{"id":50045504,"date":"2021-08-27T14:00:04","date_gmt":"2021-08-27T13:00:04","guid":{"rendered":"https:\/\/stage.dialogochino.net\/?p=45504"},"modified":"2021-09-14T14:49:56","modified_gmt":"2021-09-14T13:49:56","slug":"45504-mercado-internacional-pode-impulsionar-producao-de-castanha-do-para","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/florestas\/45504-mercado-internacional-pode-impulsionar-producao-de-castanha-do-para\/","title":{"rendered":"Como mercado internacional pode impulsionar castanha-da-amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"<p>Escrevi para Edivan Kaxarari no in\u00edcio de abril, mas passaram-se dias sem que a mensagem chegasse ao destinat\u00e1rio. Fiquei um pouco preocupada. Edivan vive no Territ\u00f3rio Ind\u00edgena Kaxarari, na Amaz\u00f4nia brasileira, pr\u00f3ximo \u00e0 fronteira com a Bol\u00edvia. Embora seja uma \u00e1rea remota, a conex\u00e3o de internet funciona. A floresta na \u00e1rea protegida j\u00e1 foi <a href=\"https:\/\/terrasindigenas.org.br\/pt-br\/noticia\/149542\">alvo de invas\u00f5es<\/a> de madeireiros ilegais. No passado, <a href=\"http:\/\/mapadeconflitos.ensp.fiocruz.br\/conflito\/am-povos-indigenas-kaxarari-sob-constante-pressao-reivindicam-parte-importante-do-territorio-tradicional\/\">houve conflitos<\/a> violentos. Algo teria acontecido?<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Felizmente, duas semanas depois, Edivan respondeu com uma empolgada mensagem de \u00e1udio. Contou que ficou 23 dias acampado dentro da floresta coletando castanhas-da-amaz\u00f4nia (tamb\u00e9m conhecida como castanha-do-brasil ou castanha-do-par\u00e1), principal fonte de renda das 170 fam\u00edlias do territ\u00f3rio ind\u00edgena entre os estados do Acre e Rond\u00f4nia, na fronteira com a Bol\u00edvia. \u201cFoi bom demais n\u00f3s l\u00e1 acampados, havia bastante gente coletando, quebrando e carregando castanhas\u201d, ele disse.<\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-45515\" src=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2021\/08\/20210824_Brazil-nuts_PT_v1Mapboard@2x.png\" alt=\"Mapa com a localiza\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio ind\u00edgena do Kaxarari, localizado no sul do estado Amazonas, perto da fronteira com o estado de Rond\u00f4nia. Castanha, castanha-do-par\u00e1, Brasil, China, sustentabilidade, mercado internacional, economia verde, Amaz\u00f4nia\" width=\"453\" height=\"294\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O extrativismo da castanha-da-amaz\u00f4nia garante a subsist\u00eancia de 60 mil fam\u00edlias da Amaz\u00f4nia brasileira, que vendem em m\u00e9dia 40 mil toneladas por ano da esp\u00e9cie nativa \u2014 quase 60% de toda a produ\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses amaz\u00f4nicos \u2014, segundo a rede <\/span><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/agricultura\/pt-br\/assuntos\/agricultura-familiar\/publicacoes\/projeto-mercados-verdes-e-consumo-sustentavel\/outras-publicacoes\/policy_brief_dialogos_castanha_final-1.pdf\/view\"><span style=\"font-weight: 400;\">Di\u00e1logos Pr\u00f3-Castanha<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. Essa pr\u00e1tica permeia v\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es de comunidades tradicionais e vem se fortalecendo como uma alternativa sustent\u00e1vel ao crescente desmatamento da regi\u00e3o, embora enfrente desafios com a descoordena\u00e7\u00e3o e a falta de incentivos em sua cadeia de produ\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Um <\/span><a href=\"https:\/\/amazonia2030.org.br\/content\/uploads\/2021\/04\/AMZ2030-Oportunidades-para-Exportacao-de-Produtos-Compativeis-com-a-Floresta-na-Amazonia-Brasileira-1-2.pdf\"><span style=\"font-weight: 400;\">estudo recente<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> mostra que, entre 2017 e 2019, a Amaz\u00f4nia exportou US$ 298 milh\u00f5es em produtos da bioeconomia \u2014 ou seja, compat\u00edveis com a conserva\u00e7\u00e3o