{"id":50050492,"date":"2022-01-24T18:34:02","date_gmt":"2022-01-24T18:34:02","guid":{"rendered":"https:\/\/stage.dialogochino.net\/?p=50492"},"modified":"2023-04-13T20:51:19","modified_gmt":"2023-04-13T19:51:19","slug":"50488-ondas-de-calor-e-seca-atingem-agricultura-e-depreciam-economia-da-america-do-sul","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/agua\/50488-ondas-de-calor-e-seca-atingem-agricultura-e-depreciam-economia-da-america-do-sul\/","title":{"rendered":"Ondas de calor e seca atingem agricultura e depreciam economia da Am\u00e9rica do Sul"},"content":{"rendered":"<p>Brasil, Argentina e Paraguai, maiores produtores agr\u00edcolas da Am\u00e9rica do Sul, v\u00eam passando por um per\u00edodo prolongado de seca e baixos n\u00edveis d\u2019\u00e1gua em seus principais rios. Isto vem impactando severamente as colheitas, assim como o transporte fluvial de commodities como milho e soja.<\/p>\n<p>Embora as condi\u00e7\u00f5es ainda possam melhorar, as colheitas de gr\u00e3os de 2021 e 2022 podem resultar em perdas que afetar\u00e3o as economias dos tr\u00eas pa\u00edses, embora especialistas afirmem que ainda \u00e9 dif\u00edcil prever a magnitude do impacto.<\/p>\n<p><strong><div class='block--pullout-stat block--pullout-stat--float cd-shortcode--factbox'>\n                <p class='block--pullout-stat__title'>20 milh\u00f5es<\/p>\n                <div class='block--pullout-stat__content'>\n                    <\/strong><br \/>\nde toneladas a menos \u00e9 o que prev\u00ea a ag\u00eancia AgRural para a produ\u00e7\u00e3o de soja de Brasil, Argentina e Paraguai devido \u00e0s condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas<br \/>\n\n                <\/div>\n            <\/div><\/p>\n<p>Para a soja, <a href=\"http:\/\/stage.dialogochino.net\/pt-br\/agricultura-pt-br\/44411-o-boom-da-soja-na-argentina-esta-chegando-ao-fim\/\">principal gr\u00e3o<\/a> da Am\u00e9rica do Sul, as proje\u00e7\u00f5es de poss\u00edveis perdas causadas pelas condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas adversas nos pa\u00edses variam. As estimativas mais conservadoras v\u00eam do <a href=\"https:\/\/www.usda.gov\/oce\/commodity\/wasde\/wasde0122.pdf\">Departamento de Agricultura dos Estados Unidos<\/a>, que prev\u00ea uma queda de 9,5 milh\u00f5es de toneladas na colheita, enquanto outras preveem perdas mais acentuadas, como a ag\u00eancia brasileira AgRural, que antev\u00ea uma <a href=\"https:\/\/agrural.com.br\/america-do-sul-podera-ter-quebra-de-20-milhoes-de-toneladas-de-soja-folha-de-sp\/\">redu\u00e7\u00e3o<\/a> de 20 milh\u00f5es de toneladas na produ\u00e7\u00e3o dos tr\u00eas pa\u00edses.<\/p>\n<p>Quanto ao milho, ser\u00e1 dif\u00edcil para a Argentina e o Brasil atingirem a produ\u00e7\u00e3o prevista h\u00e1 apenas algumas semanas, segundo um <a href=\"http:\/\/www.salvadordistefano.com.ar\/contentFront\/informe-de-economia-y-negocios-1\/clima-proyecciones-y-precios-6359.html?skin=&amp;currentPage=0&amp;currentActionPager=0&amp;orderBy=&amp;orderMode=DESC&amp;force_publish=\">relat\u00f3rio<\/a> da consultora do agroneg\u00f3cio Marianela De Emilio. &#8220;O clima continua a colocar as proje\u00e7\u00f5es da Am\u00e9rica do Sul em uma corda bamba, com ajustes de \u00e1rea de plantio e rendimento para baixo&#8221;, explicou.<\/p>\n<p>As previs\u00f5es meteorol\u00f3gicas, pelo menos at\u00e9 o final de mar\u00e7o ou in\u00edcio de abril, n\u00e3o s\u00e3o encorajadoras para a regi\u00e3o, j\u00e1 que o fen\u00f4meno La Ni\u00f1a continua a influenciar o clima sul-americano e a contribuir para a seca nos tr\u00eas pa\u00edses.