{"id":60047286,"date":"2024-08-16T14:34:15","date_gmt":"2024-08-16T13:34:15","guid":{"rendered":"https:\/\/dialogue.earth\/nao-categorizado\/on-the-parana-river-ecological-crisis-is-a-threat-to-its-identity-2\/"},"modified":"2024-08-16T19:08:29","modified_gmt":"2024-08-16T18:08:29","slug":"crise-ecologica-ameaca-identidade-ecossistema-rio-parana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/clima\/crise-ecologica-ameaca-identidade-ecossistema-rio-parana\/","title":{"rendered":"Crise ecol\u00f3gica amea\u00e7a identidade de ecossistema no rio Paran\u00e1"},"content":{"rendered":"\n<p>H\u00e1 45 anos, Juli\u00e1n Aguilar pesca nas \u00e1guas turvas do rio Paran\u00e1, que forma um caminho de paisagens ricas em biodiversidade. \u201cO rio e eu temos a mesma cor\u201d, brincou o pescador.<\/p>\n\n\n\n<p>Aguilar conhece bem a correnteza do Paran\u00e1. Ele nasceu pr\u00f3ximo \u00e0s margens de Las Cuevas, pequena cidade na prov\u00edncia argentina de Entre R\u00edos, em 1960. Naquela \u00e9poca, o rio ainda corria livremente ao longo de seus quase cinco mil quil\u00f4metros, indo desde sua nascente no Brasil at\u00e9 a foz no Rio da Prata, divisa entre a Argentina e o Uruguai. Com sua fam\u00edlia, ele se mudou para a zona norte da cidade de Ros\u00e1rio, no cora\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o agr\u00edcola mais pr\u00f3spera da Argentina.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Aos sete ou oito anos, Aquilar come\u00e7ou a acompanhar seu pai nas atividades de pesca aos finais de semana. \u201cCostum\u00e1vamos pescar muito pintado, dourado, piapara e curimbat\u00e1 \u2014 peixes muito grandes que hoje s\u00e3o raros\u201d, contou. \u201cS\u00f3 eram capturados os peixes da esta\u00e7\u00e3o, e muitos pescadores ainda trabalhavam com veleiros\u201d.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-cd-article-image aligncenter block--article-image block--article-image--article\" itemscope itemtype=\"http:\/\/schema.org\/ImageObject\"><div class=\"block--article-image__column\"><div class=\"hide-expand block--article-image__image\"><img class=\"lazy\" data-src=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2024\/08\/20240816_-Julian-Aguilar_Parana-Extremo_Argentina_Celina-Mutti-Lovera.jpeg\" data-srcset=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2024\/08\/20240816_-Julian-Aguilar_Parana-Extremo_Argentina_Celina-Mutti-Lovera-768x496.jpeg 768w, https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2024\/08\/20240816_-Julian-Aguilar_Parana-Extremo_Argentina_Celina-Mutti-Lovera-1024x661.jpeg 1024w, https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2024\/08\/20240816_-Julian-Aguilar_Parana-Extremo_Argentina_Celina-Mutti-Lovera.jpeg 2560w\" data-sizes=\"(max-width: 600px) 768px, (max-width: 1024px) 1024px, 2560px\" alt=\"a man in a small boat holds up a fish he has just caught\"\/><\/div><div class=\"block--article-image__content\"><div itemprop=\"caption\" class=\"block--article-image__caption\">Juli\u00e1n Aguilar \u00e9 pescador no rio Paran\u00e1 h\u00e1 45 anos. Quando come\u00e7ou a pescar com seu pai, ainda menino, costumava capturar peixes grandes, hoje mais raros (Imagem: Celina Mutti Lovera)<\/div><\/div><\/div><meta itemprop=\"contentUrl\" content=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2024\/08\/20240816_-Julian-Aguilar_Parana-Extremo_Argentina_Celina-Mutti-Lovera.jpeg\"\/><meta itemprop=\"contentSize\" content=\"1 MB\"\/><meta itemprop=\"height\" content=\"1652\"\/><meta itemprop=\"width\" content=\"2560\"\/><meta itemprop=\"author\"\/><meta itemprop=\"representativeOfPage\" content=\"true\"\/><\/div>\n\n\n\n<p>Desde ent\u00e3o, o rio mudou bastante: com uma crise ecol\u00f3gica impulsionada pelas altera\u00e7\u00f5es humanas, o Paran\u00e1 agora tem um tr\u00e2nsito intenso de navios e mais polui\u00e7\u00e3o. O rio j\u00e1 n\u00e3o corre livremente devido aos diques, aterros e barragens \u2014 obras que fragmentaram n\u00e3o s\u00f3 o fluxo d\u2019\u00e1gua, mas o pr\u00f3prio ecossistema fluvial.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-gigante-sul-americano\">Gigante sul-americano<\/h2>\n\n\n\n<p>O Paran\u00e1 nasce da conflu\u00eancia dos rios Parana\u00edba e Grande, na divisa entre os estados de Mato Grosso do Sul, S\u00e3o Paulo e Minas Gerais. Considerado o <a href=\"https:\/\/lac.wetlands.org\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/dlm_uploads\/2019\/04\/El-Delta-del-Parana.pdf\">segundo rio mais importante da Am\u00e9rica do Sul<\/a> devido \u00e0 sua extens\u00e3o, ao tamanho de sua bacia e \u00e0 sua vaz\u00e3o, ele atravessa tr\u00eas pa\u00edses e transporta at\u00e9 15 mil metros c\u00fabicos de \u00e1gua por segundo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Delta do Paran\u00e1, \u00faltima por\u00e7\u00e3o do ecossistema de \u00e1reas \u00famidas do Paran\u00e1-Paraguai, come\u00e7a na cidade de Diamante, na prov\u00edncia argentina de Entre R\u00edos. Ele se estende por 300 quil\u00f4metros e cobre cerca de 2,3 milh\u00f5es de hectares. Suas \u00e1reas \u00famidas recheadas de pequenas ilhas <a href=\"https:\/\/lac.wetlands.org\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/dlm_uploads\/2019\/04\/Bienes-y-Servicios-Ecosist%C3%A9micos-de-los-Humedales-del-Delta-del-Paran%C3%A1.pdf\">prestam importantes servi\u00e7os ecossist\u00eamicos<\/a>, incluindo a filtragem da \u00e1gua, o controle da eros\u00e3o e a regula\u00e7\u00e3o do clima, bem como fornecimento de abrigo, alimento e zonas de reprodu\u00e7\u00e3o para v\u00e1rias esp\u00e9cies silvestres. Al\u00e9m disso, as zonas \u00famidas tamb\u00e9m fornecem diversos recursos naturais para as comunidades ribeirinhas \u2014 como peixes, madeira, medicamentos e materiais de constru\u00e7\u00e3o.