da floresta \u2014, entre eles a castanha-do-amaz\u00f4nia. O valor parece consider\u00e1vel, segundo, Salo Coslovsky, autor da pesquisa pela Universidade de Nova York, mas est\u00e1 bastante aqu\u00e9m de seu potencial e bem distante da real agenda econ\u00f4mica da regi\u00e3o: monocultura, minera\u00e7\u00e3o, pecu\u00e1ria, al\u00e9m de papel e celulose renderam US$ 39 bilh\u00f5es em exporta\u00e7\u00f5es no mesmo per\u00edodo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A castanha-da-amaz\u00f4nia chega a mais de 60 pa\u00edses, segundo an\u00e1lise do <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Di\u00e1logo Chino<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> sobre <\/span><a href=\"http:\/\/comexstat.mdic.gov.br\/pt\/geral\/37533\"><span style=\"font-weight: 400;\">dados<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> do com\u00e9rcio exterior do Brasil. As exporta\u00e7\u00f5es entre janeiro e julho de 2021 somam 7,7 mil toneladas \u2014 US$ 21 milh\u00f5es em vendas \u2014 e representam quase 80% mais que h\u00e1 cinco anos. Mas o Brasil tem perdido oportunidades. Bol\u00edvia e Peru, seus maiores clientes, compram a oleaginosa para process\u00e1-la e <\/span><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/agricultura\/pt-br\/assuntos\/agricultura-familiar\/publicacoes\/projeto-mercados-verdes-e-consumo-sustentavel\/outras-publicacoes\/policy_brief_dialogos_castanha_final-1.pdf\/view\"><span style=\"font-weight: 400;\">voltam a export\u00e1-la<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. Os Estados Unidos, terceiros do ranking, tamb\u00e9m <\/span><a href=\"https:\/\/www.nutfruit.org\/files\/tech\/1625230833_INC_Stats_2021.pdf\"><span style=\"font-weight: 400;\">destinam parte \u00e0 revenda<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. Na sequ\u00eancia, v\u00eam China continental e Hong Kong, que aparecem como uma esperan\u00e7a para a expans\u00e3o do mercado.\u00a0<\/span><\/p>\n<div class='cdo-shortcode--image'><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/iframe%20src='https:\/\/flo.uri.sh\/visualisation\/7003289\/embed'%20title='Interactive%20or%20visual%20content'%20class='flourish-embed-iframe'%20frameborder='0'%20scrolling='no'%20style='width:100%;height:600px;'%20sandbox='allow-same-origin%20allow-forms%20allow-scripts%20allow-downloads%20allow-popups%20allow-popups-to-escape-sandbox%20allow-top-navigation-by-user-activation'\/iframediv%20style='width:100%!;margin-top:4px!important;text-align:right!important;'a%20class='flourish-credit'%20href='https:\/\/public.flourish.studio\/visualisation\/7003289\/?utm_source=embed&amp;utm_campaign=visualisation\/7003289'%20target='_top'%20style='text-decoration:none!important'img%20alt='Made%20with%20Flourish'%20src='https:\/\/public.flourish.studio\/resources\/made_with_flourish.svg'%20style='width:105px!important;height:16px!important;border:none!important;margin:0!important;'%20\/a\/div\"><iframe class=\"flourish-embed-iframe\" style=\"width: 100%; height: 600px;\" title=\"Interactive or visual content\" src=\"https:\/\/flo.uri.sh\/visualisation\/7003289\/embed\" frameborder=\"0\" scrolling=\"no\" sandbox=\"allow-same-origin allow-forms allow-scripts allow-downloads allow-popups allow-popups-to-escape-sandbox allow-top-navigation-by-user-activation\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/a><\/p>\n<p><\/div>\n<div style=\"width: 100%!; margin-top: 4px!important; text-align: right!important;\"><\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cOs compromissos mais profundos da China com o controle das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e a redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de carbono ter\u00e3o consequ\u00eancias de peso para seu com\u00e9rcio com o Brasil\u201d, disse Mauricio Santoro, professor de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. \u201cHaver\u00e1 mais oportunidades de investimentos em cadeias de desenvolvimento sustent\u00e1vel em produtos como o <\/span><a href=\"http:\/\/stage.dialogochino.net\/pt-br\/agricultura-pt-br\/acai-agro-pop-floresta-amazonia-chega-china\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">a\u00e7a\u00ed<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, castanha-da-amaz\u00f4nia ou outros cultivos que permitam a conserva\u00e7\u00e3o florestal\u201d.