<\/p>\n<p>&#8220;Enquanto a La Ni\u00f1a estiver ativa, estes padr\u00f5es continuar\u00e3o. As proje\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o otimistas a curto prazo, j\u00e1 que ainda estamos sob a influ\u00eancia de um padr\u00e3o de circula\u00e7\u00e3o que inibe as chuvas na \u00e1rea da bacia do Paran\u00e1&#8221;, disse Cindy Fern\u00e1ndez, do Servi\u00e7o Meteorol\u00f3gico Nacional (SMN) da Argentina.<\/p>\n<h2>Trio em apuros<\/h2>\n<p>O Brasil \u00e9 o <a href=\"http:\/\/www.worldagriculturalproduction.com\/crops\/soybean.aspx\">maior produtor e exportador mundial de soja<\/a> e o <a href=\"https:\/\/www.atlasbig.com\/en-au\/countries-by-corn-production\">terceiro maior<\/a> produtor mundial de milho. Ambos as culturas v\u00eam sofrendo com a falta de chuva nos estados do Sul e devem ter colheitas menores do que o esperado h\u00e1 um m\u00eas.<\/p>\n<p>Devido \u00e0 seca, a Companhia Nacional de Abastecimento do Brasil (Conab), que supervisiona o planejamento agr\u00edcola, <a href=\"https:\/\/www.conab.gov.br\/ultimas-noticias\/4464-soja-e-trigo-garantem-aumento-na-producao-nacional-de-graos\">reduziu as estimativas<\/a> de colheita de gr\u00e3os que haviam sido feitas em dezembro. Para a soja, a redu\u00e7\u00e3o foi de 142,8 milh\u00f5es para 140,5 milh\u00f5es de toneladas. Para o milho, de 117,2 milh\u00f5es para 112,9 milh\u00f5es de toneladas.<\/p>\n<p>Na Argentina, a falta de chuvas no centro-leste tamb\u00e9m for\u00e7ou a <a href=\"https:\/\/www.bcr.com.ar\/es\/mercados\/gea\/estimaciones-nacionales-de-produccion\/estimaciones\/la-sequia-recorta-8-mt-en-maiz-y\">redu\u00e7\u00e3o da proje\u00e7\u00e3o<\/a> da colheita de milho de 56 milh\u00f5es para 48 milh\u00f5es de toneladas, um movimento que se seguiu para a soja, com redu\u00e7\u00e3o da previs\u00e3o de 45 milh\u00f5es para 40 milh\u00f5es de toneladas. Uma onda de calor atingiu a parte mais f\u00e9rtil do pa\u00eds nas primeiras semanas de janeiro, aprofundando o cen\u00e1rio de menor produtividade.<\/p>\n<p>Enquanto isso, no Paraguai, a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 melhor, segundo o ministro da Agricultura do pa\u00eds, Mois\u00e9s Bertoni. &#8220;Est\u00e1vamos indo bem at\u00e9 as \u00faltimas semanas de novembro. Mas dezembro foi muito seco e em janeiro tivemos temperaturas muito altas, o que impactou a soja, que \u00e9 a principal cultura de exporta\u00e7\u00e3o do Paraguai&#8221;, disse.<\/p>\n<p>O governo estima que a seca reduzir\u00e1 a produ\u00e7\u00e3o de soja esperada do Paraguai <a href=\"https:\/\/www.abc.com.py\/este\/2021\/12\/27\/bajo-rendimiento-de-soja-por-la-sequia\/\">em 30%<\/a>, o que, juntamente com um d\u00e9ficit projetado de cinco milh\u00f5es de toneladas de milho, pode significar uma perda de cerca de US$ 4,5 bilh\u00f5es (cerca de R$ 24 bilh\u00f5es) para a na\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Muitos produtores optaram por dar o milho [de baixa qualidade] ao gado, embora ainda estejamos esperando uma melhora em suas condi\u00e7\u00f5es&#8221;, acrescentou Bertoni.<\/p>\n<h2>Um clima incomum<\/h2>\n<p>Apesar do cen\u00e1rio aterrador, as dificuldades desta temporada n\u00e3o s\u00e3o inteiramente novas. Paraguai, sul do Brasil e nordeste da Argentina cobrem uma vasta regi\u00e3o da Am\u00e9rica do Sul atravessada por rios que comp\u00f5em a bacia do Rio da Prata, que vem apresentando um grave d\u00e9ficit h\u00eddrico h\u00e1 quase tr\u00eas anos, com dois ver\u00f5es consecutivos sob a influ\u00eancia da La Ni\u00f1a.<\/p>\n<p>De acordo com Fern\u00e1ndez, do SMN, h\u00e1 mais de 20 anos que chuvas em n\u00edveis normais ou excedentes n\u00e3o s\u00e3o registradas no Sul do Brasil, com algumas exce\u00e7\u00f5es. Isto significa que a regi\u00e3o vem sofrendo um longo per\u00edodo de d\u00e9ficit h\u00eddrico. Na Argentina, a regi\u00e3o nordeste tem registrado precipita\u00e7\u00f5es abaixo do esperado nos \u00faltimos dois anos, particularmente durante o ver\u00e3o.