{"id":50051950,"date":"2022-03-17T18:31:15","date_gmt":"2022-03-17T18:31:15","guid":{"rendered":"https:\/\/stage.dialogochino.net\/?p=51950"},"modified":"2023-05-04T20:41:35","modified_gmt":"2023-05-04T19:41:35","slug":"51950-hidreletricas-na-amazonia-voltam-aos-holofotes-em-ano-eleitoral","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/energia\/51950-hidreletricas-na-amazonia-voltam-aos-holofotes-em-ano-eleitoral\/","title":{"rendered":"Hidrel\u00e9tricas na Amaz\u00f4nia voltam aos holofotes em ano eleitoral"},"content":{"rendered":"<p>Depois de quase dez anos sem licitar novos projetos hidrel\u00e9tricos de m\u00e9dio ou grande porte no Brasil, em janeiro, o governo federal revelou que <a href=\"https:\/\/economia.estadao.com.br\/noticias\/geral,aneel-libera-estudos-para-instalar-tres-megausinas-de-energia-na-amazonia,70003961654\">voltou a estudar a constru\u00e7\u00e3o<\/a> de tr\u00eas grandes usinas na bacia do rio Tapaj\u00f3s, no noroeste do Par\u00e1, em um dos locais mais preservados da Amaz\u00f4nia. \u201cN\u00e3o houve nenhuma conversa pr\u00e9via ou an\u00fancio para o mercado. Foi uma surpresa mesmo\u201d, garante Roberto Kishinami, do Instituto Clima e Sociedade (ICS), uma organiza\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos que luta pela justi\u00e7a clim\u00e1tica.<\/p>\n<p>A possibilidade de retomar a constru\u00e7\u00e3o de empreendimentos dessa envergadura na maior floresta tropical do planeta volta \u00e0 tona em um ano eleitoral em que dificilmente se poder\u00e1 ignorar o debate sobre as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, no pa\u00eds que no ano passado <a href=\"https:\/\/economia.uol.com.br\/noticias\/estadao-conteudo\/2021\/05\/28\/governo-alerta-para-a-pior-seca-em-111-anos.htm\">viveu a pior seca em mais de cem anos<\/a> \u2014 um fen\u00f4meno potencializado pelo aquecimento global, problema para o qual a preserva\u00e7\u00e3o da <a href=\"https:\/\/www.aosfatos.org\/noticias\/como-devastacao-da-amazonia-piora-o-clima-no-resto-do-brasil\/#:~:text=A%20Amaz%C3%B4nia%20tem%20papel%20fundamental,contribui%20para%20o%20aquecimento%20global.\">Amaz\u00f4nia \u00e9 parte da solu\u00e7\u00e3o<\/a>.<\/p>\n<p>As usinas de Jamanxim (881 megawatts), Cachoeira do Ca\u00ed (802 MW) e Cachoeira dos Patos (528 MW), cujas an\u00e1lises voltaram \u00e0 pauta em Bras\u00edlia, s\u00e3o remanescentes de um ambicioso projeto de se construir o maior complexo hidrel\u00e9trico do pa\u00eds, que inclu\u00eda ainda as gigantes S\u00e3o Luiz do Tapaj\u00f3s (8.040 MW) e Jatob\u00e1 (1.650 MW). A ideia naufragou em 2016 pela enorme dimens\u00e3o dos impactos sobre as terras ind\u00edgenas da regi\u00e3o. <div class='cdo-shortcode--image'><\/p>\n<figure id=\"attachment_51975\" aria-describedby=\"caption-attachment-51975\" style=\"width: 2000px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-51975 size-full\" src=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2022\/03\/14867657653_115392abf2_o-scaled.jpg\" alt=\"Dilma Roussef cumprimenta os trabalhadores\" width=\"2000\" height=\"1128\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-51975\" class=\"wp-caption-text\">Ex-presidente Dilma Roussef visita as obras da Usina