{"id":50057738,"date":"2022-08-30T18:58:59","date_gmt":"2022-08-30T17:58:59","guid":{"rendered":"https:\/\/stage.dialogochino.net\/?p=57738"},"modified":"2023-08-01T15:56:55","modified_gmt":"2023-08-01T14:56:55","slug":"57665-petroleo-offshore-decola-na-argentina-em-meio-a-riscos-ambientais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/energia\/57665-petroleo-offshore-decola-na-argentina-em-meio-a-riscos-ambientais\/","title":{"rendered":"Petr\u00f3leo offshore decola na Argentina em meio a riscos ambientais"},"content":{"rendered":"<p>At\u00e9 hoje n\u00e3o se sabe se h\u00e1 g\u00e1s ou petr\u00f3leo nas \u00e1guas profundas da costa argentina. Mas isso n\u00e3o impediu que 13 empresas tenham assinado acordos com o governo para prospectar e explorar grandes \u00e1reas nas \u00e1guas do norte e sul do pa\u00eds, perto das Ilhas Malvinas, em busca desses recursos. Com isso, conflitos entre sociedade, Estado e empresas emergiram, em parte porque muitas dessas empresas se envolveram em incidentes ambientais em outras partes do mundo.<\/p>\n<p>Embora tenha havido uma <a href=\"https:\/\/www.itopf.org\/knowledge-resources\/data-statistics\/statistics\/\">diminui\u00e7\u00e3o substancial<\/a> nos derramamentos de petr\u00f3leo nos oceanos nas \u00faltimas d\u00e9cadas, a sociedade ainda tem motivos para se preocupar com o desenvolvimento <em>offshore<\/em> na Argentina. O pa\u00eds tem uma experi\u00eancia muito limitada em opera\u00e7\u00f5es <em>offshore<\/em> em \u00e1guas rasas e carece de dados sobre derramamentos de petr\u00f3leo no mar. V\u00e1rias organiza\u00e7\u00f5es \u2014 e as pr\u00f3prias empresas \u2014 acreditam que deve haver um aumento expressivo dos riscos de novos incidentes com impacto no mar.<\/p>\n<p>Por enquanto, a inten\u00e7\u00e3o \u00e9 come\u00e7ar com um primeiro po\u00e7o explorat\u00f3rio \u2014 chamado Argerich \u2014 a 300 quil\u00f4metros da cidade costeira de Mar del Plata. Em 9 de agosto, o governo <a href=\"https:\/\/www.boletinoficial.gob.ar\/detalleAviso\/primera\/268176\/20220808\">anunciou<\/a> a aprova\u00e7\u00e3o de uma segunda avalia\u00e7\u00e3o de impacto ambiental para o projeto, a ser feita pelas empresas respons\u00e1veis pelo empreendimento: a norueguesa Equinor e a estatal argentina YPF. A avalia\u00e7\u00e3o anterior foi revogada pelo Minist\u00e9rio do Meio Ambiente e do Desenvolvimento Sustent\u00e1vel, ap\u00f3s press\u00f5es da sociedade.<\/p>\n<p>Fontes do Minist\u00e9rio de Energia disseram ao <em>Di\u00e1logo Chino<\/em> que a explora\u00e7\u00e3o dever\u00e1 come\u00e7ar no in\u00edcio do pr\u00f3ximo ano e que outros projetos nas \u00e1guas do pa\u00eds devem entrar em opera\u00e7\u00e3o entre agora e a d\u00e9cada de 2050.<\/p>\n<h2>&#8216;Era de ouro&#8217; do offshore?<\/h2>\n<p>O petr\u00f3leo <em>offshore<\/em> come\u00e7ou a se desenvolver a um ritmo acelerado na Am\u00e9rica Latina,\u00a0 principalmente no Brasil. Aldo Duzdevich, conselheiro e porta-voz da Secretaria de Energia da Argentina, disse ao <em>Di\u00e1logo Chino<\/em> que h\u00e1 expectativas de existirem dep\u00f3sitos semelhantes aos encontrados no Brasil, na camada pr\u00e9-sal.<\/p>\n<p>A explora\u00e7\u00e3o do <a href=\"https:\/\/www.energiaonline.com.ar\/el-presal-consolida-a-brasil-como-una-potencia-petrolera-y-abre-incognitas-para-vaca-muerta\/\">pr\u00e9-sal<\/a> no Brasil tornou-se uma aspira\u00e7\u00e3o regional desde que dep\u00f3sitos gigantescos de hidrocarbonetos foram encontrados perto do Rio de Janeiro em 2007. Desde essa descoberta, o Brasil se posicionou entre os principais produtores <em>offshore<\/em> da regi\u00e3o, junto com o M\u00e9xico e a Venezuela.