{"id":50039096,"date":"2021-01-12T17:53:25","date_gmt":"2021-01-12T17:53:25","guid":{"rendered":"https:\/\/stage.dialogochino.net\/?p=39096"},"modified":"2022-11-28T18:37:14","modified_gmt":"2022-11-28T18:37:14","slug":"39089-leis-de-terra-da-argentina-asfixiam-agricultura-sustentavel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/alimentos\/39089-leis-de-terra-da-argentina-asfixiam-agricultura-sustentavel\/","title":{"rendered":"Leis de terra da Argentina asfixiam agricultura sustent\u00e1vel"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">Cada vez menos agricultores cultivam soja, gr\u00e3os e cereais na Argentina. Embora as exporta\u00e7\u00f5es em geral tenham alcan\u00e7ado recordes hist\u00f3ricos, nas \u00faltimas tr\u00eas d\u00e9cadas a terra tem se tornado cada vez mais concentrada em menos m\u00e3os e dedicada \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de uma gama menor de culturas, mostram os dados do censo. Especialistas dizem que este modelo de agroneg\u00f3cio baseado no lucro a curto prazo desestimula pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A combina\u00e7\u00e3o de <a href=\"http:\/\/stage.dialogochino.net\/en\/agriculture\/35279-depleted-soils-drive-argentina-to-agroecology\/\">uso intensivo de agrot\u00f3xicos<\/a>, sementes <a href=\"http:\/\/stage.dialogochino.net\/en\/agriculture\/12194-argentinas-seed-war\/\">geneticamente modificadas<\/a> e o plantio, sem arado, reduziu a diversidade agr\u00edcola da Argentina. O pa\u00eds passou do cultivo de culturas mistas e fazendas de gado para duas monoculturas principais para exporta\u00e7\u00e3o: soja e milho.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Especialistas atribuem esta mudan\u00e7a, que acelerou nos \u00faltimos anos, \u00e0 lei de posse de terra da Argentina <a href=\"https:\/\/www.argentina.gob.ar\/normativa\/nacional\/ley-22298-1980-146339\">de 1948<\/a>, modificada durante a ditadura militar em 1980, que permite arrendamentos curtos de dois anos, incentivando retornos r\u00e1pidos e desencorajando o planejamento ambiental a longo prazo.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">De acordo com dados preliminares do <a href=\"https:\/\/www.indec.gob.ar\/indec\/web\/Nivel4-Tema-3-8-87\">Censo Agr\u00edcola de 2018<\/a>, 20% dos agricultores de todo o pa\u00eds trabalham em terras arrendadas. O n\u00famero aumenta acentuadamente nas prov\u00edncias de C\u00f3rdoba, Santa F\u00e9 e Buenos Aires, o cora\u00e7\u00e3o agr\u00edcola da Argentina. Em 2002, eram apenas 10%, ou metade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A legisla\u00e7\u00e3o atual permite que os arrendat\u00e1rios trabalhem as terras sem nenhuma considera\u00e7\u00e3o pela conserva\u00e7\u00e3o do solo, rota\u00e7\u00e3o de culturas, ou limites na aplica\u00e7\u00e3o de agroqu\u00edmicos. Tampouco incorpora os crit\u00e9rios de prote\u00e7\u00e3o ambiental que aparecem na Constitui\u00e7\u00e3o, reformada em 1994.&nbsp;<\/span><\/p>\n<h2><strong>Terras cada vez mais concentradas na Argentina<\/strong><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"https:\/\/bcr.com.ar\/es\/mercados\/investigacion-y-desarrollo\/anuario-estadistico\/anuario-estadistico-2019\">No ano passado<\/a>, a Argentina produziu 120 milh\u00f5es de toneladas de gr\u00e3os, milho e cereais em 31 milh\u00f5es de hectares: 51,5 milh\u00f5es de toneladas de milho em 7,26 milh\u00f5es de hectares; 50,7 milh\u00f5es de toneladas de soja em 17,2 milh\u00f5es de hectares; e 6,8 milh\u00f5es de toneladas de trigo em 6,8 milh\u00f5es de hectares.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A maioria dos gr\u00e3os \u00e9 exportada. No primeiro semestre de 2020, as exporta\u00e7\u00f5es do setor agr\u00edcola valeram 20 bilh\u00f5es de d\u00f3lares, o equivalente a 70% do valor de todas as mercadorias que a Argentina exporta. A regi\u00e3o dos Pampas foi respons\u00e1vel por 94% das vendas externas, de acordo com <a href=\"http:\/\/fundacionfada.org\/informes\/monitor-de-exportaciones-agroindustriales\/\">um relat\u00f3rio<\/a> da funda\u00e7\u00e3o agr\u00edcola FADA.