Hidrel\u00e9trica de Belo Monte, no Par\u00e1. Inaugurada em 2016 pela presidente, Belo Monte marcou o fim de um ciclo de constru\u00e7\u00e3o de grandes hidrel\u00e9tricas na Amaz\u00f4nia, iniciado alguns anos antes por seu antecessor e correligion\u00e1rio Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (Imagem: <a href=\"https:\/\/www.flickr.com\/photos\/saladeimprensadilma13\/14867657653\/in\/photolist-oDNCD4-okxYg4-okxHao-oC3EQ4-okyahH-oBQ69Q-oky7Dr-okyefH-okyip3-oky797-oky48D-oDNvDH-9gPb3o-9gL4rc-9gPaVy-9gL4za-9gPckb-9gPaEJ-9gPcxQ-9gL5C8-9gL5WM-okysEB-okycWv-oky6aJ-oC21PU-oA1SvA-oC1Mmw-oky5gR-oA1NiC-oA1Tgy-oC1RH7-oBQcHw-okxUvj-oBQciU-oC1QeL-okyBYg-oA1T6o-9gL5Si-9gL63t-9gL56e-oBQhT1-okynXw-oBM6Pk-oA27MS-oky2xL-oC3LxB-oA24zu-oC3QKe-okyPL4-oky143\">Ichiro Guerra<\/a>, <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by-nc\/2.0\/\">CC BY-NC 2.0<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n<p><\/div>Por isso, o an\u00fancio revolveu fantasmas que pareciam ter ficado no passado. &#8220;No s\u00e9culo 21, temos que buscar alternativas de gera\u00e7\u00e3o de energia&#8221;, avalia Juv\u00eancio Cardoso, mestre em ci\u00eancias ambientais pela Universidade Federal do Amazonas e professor na Terra Ind\u00edgena Alto Rio Negro, no estado da Amazonas, pr\u00f3xima \u00e0 fronteira com a Col\u00f4mbia.<\/p>\n<p>&#8220;As barragens mudam o curso natural da \u00e1gua, impactando a biodiversidade, a popula\u00e7\u00e3o de peixes e a vida dos povos da Amaz\u00f4nia&#8221;, completa Cardoso, um l\u00edder do povo Baniwa.<\/p>\n<p>&#8220;A experi\u00eancia dos povos do Xingu \u00e9 que hidrel\u00e9trica na Amaz\u00f4nia n\u00e3o d\u00e1 certo. N\u00e3o traz desenvolvimento e n\u00e3o \u00e9 sustent\u00e1vel&#8221;, concorda a ativista Ant\u00f4nia Melo, que foi despejada em 2014 de sua casa em Altamira, no norte do Par\u00e1, quando a megausina de Belo Monte era constru\u00edda.<\/p>\n<blockquote><p>O mito da hidrel\u00e9trica como fonte de baixa emiss\u00e3o cai por terra<\/p><\/blockquote>\n<p>Inaugurada em 2016 pela ent\u00e3o presidente Dilma Rousseff, Belo Monte marcou o fim de um ciclo de constru\u00e7\u00e3o de grandes hidrel\u00e9tricas na Amaz\u00f4nia, iniciado alguns anos antes por seu antecessor e correligion\u00e1rio Luiz In\u00e1cio Lula da Silva. Sua constru\u00e7\u00e3o foi marcada por <a href=\"https:\/\/xingumais.org.br\/obra\/uhe-belo-monte\">impactos socioambientais<\/a> graves que renderam uma <a href=\"https:\/\/noticias.uol.com.br\/cotidiano\/ultimas-noticias\/2016\/01\/13\/brasil-vai-responder-na-oea-por-violacoes-de-direitos-humanos-em-belo-monte.htm\">den\u00fancia da Organiza\u00e7\u00e3o dos Estados Americanos<\/a> contra o governo brasileiro. Fam\u00edlias ribeirinhas foram removidas \u00e0 for\u00e7a de suas terras, e os ind\u00edgenas da regi\u00e3o de Volta Grande do Xingu, que abriga diversos territ\u00f3rios protegidos, tiveram seu modo de vida alterado drasticamente pela redu\u00e7\u00e3o no n\u00edvel do rio. Nos centros urbanos da regi\u00e3o, a falta de planejamento para receber um ex\u00e9rcito de 25 mil trabalhadores<a href=\"https:\/\/epoca.oglobo.globo.com\/brasil\/noticia\/2018\/03\/o-legado-de-violencia-deixado-pela-usina-de-belo-monte.html\"> catapultou os indicadores de viol\u00eancia<\/a>, especialmente contra as mulheres.