<br><br>Nos \u00faltimos anos, as \u00e1reas \u00famidas do Paran\u00e1 tamb\u00e9m t\u00eam se mostrado aliadas importantes contra os efeitos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Elas aumentam a resili\u00eancia das comunidades aos impactos de eventos extremos, funcionam como barreiras naturais contra inunda\u00e7\u00f5es e secas e ainda <a href=\"https:\/\/www.ramsar.org\/es\/news\/los-humedales-son-cruciales-para-hacer-frente-al-cambio-climatico\">armazenam carbono<\/a>. Mesmo assim, esses ricos ecossistemas seguem sob amea\u00e7a das atividades humanas \u2014 estima-se que, nos \u00faltimos tr\u00eas s\u00e9culos, <a href=\"https:\/\/news.un.org\/es\/story\/2022\/02\/1503462\">85%<\/a> das \u00e1reas \u00famidas do planeta tenham sido destru\u00eddas ou drasticamente transformadas.<\/p>\n\n\n\n<p>O Delta do Paran\u00e1, destinado para atividades produtivas desde os tempos ancestrais, n\u00e3o \u00e9 exce\u00e7\u00e3o a esse fen\u00f4meno. A <a href=\"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/natureza\/364182-argentina-areas-umidas-incendios\/\">pecu\u00e1ria<\/a> \u00e9 uma das atividades econ\u00f4micas mais importantes da regi\u00e3o e, desde a virada do s\u00e9culo, o boom nos pre\u00e7os da soja popularizou o cultivo do gr\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-cd-article-image aligncenter block--article-image block--article-image--article\" itemscope itemtype=\"http:\/\/schema.org\/ImageObject\"><div class=\"block--article-image__column\"><div class=\"hide-expand block--article-image__image\"><img class=\"lazy\" data-src=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2024\/08\/PT_IMG_8086-Campo-Bajo-11-21-RQ-1-scaled-1.jpg\" data-srcset=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2024\/08\/PT_IMG_8086-Campo-Bajo-11-21-RQ-1-scaled-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2024\/08\/PT_IMG_8086-Campo-Bajo-11-21-RQ-1-scaled-1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2024\/08\/PT_IMG_8086-Campo-Bajo-11-21-RQ-1-scaled-1.jpg 2000w\" data-sizes=\"(max-width: 600px) 768px, (max-width: 1024px) 1024px, 2000px\" alt=\"Rebanho bovino em \u00e1rea \u00famida do Delta do Paran\u00e1\"\/><\/div><div class=\"block--article-image__content\"><div itemprop=\"caption\" class=\"block--article-image__caption\">Rebanho bovino em \u00e1rea \u00famida do Delta do Paran\u00e1. Atualmente, a pecu\u00e1ria \u00e9 uma das atividades econ\u00f4micas mais importantes da regi\u00e3o (Imagem: Fundaci\u00f3n Humedales)<\/div><\/div><\/div><meta itemprop=\"contentUrl\" content=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2024\/08\/PT_IMG_8086-Campo-Bajo-11-21-RQ-1-scaled-1.jpg\"\/><meta itemprop=\"contentSize\" content=\"492 KB\"\/><meta itemprop=\"height\" content=\"1334\"\/><meta itemprop=\"width\" content=\"2000\"\/><meta itemprop=\"author\"\/><meta itemprop=\"representativeOfPage\" content=\"true\"\/><\/div>\n\n\n\n<p>A pesca \u00e9 outra atividade de destaque na por\u00e7\u00e3o argentina do Paran\u00e1, com foco na captura de curimbat\u00e1. A pesca industrial da esp\u00e9cie cresceu ap\u00f3s a autoriza\u00e7\u00e3o de sua exporta\u00e7\u00e3o, em meados da d\u00e9cada de 1980, com uma expans\u00e3o acentuada nas d\u00e9cadas seguintes: entre 1994 e 2004, as exporta\u00e7\u00f5es anuais do peixe aumentaram de 2.785 toneladas para 32 mil toneladas, conforme um <a href=\"https:\/\/www.magyp.gob.ar\/sitio\/areas\/pesca_continental\/informes\/proyecto_ebipes\/_archivos\/\/000000_Informes%20del%20proyecto%20evaluaci%C3%B3n%20biol%C3%B3gica%20y%20pesquera%20de%20especies%20de%20inter%C3%A9s%20deportivo%20y%20comercial\/060000-Segundo%20informe%20del%20proyecto%20de%20evaluaci%C3%B3n%20del%20recurso%20del%20s%C3%A1balo%20(2006-2007).pdf\">estudo<\/a> publicado em 2008 pelo Minist\u00e9rio da Agricultura da Argentina. Segundo o relat\u00f3rio, isso provocou \u201cuma redu\u00e7\u00e3o no tamanho m\u00e9dio dos peixes capturados devido ao aumento da [intensidade] da pesca\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre 2015 e 2018, esse volume de exporta\u00e7\u00e3o ficou na casa das 15 mil a 20 mil toneladas, de acordo com <a href=\"https:\/\/www.magyp.gob.ar\/sitio\/areas\/pesca_continental\/informes\/proyecto_ebipes\/_archivos\/000000_Informes%20del%20proyecto%20evaluaci%C3%B3n%20biol%C3%B3gica%20y%20pesquera%20de%20especies%20de%20inter%C3%A9s%20deportivo%20y%20comercial\/220303_Informe%20t%C3%A9cnico%20N%C2%B0%2064%20-%20El%20s%C3%A1balo%20como%20recurso%20pesquero.pdf\">dados oficiais<\/a>. Diante dos problemas ambientais da pesca industrial, diversas organiza\u00e7\u00f5es e especialistas pediram <a href=\"https:\/\/eraverde.com.ar\/piden-al-presidente-frene-la-exportacion-de-pescados-de-rio\/\">uma nova pol\u00edtica estatal<\/a> que permitisse a recupera\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies comerciais. A \u00faltima grande queda na popula\u00e7\u00e3o de curimbat\u00e1 durou de agosto de 2019 ao fim de 2023.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-fragmentacao-do-ecossistema\">Fragmenta\u00e7\u00e3o do ecossistema<\/h2>\n\n\n\n<p>Um relat\u00f3rio publicado em <a href=\"https:\/\/wwfint.awsassets.panda.org\/downloads\/embargo_13_10_2022_lpr_2022_full_report_single_page_1.pdf\">2022<\/a> pelo WWF destacou que os ecossistemas de \u00e1gua doce est\u00e3o entre os mais amea\u00e7ados no planeta: estimativas apontam que 83% das esp\u00e9cies de \u00e1gua doce podem estar em decl\u00ednio populacional. Al\u00e9m disso, apenas 37% dos rios com mais de mil quil\u00f4metros de extens\u00e3o seguem fluindo livremente (sem barragens ou obras que cortem o fluxo), e apenas <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41586-019-1111-9\">23% fluem<\/a> ininterruptamente rumo aos oceanos.