<\/span><\/p>\n<h2>Castanheira, s\u00edmbolo de conserva\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Manter o extrativismo da castanha-da-amaz\u00f4nia \u00e9 uma forma de preservar a cultura de povos tradicionais e reduzir a press\u00e3o sobre as florestas tropicais, embora poucos consumidores saibam disso.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cHoje a castanha j\u00e1 \u00e9 valorizada pelos benef\u00edcios que ela traz \u00e0 sa\u00fade \u2014 ela \u00e9 rica em sel\u00eanio, um mineral antioxidante \u2014, mas ainda n\u00e3o \u00e9 valorizada pelos benef\u00edcios que traz para a floresta\u201d, disse Victoria Mutran, diretora de uma empresa de exporta\u00e7\u00e3o da castanha, a Mutran Exportadora, durante uma <\/span><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=V6EwhklrHEw\"><span style=\"font-weight: 400;\">confer\u00eancia<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> sobre a bioeconomia da Amaz\u00f4nia em junho.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_45573\" aria-describedby=\"caption-attachment-45573\" style=\"width: 383px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-45573\" src=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2021\/08\/DSC08559-scaled.jpg\" alt=\"\u00c1rvore da castanheira, de onde \u00e9 retirada a castanha, castanha-do-par\u00e1. Amaz\u00f4nia, Brasil, sustentabilidade, ind\u00edgenas\" width=\"383\" height=\"575\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-45573\" class=\"wp-caption-text\">Castanheira (\u00e0 direita da estrada) passa de 30 metros e, preservada, \u00e9 uma fonte de renda a comunidades (Fl\u00e1via Milhorance)<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A castanheira \u00e9 uma \u00e1rvore imponente, de tronco largo e rugoso, que chega facilmente aos 30 metros de altura e aos 100 anos de idade. H\u00e1 <\/span><a style=\"background-color: #ffffff; font-weight: 400;\" href=\"https:\/\/www.infoteca.cnptia.embrapa.br\/bitstream\/doc\/669639\/1\/ComTec632008.pdf\">exemplares<\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> que at\u00e9 passam de um mil\u00eanio de vida. De sua copa pomposa, caem os chamados ouri\u00e7os \u2014 parecidos com cocos \u2014 que, dentro, guardam em m\u00e9dia uma dezena de castanhas, protegidas por mais uma camada de uma casca bem dura. De <\/span><a style=\"background-color: #ffffff; font-weight: 400;\" href=\"https:\/\/www.agencia.cnptia.embrapa.br\/gestor\/castanha-do-brasil\/arvore\/CONT000fthbvxzx02wyiv80otz6x99cj3lnt.html\">dezembro a abril<\/a><span style=\"font-weight: 400;\">,<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">os castanheiros conseguem encontrar os ouri\u00e7os pelo solo da floresta, pr\u00f3ximos \u00e0 \u00e1rvore-m\u00e3e.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O trabalho \u00e9 penoso: requer olhos treinados para encontrar o ouri\u00e7o escondido entre outras esp\u00e9cies, habilidade com o fac\u00e3o para abrir a casca do coco, resist\u00eancia para o longo dia de coleta e for\u00e7a para carregar os sacos cheios de castanha nas costas.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mas a atividade compensa. Melhor ainda, ela provoca pouco ou nenhum impacto ao meio ambiente. Pelo contr\u00e1rio, requer sua prote\u00e7\u00e3o para prosperar.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cA castanheira \u00e9 um s\u00edmbolo da conserva\u00e7\u00e3o da floresta e vale mais de p\u00e9 do que cortada\u201d, diz L\u00facia Wadt, pesquisadora da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria (Embrapa).