<\/p>\n<p>Belo Monte tamb\u00e9m foi alvo de <a href=\"https:\/\/xingumais.org.br\/obra\/uhe-belo-monte\">centenas de a\u00e7\u00f5es judiciais<\/a> e <a href=\"https:\/\/valorinveste.globo.com\/mercados\/brasil-e-politica\/noticia\/2019\/09\/10\/nova-fase-da-lava-jato-investiga-corrupcao-em-hidreletrica.ghtml\">investiga\u00e7\u00f5es de corrup\u00e7\u00e3o<\/a>, um balan\u00e7o t\u00e3o negativo que ajudou a sepultar o debate sobre novas hidrel\u00e9tricas na Amaz\u00f4nia \u2014 pelo menos at\u00e9 janeiro.<\/p>\n<p>&#8220;A m\u00e1xima era: hidrel\u00e9trica na Amaz\u00f4nia nem pensar\u201d, admite Luiz Eduardo Barata, que entre 2016 e 2020 foi diretor do Operador Nacional do Sistema El\u00e9trico (ONS), \u00f3rg\u00e3o que coordena a gera\u00e7\u00e3o e transmiss\u00e3o de eletricidade no pa\u00eds. Hoje, Barata presta consultoria na \u00e1rea de energia.<\/p>\n<h2>Dezenas de hidrel\u00e9tricas operam na Amaz\u00f4nia<\/h2>\n<p>Um levantamento do <em>Di\u00e1logo Chino<\/em> com base nos dados da Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica (Aneel) indica que, al\u00e9m das 32 hidrel\u00e9tricas em opera\u00e7\u00e3o na Amaz\u00f4nia, h\u00e1 31 usinas em alguma etapa de planejamento. Outros 57 pontos da regi\u00e3o j\u00e1 foram avaliados como altamente promissores em potencial energ\u00e9tico e podem abrigar as novas\u00a0 hidrel\u00e9tricas do pa\u00eds no futuro. S\u00e3o projetos que podem ou n\u00e3o vir a se concretizar, a depender de estudos de viabilidade, interesse de investidores e vontade pol\u00edtica. <div class='cdo-shortcode--image'><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/iframe%20src=https:\/\/pedropa94.github.io\/dialogo-chino-uhe-pt\/%20width=100%%20height=800px\/iframe\"><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/pedropa94.github.io\/dialogo-chino-uhe-pt\/\" width=\"100%\" height=\"800px\"><\/iframe><\/a><\/p>\n<p><\/div> Entre investidores privados, h\u00e1 sinais de resist\u00eancia, justamente pelo dano \u00e0 imagem que um projeto como Belo Monte pode causar. \u201cDificilmente um banco ou uma empresa privada iria se expor com empreendimentos dessa natureza, porque j\u00e1 h\u00e1 um debate acumulado sobre o papel do capital na preserva\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia&#8221;, observa Kishinami, do ICS.<\/p>\n<h2>Capital chin\u00eas impulsiona hidrel\u00e9tricas<\/h2>\n<p>Apesar da crescente cautela empresarial, ainda h\u00e1 investimentos pesados em hidrel\u00e9tricas na Amaz\u00f4nia vindos do Brasil e exterior, como de Portugal, Espanha, Canad\u00e1, Alemanha, It\u00e1lia e Fran\u00e7a. <a href=\"https:\/\/www.aneel.gov.br\/composicao-societaria-dos-agentes-do-setor-eletrico\">Empresas chinesas t\u00eam aportes<\/a> em seis das 63 usinas que j\u00e1 est\u00e3o operando ou s\u00e3o planejadas, como mostra o levantamento. O <a href=\"http:\/\/stage.dialogochino.net\/pt-br\/pt\/a-china-no-setor-eletrico-brasileiro-tendencias-e-oportunidades\/\">interesse chin\u00eas<\/a> no setor energ\u00e9tico brasileiro vinha crescendo, mas a pandemia freou os neg\u00f3cios, que agora podem reaquecer.