{"id":60091596,"date":"2025-07-23T14:12:07","date_gmt":"2025-07-23T13:12:07","guid":{"rendered":"https:\/\/dialogue.earth\/nao-categorizado\/the-community-led-science-challenging-a-brazilian-hydro-giant-2\/"},"modified":"2025-07-23T18:18:27","modified_gmt":"2025-07-23T17:18:27","slug":"pesquisa-indigenas-xingu-desafia-hidreletrica-belo-monte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/energia\/pesquisa-indigenas-xingu-desafia-hidreletrica-belo-monte\/","title":{"rendered":"Estudo de cientistas e ind\u00edgenas desafia hidrel\u00e9trica de Belo Monte"},"content":{"rendered":"\n<p>Um estudo realizado por cientistas e ind\u00edgenas que habitam a bacia do rio Xingu bate de frente com a Norte Energia, operadora da hidrel\u00e9trica de Belo Monte, ao apontar que suas barragens provocam graves impactos socioambientais \u00e0 regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Os pesquisadores conclu\u00edram que a hidrel\u00e9trica inaugurada em 2016 prejudicou rios, peixes e o modo de vida de comunidades ribeirinhas. Al\u00e9m disso, segundo os autores, o sistema contra inunda\u00e7\u00f5es do complexo est\u00e1 destruindo ecossistemas que dependem das cheias sazonais. A empresa contesta essa vers\u00e3o, alegando que essas transforma\u00e7\u00f5es j\u00e1 estavam em curso antes da instala\u00e7\u00e3o do projeto.<\/p>\n\n\n\n<p>A constru\u00e7\u00e3o das barragens de Belo Monte e Pimental s\u00e3o motivo de controv\u00e9rsia h\u00e1 d\u00e9cadas. Localizadas no bioma amaz\u00f4nico no Par\u00e1, elas desviam grande parte do fluxo natural do rio Xingu para um reservat\u00f3rio que alimenta a usina principal. Isso afeta principalmente um trecho de 130 quil\u00f4metros de rio conhecido como Volta Grande do Xingu.<\/p>\n\n\n\n<p>O povo Juruna\/Yudj\u00e1 habita as ilhas e pen\u00ednsulas do baixo e m\u00e9dio Xingu h\u00e1 s\u00e9culos, usando canoas para navegar e pescar pela \u00e1rea. Os efeitos atribu\u00eddos \u00e0 usina de Belo Monte levaram essas popula\u00e7\u00f5es a unir esfor\u00e7os com outras comunidades ribeirinhas e pesquisadores para monitorar os ciclos de cheias e os habitats de peixes ao longo da Volta Grande do Xingu.<\/p>\n\n\n\n<p>No fim de maio, os resultados foram <a href=\"https:\/\/conbio.onlinelibrary.wiley.com\/doi\/10.1111\/cobi.70043\">publicados<\/a> na revista cient\u00edfica Conservation Biology e indicam que a altera\u00e7\u00e3o do curso do rio prolongou as secas, comprometendo a desova de peixes e, consequentemente, a pesca na regi\u00e3o. Uma equipe de 32 pessoas assina o estudo, incluindo cientistas das universidades de S\u00e3o Paulo, Federal do Par\u00e1, Federal do Amazonas e outras institui\u00e7\u00f5es no Brasil e na Europa.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-cd-article-image aligncenter block--article-image block--article-image--article\" itemscope itemtype=\"http:\/\/schema.org\/ImageObject\"><div class=\"block--article-image__column\"><div class=\"hide-expand block--article-image__image\"><img class=\"lazy\" data-src=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2025\/07\/20250722_Belo-Monte-Xingu-Brazil_map_PT.jpg\" data-srcset=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2025\/07\/20250722_Belo-Monte-Xingu-Brazil_map_PT-768x983.jpg 768w, https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2025\/07\/20250722_Belo-Monte-Xingu-Brazil_map_PT-800x1024.jpg 1024w, https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2025\/07\/20250722_Belo-Monte-Xingu-Brazil_map_PT.jpg 2000w\" data-sizes=\"(max-width: 600px) 768px, (max-width: 1024px) 1024px, 2000px\" alt=\"Mapa de terras ind\u00edgenas no Xingu e usina de Belo Monte\"\/><\/div><div class=\"block--article-image__content\"><div