<span style=\"font-size: 1rem;\"><div class='cdo-shortcode--image'><\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_57744\" aria-describedby=\"caption-attachment-57744\" style=\"width: 2000px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-57744 size-full\" src=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2022\/08\/Graph_PT-scaled.jpg\" alt=\"gr\u00e1fico mostrando os est\u00e1gios do desenvolvimento de petr\u00f3leo e g\u00e1s offshore\" width=\"2000\" height=\"1500\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-57744\" class=\"wp-caption-text\">Infogr\u00e1fico: Vito Vangeles \/ Di\u00e1logo Chino<\/figcaption><\/figure>\n<p><\/div><\/p>\n<p>Nos \u00faltimos cinco anos, o elenco ganhou novos atores: Equador, Nicar\u00e1gua, Honduras, Panam\u00e1, Col\u00f4mbia, Peru, Guiana, Suriname, Uruguai e Argentina \u2014 todos est\u00e3o acelerando as licen\u00e7as e a legisla\u00e7\u00e3o para permitir instala\u00e7\u00f5es <em>offshore<\/em> em suas \u00e1guas.<\/p>\n<p>At\u00e9 hoje, as empresas transnacionais com maior presen\u00e7a no continente s\u00e3o ExxonMobil, Total Energy, Qatar Petroleum e Shell, assim como a Equinor \u2014 empresa <a href=\"https:\/\/farn.org.ar\/cpt_documentos\/la-apertura-de-la-ultima-frontera-extractiva-de-los-fosiles\/\">que mais se beneficiou da explora\u00e7\u00e3o <\/a><a href=\"https:\/\/farn.org.ar\/cpt_documentos\/la-apertura-de-la-ultima-frontera-extractiva-de-los-fosiles\/\"><em>offshore<\/em><\/a> de hidrocarbonetos em todo o mundo.<\/p>\n<figure id=\"attachment_48892\" aria-describedby=\"caption-attachment-48892\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/industrias-extrativistas-pt-br\/48832-descoberta-de-petroleo-na-guiana-provoca-debate-nacional\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-48892\" src=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2021\/11\/China-Guyana-offshore-oil-1440x720-1.jpg\" alt=\"Um trabalhador monta um estande de exposi\u00e7\u00e3o na Guiana. \" width=\"300\" height=\"150\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-48892\" class=\"wp-caption-text\"><strong>Saiba mais: <a href=\"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/industrias-extrativistas-pt-br\/48832-descoberta-de-petroleo-na-guiana-provoca-debate-nacional\/\">Descoberta de petr\u00f3leo na Guiana provoca debate nacional<\/a><\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<p>A maioria das licita\u00e7\u00f5es vencidas por essas empresas teve in\u00edcio em 2016, com investimentos que aumentaram nos \u00faltimos dois anos. Casos como o da <a href=\"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/industrias-extrativistas-pt-br\/48832-descoberta-de-petroleo-na-guiana-provoca-debate-nacional\/\">Guiana<\/a>, onde a ExxonMobil encontrou um dos maiores dep\u00f3sitos da regi\u00e3o, incentivaram a chegada de novas empresas e a abertura de novas licita\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>V\u00e1rios estudos j\u00e1 apontavam para a presen\u00e7a de hidrocarbonetos na costa leste da Am\u00e9rica do Sul. E, em 2021, <a href=\"https:\/\/foreignpolicy.com\/2022\/03\/23\/namibia-oil-resource-curse\/\">foram encontrados<\/a> dep\u00f3sitos na costa da Nam\u00edbia, que tem uma camada pr\u00e9-sal semelhante \u00e0 do continente latino-americano, j\u00e1 que no passado tiveram a mesma cobertura terrestre, conhecida como Gondwana. Esses fatores aumentam as chances de haver dep\u00f3sitos tamb\u00e9m no Uruguai e na Argentina.