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso do Delta do Paran\u00e1, a constru\u00e7\u00e3o de diques e aterros tem sido uma das maiores amea\u00e7as ao ecossistema. Segundo um <a href=\"https:\/\/lac.wetlands.org\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/dlm_uploads\/2019\/04\/El-Delta-del-Parana.pdf\">relat\u00f3rio<\/a> da Wetlands International, 10% do delta estava transformado por essas obras em 2010, n\u00famero que saltou para 14% em 2013. Em muitos casos, a altera\u00e7\u00e3o agressiva do regime hidrol\u00f3gico do rio est\u00e1 ligada \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de gado \u2014 atividade que modifica a circula\u00e7\u00e3o de \u00e1gua tanto para irrigar os campos quanto para evitar as inunda\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A a\u00e7\u00e3o humana tem alterado a paisagem do Paran\u00e1 at\u00e9 nos detalhes menos percept\u00edveis a olho nu. Carlos Ramonell, ge\u00f3logo especializado em morfologia fluvial da Universidade Nacional do Litoral, explicou que os rios mudam naturalmente devido \u00e0 pr\u00f3pria hidrologia, mas a a\u00e7\u00e3o humana vem afetando a regula\u00e7\u00e3o desses fluxos direta ou indiretamente \u2014 e n\u00e3o s\u00f3 os de \u00e1gua, mas tamb\u00e9m de sedimentos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDo ponto de vista f\u00edsico, um rio n\u00e3o move apenas \u00e1gua; ele tamb\u00e9m carrega uma grande massa de sedimentos\u201d, acrescentou Ramonell. \u201c\u00c9 isso que lhe confere sua identidade, porque da\u00ed s\u00e3o formadas as ilhas ao seu redor. \u00c9 preciso de terra para que isso ocorra\u201d.<\/p>\n\n\n\n<a class=\"wp-block-cd-related-news alignright block--related-news loading\" data-post-id=\"60018046\"><div class=\"block--related-news__image\"><\/div><div class=\"block--related-news__content\"><span class=\"block--related-news__heading\">LEIA MAIS<\/span><span class=\"block--related-news__title\"><\/span><\/div><\/a>\n\n\n\n<p>\u201cAtualmente, o Bermejo envia ao Paran\u00e1 cerca de 90% dos sedimentos finos presentes rio abaixo\u201d, explicou Ramonell. \u201cAntes da constru\u00e7\u00e3o da usina de Itaipu, o Bermejo contribu\u00eda com 56% dos sedimentos rio abaixo. Isso n\u00e3o significa que esse rio esteja enviando mais sedimentos do que antes, mas sim que os demais rios est\u00e3o contribuindo menos\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cVemos um impacto indireto da a\u00e7\u00e3o humana no rio Paran\u00e1, uma vez que as barragens no lado brasileiro ret\u00eam sedimentos finos, e isso altera a composi\u00e7\u00e3o de seu fluxo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Junto aos sedimentos finos, est\u00e3o os nutrientes que constituem o substrato para a vegeta\u00e7\u00e3o: \u201cUm solo arenoso, geralmente mais est\u00e9ril, n\u00e3o \u00e9 o mesmo que um solo siltoso ou argiloso com textura e estrutura adequadas\u201d, concluiu o ge\u00f3logo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-hidrovia-a-transformacao-do-rio-parana\">Hidrovia: a transforma\u00e7\u00e3o do rio Paran\u00e1<\/h2>\n\n\n\n<p>Devido \u00e0s condi\u00e7\u00f5es geogr\u00e1ficas e \u00e0 pr\u00f3pria hist\u00f3ria agroindustrial do Cone Sul, o Paran\u00e1 virou o principal escoadouro dos gr\u00e3os e cereais produzidos no centro e norte da Argentina, bem como no Paraguai, na Bol\u00edvia e at\u00e9 mesmo em certas regi\u00f5es do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Um trecho de 3.442 quil\u00f4metros do rio Paraguai-Paran\u00e1, saindo de C\u00e1ceres, no Mato Grosso, at\u00e9 o Rio da Prata, foi transformado em hidrovia para facilitar as exporta\u00e7\u00f5es. Esse processo come\u00e7ou em meados dos anos 1990, com a chegada de concession\u00e1rias europeias e das altera\u00e7\u00f5es nos leitos do rio para aumentar sua largura e profundidade.<\/p>\n\n\n\n<a class=\"wp-block-cd-related-news alignright block--related-news loading\" data-post-id=\"60018360\"><div class=\"block--related-news__image\"><\/div><div class=\"block--related-news__content\"><span class=\"block--related-news__heading\">LEIA MAIS<\/span><span class=\"block--related-news__title\"><\/span><\/div><\/a>\n\n\n\n<p>A pr\u00f3pria identidade do rio tem sido corro\u00edda por sua convers\u00e3o em hidrovia \u2014 termo que inclusive gera disputas na regi\u00e3o. Em um relat\u00f3rio de 2021 sobre os <a href=\"https:\/\/tallerecologista.org.ar\/publicacion\/potenciales-impactos-ambientales-de-la-hidrovia-en-el-tramo-medio-del-rio-parana\/\">impactos<\/a> ambientais da hidrovia na por\u00e7\u00e3o m\u00e9dia do Paran\u00e1, os pesquisadores Mart\u00edn Bletter e Luis Esp\u00ednola, da organiza\u00e7\u00e3o Taller Ecologista, observaram que as obras de dragagem \u201csimplificaram a morfologia e a hidrologia das correntes fluviais, com consequ\u00eancias ecol\u00f3gicas negativas para a estrutura e a fun\u00e7\u00e3o desses ecossistemas\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, os especialistas conclu\u00edram que a hidrovia gerou \u201cimpactos ambientais diretos, indiretos, tempor\u00e1rios e cumulativos\u201d que afetaram os servi\u00e7os ecossist\u00eamicos do rio. Isso seria o resultado da perda, degrada\u00e7\u00e3o e fragmenta\u00e7\u00e3o dos habitats fluviais, bem como da flora e fauna pr\u00f3ximas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-novo-rio-parana\">Novo rio Paran\u00e1<\/h2>\n\n\n\n<p>Nas \u00faltimas d\u00e9cadas, o rio Paran\u00e1 tem enfrentado amea\u00e7as que pressionam os modos de vida das comunidades ribeirinhas. Para o pescador Juli\u00e1n Aguilar, um exemplo das mudan\u00e7as dr\u00e1sticas na zona foi a constru\u00e7\u00e3o da ponte Ros\u00e1rio-Victoria, via elevada de 60 quil\u00f4metros que dividiu as ilhas e facilitou o acesso a um territ\u00f3rio que antes permanecia isolado da zona continental. \u201cA ponte e a estrada causaram um desastre ecol\u00f3gico nessa \u00e1rea \u00famida. Foram erguidos currais e aterros para o gado\u201d, contou Aguilar.