itemprop=\"caption\" class=\"block--article-image__caption\">Mapa: Dialogue Earth<\/div><\/div><\/div><meta itemprop=\"contentUrl\" content=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2025\/07\/20250722_Belo-Monte-Xingu-Brazil_map_PT.jpg\"\/><meta itemprop=\"contentSize\" content=\"2 MB\"\/><meta itemprop=\"height\" content=\"2560\"\/><meta itemprop=\"width\" content=\"2000\"\/><meta itemprop=\"author\"\/><meta itemprop=\"representativeOfPage\" content=\"true\"\/><\/div>\n\n\n\n<p>\u201cVivemos aqui, nascemos aqui, crescemos aqui. Conhecemos a regi\u00e3o muito bem. Se algo muda, percebemos rapidamente\u201d, afirmou Josiel Jacinto Pereira Juruna, autor principal do estudo. Ele \u00e9 uma das lideran\u00e7as de Miratu, aldeia com cerca de 90 pessoas na margem oeste do rio Xingu. \u201cNossos anci\u00e3os avisaram que isso aconteceria com o tempo. E, quando a barragem foi aberta, aconteceu\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Os povos ribeirinhos da Volta Grande do Xingu dizem que j\u00e1 n\u00e3o podem depender do ciclo natural de cheias do rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Desconfiados dos estudos de impacto ambiental produzidos pela operadora, as comunidades v\u00eam realizando an\u00e1lises independentes desde 2013. Como parte desses esfor\u00e7os, em 2022, o povo Juruna participou da cria\u00e7\u00e3o do Monitoramento Ambiental Territorial Independente da Volta Grande do Xingu (Mati-VGX).<\/p>\n\n\n\n<p>A <a href=\"https:\/\/www.norteenergiasa.com.br\/\">Norte Energia<\/a> contestou muitas das alega\u00e7\u00f5es feitas no estudo e argumentou que as barragens \u201cn\u00e3o promovem a seca no Xingu\u201d. A empresa insistiu que as altera\u00e7\u00f5es documentadas pelos pesquisadores haviam sido contempladas antes do in\u00edcio das obras e j\u00e1 foram levadas em conta.\u201cO monitoramento realizado pelo Mati-VGX, apesar de apresentar lacunas metodol\u00f3gicas relevantes, indicou mudan\u00e7as j\u00e1 previstas na licen\u00e7a ambiental e para as quais a Norte Energia est\u00e1 desenvolvendo a\u00e7\u00f5es de mitiga\u00e7\u00e3o e compensa\u00e7\u00e3o\u201d, afirmou o cons\u00f3rcio ao <em>Dialogue Earth<\/em>. A Norte Energia n\u00e3o detalhou quais seriam essas lacunas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-a-espera-das-cheias\">\u00c0 espera das cheias<\/h2>\n\n\n\n<p>O programa de monitoramento instalou medidores d\u2019\u00e1gua em nove \u00e1reas de reprodu\u00e7\u00e3o de peixes durante o per\u00edodo da piracema, quando esses habitats ficam alagados e contribuem para a reprodu\u00e7\u00e3o, alimenta\u00e7\u00e3o e abrigo das esp\u00e9cies.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo os pesquisadores, as instala\u00e7\u00f5es seguiram protocolos da Ag\u00eancia Nacional de \u00c1guas, combinando o rigor cient\u00edfico com o conhecimento ecol\u00f3gico local sobre o comportamento e a desova dos peixes.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO monitoramento \u00e9 feito a cada dia ou semana por equipes formadas por ind\u00edgenas e ribeirinhos que vivem na regi\u00e3o afetada\u201d, explicou Camila Cherem Ribas, coautora do estudo e pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz\u00f4nia.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-cd-pull-quote block--pull-quote\"><div class=\"block--pull-quote__wrapper\"><blockquote class=\"block--pull-quote__quote\">\u00c9 proibido inundar terras ind\u00edgenas, mas secar terras ind\u00edgenas n\u00e3o est\u00e1 na lei<\/blockquote><cite class=\"block--pull-quote__cite\">Camila Cherem Ribas, pesquisadora s\u00eanior do Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz\u00f4nia<\/cite><\/div><\/div>\n\n\n\n<p>Em condi\u00e7\u00f5es normais, as chuvas da Am\u00e9rica do Sul provocam as cheias dos rios amaz\u00f4nicos a partir de novembro, e os peixes come\u00e7am a desovar em dezembro, quando os n\u00edveis d\u2019\u00e1gua atingem seus limites. O estudo da Conservation Biology mostrou que as barragens atrasam as cheias entre um e quatro meses.