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Especialista no manejo de produtos florestais, Wadt estima que o extrativista lucre pelo menos tr\u00eas vezes mais com a venda da coleta da castanha-da-amaz\u00f4nia do que com a do corte ilegal de sua madeira \u2014 um est\u00edmulo \u00e0 sua preserva\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, a produ\u00e7\u00e3o \u00e9 sazonal, e o mercado, estabelecido. \u201cO extrativista vende o que tiver de castanha\u201d, diz Wadt.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mesmo assim, a castanheira integra a lista de <\/span><a href=\"https:\/\/www.iucnredlist.org\/species\/32986\/9741363\"><span style=\"font-weight: 400;\">esp\u00e9cies vulner\u00e1veis<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> da Uni\u00e3o Internacional para a Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza. Embora protegida por lei, ela tem sido alvo de madeireiros ilegais, segundo v\u00e1rios relatos de ind\u00edgenas e pequenos agricultores ouvidos em minha passagem por Acre e Rond\u00f4nia em mar\u00e7o deste ano. Em junho, a pol\u00edcia fez a <\/span><a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/ro\/rondonia\/natureza\/amazonia\/noticia\/2021\/06\/11\/quase-500-m-de-madeira-ilegal-sao-apreendidos-no-maior-flagrante-feito-em-operacao-da-prf-em-ro.ghtml\"><span style=\"font-weight: 400;\">maior apreens\u00e3o<\/span><\/a> em flagrante de madeira irregular em Rond\u00f4nia, e entre as toras havia as de castanheiras.<\/p>\n<p>Em 2017, um l\u00edder Kaxarari <a style=\"font-weight: 400; background-color: #ffffff;\" href=\"https:\/\/terrasindigenas.org.br\/pt-br\/noticia\/179451\">foi morto a tiros<\/a>, e a suspeita \u00e9 de que o crime tenha sido cometido por pessoas envolvidas no com\u00e9rcio ilegal de madeira. No ano passado, uma a\u00e7\u00e3o do Ex\u00e9rcito <a style=\"font-weight: 400; background-color: #ffffff;\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/ro\/rondonia\/natureza\/amazonia\/noticia\/2020\/05\/27\/madeireiras-sao-alvo-de-acao-contra-extracao-ilegal-de-madeira-de-reserva-indigena-de-ro.ghtml\">encontrou<\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> toras de madeira ilegal dentro do territ\u00f3rio ind\u00edgena. Desde ent\u00e3o, a atividade irregular arrefeceu, segundo Edivan: \u201cEst\u00e1 tendo fiscaliza\u00e7\u00e3o frequente, ent\u00e3o a situa\u00e7\u00e3o deu uma acalmada\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c0s margens da BR-364, que liga as capitais de Rio Branco e Porto Velho, altas castanheiras despontam solit\u00e1rias em meio \u00e0s pastagens de capim rasteiro. Pecuaristas mant\u00eam a esp\u00e9cie intacta para evitar multas ambientais. Mas essa \u00e9 apenas uma morte mais lenta. \u201cA \u00e1rvore demanda um fluxo d\u2019\u00e1gua e de nutrientes que o ambiente desmatado n\u00e3o consegue prover,\u201d explica Wadt. A castanheira definha, produzindo cada vez menos folhas e frutos. Com frequ\u00eancia, raios atingem as esp\u00e9cimes sem a prote\u00e7\u00e3o da densa floresta tropical.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Houve <\/span><a href=\"https:\/\/boletimcn.museu-goeldi.br\/bcnaturais\/article\/view\/526\"><span style=\"font-weight: 400;\">tentativas pontuais<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> de domestic\u00e1-la, mas a pr\u00e1tica n\u00e3o deslanchou. Um dos principais motivos \u00e9 que a \u00e1rvore leva cerca de duas d\u00e9cadas para come\u00e7ar a produzir frutos \u2014 um investimento de longo prazo pouco atraente para os agricultores.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cO mercado da castanha s\u00f3 vem piorando, porque o pre\u00e7o est\u00e1 l\u00e1 em cima, e a oferta n\u00e3o consegue atender \u00e0 demanda. Se n\u00e3o plantarem, vai ficar cada vez pior,\u201d afirma o agr\u00f4nomo Alfredo Homma, tamb\u00e9m pesquisador da Embrapa, que considera a economia extrativista \u201cuma utopia\u201d e um \u201catraso\u201d para o setor.