria, \u00f3leo, m\u00e1quinas asfaltadoras, al\u00e9m de rejeitos dos acampamentos e das m\u00e1quinas que devem ser tratados com muito cuidado por ser um ecossistema fr\u00e1gil\u201d, conta Silvia Molina, pesquisadora da ONG Centro de Estudos para o Desenvolvimento Trabalhista e Agr\u00e1rio (Cedla). \u201cDe um lado, temos a savana do Beni e, depois, a floresta amaz\u00f4nica.\u201d<\/p>\n<p>Para a pesquisadora, a confidencialidade dos contratos impede que se conhe\u00e7a os funcion\u00e1rios da ABC que est\u00e3o monitorando e fiscalizando a obra.<\/p>\n<p>Especialistas de outros pa\u00edses compartilham da preocupa\u00e7\u00e3o de Molina.<\/p>\n<p>\u201cDuvido que o projeto da rodovia Rurrenabaque-Riberalta passasse pelas condi\u00e7\u00f5es do Banco Interamericano de Desenvolvimento. Estamos em plena Amaz\u00f4nia e, al\u00e9m disso, em territ\u00f3rio ind\u00edgena\u201d, argumenta a economista Rebecca Ray, pesquisadora do Centro de Pol\u00edticas de Desenvolvimento Global da Universidade de Boston e coautora do relat\u00f3rio \u201cChina e Amaz\u00f4nia: rumo a um marco para maximizar os benef\u00edcios e mitigar os riscos do desenvolvimento de infraestrutura\u201d.<\/p>\n<p>Segundo Ray, h\u00e1 v\u00e1rios crit\u00e9rios ambientais que os financiadores podem exigir em projetos de infraestrutura. O tipo de requerimento varia de maneira significativa de acordo com o organismo multilateral ou o banco respons\u00e1vel pelo investimento.<\/p>\n<p>\u201cOs projetos que recebem financiamento do BID t\u00eam regulamentos que, entre outras coisas, limitam bastante o desmatamento e os impactos nas diversas esp\u00e9cies que habitam as florestas\u201d, explica. Como exemplo, Ray cita a rodovia Montero-Yapacan\u00ed, no departamento de Santa Cruz, que foi financiada pelo BID. O processo envolveu um censo das esp\u00e9cies de flora e fauna que poderiam ser afetadas na \u00e1rea em torno do projeto.<\/p>\n<p>Os crit\u00e9rios n\u00e3o s\u00e3o os mesmos quando o financiamento vem do Banco de Desenvolvimento da Am\u00e9rica Latina (CAF) ou do EximBank chin\u00eas (que concedeu \u00e0 Bol\u00edvia um empr\u00e9stimo preferencial de 492 milh\u00f5es de d\u00f3lares para a estrada), afirma Ray. \u201cOs requisitos s\u00e3o mais gerais e costumam ceder a autoridade aos mesmos pa\u00edses que pediram o financiamento\u201d, conta.<\/p>\n<p>Por exemplo, ainda n\u00e3o se sabe como a empresa mitigar\u00e1 o impacto ambiental ao longo dos 508 quil\u00f4metros da rodovia. A licen\u00e7a ambiental classifica a obra como \u201ccategoria II\u201d, o que a obriga a ter um estudo de avalia\u00e7\u00e3o de impacto ambiental (EIA), que n\u00e3o est\u00e1 dispon\u00edvel para o p\u00fablico.<\/p>\n<p>A \u00fanica coisa que se sabe a respeito de crit\u00e9rios ambientais veio de um comunicado da pr\u00f3pria ABC em 2018 ap\u00f3s uma den\u00fancia contra um cidad\u00e3o chin\u00eas pela morte de um jacar\u00e9. Em abril, a vice-ministra de biodiversidade, Cinthya Silva, informou ao El D\u00eda que, ap\u00f3s a investiga\u00e7\u00e3o, \u201ca empresa admitiu que um de seus funcion\u00e1rios descumpriu as regras. O funcion\u00e1rio foi repatriado imediatamente e, al\u00e9m disso, a empresa come\u00e7ou um programa de capacita\u00e7\u00e3o para que a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o ocorra novamente\u201d.