<\/p>\n<p>Essa informa\u00e7\u00e3o parece ter sido suficiente para provocar uma avalanche de concess\u00f5es entre 2019 e 2021. Treze empresas investiram mais de US$ 724 milh\u00f5es em licen\u00e7as para prospectar e explorar 18 \u00e1reas no norte do mar argentino e em \u00e1reas pr\u00f3ximas \u00e0s Ilhas Malvinas. Mas esse valor \u00e9 apenas o in\u00edcio, j\u00e1 que os custos operacionais, a infraestrutura e os gastos com m\u00e3o de obra tamb\u00e9m entrar\u00e3o na conta, o que pode dobrar a quantia paga ao governo argentino.<span style=\"font-size: 1rem;\"><div class='cdo-shortcode--image'><\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_57741\" aria-describedby=\"caption-attachment-57741\" style=\"width: 2000px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-57741 size-full\" style=\"font-weight: bold; color: #767676; font-size: 14px;\" src=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2022\/08\/Map_PT-scaled.jpg\" alt=\"Mapa mostrando as concess\u00f5es offshore no mar da Argentina\" width=\"2000\" height=\"1500\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-57741\" class=\"wp-caption-text\">Infogr\u00e1fico: Vito Vangeles \/ Di\u00e1logo Chino<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-size: 1rem;\"><\/div>De acordo com um <a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/1t1nClfp0y5DwVe2JevAO0MdwUcCtDUj9\/view?usp=sharing\">estudo recente<\/a> da consultoria Ecolatina, o investimento privado no per\u00edodo de prospec\u00e7\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o n\u00e3o passa de 10% dos lucros potenciais. Os c\u00e1lculos s\u00e3o hipot\u00e9ticos, e os poss\u00edveis lucros para o Estado argentino ainda s\u00e3o incertos.<\/span><\/p>\n<p>Para o governo argentino, a perspectiva de novos dep\u00f3sitos traz uma oportunidade tentadora para dois de seus problemas mais urgentes: a falta de d\u00f3lares no Banco Central e o fornecimento de g\u00e1s \u00e0 popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Embora j\u00e1 existam no pa\u00eds po\u00e7os <em>offshore<\/em> rasos e profundos, muitos deles est\u00e3o fechados ou desativados \u2014 os primeiros contribuem com 20% da produ\u00e7\u00e3o de g\u00e1s do pa\u00eds, enquanto a produ\u00e7\u00e3o do \u00faltimo tem sido m\u00ednima. Para o governo e sua necessidade de resolver quest\u00f5es econ\u00f4micas urgentes, essa produ\u00e7\u00e3o \u00e9 insuficiente.<\/p>\n<p>Pa\u00edses como a Guiana abriram suas portas para o petr\u00f3leo <em>offshore<\/em> em uma tentativa de superar a crise econ\u00f4mica, especialmente ap\u00f3s a pandemia da Covid-19 e a guerra na Ucr\u00e2nia. Contudo, ambientalistas de toda a regi\u00e3o denunciaram a flexibilidade dos marcos regulat\u00f3rios, o que, segundo eles, pode levar a enormes impactos ambientais.<\/p>\n<p>Esses grupos incluem a Sociedade de Conserva\u00e7\u00e3o Marinha da Guiana, a campanha brasileira Nem um Po\u00e7o a Mais e as organiza\u00e7\u00f5es argentinas Fundaci\u00f3n Ambiente y Recursos Naturales (Farn) e o Observatorio Petrolero Sur (OPsur), entre outras.