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"https:\/\/www.bcr.com.ar\/es\/sobre-bcr\/revista-institucional\/noticias-revista-institucional\/la-republica-popular-china-y\">A China<\/a> compra a maior parte da soja argentina n\u00e3o-processada, cerca de 7 milh\u00f5es de toneladas por ano, no valor de cerca de 2,2 bilh\u00f5es d\u00f3lares. O Vietn\u00e3 \u00e9 o principal importador de milho, e o Brasil compra a maior parte do trigo argentino.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os dados provis\u00f3rios do \u00faltimo censo agr\u00edcola fornecem uma imagem mais clara de quem vende. H\u00e1 236 mil fazendas trabalhando 161 milh\u00f5es de hectares nos setores agr\u00edcola e florestal.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O censo tamb\u00e9m revela outro fen\u00f4meno. O n\u00famero de fazendas est\u00e1 diminuindo, mas elas est\u00e3o crescendo em tamanho. Enquanto no censo de 2002 havia 333 mil fazendas, em 2018 havia 250 mil. <a href=\"https:\/\/t.co\/2H61tf3RNk?amp=1\">Apenas 1% das empresas<\/a> (2,5 mil) controlam 40% das terras produtivas do pa\u00eds.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nos \u00faltimos 30 anos, 170 mil unidades produtivas foram perdidas no campo argentino.&nbsp;<\/span><\/p>\n<h2><strong>Capitalismo agr\u00edcola<\/strong><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">De acordo com o censo, 69% das fazendas da Argentina s\u00e3o administradas por seus propriet\u00e1rios, enquanto 19% dos campos s\u00e3o alugados. Nas principais prov\u00edncias agr\u00edcolas, isto muda drasticamente.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na prov\u00edncia do norte de C\u00f3rdoba, apenas 23% das fazendas foram arrendadas em 2002, mas este n\u00famero saltou para 44% em 2018. Na prov\u00edncia de Buenos Aires, que junto com Santa F\u00e9 compreende o chamado n\u00facleo agr\u00edcola da Argentina, aproximadamente um ter\u00e7o das fazendas s\u00e3o arrendadas, cerca de 8,8 milh\u00f5es de hectares do total de 23,7 milh\u00f5es.<\/span><\/p>\n<div class='cdo-shortcode--image'><\/p>\n<div class=\"piktowrapper-embed\" style=\"height: 300px; position: relative;\" data-uid=\"51872646-pt_arg-rented-land-map-key-regions-copy\">\n<div class=\"pikto-canvas-wrap\">\n<div class=\"pikto-canvas\">\n<div class=\"embed-loading-overlay\" style=\"width: 100%; height: 100%; position: absolute; text-align: center;\">\n<p><img decoding=\"async\" style=\"margin-top: 100px;\" src=\"https:\/\/create.piktochart.com\/loading.gif\" alt=\"Loading...\" width=\"60px\"><\/p>\n<p style=\"margin: 0; padding: 0; font-family: Lato, Helvetica, Arial, sans-serif; font-weight: 600; font-size: 16px;\">Loading...<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><script>(function(d){var js, id=\"pikto-embed-js\", ref=d.getElementsByTagName(\"script\")[0];if (d.getElementById(id)) { return;}js=d.createElement(\"script\"); js.id=id; js.async=true;js.src=\"https:\/\/create.piktochart.com\/assets\/embedding\/embed.js\";ref.parentNode.insertBefore(js, ref);}(document));<\/script><br \/>\n<\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">&#8220;O quadro que vemos na regi\u00e3o dos Pampas desde 1988 \u00e9 a crescente concentra\u00e7\u00e3o de terras com porcentagens importantes de parcelas alugadas. H\u00e1 cada vez mais terrenos alugados&#8221;, disse Marisa Gonella, engenheira agr\u00f4noma da Universidade Nacional de Ros\u00e1rio.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nomes como Los Grobo, Cazanave y Asociados ou El Tejar surgiram nos \u00faltimos 20 anos como atores importantes no neg\u00f3cio de arrendamento de terras em grande escala na Argentina.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Segundo Gonella, a globaliza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica permitiu a entrada de fluxos de capital que ignoram a hist\u00f3ria da agricultura da regi\u00e3o, perturbando os produtores que s\u00e3o pressionados a alugar.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Omar Pr\u00edncipe, um pequeno produtor familiar e ex-presidente da Federa\u00e7\u00e3o Agr\u00e1ria Argentina (FAA), disse que 40% dos pequenos e m\u00e9dios produtores desapareceram desde meados dos anos 1980, lan\u00e7ando &#8220;uma bomba social de que ningu\u00e9m fala&#8221;. Ele acrescentou que a \u00e1rea m\u00e9dia dedicada \u00e0 produ\u00e7\u00e3o aumentou em quase 45%, com um aumento semelhante no n\u00famero de campos alugados.