\u00a0<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_45538\" aria-describedby=\"caption-attachment-45538\" style=\"width: 379px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-45538\" title=\"Edivan Kaxarari na floresta amaz\u00f4nica\" src=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2021\/08\/DSC09252-scaled.jpg\" alt=\"Edivan Kaxarari na floresta amaz\u00f4nica\" width=\"379\" height=\"570\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-45538\" class=\"wp-caption-text\">Edivan Kaxarari, ind\u00edgena castanheiro que vive em territ\u00f3rio ind\u00edgena da Amaz\u00f4nia brasileira (Fl\u00e1via Milhorance)<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Especialistas como Wadt e Coslovsky discordam. Eles apontam outros obst\u00e1culos para a produ\u00e7\u00e3o em escala. Um dos principais motivos \u00e9 que as pol\u00edticas p\u00fablicas ignoram a voca\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica da floresta amaz\u00f4nica. Para se ter ideia, dos R$ 2 bilh\u00f5es em cr\u00e9dito rural do governo federal destinados aos estados da Amaz\u00f4nia brasileira entre 2019 e 2020, R$ 55 milh\u00f5es \u2014 ou seja, menos de 3% \u2014 foram investidos em atividades sustent\u00e1veis, segundo levantamento do Instituto Conex\u00f5es Sustent\u00e1veis (Conexsus), apresentado na confer\u00eancia sobre a bioeconomia. Desse total, apenas R$ 8,4 milh\u00f5es impulsionaram a coleta da castanha-da-amaz\u00f4nia.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O resultado \u00e9 uma cadeia desestruturada, segundo o Conexsus, em que mais de 70% \u00e9 formada por atravessadores informais, que pagam pouco ao castanheiro. \u201cN\u00f3s n\u00e3o temos mercado para vender. Todo ano, vendemos a produ\u00e7\u00e3o para o atravessador, que compra muito barato\u201d, disse Edivan Kaxarari. Uma lata com 13 quilos de castanha saiu este ano, em m\u00e9dia, por R$ 50 para o ind\u00edgena.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Edivaldo Kaxarari \u00e9 professor prim\u00e1rio e complementa sua renda com uma pequena mercearia improvisada num c\u00f4modo de sua casa de madeira (como de costume na arquitetura local), localizada pr\u00f3xima \u00e0 sa\u00edda da aldeia Pedreira, no territ\u00f3rio Kaxarari. Em frente \u00e0 sua casa, ele tamb\u00e9m vai amontoando sacolas cheias de castanha-da-amaz\u00f4nia de coletores da aldeia. \u201cTem muita castanha aqui, mas o comprador s\u00f3 vem para esta \u00e1rea quando tem uma quantidade grande, ent\u00e3o vou comprando e juntando\u201d, disse.<\/span><\/p>\n<blockquote><p><span style=\"font-weight: 400;\">Hoje a castanha j\u00e1 \u00e9 valorizada pelos benef\u00edcios que ela traz \u00e0 sa\u00fade, mas ainda n\u00e3o \u00e9 valorizada pelos benef\u00edcios que traz para a floresta<\/span><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Edivaldo revende a produ\u00e7\u00e3o a Rosenilson Ferreira, o Louro, que durante a safra da castanha, vai frequentemente ao territ\u00f3rio carregar sua caminhonete. Ferreira \u00e9 filho de agricultores fazendeiros que migraram na d\u00e9cada de 1970 do Mato Grosso para Extrema \u2014 um vilarejo que \u00e9 o centro urbano mais pr\u00f3ximo da terra ind\u00edgena, a 30 quil\u00f4metros de ch\u00e3o batido.\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Ele tem quatro filhos, mas nenhuma terra. \u201cN\u00e3o tenho outro servi\u00e7o. N\u00e3o existe emprego, n\u00e3o tenho estudo, o jeito \u00e9 lutar por isso a\u00ed mesmo\u201d, explica.