<\/p>\n\n\n\n<p>Em uma \u00e1rea de piracema perto da Ilha Z\u00e9 Maria, os peixes s\u00f3 conseguem desovar quando o n\u00edvel d\u2019\u00e1gua atinge 103 cent\u00edmetros. Mas esse patamar s\u00f3 foi atingido em fevereiro de 2022 e abril de 2023, muito depois do in\u00edcio do per\u00edodo reprodutivo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Esses atrasos no ciclo natural impedem a desova ou provocam \u00e0 morte de parte dos ovos e larvas de peixes devido \u00e0 escassez de \u00e1gua, alimento e abrigo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 proibido inundar terras ind\u00edgenas, mas secar terras ind\u00edgenas n\u00e3o est\u00e1 na lei\u201d, observou Ribas. \u201cEsses ambientes t\u00eam caracter\u00edsticas \u00fanicas e dependem do ciclo das cheias. Ent\u00e3o, a falta delas come\u00e7a a matar o ambiente. Os povos ind\u00edgenas perceberam isso nitidamente\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A Norte Energia diz que seus estudos com pescadores locais identificaram 140 \u00e1reas de piracema na Volta Grande do Xingu: \u201cConforme previsto no estudo de impacto ambiental, grande parte dessas \u00e1reas \u00e9 inundada no in\u00edcio da temporada, garantindo condi\u00e7\u00f5es adequadas para a reprodu\u00e7\u00e3o de muitas esp\u00e9cies. Al\u00e9m disso, \u00e9 importante observar que v\u00e1rias esp\u00e9cies de peixes n\u00e3o dependem dos locais de piracema para se reproduzir\u201d.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-cd-article-image aligncenter block--article-image block--article-image--article\" itemscope itemtype=\"http:\/\/schema.org\/ImageObject\"><div class=\"block--article-image__column\"><div class=\"hide-expand block--article-image__image\"><img class=\"lazy\" data-src=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2025\/07\/PT_usina-hidreletrica-Belo-Monte_Roney-Vieira_Flickr_53970374222-scaled-1.jpg\" data-srcset=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2025\/07\/PT_usina-hidreletrica-Belo-Monte_Roney-Vieira_Flickr_53970374222-scaled-1-768x432.jpg 768w, https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2025\/07\/PT_usina-hidreletrica-Belo-Monte_Roney-Vieira_Flickr_53970374222-scaled-1-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2025\/07\/PT_usina-hidreletrica-Belo-Monte_Roney-Vieira_Flickr_53970374222-scaled-1.jpg 2560w\" data-sizes=\"(max-width: 600px) 768px, (max-width: 1024px) 1024px, 2560px\" alt=\"Vista a\u00e9rea da usina hidrel\u00e9trica de Belo Monte, norte do Par\u00e1\"\/><\/div><div class=\"block--article-image__content\"><div itemprop=\"caption\" class=\"block--article-image__caption\">Usina hidrel\u00e9trica de Belo Monte, norte do Par\u00e1. Uma pesquisa realizada junto \u00e0s comunidades da regi\u00e3o considera que a usina \u00e9 respons\u00e1vel por perturbar rios, peixes e povos ribeirinhos. A empresa questiona esses achados, alegando \u2018lacunas metodol\u00f3gicas relevantes\u2019 (Imagem: <a href=\"https:\/\/flic.kr\/p\/2qebgXu\">Roney Vieira<\/a>, <a href=\"https:\/\/flickr.com\/people\/usinabelomonte\/\">Norte Energia<\/a>, <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/deed.pt-br\">CC BY<\/a>)<\/div><\/div><\/div><meta itemprop=\"contentUrl\" content=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2025\/07\/PT_usina-hidreletrica-Belo-Monte_Roney-Vieira_Flickr_53970374222-scaled-1.jpg\"\/><meta