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">&#8220;Temos um modelo de concentra\u00e7\u00e3o [de terra] que est\u00e1 crescendo exponencialmente e passou de 46 milh\u00f5es de toneladas produzidas para 130 milh\u00f5es de toneladas em 30 anos. Temos um crescimento sem desenvolvimento&#8221;, disse Pr\u00edncipe.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A Federaci\u00f3n Agraria, uma das quatro maiores organiza\u00e7\u00f5es de desenvolvimento rural da Argentina, pediu uma nova lei de arrendamento que proporcionasse incentivos fiscais e de cr\u00e9dito e melhores condi\u00e7\u00f5es de negocia\u00e7\u00e3o para pequenos e m\u00e9dios produtores, combatendo o dom\u00ednio das grandes empresas produtoras de commodities.<\/span><\/p>\n<h2><strong>Curto-prazismo vs. sustentabilidade<\/strong><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Trabalhar a terra sem nenhuma raz\u00e3o para garantir sua sa\u00fade a longo prazo tem s\u00e9rias consequ\u00eancias sociais e ambientais. Estas incluem o aumento da eros\u00e3o do solo, a perda da biodiversidade, o uso excessivo de agroqu\u00edmicos e o fim da tradicional agricultura familiar.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A eros\u00e3o do solo \u00e9 uma das mais graves. A Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Alimenta\u00e7\u00e3o e Agricultura (FAO,na sigla em ingl\u00eas) advertiu em <a href=\"http:\/\/www.fao.org\/3\/T2351S0b.htm\">um relat\u00f3rio<\/a> recente que embora o agroneg\u00f3cio contribua mais para a economia nacional, o solo, que \u00e9 o principal suporte para esta atividade, n\u00e3o recebe cuidados suficientes, &#8220;mas o contr\u00e1rio&#8221;.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A ag\u00eancia estima que cerca de 50 milh\u00f5es de hectares s\u00e3o afetados pela eros\u00e3o moderada ou severa da \u00e1gua ou do vento, e que as perdas econ\u00f4micas causadas pela degrada\u00e7\u00e3o do solo somam cerca de 700 milh\u00f5es de d\u00f3lares por ano. A eros\u00e3o \u00e9 particularmente severa na chamada sub-regi\u00e3o Pampa Ondulada que consiste das prov\u00edncias de Buenos Aires, Santa F\u00e9 e C\u00f3rdoba, a plan\u00edcie mais f\u00e9rtil da Argentina.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para Pr\u00edncipe, o modelo agr\u00edcola atual incentiva a monocultura. Enquanto em 1988 a soja ocupava 4,6 milh\u00f5es de hectares e produzia 6,5 milh\u00f5es de toneladas, em 2015 esta tinha aumentado para 20 milh\u00f5es de hectares que produziam 60 milh\u00f5es de toneladas, de acordo com a Federaci\u00f3n Agraria.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">&#8220;Uma lei de arrendamento seria fundamental para proteger o solo, uma vez que os contratos de um ano s\u00e3o projetados para o plantio de pools e fundos de investimento que entram e saem sem crit\u00e9rios de sustentabilidade. Com arrendamentos mais longos, pode haver mais diversifica\u00e7\u00e3o&#8221;, disse Pr\u00edncipe.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O sindicalista rural pede uma nova legisla\u00e7\u00e3o com arrendamentos de cinco anos, pois eles incentivariam uma maior diversidade de produ\u00e7\u00e3o. &#8220;Temos que pensar no uso sustent\u00e1vel da terra, porque este modelo, ligado a um pacote tecnol\u00f3gico que nos obriga a usar mais agroqu\u00edmicos, causa eros\u00e3o, problemas de sa\u00fade e perda de florestas nativas e pastagens&#8221;, disse ele.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Patricia Propersi, uma agr\u00f4noma, diz que o modelo agroindustrial da Argentina &#8220;tem custos socioambientais cada vez mais altos&#8221; porque as inje\u00e7\u00f5es de capital e o ac\u00famulo de lucros &#8220;foram colocados acima de qualquer outro objetivo&#8221;.