<\/p>\n<blockquote><p>A probabilidade para o futuro \u00e9 que estes eventos clim\u00e1ticos se repitam com mais frequ\u00eancia<\/p><\/blockquote>\n<p>Segundo o agr\u00f4nomo paraguaio Luis Recalde, embora o evento deste ano n\u00e3o seja um fen\u00f4meno desconhecido, sua magnitude e dura\u00e7\u00e3o s\u00e3o incomuns. &#8220;Essa intensidade e dura\u00e7\u00e3o acima da m\u00e9dia s\u00e3o parcialmente atribu\u00edveis \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, e a probabilidade para o futuro \u00e9 que estes eventos se repitam com mais frequ\u00eancia&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Para Recalde, os problemas da seca v\u00e3o al\u00e9m da produ\u00e7\u00e3o e s\u00e3o de origem socioambiental. Eles v\u00e3o desde perdas na produtividade agr\u00edcola e pecu\u00e1ria, &#8220;que ter\u00e3o efeitos duradouros nos pre\u00e7os dos produtos da cesta b\u00e1sica&#8221;, at\u00e9 o aumento dos inc\u00eandios florestais, que geram &#8220;perda de biodiversidade e danos \u00e0 sa\u00fade pela qualidade do ar&#8221;, diz.<\/p>\n<h2>N\u00edveis de rios permanecem baixos<\/h2>\n<p>Os rios que comp\u00f5em a bacia do Rio da Prata, que cobre uma \u00e1rea de mais de <a href=\"https:\/\/cicplata.org\/es\/una-cuenca-cinco-paises\/#:~:text=La%20Cuenca%20del%20Plata,-Caracter%C3%ADsticas&amp;text=Su%20importancia%20radica%20tambi%C3%A9n%20en,%2C%20Brasil%2C%20Paraguay%20y%20Uruguay.\">3 milh\u00f5es de km\u00b2<\/a>, t\u00eam n\u00edveis d\u2019\u00e1gua extremamente baixos. A estiagem come\u00e7ou no inverno de 2019 e ainda persiste. Este fen\u00f4meno tem v\u00e1rias consequ\u00eancias para o uso dos rios pelo ser humano.<\/p>\n<p>&#8220;Os impactos da falta de vaz\u00e3o nos rios s\u00e3o enormes e muito diversos, mas o mais \u00f3bvio para as pessoas \u00e9 a escassez de \u00e1gua para o consumo e o aumento dos pre\u00e7os de bens e combust\u00edveis transportados pelos rios ou da energia gerada nas hidrel\u00e9tricas&#8221;, disse Recalde.<\/p>\n<p>Para o Paraguai, que transporta parte de sua produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os por balsas para os portos de Ros\u00e1rio, na Argentina, o baixo n\u00edvel do rio tornou-se um problema para o pa\u00eds. &#8220;As balsas v\u00e3o com menos carga, e isso significa um custo maior para as exporta\u00e7\u00f5es&#8221;, disse Bertoni, ministro da Agricultura.<\/p>\n<p>O setor agroindustrial argentino tamb\u00e9m sofre perdas de milh\u00f5es de d\u00f3lares devido ao baixo n\u00edvel do rio Paran\u00e1. Segundo a <a href=\"https:\/\/www.bcr.com.ar\/es\/mercados\/investigacion-y-desarrollo\/informativo-semanal\/noticias-informativo-semanal\/por-la-bajante\">Bolsa de Valores de Ros\u00e1rio<\/a>, em 2021, cerca de US$620 milh\u00f5es (R$ 3,4 bilh\u00f5es) foram perdidos, j\u00e1 que os navios n\u00e3o conseguiram encher sua carga at\u00e9 a capacidade m\u00e1xima devido a problemas de produ\u00e7\u00e3o relacionados \u00e0 seca.<\/p>\n<h2>Impactos econ\u00f4micos da seca<\/h2>\n<p>A estiagem continuar\u00e1 a gerar graves impactos econ\u00f4micos. O efeito adverso na economia argentina ser\u00e1 de pelo menos US$ 4,8 bilh\u00f5es (R$ 26 bilh\u00f5es) \u2014 equivalente a 1% do PIB do pa\u00eds \u2014 de acordo com um <a href=\"https:\/\/www.bcr.com.ar\/es\/sobre-bcr\/medios\/noticias\/la-fecha-la-sequia-202122-les-costara-los-productores-agropecuarios-us\">relat\u00f3rio<\/a> da BCR.<\/p>\n<p>&#8220;Mesmo com a recupera\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os, a perda de receita l\u00edquida para o setor produtivo j\u00e1 soma US$2,93 bilh\u00f5es (R$ 15,9 bilh\u00f5es), o que resultar\u00e1 em menos fretes, menos servi\u00e7os financeiros e intermedi\u00e1rios e menos consumo&#8221;, explica o relat\u00f3rio da Bolsa.