<\/p>\n<p><strong><div class='block--pullout-stat block--pullout-stat--float cd-shortcode--factbox'>\n                <p class='block--pullout-stat__title'>Interesse chin\u00eas nas hidrel\u00e9tricas<\/p>\n                <div class='block--pullout-stat__content'>\n                    <\/strong><\/p>\n<p>Das 63 usinas que j\u00e1 est\u00e3o operando ou s\u00e3o planejadas, seis s\u00e3o chinesas, de acordo com o levantamento do Di\u00e1logo Chino.<br \/>\n\n                <\/div>\n            <\/div><\/p>\n<p>Um exemplo vem de Rond\u00f4nia, onde uma negocia\u00e7\u00e3o, <a href=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/economia\/proposta-por-usina-de-santo-antonio-e-rejeitada-pela-cemig\/\">paralisada desde 2019<\/a>, para a <a href=\"https:\/\/www.jornaldocomercio.com\/_conteudo\/2017\/02\/economia\/546358-empresa-chinesa-deve-comprar-hidreletrica-santo-antonio.html\">aquisi\u00e7\u00e3o da usina de Santo Ant\u00f4nio<\/a>, no Rio Madeira, pela chinesa State Power Investment Corporation (Spic), est\u00e1 sendo retomada. A informa\u00e7\u00e3o \u00e9 do presidente da C\u00e2mara de Com\u00e9rcio Brasil-China, Charles Andrew Tang. \u201cFicou muito mais dif\u00edcil viajar, e o olho no olho \u00e9 importante. Mas h\u00e1 uma segunda raz\u00e3o para o ritmo mais lento dos neg\u00f3cios. O governo n\u00e3o tem sido mais amig\u00e1vel com os chineses\u201d, alfineta o executivo sobre a indisposi\u00e7\u00e3o do governo Bolsonaro com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 China.<\/p>\n<p>J\u00e1 o hist\u00f3rico dos dois principais candidatos ao pleito de 2022 indica que ambos podem apostar no modelo, que parecia esquecido. O atual presidente Jair Bolsonaro \u2014 que sofreu escrut\u00ednio internacional em raz\u00e3o das <a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/brasil-59341478\">taxas recordes de desmatamento na Amaz\u00f4nia<\/a> e do <a href=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/politica\/bolsonaro-corta-gastos-com-meio-ambiente-um-dia-apos-promessa-em-cupula-do-clima\/\">desmonte de \u00f3rg\u00e3os de fiscaliza\u00e7\u00e3o ambiental<\/a> \u2014 foi quem deu o primeiro passo,\u00a0 retomando o debate do potencial hidrel\u00e9trico da regi\u00e3o. \u201cAl\u00e9m de destruir tudo, esse governo vem anunciar mais usinas na Amaz\u00f4nia\u201d, revolta-se Ant\u00f4nia Melo.<\/p>\n<blockquote><p>O projeto de grandes hidrel\u00e9tricas na Amaz\u00f4nia n\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o acabou como eu desconfio que pode voltar at\u00e9 maior em um eventual governo Lula<\/p><\/blockquote>\n<p>Seu principal oponente, Lula, que aparece em <a href=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/politica\/pesquisa-quaest-genial-lula-tem-45-bolsonaro-23-moro-e-ciro-7\/\">primeiro lugar nas pesquisas de inten\u00e7\u00e3o de voto<\/a>, foi o respons\u00e1vel por come\u00e7ar a erguer as grandes hidrel\u00e9tricas na floresta. Um movimento que, na vis\u00e3o de analistas, pode ser retomado como parte de uma estrat\u00e9gia para impulsionar a economia, especialmente diante da crise recente que levou milhares de brasileiros de volta \u00e0 mis\u00e9ria. \u201cO projeto de grandes hidrel\u00e9tricas na Amaz\u00f4nia n\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o acabou como eu desconfio que pode voltar at\u00e9 maior em um eventual governo Lula\u201d, aposta Kishinami.