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-cd-article-image aligncenter block--article-image block--article-image--article\" itemscope itemtype=\"http:\/\/schema.org\/ImageObject\"><div class=\"block--article-image__column\"><div class=\"hide-expand block--article-image__image\"><img class=\"lazy\" data-src=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2024\/08\/PT_Rosario-Victoria_bridge_Parana-Extremo_Argentina_CelinaMuttiLovera.jpg\" data-srcset=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2024\/08\/PT_Rosario-Victoria_bridge_Parana-Extremo_Argentina_CelinaMuttiLovera-768x511.jpg 768w, https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2024\/08\/PT_Rosario-Victoria_bridge_Parana-Extremo_Argentina_CelinaMuttiLovera-1024x681.jpg 1024w, https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2024\/08\/PT_Rosario-Victoria_bridge_Parana-Extremo_Argentina_CelinaMuttiLovera.jpg 2560w\" data-sizes=\"(max-width: 600px) 768px, (max-width: 1024px) 1024px, 2560px\" alt=\"Ponte Ros\u00e1rio-Victoria ao fundo. No primeiro plano, pescadores re\u00fanem galhos \u00e0 beira do rio\"\/><\/div><div class=\"block--article-image__content\"><div itemprop=\"caption\" class=\"block--article-image__caption\">Constru\u00e7\u00e3o da ponte Ros\u00e1rio-Victoria, rota que facilitou o acesso a \u00e1reas antes inacess\u00edveis por terra, impulsionando a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola nas ilhas do Delta do Paran\u00e1 (Imagem: Celina Mutti Lovera)<\/div><\/div><\/div><meta itemprop=\"contentUrl\" content=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2024\/08\/PT_Rosario-Victoria_bridge_Parana-Extremo_Argentina_CelinaMuttiLovera.jpg\"\/><meta itemprop=\"contentSize\" content=\"2 MB\"\/><meta itemprop=\"height\" content=\"1703\"\/><meta itemprop=\"width\" content=\"2560\"\/><meta itemprop=\"author\"\/><meta itemprop=\"representativeOfPage\" content=\"true\"\/><\/div>\n\n\n\n<p>O boom da soja na regi\u00e3o tamb\u00e9m contribuiu para o crescimento dos rebanhos bovinos nas \u00e1reas \u00famidas. \u201cA expans\u00e3o da soja e o aprofundamento da agropecu\u00e1ria reconfiguraram a cria\u00e7\u00e3o de gado no pa\u00eds, deslocando as fronteiras agr\u00edcolas\u201d, observou <a href=\"https:\/\/tallerecologista.org.ar\/publicacion\/impacto-de-la-ganaderia-sobre-las-islas\/\">outro relat\u00f3rio<\/a> da Taller Ecologista, acrescentando que \u201co gado saiu da regi\u00e3o dos Pampas para \u00e1reas marginais de menor aptid\u00e3o agr\u00edcola\u201d. O documento tamb\u00e9m afirmou que outros fatores incentivaram o uso crescente das \u00e1reas pr\u00f3ximas ao rio, como a constru\u00e7\u00e3o da ponte Ros\u00e1rio-Victoria e a pol\u00edtica de arrendamento de terras p\u00fablicas.<\/p>\n\n\n\n<p>No Delta do Paran\u00e1, a cria\u00e7\u00e3o de gado aumentou <a href=\"https:\/\/www.argentina.gob.ar\/sites\/default\/files\/068_valoracion_socioeconmica_delta_del_parana_web.pdf\">dez vezes<\/a> entre 1997 e 2007. Com o salto na produ\u00e7\u00e3o, muitos fazendeiros come\u00e7aram a usar queimadas nos inverno para remover a vegeta\u00e7\u00e3o seca e facilitar o crescimento de novas pastagens na primavera. Os inc\u00eandios no delta aumentaram a partir de meados de 2019, coincidindo com uma baixa nos n\u00edveis d\u2019\u00e1gua na bacia do Paran\u00e1 at\u00e9 o fim de 2023 \u2014 per\u00edodo <a href=\"https:\/\/www.ellitoral.com.ar\/corrientes\/2022-8-16-1-5-0-la-bajante-del-rio-parana-es-la-mas-larga-de-la-historia\">mais longo<\/a> j\u00e1 registrado, conforme o Instituto Nacional de \u00c1guas da Argentina.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme um levantamento do <a href=\"https:\/\/paranaextremo.ar\/\">Paran\u00e1 Extremo<\/a> baseado em dados do Museu de Ci\u00eancias Naturais Antonio Scasso, em San Nicol\u00e1s, foram <a href=\"https:\/\/sites.google.com\/view\/museoscasso2\/explora\/monitoreo-de-incendios?authuser=0\">detectados<\/a> 82 mil focos de inc\u00eandio no Delta do Paran\u00e1 entre 2020 e 2023, com uma \u00e1rea m\u00e9dia de 14 hectares por foco. Em pouco mais de tr\u00eas anos, quase 1,2 milh\u00e3o de hectares \u2014 ou mais da metade do delta \u2014 sofreu queimadas.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-cd-article-image aligncenter block--article-image block--article-image--article\" itemscope itemtype=\"http:\/\/schema.org\/ImageObject\"><div class=\"block--article-image__column\"><div class=\"hide-expand block--article-image__image\"><img class=\"lazy\" data-src=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2024\/08\/PT_20240815_wetlands-fires-Argentina-Parana-river_map_PT.jpg\" data-srcset=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2024\/08\/PT_20240815_wetlands-fires-Argentina-Parana-river_map_PT-768x606.jpg 768w, https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2024\/08\/PT_20240815_wetlands-fires-Argentina-Parana-river_map_PT-1024x808.jpg 1024w, https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2024\/08\/PT_20240815_wetlands-fires-Argentina-Parana-river_map_PT.jpg 2560w\" data-sizes=\"(max-width: 600px) 768px, (max-width: 1024px) 1024px, 2560px\" alt=\"Inc\u00eandios e outras anomalias t\u00e9rmicas no Delta do Paran\u00e1, entre 1\u00ba de dezembro de 2022 e 28 de fevereiro de 2023\"\/><\/div><div class=\"block--article-image__content\"><div itemprop=\"caption\" class=\"block--article-image__caption\">Inc\u00eandios e outras anomalias t\u00e9rmicas no Delta do Paran\u00e1, entre 1\u00ba de dezembro de 2022 e 28 de fevereiro de 2023. Eventos que duraram mais de um dia foram registrados mais de uma vez, aumentando a intensidade da cor vermelha no mapa. Apenas as \u00e1reas \u00famidas da Argentina s\u00e3o retratadas no mapa, incluindo rios, lagos e outros corpos d\u2019\u00e1gua (Fonte de dados das \u00e1reas \u00famidas: INTA. Fonte de dados de inc\u00eandios: NASA [Terra \/ Modis, NOAA-20 \/ VIIRS, Aqua \/ Modis, Suomi NPP \/ VIIRS]. Gr\u00e1fico: Dialogue Earth)<\/div><\/div><\/div><meta