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Dali, a produ\u00e7\u00e3o passa por v\u00e1rias m\u00e3os, segundo Ferreira, ultrapassando at\u00e9 as fronteiras nacionais: \u201cVendo para outros atravessadores. Eles compram da gente, processam e passam adiante a castanha, que vai para as empresas. V\u00e1rias usinas est\u00e3o na Bol\u00edvia\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<h2>Amaz\u00f4nia para exporta\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A castanha-do-par\u00e1 \u00e9 exportada <\/span><a href=\"http:\/\/www.abphe.org.br\/uploads\/Textos%20Encontro%20P%C3%B3s%20ABPHE%202016\/jose_jonas_almeida.pdf\"><span style=\"font-weight: 400;\">desde os tempos<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> da coloniza\u00e7\u00e3o. No in\u00edcio dos anos 2000, europeus <\/span><a href=\"https:\/\/ptdocz.com\/doc\/140465\/castanheira-do-par%C3%A1--os-desafios-do-extrativismo\"><span style=\"font-weight: 400;\">rejeitaram<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> o produto devido a problemas sanit\u00e1rios, e outros pa\u00edses ganharam espa\u00e7o no mercado. Bol\u00edvia e Peru s\u00e3o l\u00edderes em volume de exporta\u00e7\u00e3o. Os tr\u00eas vizinhos j\u00e1 <\/span><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=V6EwhklrHEw&amp;ab_channel=RevistaP%C3%A1gina22\"><span style=\"font-weight: 400;\">tentaram formar parcerias<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> para promover o produto sustent\u00e1vel no mercado externo, mas hoje s\u00e3o clientes e, ao mesmo tempo, concorrentes.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A desorganiza\u00e7\u00e3o da cadeia produtiva ainda leva a problemas sanit\u00e1rios, como <\/span><a href=\"https:\/\/www.foodsafetynews.com\/2020\/10\/uk-hit-hardest-by-outbreak-linked-to-brazil-nuts-no-cases-in-u-s-yet\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">no surto<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> de salmonela provocado por lotes bolivianos comprados pelo Reino Unido nos \u00faltimos dois anos. Mas, em vez de cortar a castanha-da-amaz\u00f4nia da lista de importa\u00e7\u00f5es, o governo brit\u00e2nico anunciou recentemente investimentos na capacita\u00e7\u00e3o de comunidades para impulsionar sua exporta\u00e7\u00e3o em escala. \u201cA bioeconomia \u00e9 um importante vetor de desenvolvimento econ\u00f4mico, social e ambiental\u201d, disse em julho o embaixador brit\u00e2nico Peter Wilson <\/span><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/mundo\/noticia\/2021\/07\/05\/reino-unido-financia-projeto-indito-de-exportao-de-castanhas-da-amaznia-e-do-cerrado.ghtml\"><span style=\"font-weight: 400;\">ao jornal Valor Econ\u00f4mico<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">.\u00a0<\/span><\/p>\n<div class='cdo-shortcode--image'><\/p>\n<p><figure id=\"attachment_45587\" aria-describedby=\"caption-attachment-45587\" style=\"width: 2000px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-45587 size-full\" src=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2021\/08\/DSC08333-scaled-e1629988844132.jpg\" alt=\"produtores de castanha, castanha-do-para, Amaz\u00f4nia, Brasil\" width=\"2000\" height=\"1000\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-45587\" class=\"wp-caption-text\">Funcion\u00e1rios removem casca e higienizam <span style=\"font-weight: 400;\">castanha-da-amaz\u00f4nia <\/span> em usina de processamento. Parte da produ\u00e7\u00e3o seguir\u00e1 para o mercado internacional, como Estados Unidos e Europa (Fl\u00e1via Milhorance)<\/figcaption><\/figure><\/p>\n<p><\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os chineses <\/span><a href=\"https:\/\/www.nutfruit.org\/files\/tech\/1625230833_INC_Stats_2021.pdf\"><span style=\"font-weight: 400;\">aumentaram<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> o consumo de castanhas e nozes na \u00faltima d\u00e9cada, mas as castanha-da-amaz\u00f4nia ainda t\u00eam participa\u00e7\u00e3o pequena nesse mercado. Ainda <\/span><a href=\"https:\/\/baijiahao.baidu.com\/s?id=1665275971269083509&amp;wfr=spider&amp;for=pc\"><span style=\"font-weight: 400;\">s\u00e3o pouco conhecidas<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> na China e geram altos custos de transporte e conserva\u00e7\u00e3o. Em sites de e-commerce chineses, a castanha \u00e9 vendida como uma especialidade da \u00e1rida prov\u00edncia de Xinjiang, no oeste da China, e apelidada de &#8220;castanha do deserto&#8221;. Mas a proveni\u00eancia \u00e9 incerta, at\u00e9 improv\u00e1vel, dadas as diferen\u00e7as clim\u00e1ticas da Amaz\u00f4nia, de onde ela \u00e9 nativa.