<\/p>\n<p>&#8220;Hidrel\u00e9tricas mobilizam muito capital, e pega bem para um governo dizer que est\u00e1 inaugurando a segunda ou terceira maior hidrel\u00e9trica do mundo&#8221;, observa Roberto Schaeffer, professor de planejamento energ\u00e9tico na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).<\/p>\n<p>O problema \u00e9 que a Amaz\u00f4nia brasileira <a href=\"https:\/\/brasil.mongabay.com\/2019\/10\/amazonia-brasileira-e-um-dos-piores-lugares-para-se-construir-hidreletricas-conclui-estudo\/#:~:text=Infraestrutura%20na%20Amaz%C3%B4nia-,Amaz%C3%B4nia%20brasileira%20%C3%A9%20um%20dos%20piores,se%20construir%20hidrel%C3%A9tricas%2C%20conclui%20estudo&amp;text=Classificada%20como%20energia%20limpa%2C%20eletricidade,as%20barragens%20est%C3%A3o%20mal%20projetadas.\">tem p\u00e9ssimas condi\u00e7\u00f5es para a constru\u00e7\u00e3o de usinas<\/a>, n\u00e3o apenas pelos impactos socioambientais inerentes a uma obra de grande porte no meio da floresta tropical, mas tamb\u00e9m porque, como a regi\u00e3o \u00e9 muito plana, qualquer reservat\u00f3rio exige o alagamento de \u00e1reas enormes.<\/p>\n<p>&#8220;O impacto socioambiental da hidrel\u00e9trica \u00e9 incompar\u00e1vel a qualquer outro tipo de energia&#8221;, afirma Philip Fearnside, pesquisador do Inpa, um instituto de pesquisas sobre a Amaz\u00f4nia, e estudioso do tema. Entre os principais impactos ambientais das hidrel\u00e9tricas, est\u00e1 a emiss\u00e3o de g\u00e1s metano, fruto da decomposi\u00e7\u00e3o dos restos de troncos e plantas que ficam no fundo dos reservat\u00f3rios.<\/p>\n<p>Devido a esse efeito adverso, algumas hidrel\u00e9tricas \u2014 <a href=\"https:\/\/brasil.mongabay.com\/2019\/10\/amazonia-brasileira-e-um-dos-piores-lugares-para-se-construir-hidreletricas-conclui-estudo\/#:~:text=Infraestrutura%20na%20Amaz%C3%B4nia-,Amaz%C3%B4nia%20brasileira%20%C3%A9%20um%20dos%20piores,se%20construir%20hidrel%C3%A9tricas%2C%20conclui%20estudo&amp;text=Classificada%20como%20energia%20limpa%2C%20eletricidade,as%20barragens%20est%C3%A3o%20mal%20projetadas.\">como Balbina,<\/a> no Amazonas \u2014 se tornaram mais poluentes do que a pr\u00f3pria termel\u00e9trica a carv\u00e3o. &#8220;O mito da hidrel\u00e9trica como fonte de baixa emiss\u00e3o cai por terra&#8221;, afirma Gustavo Pinheiro, do ICS.<\/p>\n<h2>Mudan\u00e7as clim\u00e1ticas s\u00e3o decisivas<\/h2>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>As mesmas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas que refor\u00e7am a import\u00e2ncia de manter a floresta em p\u00e9 \u2014 e por isso desencorajam grandes obras de infraestrutura na Amaz\u00f4nia \u2014 colocam em xeque a viabilidade das pr\u00f3prias hidrel\u00e9tricas, ao impor ao Brasil secas cada vez mais frequentes e prolongadas.