itemprop=\"contentUrl\" content=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2024\/08\/PT_20240815_wetlands-fires-Argentina-Parana-river_map_PT.jpg\"\/><meta itemprop=\"contentSize\" content=\"2 MB\"\/><meta itemprop=\"height\" content=\"2020\"\/><meta itemprop=\"width\" content=\"2560\"\/><meta itemprop=\"author\"\/><meta itemprop=\"representativeOfPage\" content=\"true\"\/><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-nunca-vi-incendios-como-esses\">&#8216;Nunca vi inc\u00eandios como esses&#8217;<\/h2>\n\n\n\n<p>Com quase 60 anos e moradora das ilhas h\u00e1 35, Luisa Balbi vive em frente \u00e0 cidade de Villa Constituci\u00f3n, na prov\u00edncia argentina de Santa F\u00e9, onde cria abelhas e outros animais. Ela \u00e9 m\u00e3e de cinco filhos e cresceu em uma fam\u00edlia de pescadores, cuja atividade tem sido afetada pela \u201cdepreda\u00e7\u00e3o\u201d, nas palavras dela.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQuando era menina, viv\u00edamos da pesca; havia mais esp\u00e9cies do que hoje e elas eram maiores, agora s\u00e3o todas pequenas\u201d, contou Balbi. Ela disse que nunca havia enfrentado um per\u00edodo t\u00e3o longo de baixa no rio, e menos ainda com fortes inc\u00eandios como os dos \u00faltimos anos. As chamas consumiram tudo, inclusive o solo, a vegeta\u00e7\u00e3o e os pr\u00f3prios animais: \u201cN\u00e3o havia mais campo, nada. Tudo foi queimado; at\u00e9 as lontras e os p\u00e1ssaros. Vi capivaras pulando na \u00e1gua em desespero\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Aguilar tamb\u00e9m contou uma hist\u00f3ria semelhante. \u201cNunca vi inc\u00eandios como os dos \u00faltimos anos\u201d, ressaltou. \u201cNo auge dos inc\u00eandios, voc\u00ea n\u00e3o conseguia respirar. T\u00ednhamos que colocar um len\u00e7o molhado na boca\u201d.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-cd-article-image aligncenter block--article-image block--article-image--article\" itemscope itemtype=\"http:\/\/schema.org\/ImageObject\"><div class=\"block--article-image__column\"><div class=\"hide-expand block--article-image__image\"><img class=\"lazy\" data-src=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2024\/08\/20240816_drought_and_fires_Parana-Extremo_Argentina_Celina-Mutti-Lovera.jpg\" data-srcset=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2024\/08\/20240816_drought_and_fires_Parana-Extremo_Argentina_Celina-Mutti-Lovera-768x513.jpg 768w, https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2024\/08\/20240816_drought_and_fires_Parana-Extremo_Argentina_Celina-Mutti-Lovera-1024x684.jpg 1024w, https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2024\/08\/20240816_drought_and_fires_Parana-Extremo_Argentina_Celina-Mutti-Lovera.jpg 2560w\" data-sizes=\"(max-width: 600px) 768px, (max-width: 1024px) 1024px, 2560px\" alt=\"a drought out river\"\/><\/div><div class=\"block--article-image__content\"><div itemprop=\"caption\" class=\"block--article-image__caption\">Seca do rio Paran\u00e1, que atingiu um n\u00edvel de \u00e1gua historicamente baixo em mar\u00e7o de 2020, afeta toda a bacia do Rio da Prata, atingindo ecossistemas e economias em cinco pa\u00edses da Am\u00e9rica do Sul (Imagem: Celina Mutti Lovera)<\/div><\/div><\/div><meta itemprop=\"contentUrl\" content=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2024\/08\/20240816_drought_and_fires_Parana-Extremo_Argentina_Celina-Mutti-Lovera.jpg\"\/><meta itemprop=\"contentSize\" content=\"2 MB\"\/><meta itemprop=\"height\" content=\"1710\"\/><meta itemprop=\"width\" content=\"2560\"\/><meta itemprop=\"author\"\/><meta itemprop=\"representativeOfPage\" content=\"true\"\/><\/div>\n\n\n\n<p>Essa transforma\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio em torno do rio Paran\u00e1 tamb\u00e9m preocupa cientistas. O agr\u00f4nomo Guillermo Montero, da Universidade Nacional de Ros\u00e1rio, liderou uma equipe que estudou o impacto do fogo na \u00e1rea. Os resultados v\u00e3o de encontro aos depoimentos dos moradores: \u201cForam tr\u00eas anos consecutivos de seca e baixos n\u00edveis de \u00e1gua, algo nunca antes visto, e qualquer inc\u00eandio se espalhava facilmente\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Diante da enorme intensidade e dura\u00e7\u00e3o das queimadas, os pesquisadores detectaram um novo fen\u00f4meno: o solo parecia estar coberto por uma esp\u00e9cie de verniz, uma camada de cerca de 5 mil\u00edmetros de espessura que aparece quando as temperaturas ultrapassam os 800 \u00b0C, tornando-o hidrof\u00f3bico. \u201cMesmo quando chovia, a \u00e1gua n\u00e3o era absorvida; formavam-se pequenos lagos. Esse foi um efeito colateral not\u00e1vel das queimaduras\u201d, explicou Montero.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-clima-extremo-mais-duvidas\">Clima extremo: mais d\u00favidas<\/h2>\n\n\n\n<p>Conforme a Organiza\u00e7\u00e3o Meteorol\u00f3gica Mundial, 2023 foi o <a href=\"https:\/\/wmo.int\/es\/news\/media-centre\/los-indicadores-del-cambio-climatico-alcanzaron-niveles-sin-precedentes-en-2023-omm\">ano mais quente<\/a> j\u00e1 registrado, com uma temperatura m\u00e9dia global de 1,45\u202f\u00b0C acima dos n\u00edveis pr\u00e9-industriais. A Argentina tamb\u00e9m registrou uma <a href=\"https:\/\/repositorio.smn.gob.ar\/handle\/20.500.12160\/2740\">anomalia<\/a> t\u00e9rmica 0,83 \u00b0C acima da m\u00e9dia de 1991-2020, segundo o Servi\u00e7o Meteorol\u00f3gico Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Juan Borus, engenheiro especializado em hidr\u00e1ulica do Instituto Nacional de \u00c1guas da Argentina, h\u00e1 v\u00e1rios motivos pelos quais o rio hoje \u00e9 diferente em rela\u00e7\u00e3o a 40 anos atr\u00e1s: \u201cUma das raz\u00f5es para isso \u00e9 que somos muito mais dependentes do Paran\u00e1 do que antes, seja para fins de navega\u00e7\u00e3o, turismo, pesca, gera\u00e7\u00e3o de energia ou capta\u00e7\u00e3o de \u00e1gua\u201d. Borus acrescentou que as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas tamb\u00e9m t\u00eam gerado \u201cincertezas e muitas oscila\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O rio Paran\u00e1 pode ter sofrido altera\u00e7\u00f5es dr\u00e1sticas, mas ainda assim ele busca formas surpreendentes de recuperar seus ciclos naturais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEm 2022, ap\u00f3s tr\u00eas anos de seca e estresse h\u00eddrico, pensei que o rio tinha mudado para sempre. Ao mesmo tempo, vejo que ele \u00e9 muito resiliente, autolimpante e autocurativo\u201d, conta Borus. \u201cH\u00e1 muitas d\u00favidas em aberto com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sua recupera\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-cd-article-image aligncenter block--article-image block--article-image--article\" itemscope itemtype=\"http:\/\/schema.org\/ImageObject\"><div class=\"block--article-image__column\"><div class=\"hide-expand block--article-image__image\"><img class=\"lazy\" data-src=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2024\/08\/PT_camalote_flower_parana-river_illustration_Saskia-van-Drunen.jpg\" data-srcset=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2024\/08\/PT_camalote_flower_parana-river_illustration_Saskia-van-Drunen-768x500.jpg 768w, https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2024\/08\/PT_camalote_flower_parana-river_illustration_Saskia-van-Drunen-1024x666.jpg 1024w, https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2024\/08\/PT_camalote_flower_parana-river_illustration_Saskia-van-Drunen.jpg 2560w\" data-sizes=\"(max-width: 600px) 768px, (max-width: 1024px) 1024px, 2560px\" alt=\"Ilustra\u00e7\u00e3o de flores roxas\"\/><\/div><div class=\"block--article-image__content\"><div itemprop=\"caption\" class=\"block--article-image__caption\">Flora e fauna do rio Paran\u00e1 sofreram altera\u00e7\u00f5es dr\u00e1sticas devido \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, ao com\u00e9rcio e \u00e0 agricultura. Cientistas acreditam que a natureza pode se recuperar, mas apenas parcialmente (Ilustra\u00e7\u00e3o: Saskia Van Drunen)<\/div><\/div><\/div><meta itemprop=\"contentUrl\" content=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2024\/08\/PT_camalote_flower_parana-river_illustration_Saskia-van-Drunen.jpg\"\/><meta itemprop=\"contentSize\" content=\"2 MB\"\/><meta itemprop=\"height\" content=\"1666\"\/><meta itemprop=\"width\" content=\"2560\"\/><meta itemprop=\"author\"\/><meta itemprop=\"representativeOfPage\" content=\"true\"\/><\/div>\n\n\n\n<p>Para Guillermo Montero e o agr\u00f4nomo Jos\u00e9 Vesprini, ambos da Universidade Nacional de Ros\u00e1rio, o ecossistema do rio Paran\u00e1 corre o risco de perder sua identidade. \u201cOs ecossistemas sempre se recuperam; na verdade, as ilhas s\u00e3o muito mut\u00e1veis e din\u00e2micas, e est\u00e3o sendo montadas e desmontadas o tempo todo\u201d, destacou Montero. \u201cQueremos saber como o ecossistema reage ao retornar ao seu estado de equil\u00edbrio enquanto algumas esp\u00e9cies se tornam mais numerosas e outras mais raras. Ao longo do tempo, isso mudar\u00e1 nossa identidade\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para Juli\u00e1n Aguilar, a restaura\u00e7\u00e3o nunca \u00e9 completa. \u201cSe as queimadas destroem tudo, a natureza encontra formas de se recuperar \u2014 embora n\u00e3o em toda sua grandeza e diversidade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Esta reportagem foi publicada originalmente pelo <\/em><a href=\"https:\/\/paranaextremo.ar\/\"><em>Paran\u00e1 Extremo<\/em><\/a><em>, projeto multim\u00eddia que documenta as mudan\u00e7as do rio Paran\u00e1 na Argentina e as hist\u00f3rias de seus moradores. Esta \u00e9 uma vers\u00e3o traduzida e editada com autoriza\u00e7\u00e3o.<\/em><br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Crucial para a biodiversidade e a economia no Cone Sul, rio Paran\u00e1 foi moldado pela a\u00e7\u00e3o humana e pelo clima \u2014 com impactos que podem ser parcialmente irrevers\u00edveis<\/p>\n","protected":false},"author":50000190,"featured_media":60047146,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[50039956,50039920],"tags":[50030002,50029663,50040046,50029851,50029795],"hashtags":[],"country":[50003524,50003526,50003544],"class_list":["post-60047286","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-agua","category-clima","tag-clima-extremo","tag-ecossistemas","tag-impactos-climaticos","tag-incendios-florestais","tag-rios","country-argentina-pt-br","country-brasil-pt-br","country-paraguai"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v26.0 (Yoast SEO v26.0) - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Crise ecol\u00f3gica amea\u00e7a identidade de ecossistema no rio Paran\u00e1<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Crucial para biodiversidade e economia do Cone Sul, rio Paran\u00e1 foi moldado por a\u00e7\u00e3o humana e clima \u2014 com impactos possivelmente irrevers\u00edveis\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/clima\/crise-ecologica-ameaca-identidade-ecossistema-rio-parana\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Crise ecol\u00f3gica amea\u00e7a identidade de ecossistema no rio Paran\u00e1\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Crucial para a biodiversidade e a economia no Cone Sul, rio Paran\u00e1 foi moldado pela a\u00e7\u00e3o humana e pelo clima \u2014 com impactos que podem ser parcialmente irrevers\u00edveis\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/clima\/crise-ecologica-ameaca-identidade-ecossistema-rio-parana\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Dialogue Earth\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2024-08-16T13:34:15+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2024-08-16T18:08:29+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2024\/08\/20240816_Parana_river_and_tree_illustration_Saskia-van-Drunen-1200px.