<\/p>\n<h2>Impactos do petr\u00f3leo offshore<\/h2>\n<p>Embora a frequ\u00eancia dos vazamentos de petr\u00f3leo <em>offshore<\/em> tenha <a href=\"https:\/\/www.itopf.org\/knowledge-resources\/data-statistics\/statistics\/\">diminu\u00eddo<\/a>, preocupa\u00e7\u00f5es quanto aos seus impactos ambientais, n\u00e3o. Um <a href=\"https:\/\/usa.oceana.org\/content\/uploads\/sites\/4\/2020\/04\/13\/oceana_bp_deepwater_horizon_anniversary_report_final_singlepages_0.pdf\">estudo<\/a> realizado em 2020 pela organiza\u00e7\u00e3o ambiental Oceana concluiu que n\u00e3o houve nenhuma melhoria substancial na seguran\u00e7a e na preven\u00e7\u00e3o de desastres <em>offshore <\/em>nos \u00faltimos anos.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 prov\u00e1vel que haja um risco maior de derramamentos hoje, j\u00e1 que h\u00e1 perfura\u00e7\u00f5es cada vez mais profundas no mar. Estamos falando de mais perfura\u00e7\u00e3o com menos seguran\u00e7a: uma receita perfeita para desastres&#8221;, disse Diane Hoskins, diretora de campanha da Oceana, na \u00e9poca do lan\u00e7amento do estudo.<\/p>\n<p>Outro <a href=\"https:\/\/farn.org.ar\/cpt_documentos\/la-apertura-de-la-ultima-frontera-extractiva-de-los-fosiles\/\">estudo<\/a>, da Farn, alerta para a relev\u00e2ncia da Equinor, empresa que tem opera\u00e7\u00f5es em mais de 30 pa\u00edses em todos os continentes e tem se envolvido em incidentes ao redor do mundo \u2014 entre eles, uma s\u00e9rie de vazamentos de petr\u00f3leo na Noruega entre 2006 e 2021. A empresa venceu oito das 18 licita\u00e7\u00f5es abertas na Argentina.<\/p>\n<p>Segundo Fernando Halperin, coordenador de comunica\u00e7\u00e3o do Instituto Argentino de Petr\u00f3leo e G\u00e1s (Iapg), que representa as empresas f\u00f3sseis no pa\u00eds, as preocupa\u00e7\u00f5es e alega\u00e7\u00f5es acerca da ind\u00fastria <em>offshore<\/em> s\u00e3o infundadas, uma vez que a capacidade t\u00e9cnica atual \u00e9 &#8220;muito mais avan\u00e7ada do que h\u00e1 dez anos&#8221;.<span style=\"font-size: 1rem;\"><div class='cdo-shortcode--image'><\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_57680\" aria-describedby=\"caption-attachment-57680\" style=\"width: 800px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-57680 size-full\" src=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2022\/08\/Warzone_in_Gulf_of_Mexico.jpeg\" alt=\"opera\u00e7\u00f5es de limpeza no golfo do m\u00e9xico\" width=\"800\" height=\"533\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-57680\" class=\"wp-caption-text\">Opera\u00e7\u00f5es de limpeza no Golfo do M\u00e9xico, junho de 2010, ap\u00f3s a explos\u00e3o e subsequente derramamento da plataforma petrol\u00edfera Deepwater Horizon (Imagem: kris kr\u00fcg \/ CC BY-NC-SA 2.0)<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-size: 1rem;\"><\/div><\/span>Halperin destaca que as empresas concentram esfor\u00e7os para desenvolver protocolos de conten\u00e7\u00e3o, especialmente ap\u00f3s o <a href=\"https:\/\/www.theguardian.com\/environment\/2020\/apr\/20\/deepwater-horizon-10-years-later-could-it-happen-again\">desastre da Deepwater Horizon<\/a>, no Golfo do M\u00e9xico, ocorrido h\u00e1 12 anos. A explos\u00e3o e o subsequente derramamento de petr\u00f3leo tiveram consequ\u00eancias tr\u00e1gicas, e as tentativas de mitiga\u00e7\u00e3o da British Petroleum \u2014 a principal respons\u00e1vel \u2014 foram consideradas insuficientes, de acordo com o estudo da Oceana.<\/p>\n<p>A Am\u00e9rica Latina tem concentrado cat\u00e1strofes relacionadas \u00e0 explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e polui\u00e7\u00e3o marinha. As mais not\u00f3rias foram os derramamentos na Pen\u00ednsula de Paria e no rio Guarapiche, na Venezuela, al\u00e9m de um derramamento ao longo da costa nordeste do Brasil, em 2019. O incidente mais recente foi o de uma <a href=\"https:\/\/elpais.com\/internacional\/2022-02-14\/la-onu-estima-que-los-danos-por-el-derrame-de-crudo-afectaran-al-menos-seis-anos-a-la-costa-de-peru.html\">refinaria da Repsol na costa do Peru<\/a>, no in\u00edcio deste ano.