<\/p>\n<p>Sem chuvas, falta \u00e1gua para girar as turbinas e gerar energia, especialmente nas chamadas hidrel\u00e9tricas a fio d&#8217;\u00e1gua, aquelas que n\u00e3o t\u00eam reservat\u00f3rio para acumular \u00e1gua para o per\u00edodo seco, ou nas quais esse reservat\u00f3rio \u00e9 muito pequeno. \u00c9 o caso de Belo Monte, projetada para ser a hidrel\u00e9trica com maior capacidade de gera\u00e7\u00e3o de energia do pa\u00eds, com 11.233 MW. Ela, no entanto, chegou a <a href=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/business\/sem-agua-belo-monte-opera-com-meia-turbina-desde-o-inicio-de-agosto\/\">operar com apenas <\/a><a href=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/business\/sem-agua-belo-monte-opera-com-meia-turbina-desde-o-inicio-de-agosto\/\">meia<\/a><a href=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/business\/sem-agua-belo-monte-opera-com-meia-turbina-desde-o-inicio-de-agosto\/\"> das 18 turbinas<\/a> nos meses de estiagem, gerando, segundo o ONS, <a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/1l_lMx-HzJNF_yLVT8jjK7NFG43UgbaMb\/view\">menos de 400 MW por m\u00eas<\/a> \u2014 3% de sua capacidade.<\/p>\n<p><strong><div class='block--pullout-stat block--pullout-stat--float cd-shortcode--factbox'>\n                <p class='block--pullout-stat__title'>Abaixo da capacidade<\/p>\n                <div class='block--pullout-stat__content'>\n                    <\/strong><br \/>\nDe acordo com o Operador Nacional do Sistema El\u00e9trico (ONS), Belo Monte operou com apenas 24% da capacidade, levando-se em conta a m\u00e9dia mensal dos \u00faltimos cinco anos. E ela n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica: as hidrel\u00e9tricas de Tucuru\u00ed, Jirau e Santo Ant\u00f4nio tamb\u00e9m tiveram um baixo desempenho, com a m\u00e9dia de capacidade de 40%, 49% e 55% respectivamente.<br \/>\n\n                <\/div>\n            <\/div><\/p>\n<p>Considerando a m\u00e9dia mensal dos \u00faltimos cinco anos, Belo Monte operou, ainda de acordo com o ONS, com apenas 24% da capacidade, um problema que afeta outras usinas da Amaz\u00f4nia. Na hidrel\u00e9trica de Tucuru\u00ed, no rio Tocantins, essa m\u00e9dia foi de 40%. Jirau e Santo Ant\u00f4nio, ambas no rio Madeira, operaram em m\u00e9dia com 49% e 55% da capacidade, respectivamente.<\/p>\n<p>&#8220;Na \u00faltima d\u00e9cada, principalmente, as hidrel\u00e9tricas n\u00e3o t\u00eam conseguido entregar toda a energia contratada por falta de \u00e1gua. Uma explica\u00e7\u00e3o \u00e9 que muitas hidrel\u00e9tricas perderam o rendimento desde que foram constru\u00eddas, e a outra \u00e9 que, em algumas bacias, houve uma redu\u00e7\u00e3o de chuvas&#8221;, explica Kishinami, do ICS.<\/p>\n<p>A redu\u00e7\u00e3o do tamanho do reservat\u00f3rio de Belo Monte, <a href=\"https:\/\/www.norteenergiasa.com.br\/pt-br\/uhe-belo-monte\/arranjo\">de 1.225 quil\u00f4metros quadrados, no projeto original, para 478 <\/a><a href=\"https:\/\/www.norteenergiasa.com.br\/pt-br\/uhe-belo-monte\/arranjo\">km\u00b2<\/a><u>,<\/u> na obra que foi levada a cabo, foi essencial para diminuir a resist\u00eancia da sociedade civil ao mega-empreendimento. Por outro lado, tornou a usina mais dependente da \u00e1gua das chuvas.