<\/p>\n<p>A BCR avaliou que a seca afeta particularmente os pequenos e m\u00e9dios produtores, muitos deles agricultores que <a href=\"http:\/\/stage.dialogochino.net\/pt-br\/agricultura-pt-br\/39089-leis-de-terra-da-argentina-asfixiam-agricultura-sustentavel\/\">arrendam terrenos<\/a>, j\u00e1 que n\u00e3o t\u00eam mais seus pr\u00f3prios campos. Neles, o resultado agr\u00edcola j\u00e1 \u00e9 negativo.<\/p>\n<p>&#8220;H\u00e1 boa chance de que, com os custos atuais, os produtores que continuam a desenvolver estas atividades voltem a plantar mais soja e privilegiem a monocultura&#8221;, alertou a BCR.<\/p>\n<p>Carlos Achetoni, presidente da Federa\u00e7\u00e3o Agr\u00e1ria da Argentina, que representa pequenos e m\u00e9dios produtores do pa\u00eds, disse que muitos j\u00e1 est\u00e3o endividados: &#8220;Uma m\u00e1 colheita deixa muitos em situa\u00e7\u00e3o de fal\u00eancia, e isto poderia for\u00e7ar mais produtores a sair do circuito de produ\u00e7\u00e3o se a ajuda n\u00e3o vier do Estado&#8221;.<\/p>\n<p>No Paraguai, segundo Bertoni, a agricultura responde diretamente por 25% do PIB, uma porcentagem que sobe para 50% se considerarmos o que ela gera indiretamente por meio de servi\u00e7os como transporte. &#8220;O impacto da seca no Paraguai \u00e9 brutal, ainda mais para a soja, que representa 40% do total de nossas exporta\u00e7\u00f5es&#8221;, explicou.<\/p>\n<p>No Brasil, somente no ano passado, a seca e a crise energ\u00e9tica causaram perdas de cerca R$ 8,2 bilh\u00f5es, segundo a <a href=\"https:\/\/www.efeverde.com\/noticias\/sequia-reducira-pib-brasileno-011-este-ano\/#:~:text=%2D%20EFE.,por%20la%20falta%20de%20lluvias\">Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria<\/a> (CNI).<\/p>\n<h2>A seca continua<\/h2>\n<p>As perspectivas meteorol\u00f3gicas na regi\u00e3o agr\u00edcola da Am\u00e9rica do Sul n\u00e3o s\u00e3o promissoras, de acordo com a <a href=\"https:\/\/www.smn.gob.ar\/noticias\/pron%C3%B3stico-clim%C3%A1tico-para-el-primer-trimestre-del-2022\">previs\u00e3o<\/a> de janeiro a mar\u00e7o de 2022 do SMN.<\/p>\n<p>&#8220;H\u00e1 uma probabilidade maior de temperaturas mais quentes do que o normal em grande parte do pa\u00eds. As regi\u00f5es com maiores probabilidades neste sentido s\u00e3o o sul do Litoral [regi\u00e3o nordeste do pa\u00eds composta pelas prov\u00edncias de Misiones, Corrientes, Entre R\u00edos, Chaco, Formosa e Santa F\u00e9] e o centro-sul [das prov\u00edncias] de Santa F\u00e9, C\u00f3rdoba, Buenos Aires e La Pampa&#8221;, afirma o relat\u00f3rio. N\u00e3o \u00e9 uma boa not\u00edcia para essas regi\u00f5es, consideradas o cora\u00e7\u00e3o agr\u00edcola da Argentina.<\/p>\n<blockquote><p>Uma m\u00e1 colheita deixa muitos em situa\u00e7\u00e3o de fal\u00eancia se a ajuda n\u00e3o vier do Estado<\/p><\/blockquote>\n<p>Quanto \u00e0s chuvas, a previs\u00e3o mostra que o Litoral tem quase 50% a mais de probabilidade de chuvas abaixo do normal neste trimestre. Essas condi\u00e7\u00f5es se estender\u00e3o por toda a Am\u00e9rica do Sul, incluindo a grande \u00e1rea de produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola compartilhada pelo sul do Brasil, Paraguai e nordeste da Argentina.<\/p>\n<p>&#8220;A \u00e1rea compartilha padr\u00f5es meteorol\u00f3gicos e est\u00e1 sob a influ\u00eancia da La Ni\u00f1a pelo segundo ver\u00e3o consecutivo. As proje\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o boas, pelo menos at\u00e9 o final do ver\u00e3o&#8221;, disse a especialista em meteorologia Cindy Fernandez.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sul do Brasil, Paraguai e nordeste da Argentina atravessam seca severa que tem afetado a produ\u00e7\u00e3o de soja e 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