<\/p>\n<p>V\u00edctor Quilaqueo, especialista em <em>offshore<\/em> da OPsur, disse que, enquanto os derramamentos de petr\u00f3leo s\u00e3o um dos impactos mais vis\u00edveis da atividade, h\u00e1 outros menos comentados, mas igualmente importantes.<\/p>\n<p>&#8220;H\u00e1 emiss\u00f5es gigantescas com o vazamento de g\u00e1s, como foi o caso no Golfo do M\u00e9xico no ano passado&#8221;, afirmou Quilaqueo. Um vazamento no Golfo levou a um enorme inc\u00eandio no oceano, o que atraiu a aten\u00e7\u00e3o internacional.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, de acordo com um <a href=\"https:\/\/marine.copernicus.eu\/services\/use-cases\/addressing-marine-pollution-oil-spills-effective-dispersion-modelling\">relat\u00f3rio<\/a> do projeto Copernicus, a ind\u00fastria \u00e9 respons\u00e1vel por grandes libera\u00e7\u00f5es de di\u00f3xido de nitrog\u00eanio, que podem causar chuvas \u00e1cidas. Estudos tamb\u00e9m indicam que o som emitido pelos canh\u00f5es de ar utilizados na explora\u00e7\u00e3o <em>offshore<\/em> pode <a href=\"https:\/\/marpatagonico.org\/descargas\/Prospeccion%20Sismica%20en%20el%20Mar%20Argentino%20-%20Riesgos%20e%20Impactos%20(FORO%20Mar%20Patagonico%202022)%20LR.pdf\">afetar organismos marinhos<\/a>.<\/p>\n<p>&#8220;Os ru\u00eddos emitidos em diferentes frequ\u00eancias podem afetar os ciclos de reprodu\u00e7\u00e3o, alimenta\u00e7\u00e3o e orienta\u00e7\u00e3o dos organismos&#8221;, disse Michell Havlik, doutor em bioac\u00fastica marinha pela Universidade de Kaust, na Ar\u00e1bia Saudita, ao <em>Di\u00e1logo Chino<\/em>.<\/p>\n<blockquote><p>H\u00e1 perfura\u00e7\u00f5es cada vez mais profundas no mar. Estamos falando de mais perfura\u00e7\u00e3o com menos seguran\u00e7a: uma receita perfeita para desastres<\/p><\/blockquote>\n<p>Halperin garante que a ind\u00fastria est\u00e1 ciente e implementou m\u00e9todos para reduzir esse impacto. &#8220;Ele se chama &#8216;in\u00edcio suave&#8217;. Come\u00e7amos com um ru\u00eddo sutil e gradualmente o aumentamos para que, se houver cet\u00e1ceos ou cardumes de peixes, eles comecem a se sentir incomodados e mudem de dire\u00e7\u00e3o&#8221;, explicou o representante do Iapg.<\/p>\n<p>Estima-se que a explora\u00e7\u00e3o <em>offshore<\/em> na Argentina dure de 25 a 30 anos, at\u00e9 que os po\u00e7os de hidrocarbonetos se esgotem ou deixem de ser rent\u00e1veis \u2014 quando a infraestrutura <em>offshore<\/em> pode se tornar inutiliz\u00e1vel.<\/p>\n<p>&#8220;Grande parte da infraestrutura dos po\u00e7os \u00e9 desmontada&#8221;, explicou Halperin. Outra porcentagem, de acordo com organiza\u00e7\u00f5es, \u00e9 abandonada como um ativo encalhado.<\/p>\n<p>Um <a href=\"https:\/\/ccadi.co\/content\/uploads\/2020\/11\/20201124-Activos-varados-un-riesgo-real.pdf\">relat\u00f3rio<\/a> da Iniciativa Colombiana de Divulga\u00e7\u00e3o do Clima alertou que a produ\u00e7\u00e3o e o uso desse tipo de maquin\u00e1rio pode ter um horizonte ainda mais curto diante dos esfor\u00e7os de descarboniza\u00e7\u00e3o relacionados aos compromissos clim\u00e1ticos.<\/p>\n<p>Mas para a OPsur, n\u00e3o \u00e9 apenas o custo da infraestrutura que pode afetar a economia e a popula\u00e7\u00e3o. &#8220;Todos esses impactos afetam as atividades nas regi\u00f5es costeiras. O turismo e a pesca podem estar entre aquelas a ficar em segundo plano&#8221;, disse Quilaqueo.