<\/p>\n<p>Em pouco tempo, Belo Monte se mostrou um erro. Mas n\u00e3o foi por falta de aviso. Em 2015, o estudo <a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/1mrr95jEtE036wK4iJTsM4WM1o1StsZCI\/view\">Brasil 2040<\/a>, encomendado pelo pr\u00f3prio governo Dilma, alertava para &#8220;quedas na vaza\u0303o dos reservato\u0301rios das hidrele\u0301tricas&#8221; com &#8220;impactos enormes&#8221; para o Sistema Interligado Nacional, &#8220;levando a uma desestruturac\u0327a\u0303o do sistema e probabilidades de de\u0301ficit inaceita\u0301veis&#8221;.<\/p>\n<blockquote><p>Do ponto de vista t\u00e9cnico, a hidrel\u00e9trica no Brasil n\u00e3o tem mais lugar<\/p><\/blockquote>\n<p>Seis anos depois, em 2021, a pior seca dos \u00faltimos cem anos levou o Brasil ao <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/jornal-nacional\/noticia\/2021\/08\/11\/estiagem-faz-despencar-uso-das-hidreletricas-para-o-menor-nivel-ja-registrado-no-brasil.ghtml\">menor n\u00edvel de uso de energia hidrel\u00e9trica da sua hist\u00f3ria<\/a>. Para evitar um apag\u00e3o, o governo federal foi obrigado a acionar as termel\u00e9tricas, uma fonte de energia altamente poluente e mais cara, que resultou no aumento da conta de luz do brasileiro.<\/p>\n<p>&#8220;A realidade se imp\u00f5e, a natureza n\u00e3o respeita decis\u00f5es pol\u00edticas, os cen\u00e1rios do Brasil 2040 est\u00e3o se materializando e, inclusive, piores do que cientistas previam. Acho que isso inviabiliza as usinas&#8221;, avalia Pinheiro.<\/p>\n<p>&#8220;Do ponto de vista t\u00e9cnico, a hidrel\u00e9trica no Brasil n\u00e3o tem mais lugar&#8221;, concorda Schaeffer, da UFRJ, que coordenou o estudo Brasil 2040.<\/p>\n<h2>Usinas revers\u00edveis e de reserva<\/h2>\n<p>Uma op\u00e7\u00e3o para o futuro das hidrel\u00e9tricas \u00e9 apostar no modelo de usina revers\u00edvel, em que a \u00e1gua n\u00e3o utilizada no per\u00edodo chuvoso \u00e9 <a href=\"https:\/\/cbie.com.br\/artigos\/o-que-sao-hidroeletricas-reversiveis\/\">armazenada em um segundo reservat\u00f3rio<\/a>. Depois, quando h\u00e1 menor oferta de \u00e1gua ou maior demanda por energia, a \u00e1gua reservada abastece a usina.<\/p>\n<p>Ajustes no sistema de gera\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m podem ajudar a desanuviar o horizonte. Especialistas s\u00e3o un\u00e2nimes em apontar que \u00e9 preciso ampliar a presen\u00e7a de usinas e\u00f3licas e solares na matriz energ\u00e9tica brasileira \u2014 atualmente, essas fontes respondem por menos de 13% da eletricidade produzida no pa\u00eds.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 um espa\u00e7o enorme para as renov\u00e1veis n\u00e3o convencionais, como usinas e\u00f3licas e solares\u201d, observa Barata, ex-diretor do ONS. \u201cEstudos mostram que at\u00e9 40% do nosso consumo pode vir desse tipo de renov\u00e1veis\u201d. <div class='cdo-shortcode--image'><\/p>\n<figure id=\"attachment_51962\" aria-describedby=\"caption-attachment-51962\" style=\"width: 2000px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-51962 size-full\" style=\"font-weight: bold; font-size: 1rem;\" src=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2022\/03\/986376-24112015-dsc_1442-scaled.jpg\" alt=\"Indigenous people with signs saying &quot;Xingu against Belo Monte&quot;.