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"1229\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"800\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Jorgelina Hiba\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/clima\/crise-ecologica-ameaca-identidade-ecossistema-rio-parana\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/clima\/crise-ecologica-ameaca-identidade-ecossistema-rio-parana\/\"},\"author\":{\"name\":\"Jorgelina Hiba\",\"@id\":\"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/#\/schema\/person\/d099d0f17a1d4b735e643bdd606a43d9\"},\"headline\":\"Crise ecol\u00f3gica amea\u00e7a identidade de ecossistema no rio Paran\u00e1\",\"datePublished\":\"2024-08-16T13:34:15+00:00\",\"dateModified\":\"2024-08-16T18:08:29+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/clima\/crise-ecologica-ameaca-identidade-ecossistema-rio-parana\/\"},\"wordCount\":2697,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/#organization\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/clima\/crise-ecologica-ameaca-identidade-ecossistema-rio-parana\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2024\/08\/20240816_Parana_river_and_tree_illustration_Saskia-van-Drunen-1200px.jpg\",\"keywords\":[\"Clima extremo\",\"Ecossistemas\",\"Impactos clim\u00e1ticos\",\"Inc\u00eandios florestais\",\"Rios\"],\"articleSection\":[\"\u00c1gua\",\"Clima\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/clima\/crise-ecologica-ameaca-identidade-ecossistema-rio-parana\/\",\"url\":\"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/clima\/crise-ecologica-ameaca-identidade-ecossistema-rio-parana\/\",\"name\":\"Crise ecol\u00f3gica amea\u00e7a identidade de ecossistema no rio Paran\u00e1\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/clima\/crise-ecologica-ameaca-identidade-ecossistema-rio-parana\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/clima\/crise-ecologica-ameaca-identidade-ecossistema-rio-parana\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2024\/08\/20240816_Parana_river_and_tree_illustration_Saskia-van-Drunen-1200px.jpg\",\"datePublished\":\"2024-08-16T13:34:15+00:00\",\"dateModified\":\"2024-08-16T18:08:29+00:00\",\"description\":\"Crucial para biodiversidade e economia do Cone Sul, rio Paran\u00e1 foi moldado por a\u00e7\u00e3o humana e clima \u2014 com impactos possivelmente irrevers\u00edveis\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/clima\/crise-ecologica-ameaca-identidade-ecossistema-rio-parana\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/clima\/crise-ecologica-ameaca-identidade-ecossistema-rio-parana\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/clima\/crise-ecologica-ameaca-identidade-ecossistema-rio-parana\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2024\/08\/20240816_Parana_river_and_tree_illustration_Saskia-van-Drunen-1200px.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2024\/08\/20240816_Parana_river_and_tree_illustration_Saskia-van-Drunen-1200px.jpg\",\"width\":1229,\"height\":800,\"caption\":\"an illustration shows trees and grasses at the river side\"},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/clima\/crise-ecologica-ameaca-identidade-ecossistema-rio-parana\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"Home\",\"item\":\"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Crise ecol\u00f3gica amea\u00e7a identidade de ecossistema no rio Paran\u00e1\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/#website\",\"url\":\"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/\",\"name\":\"Dialogue Earth\",\"description\":\"Dialogue Earth\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/#organization\",\"name\":\"\u5bf9\u8bdd\u5730\u7403\",\"url\":\"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/#\/schema\/logo\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2024\/04\/Dialogue-Earth-Symbol-Logo_Black-Text.png\",\"contentUrl\":\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2024\/04\/Dialogue-Earth-Symbol-Logo_Black-Text.png\",\"width\":256,\"height\":256,\"caption\":\"\u5bf9\u8bdd\u5730\u7403\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/#\/schema\/logo\/image\/\"},\"sameAs\":[\"https:\/\/www.facebook.com\/dialogueearth.americalatina\",\"https:\/\/twitter.com\/DialogueEarthBR\",\"https:\/\/www.linkedin.com\/company\/dialogueearth-americalatina\",\"https:\/\/www.instagram.com\/dialogue.earth_br\/\"],\"publishingPrinciples\":\"https:\/\/dialogue.earth\/en\/about\/\"},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/#\/schema\/person\/d099d0f17a1d4b735e643bdd606a43d9\",\"name\":\"Jorgelina Hiba\",\"url\":\"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/author\/jorgelinahiba\/\",\"sameAs\":[\"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/author\/jorgelinahiba\/\"]}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO Premium plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Crise ecol\u00f3gica amea\u00e7a identidade de ecossistema no rio Paran\u00e1","description":"Crucial para biodiversidade e economia do Cone Sul, rio Paran\u00e1 foi moldado por a\u00e7\u00e3o humana e clima \u2014 com impactos possivelmente irrevers\u00edveis","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/clima\/crise-ecologica-ameaca-identidade-ecossistema-rio-parana\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Crise ecol\u00f3gica amea\u00e7a identidade de ecossistema no rio Paran\u00e1","og_description":"Crucial para a biodiversidade e a economia no Cone Sul, rio Paran\u00e1 foi moldado pela a\u00e7\u00e3o humana e pelo clima \u2014 com impactos que podem ser parcialmente irrevers\u00edveis","og_url":"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/clima\/crise-ecologica-ameaca-identidade-ecossistema-rio-parana\/","og_site_name":"Dialogue Earth","article_published_time":"2024-08-16T13:34:15+00:00","article_modified_time":"2024-08-16T18:08:29+00:00","og_image":[{"width":1229,"height":800,"url":"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2024\/08\/20240816_Parana_river_and_tree_illustration_Saskia-van-Drunen-1200px.