<\/p>\n<p>Halperin, por outro lado, v\u00ea exagero nesse argumento: &#8220;Estamos a 300 quil\u00f4metros da costa \u2014 voc\u00ea nem consegue ver as plataformas&#8221;.<\/p>\n<p>Mas a constru\u00e7\u00e3o de portos, refinarias, centros de armazenamento de hidrocarbonetos, oleodutos e rotas de transporte para a ind\u00fastria pode deslocar as atividades econ\u00f4micas j\u00e1 instaladas na \u00e1rea, bem como desapropriar a popula\u00e7\u00e3o para abrir espa\u00e7o para esse tipo de infraestrutura.<\/p>\n<h2>Momento ruim para o offshore<\/h2>\n<p>A Argentina j\u00e1 viu vazamentos de petr\u00f3leo em suas \u00e1guas. Um pedido de informa\u00e7\u00f5es feito pelo <em>Di\u00e1logo Chino<\/em> \u00e0 Prefeitura Naval, \u00f3rg\u00e3o respons\u00e1vel pela prote\u00e7\u00e3o das \u00e1guas nacionais, revelou que houve pelo menos 17 derramamentos registrados entre 2016 e 2022. Esses dados coincidem com um estudo feito pela Comiss\u00e3o Nacional de Atividades Espaciais, que tem um <a href=\"https:\/\/www.argentina.gob.ar\/ciencia\/conae\/aplicaciones-de-la-informacion-satelital\/monitoreo-costero\">sistema de monitoramento<\/a> em regi\u00f5es costeiras.<\/p>\n<p><strong><div class='block--pullout-stat block--pullout-stat--float cd-shortcode--factbox'>\n                <p class='block--pullout-stat__title'>17<\/p>\n                <div class='block--pullout-stat__content'>\n                    <\/strong><br \/>\n\u00c9 o n\u00famero de derramamentos de petr\u00f3leo registrados na Argentina entre 2016 e 2022, segundo dados da Prefeitura Naval do pa\u00eds.<br \/>\n<strong>\n                <\/div>\n            <\/div><\/strong><\/p>\n<p>Os dados s\u00f3 est\u00e3o dispon\u00edveis para esse per\u00edodo. Entretanto, de acordo com as leis <a href=\"http:\/\/servicios.infoleg.gob.ar\/infolegInternet\/anexos\/70000-74999\/73454\/norma.htm\">22.190<\/a>, <a href=\"http:\/\/servicios.infoleg.gob.ar\/infolegInternet\/anexos\/0-4999\/488\/norma.htm\">24.089<\/a>, <a href=\"http:\/\/servicios.infoleg.gob.ar\/infolegInternet\/anexos\/0-4999\/704\/norma.htm\">24.292<\/a> e <a href=\"https:\/\/www.argentina.gob.ar\/normativa\/nacional\/ley-25137-60041\">25.137<\/a>, o monitoramento deveria estar em vigor desde 1981. O material e volume derramado e as empresas envolvidas nesses casos recentes s\u00e3o um mist\u00e9rio, j\u00e1 que os casos ainda tramitam na Justi\u00e7a. Ainda segundo o pedido de informa\u00e7\u00f5es, o total de multas pagas entre 2016 e 2022 foi de apenas US$ 19.408.<\/p>\n<p>Em suas Contribui\u00e7\u00f5es Nacionalmente Determinadas (<a href=\"https:\/\/unfccc.int\/sites\/default\/files\/NDC\/2022-05\/Actualizacio%CC%81n%20meta%20de%20emisiones%202030.pdf\">NDCs<\/a>), o governo argentino prop\u00f5e para 2030 o crescimento de combust\u00edveis f\u00f3sseis, especialmente do g\u00e1s natural, junto com o de energias renov\u00e1veis n\u00e3o-convencionais. Mas desde a posse do presidente Alberto Fern\u00e1ndez, n\u00e3o foram lan\u00e7adas novas licita\u00e7\u00f5es para parques solares ou e\u00f3licos.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o basta apenas ter uma meta [de descarboniza\u00e7\u00e3o] para 2030 ou 2050, \u00e9 essencial elaborar um plano para alcan\u00e7\u00e1-la&#8221;, escreveram P\u00eda Marchegiani e Andr\u00e9s Napoli, diretores da Farn, em seu \u00faltimo <a href=\"https:\/\/farn.org.ar\/iafonline2022\/capitulos\/#cap1\">relat\u00f3rio<\/a>.