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mas os chineses v\u00eam buscando acordos com empresas amaz\u00f4nicas. Victoria Mutran, da exportadora de Bel\u00e9m, no Par\u00e1, disse ao <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Di\u00e1logo Chino<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> que h\u00e1 \u201cgrande interesse por castanhas com casca [sem processamento] para o mercado chin\u00eas\u201d e que j\u00e1 foi sondada por empres\u00e1rios chineses.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><div class='block--pullout-stat block--pullout-stat--float cd-shortcode--factbox'>\n                <p class='block--pullout-stat__title'>700%<\/p>\n                <div class='block--pullout-stat__content'>\n                    Foi o aumento do consumo de <span style=\"font-weight: 400;\">castanha-da-amaz\u00f4nia <\/span> no mercado interno em 15 anos\n                <\/div>\n            <\/div><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Manoel Monteiro, que gerencia a Cooperacre, uma grande cooperativa de extrativistas, concorda que exista apetite chin\u00eas, embora haja dificuldade de suprir sua demanda. \u201cTivemos a oportunidade de colocar o produto na China, mas eles queriam um volume muito alto. S\u00f3 se n\u00f3s fiz\u00e9ssemos uma cooperativa de toda a Amaz\u00f4nia que conseguir\u00edamos atend\u00ea-los\u201d, contou, rindo, da sede da cooperativa em Rio Branco, no Acre, que j\u00e1 exporta para R\u00fassia, It\u00e1lia, Espanha, Estados Unidos, Emirados \u00c1rabes, Kuwait, Dubai e Filipinas. Mas, com investimentos, h\u00e1 capacidade de ampliar a produ\u00e7\u00e3o, dizem os especialistas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Monteiro tamb\u00e9m lamenta que a castanha-da-amaz\u00f4nia seja negociada como uma <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">commodity <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">agr\u00edcola, como a soja \u2014 respons\u00e1vel por <\/span><a href=\"https:\/\/wagner.nyu.edu\/files\/faculty\/publications\/AMZ2030-Oportunidades-para-Exportacao-de-Produtos-Compativeis-com-a-Floresta-na-Amazonia-Brasileira-1-2.pdf\"><span style=\"font-weight: 400;\">25% do valor das exporta\u00e7\u00f5es<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> da Amaz\u00f4nia e por <\/span><a href=\"https:\/\/oglobo.globo.com\/brasil\/um-so-planeta\/soja-contribuiu-para-10-do-desmatamento-na-america-do-sul-em-20-anos-mostra-estudo-25054890\"><span style=\"font-weight: 400;\">10% do desmatamento<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> na Am\u00e9rica do Sul em 20 anos \u2014 e\u00a0 n\u00e3o como um produto sustent\u00e1vel da Amaz\u00f4nia.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A castanha viveu seu boom no mercado interno \u2014 seu consumo <\/span><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/agricultura\/pt-br\/assuntos\/agricultura-familiar\/publicacoes\/projeto-mercados-verdes-e-consumo-sustentavel\/outras-publicacoes\/policy_brief_dialogos_castanha_final-1.pdf\/view\"><span style=\"font-weight: 400;\">cresceu<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> 700% em 15 anos \u2014 e agora precisa ter sua hist\u00f3ria de preserva\u00e7\u00e3o contada no exterior. \u201cEsse reconhecimento vai chegar\u201d, disse Monteiro. \u201cSomos produtores da floresta, viemos da floresta. A gente s\u00f3 queria vender melhor o produto e manter a floresta l\u00e1\u201d.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Escrevi para Edivan Kaxarari no in\u00edcio de abril, mas passaram-se dias sem que a mensagem chegasse ao destinat\u00e1rio. Fiquei um pouco preocupada. Edivan vive no Territ\u00f3rio Ind\u00edgena Kaxarari, na Amaz\u00f4nia brasileira, pr\u00f3ximo \u00e0 fronteira com a Bol\u00edvia. Embora seja uma \u00e1rea remota, a conex\u00e3o de internet funciona. 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