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"Jorgelina Hiba","twitter_card":"summary_large_image","schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/clima\/crise-ecologica-ameaca-identidade-ecossistema-rio-parana\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/clima\/crise-ecologica-ameaca-identidade-ecossistema-rio-parana\/"},"author":{"name":"Jorgelina Hiba","@id":"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/#\/schema\/person\/d099d0f17a1d4b735e643bdd606a43d9"},"headline":"Crise ecol\u00f3gica amea\u00e7a identidade de ecossistema no rio Paran\u00e1","datePublished":"2024-08-16T13:34:15+00:00","dateModified":"2024-08-16T18:08:29+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/clima\/crise-ecologica-ameaca-identidade-ecossistema-rio-parana\/"},"wordCount":2697,"publisher":{"@id":"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/#organization"},"image":{"@id":"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/clima\/crise-ecologica-ameaca-identidade-ecossistema-rio-parana\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2024\/08\/20240816_Parana_river_and_tree_illustration_Saskia-van-Drunen-1200px.jpg","keywords":["Clima extremo","Ecossistemas","Impactos clim\u00e1ticos","Inc\u00eandios florestais","Rios"],"articleSection":["\u00c1gua","Clima"],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/clima\/crise-ecologica-ameaca-identidade-ecossistema-rio-parana\/","url":"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/clima\/crise-ecologica-ameaca-identidade-ecossistema-rio-parana\/","name":"Crise ecol\u00f3gica amea\u00e7a identidade de ecossistema no rio Paran\u00e1","isPartOf":{"@id":"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/clima\/crise-ecologica-ameaca-identidade-ecossistema-rio-parana\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/clima\/crise-ecologica-ameaca-identidade-ecossistema-rio-parana\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2024\/08\/20240816_Parana_river_and_tree_illustration_Saskia-van-Drunen-1200px.jpg","datePublished":"2024-08-16T13:34:15+00:00","dateModified":"2024-08-16T18:08:29+00:00","description":"Crucial para biodiversidade e economia do Cone Sul, rio Paran\u00e1 foi moldado por a\u00e7\u00e3o humana e clima \u2014 com impactos possivelmente irrevers\u00edveis","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/clima\/crise-ecologica-ameaca-identidade-ecossistema-rio-parana\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/clima\/crise-ecologica-ameaca-identidade-ecossistema-rio-parana\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/clima\/crise-ecologica-ameaca-identidade-ecossistema-rio-parana\/#primaryimage","url":"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2024\/08\/20240816_Parana_river_and_tree_illustration_Saskia-van-Drunen-1200px.jpg","contentUrl":"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2024\/08\/20240816_Parana_river_and_tree_illustration_Saskia-van-Drunen-1200px.jpg","width":1229,"height":800,"caption":"an illustration shows trees and grasses at the river side"},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/clima\/crise-ecologica-ameaca-identidade-ecossistema-rio-parana\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Home","item":"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Crise ecol\u00f3gica amea\u00e7a identidade de ecossistema no rio Paran\u00e1"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/#website","url":"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/","name":"Dialogue Earth","description":"Dialogue Earth","publisher":{"@id":"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/#organization","name":"\u5bf9\u8bdd\u5730\u7403","url":"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2024\/04\/Dialogue-Earth-Symbol-Logo_Black-Text.png","contentUrl":"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2024\/04\/Dialogue-Earth-Symbol-Logo_Black-Text.png","width":256,"height":256,"caption":"\u5bf9\u8bdd\u5730\u7403"},"image":{"@id":"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/#\/schema\/logo\/image\/"},"sameAs":["https:\/\/www.facebook.com\/dialogueearth.americalatina","https:\/\/twitter.com\/DialogueEarthBR","https:\/\/www.linkedin.com\/company\/dialogueearth-americalatina","https:\/\/www.instagram.com\/dialogue.earth_br\/"],"publishingPrinciples":"https:\/\/dialogue.earth\/en\/about\/"},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/#\/schema\/person\/d099d0f17a1d4b735e643bdd606a43d9","name":"Jorgelina Hiba","url":"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/author\/jorgelinahiba\/","sameAs":["https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/author\/jorgelinahiba\/"]}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60047286","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/50000190"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=60047286"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60047286\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":60047390,"href":"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60047286\/revisions\/60047390"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/60047146"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=60047286"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=60047286"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=60047286"},{"taxonomy":"hashtags","embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/hashtags?post=60047286"},{"taxonomy":"country","embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/country?post=60047286"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}