<\/p>\n<p>Esse apelo \u00e9 semelhante \u00e0 tens\u00e3o que paira entre os minist\u00e9rios do Meio Ambiente e de Energia, embora o peso pol\u00edtico tenda a se inclinar para o \u00faltimo.<\/p>\n<figure id=\"attachment_55222\" aria-describedby=\"caption-attachment-55222\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/nao-categorizado\/55191-transicao-energetica-emperra-na-argentina\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-55222\" src=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2022\/06\/Argentina-energy-YPF_Agustin-Marcarian_Alamy_2JB7MWH-scaled.jpg\" alt=\"uma pessoa ilumina um distribuidor de combust\u00edvel YPF\" width=\"300\" height=\"166\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-55222\" class=\"wp-caption-text\"><strong>Saiba mais: <a href=\"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/nao-categorizado\/55191-transicao-energetica-emperra-na-argentina\/\">Opini\u00e3o: Transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica emperra na Argentina<\/a><\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao <em>offshore<\/em>, h\u00e1 por um lado a alega\u00e7\u00e3o de que ele vai gerar, de forma acelerada, divisas para compensar a crise econ\u00f4mica argentina. Por outro, \u00e9 preciso criar pol\u00edticas concretas para implementar uma transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, regular a produ\u00e7\u00e3o de hidrocarbonetos e cumprir com as redu\u00e7\u00f5es de emiss\u00f5es.<\/p>\n<p>&#8220;Para um Estado que promove o avan\u00e7o dos hidrocarbonetos, sua capacidade de fiscaliza\u00e7\u00e3o, controle e regulamenta\u00e7\u00e3o \u00e9 muito limitada&#8221;, diz Quilaqueo.<\/p>\n<p>O novo ministro da Economia da Argentina, Sergio Massa, anunciou medidas para acelerar a produ\u00e7\u00e3o de hidrocarbonetos na prov\u00edncia de Neuqu\u00e9n, no norte do pa\u00eds. Al\u00e9m disso, as empresas Total Energies, Pan American Energy e Wintershall Dea poder\u00e3o investir US$ 700 milh\u00f5es na constru\u00e7\u00e3o do F\u00eanix, projeto <em>offshore<\/em> no sul.<\/p>\n<p>O ministro tamb\u00e9m anunciou que em breve assinar\u00e1 a prorroga\u00e7\u00e3o das concess\u00f5es de Oldelval e Oiltanking-Ebytem, o que vai assegurar US$1,4 bilh\u00e3o ao governo, e que pretende expandir os gasodutos de Vaca Muerta, um campo de petr\u00f3leo e g\u00e1s no norte do pa\u00eds, para a Bah\u00eda Blanca, mais ao sul.<\/p>\n<p>Em uma <a href=\"https:\/\/www.redaccion.com.ar\/entrevista-a-cecilia-nicolini-que-esperar-del-plan-para-alcanzar-la-carbono-neutralidad\/\">entrevista recente<\/a>, a secret\u00e1ria do Clima da Argentina, Cecilia Nicolini, falou das dificuldades de consenso sobre a estrat\u00e9gia de descarboniza\u00e7\u00e3o do pa\u00eds para 2050 \u2014 um complemento \u00e0s NDCs e algo que a Argentina tinha prometido apresentar na COP26.<\/p>\n<p>Enquanto Nicolini menciona a colabora\u00e7\u00e3o com os minist\u00e9rios de Energia, Desenvolvimento Produtivo e Agricultura, ainda n\u00e3o houve acordo entre essas pastas. Mesmo com a COP27 se aproximando, tampouco h\u00e1 detalhes sobre essa poss\u00edvel colabora\u00e7\u00e3o, apenas a informa\u00e7\u00e3o de que ela ser\u00e1 apresentada no evento.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Governo argentino concedeu dezenas de licita\u00e7\u00f5es para explorar petr\u00f3leo nas \u00e1guas do pa\u00eds, provocando conflitos entre empresas, sociedade e o pr\u00f3prio 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