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">&#8220;O que \u00e9 terra, apenas capital ou uma teia de vida? Damos prioridade aos fundos de investimento ou aos agricultores? Somos v\u00edtimas de uma l\u00f3gica que desde o s\u00e9culo XIX prioriza o setor como fornecedor de divisas e produtor de commodities&#8221;, acrescentou ela<\/span><\/p>\n<h2><strong>Falta de legisla\u00e7\u00e3o<\/strong> <strong>de terra na Argentina<\/strong><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para a Propersi, o modelo atual de arrendamento data de 1970, quando monocultura, agroqu\u00edmicos e sementes geneticamente modificadas foram introduzidos na Argentina. Dadas as leis sobre arrendamento, ela explica ser compreens\u00edvel que n\u00e3o existam regras especificando quais pr\u00e1ticas agr\u00edcolas podem ser feitas em terras alugadas.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Gonella concorda: &#8220;O arrendamento \u00e9 uma peculiaridade do modelo argentino. Tentativas de mudar a lei n\u00e3o progrediram e a maioria dos contratos ainda s\u00e3o feitos entre as pr\u00f3prias partes, muitas vezes at\u00e9 oralmente&#8221;.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nos \u00faltimos 12 anos, foram apresentadas <a href=\"http:\/\/sobrelatierra.agro.uba.ar\/arrendamientos-una-ley-que-desprotege-al-ambiente\/\">14 tentativas<\/a> de modificar a lei sobre arrendamentos, mas n\u00e3o tiveram sucesso. A \u00faltima veio <a href=\"https:\/\/www.pagina12.com.ar\/diario\/ultimas\/20-107251-2008-07-04.html\">em 2008<\/a>, com um projeto que buscava estender os contratos de cinco anos, dar maior prote\u00e7\u00e3o aos pequenos produtores e evitar a apropria\u00e7\u00e3o de terras pelos investidores.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para Pr\u00edncipe, os interesses econ\u00f4micos por tr\u00e1s do atual modelo de produ\u00e7\u00e3o explicam o fracasso em derrubar as leis.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">&#8220;O fato de n\u00e3o ter havido progresso em uma nova lei mostra a incapacidade do Estado de regular a posse e o acesso \u00e0 terra. Se h\u00e1 uma coisa de que n\u00e3o estamos falando na Argentina, \u00e9 isso&#8221;, disse ele.<\/span><\/p>\n<h2><strong>Desafio<\/strong><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Apesar de um sistema orientado ao lucro a curto prazo, alguns &#8220;rebeldes&#8221; est\u00e3o usando campos arrendados para empregar modos de produ\u00e7\u00e3o sustent\u00e1veis. Este \u00e9 o caso do Projeto Agroecol\u00f3gico Casilda (Capa), do qual participa o veterin\u00e1rio e ambientalista Eduardo Spiaggi.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">&#8220;Alugamos 10 hectares de um vizinho para fazer trigo agroecol\u00f3gico e acrescentamos 11 hectares pr\u00f3prios&#8221;, disse Spiaggi. &#8220;O vizinho nos d\u00e1 sua terra, n\u00f3s a trabalhamos e lhe damos parte de nossa produ\u00e7\u00e3o para pagar o aluguel&#8221;.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m do trigo, o projeto Capa produz outras culturas em escala muito pequena, como soja, milho, aveia e centeio. H\u00e1 tamb\u00e9m uma parte dedicada \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de hortali\u00e7as e \u00e0s \u00e1rvores frut\u00edferas, enquanto outra acomoda a cria\u00e7\u00e3o de gado bovino, ovino e su\u00edno. A fazenda tamb\u00e9m abriga cria\u00e7\u00e3o de aves (galinhas e aves dom\u00e9sticas), al\u00e9m de segementos com florestas em boa parte de seu per\u00edmetro.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A fazenda est\u00e1 localizada na zona central do modelo de agricultura industrial, onde a terra est\u00e1 concentrada nas m\u00e3os de grandes empresas e grande parte das casas um dia habitadas por trabalhadores tradicionais da fazenda foi abandonada.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">&#8220;H\u00e1 uma dupla explora\u00e7\u00e3o dos campos, pelo propriet\u00e1rio e por aqueles que os alugam para trabalh\u00e1-los. Ambas as partes devem lucrar para que as despesas se cumpram em um curto per\u00edodo de tempo&#8221;, disse Spiaggi. Ele acredita que \u00e9 necess\u00e1rio repensar completamente o modelo agroindustrial argentino e que, embora possa ajudar, uma nova lei para tratar do arrendamento de terras a curto prazo n\u00e3o \u00e9 uma bala de prata. &#8220;N\u00e3o \u00e9 a solu\u00e7\u00e3o fundamental&#8221;, disse ele.&nbsp;<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tend\u00eancia de concentra\u00e7\u00e3o de terra aumenta, com leis que incentivam rentabilidade a curto prazo e ignoram desenvolvimento 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