\" width=\"2000\" height=\"1330\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-51962\" class=\"wp-caption-text\">Ind\u00edgenas do Xingu protestam contra o enchimento do reservat\u00f3rio da Usina Hidrel\u00e9trica de Belo Monte, no Rio Xingu, em 2015, antes de sua inaugura\u00e7\u00e3o (Imagem: Marcello Casal Jr\/Ag\u00eancia Brasil)<\/figcaption><\/figure>\n<p><\/div> Somado a isso, a tecnologia dessas usinas barateou nos \u00faltimos anos. De quebra, ampliar a presen\u00e7a de e\u00f3licas e solares na gera\u00e7\u00e3o brasileira permitiria promover mudan\u00e7as no uso das hidrel\u00e9tricas. Hoje, elas s\u00e3o a principal fonte de energia no Brasil, respondendo por 58% da matriz. Mas como trabalham de forma permanente, n\u00e3o conseguem armazenar \u00e1gua para os per\u00edodos de maior demanda e seca.<\/p>\n<p>\u201cOs reservat\u00f3rios das hidrel\u00e9tricas s\u00e3o uma baita de uma bateria dentro do sistema, mas hoje \u00e9 imposs\u00edvel eles ficarem cheios porque est\u00e3o gerando energia o tempo todo\u201d, aponta Kishinami.<\/p>\n<p>A equa\u00e7\u00e3o \u00e9 simples: estimular a dupla e\u00f3lica + solar quando houver abund\u00e2ncia de sol e vento e, em momentos em que a demanda superar a gera\u00e7\u00e3o, ligar as turbinas das hidrel\u00e9tricas. Hoje, esse papel de socorrer o sistema cabe \u00e0s termel\u00e9tricas.<\/p>\n<p>\u201cAl\u00e9m de tudo, a termel\u00e9trica pode demorar v\u00e1rios dias at\u00e9 chegar a sua capacidade m\u00e1xima. Mas na hidrel\u00e9trica, basta abrir as comportas que, em poucos segundos, est\u00e1 gerando energia intensamente\u201d, compara Kishinami.<\/p>\n<p>Para esse formato funcionar, seria necess\u00e1rio reformular os contratos com as hidrel\u00e9tricas e o pr\u00f3prio sistema de distribui\u00e7\u00e3o, dando-lhe maior capilaridade.<\/p>\n<p>Segundo Roberto Schaeffer, da UFRJ, \u201cum sistema bem conectado significa que, se neste momento tem sol na Bahia, tem muito vento em Pernambuco, todos os outros lugares [hidrel\u00e9tricas] devem parar de gerar energia para guardar \u00e1gua para o momento em que tivermos menos vento ou sol\u201d.<\/p>\n<p>V\u00e1rias dessas sugest\u00f5es constam do <a href=\"https:\/\/www.epe.gov.br\/sites-pt\/publicacoes-dados-abertos\/publicacoes\/PublicacoesArquivos\/publicacao-607\/topico-609\/Relatorio_PDE2031_ConsultaPublica.pdf\">Plano Decenal de Expans\u00e3o de Energia 2031,<\/a> um estudo produzido por t\u00e9cnicos do governo federal para nortear as decis\u00f5es da Uni\u00e3o no setor. Conclu\u00eddo em janeiro, o documento prev\u00ea a redu\u00e7\u00e3o na participa\u00e7\u00e3o das hidrel\u00e9tricas na matriz brasileira (de 58%, em 2021, para 45%, em 2031), compensada pela expans\u00e3o das fontes e\u00f3lica e solar.<\/p>\n<p>De qualquer forma, o debate n\u00e3o deve mais ser feito apenas do ponto de vista da gera\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica. \u201c\u00c9 sobre o papel da Amaz\u00f4nia para o pa\u00eds\u201d, diz Kishinami. \u201cN\u00e3o podemos esquecer que esse tipo de empreendimento coloca em risco o patrim\u00f4nio socioambiental e leva \u00e0 extin\u00e7\u00e3o de centenas de l\u00ednguas\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s uma d\u00e9cada sem novos projetos, governo brasileiro autoriza estudo de grandes usinas e reacende debate sobre gera\u00e7\u00e3o de energia 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