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a den\u00fancia contra o funcion\u00e1rio chin\u00eas e o comunicado da ABC, a deputada Mirtha Arce pediu um relat\u00f3rio oral ao ministro de Meio Ambiente, Carlos Ortu\u00f1o. \u201cComunique se receberam den\u00fancias sobre extermina\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies ou massacre de animais por parte da empresa construtora China Railway, e informe se este minist\u00e9rio participou do monitoramento das esp\u00e9cies na regi\u00e3o e do deslocamento dos r\u00e9pteis a um ambiente mais adequado\u201d, assinala uma das perguntas.<\/p>\n<p>O Di\u00e1logo Chino solicitou informa\u00e7\u00f5es sobre a empresa que realizou o estudo de impacto ambiental e sobre os aspectos de mitiga\u00e7\u00e3o nele contemplados. Entretanto, nem as autoridades bolivianas do munic\u00edpio de Rurrenabaque nem da Admimistradora Boliviana de Carreteras (ABC) responderam ao pedido. Uma gerente de comunica\u00e7\u00e3o da ABC afirmou em duas ocasi\u00f5es que os assessores de imprensa \u201cest\u00e3o muito ocupados\u201d.<\/p>\n<p>Esse n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico problema que se atribui \u00e0 construtora chinesa.<\/p>\n<p>Entre 2015 e 2019, a China Railway Construction Corporation foi alvo de 87 den\u00fancias de viola\u00e7\u00e3o de direitos trabalhistas e ambientais. Essas den\u00fancias fazem da empresa a companhia com mais queixas do pa\u00eds, depois da tamb\u00e9m chinesa Sinohydro, segundo uma sistematiza\u00e7\u00e3o realizada pela pesquisadora Viviana Herrera do Cedla.<\/p>\n<div class='cdo-shortcode--image'><\/p>\n<p><figure id=\"attachment_29768\" aria-describedby=\"caption-attachment-29768\" style=\"width: 1000px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-29768 size-full\" src=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2019\/08\/4.jpg\" alt=\"\" width=\"1000\" height=\"563\"><figcaption id=\"caption-attachment-29768\" class=\"wp-caption-text\">O prefeito Anacleto D\u00e1valos n\u00e3o tem certeza de quando a estrada ficar\u00e1 pronta. Imagem: Miriam Jemio.<\/figcaption><\/figure><\/p>\n<p><\/div>\n<p>\u201cCabe ressaltar que as den\u00fancias se concentram em um \u00fanico projeto\u201d, alerta a pesquisadora, \u201cque \u00e9 a obra mais conflituosa do pa\u00eds\u201d. Ela acrescenta que as den\u00fancias ambientais mais comuns s\u00e3o por poss\u00edveis contamina\u00e7\u00e3o de rios, desmatamento e a falta de licen\u00e7a ambiental. Quanto \u00e0s reclama\u00e7\u00f5es de fundo trabalhista, os funcion\u00e1rios denunciaram sobretudo maltrato e descumprimento das normas de trabalho e seguran\u00e7a social.<\/p>\n<p>Tentamos falar com funcion\u00e1rios da China Railway no fim de julho, mas o assessor de imprensa da empresa afirmou que todos os executivos estavam nos acampamentos da obra. Nosso pedido de entrevista ainda n\u00e3o foi respondido.<\/p>\n<p>Enquanto isso, a maquinaria pesada continua derrubando \u00e1rvores, como testemunhou o Dialogo Chino, revolvendo o solo para extrair a terra que usa para erguer a plataforma da estrada cuja data final de constru\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o \u00e9 clara.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s cinco anos e apenas 16% de progresso, a estrada constru\u00edda pela empresa chinesa preocupa comunidades e 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