itemprop=\"contentSize\" content=\"615 KB\"\/><meta itemprop=\"height\" content=\"1440\"\/><meta itemprop=\"width\" content=\"2560\"\/><meta itemprop=\"author\"\/><meta itemprop=\"representativeOfPage\" content=\"true\"\/><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-impactos-na-pesca\">Impactos na pesca<\/h2>\n\n\n\n<p>A perturba\u00e7\u00e3o no ciclo das cheias afeta todo o ecossistema. Segundo os pesquisadores, a maioria das \u00e1rvores em florestas sazonalmente alagadas sincroniza sua frutifica\u00e7\u00e3o com o aumento do n\u00edvel d\u2019\u00e1gua, garantindo alimento para animais aqu\u00e1ticos e permitindo que suas sementes sejam dispersas pelos peixes. Quando a inunda\u00e7\u00e3o atrasa, os frutos caem antes da chegada da \u00e1gua, rompendo essa conex\u00e3o ecol\u00f3gica e reduzindo a oferta de alimentos para esp\u00e9cies aqu\u00e1ticas.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-cd-pull-quote block--pull-quote\"><div class=\"block--pull-quote__wrapper\"><blockquote class=\"block--pull-quote__quote\">Nenhuma esp\u00e9cie de peixe foi extinta nas \u00e1reas de influ\u00eancia do projeto<\/blockquote><cite class=\"block--pull-quote__cite\">Norte Energia<\/cite><\/div><\/div>\n\n\n\n<p>A pesca nas comunidades da regi\u00e3o registrou um decl\u00ednio dram\u00e1tico, segundo o estudo. Os pesquisadores compararam os dados coletados pela Norte Energia antes da constru\u00e7\u00e3o da barragem (2001-2008) com dados obtidos pelo estudo ap\u00f3s o in\u00edcio das opera\u00e7\u00f5es da usina (2020-2023): o valor de captura por unidade de esfor\u00e7o caiu de 11,1 kg di\u00e1rios por pescador para 4,53.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-cd-accordion block--accordion\"><span class=\"block--accordion__title\">O que \u00e9 captura por unidade de esfor\u00e7o?<\/span><div class=\"block--accordion__content\"><div class=\"block--accordion__content__inner\">\n<p>A captura por unidade de esfor\u00e7o \u00e9 uma <a href=\"https:\/\/www.unescwa.org\/sd-glossary\/catch-unit-effort\">m\u00e9trica<\/a> usada na ci\u00eancia da pesca para estimar a abund\u00e2ncia de peixes em uma \u00e1rea. Ela relaciona a quantidade de peixes capturados \u2014 em n\u00famero ou peso \u2014 com o esfor\u00e7o empregado na pesca, que varia conforme a t\u00e9cnica utilizada. Por exemplo, pode-se medir o n\u00famero de peixes capturados por mil anz\u00f3is por dia ou por hora de pesca. Quanto maior o esfor\u00e7o necess\u00e1rio para capturar a mesma quantidade de peixes, menor tende a ser a abund\u00e2ncia da esp\u00e9cie no local.<\/p>\n<\/div><\/div><\/div>\n\n\n\n<p>A m\u00e9dia de pesca na regi\u00e3o despencou: as capturas de pescada (<em>Plagioscion<\/em>) ca\u00edram de quase 100 kg para 1,66 kg por expedi\u00e7\u00e3o, enquanto as do curimat\u00e3 (<em>Prochilodus nigricans<\/em>) foram de 68 kg para 5,4 kg.<\/p>\n\n\n\n<p>A predomin\u00e2ncia das esp\u00e9cies tamb\u00e9m mudou: o tucunar\u00e9 (<em>Cichla<\/em>), peixe grande nativo da Amaz\u00f4nia, que representava 29% das capturas, caiu para 5,5%, segundo dados da pesquisa.<\/p>\n\n\n\n<p>Essas mudan\u00e7as for\u00e7aram adapta\u00e7\u00f5es nas pr\u00e1ticas de pesca. A pesca com anzol e linha em Altamira, maior munic\u00edpio da regi\u00e3o afetada, caiu de 47% para 35%, enquanto a captura comercial com redes de emalhar aumentaram de 22% para 47%. O uso de redes de emalhar \u00e9 considerado um <a href=\"https:\/\/dialogue.earth\/en\/food\/bycatch-almost-eradicated-pakistan-fishers-embrace-longline-fishing\/\">m\u00e9todo menos sustent\u00e1vel<\/a>, j\u00e1 que captura de forma indiscriminada grande quantidade de peixes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMuitos danos de Belo Monte foram subestimados [na avalia\u00e7\u00e3o de impacto ambiental] pela empresa\u201d, disse Eve Bratman, professora de estudos ambientais da Franklin and Marshall College, nos EUA. Ela n\u00e3o participou do estudo da Conservation Biology.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPesquisadores e moradores previram que a barragem seria um desastre ecol\u00f3gico e uma trag\u00e9dia social\u201d, acrescentou. \u201cSeria absolutamente evit\u00e1vel se o governo e as empreiteiras tivessem escutado as vozes da sociedade civil desde o in\u00edcio\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a Norte Energia minimiza o impacto de suas opera\u00e7\u00f5es: \u201cA maioria das esp\u00e9cies manteve a propor\u00e7\u00e3o de peixes adultos ao longo de 13 anos de estudo na regi\u00e3o da Volta Grande do Xingu. Algumas esp\u00e9cies apresentaram altera\u00e7\u00f5es em seu padr\u00e3o de reprodu\u00e7\u00e3o, cen\u00e1rio previsto na avalia\u00e7\u00e3o de impacto ambiental do projeto. Entretanto, nenhuma esp\u00e9cie de peixe foi extinta nas \u00e1reas de influ\u00eancia do projeto\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-monitoramento-e-mitigacao\">Monitoramento e mitiga\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>O estudo prop\u00f5e novos crit\u00e9rios para a opera\u00e7\u00e3o da usina e a gest\u00e3o da regi\u00e3o como um todo, com o objetivo de equilibrar a gera\u00e7\u00e3o de energia com a preserva\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica. Entre as medidas sugeridas est\u00e1 a adequa\u00e7\u00e3o do controle dos n\u00edveis de \u00e1gua da barragem com as varia\u00e7\u00f5es naturais do rio, garantindo a migra\u00e7\u00e3o dos peixes e sincronizando as cheias com os per\u00edodos de frutifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Tanto os autores ind\u00edgenas quanto os pesquisadores das universidades destacam a necessidade de revisar as pol\u00edticas p\u00fablicas do setor el\u00e9trico. A gera\u00e7\u00e3o hidrel\u00e9trica \u00e9 apresentada como vital \u00e0 redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de carbono, e estima-se que Belo Monte represente <a href=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/publication\/deforestation-cuts-the-lights-itaipu-belo-monte-and-the-cost-of-forest-loss\/\">5%<\/a> da capacidade de gera\u00e7\u00e3o do Brasil. Por\u00e9m, eles afirmam que a energia hidrel\u00e9trica tem consequ\u00eancias muitas vezes negligenciadas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPelo menos na Amaz\u00f4nia, a energia hidrel\u00e9trica n\u00e3o \u00e9 uma energia limpa\u201d, observou Ribas. \u201cOs custos socioambientais s\u00e3o muito altos. A Amaz\u00f4nia depende do ciclo de cheias e as barragens, por natureza, o interrompem\u201d.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-cd-article-image aligncenter block--article-image block--article-image--article\" itemscope itemtype=\"http:\/\/schema.org\/ImageObject\"><div class=\"block--article-image__column\"><div class=\"hide-expand block--article-image__image\"><img class=\"lazy\" data-src=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2025\/07\/PT_indigena-Yudja-terra-Paquicamba_Pedro-Prado_Flickr_45112132044.jpg\" data-srcset=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2025\/07\/PT_indigena-Yudja-terra-Paquicamba_Pedro-Prado_Flickr_45112132044-768x512.jpg 768w, https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2025\/07\/PT_indigena-Yudja-terra-Paquicamba_Pedro-Prado_Flickr_45112132044-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2025\/07\/PT_indigena-Yudja-terra-Paquicamba_Pedro-Prado_Flickr_45112132044.jpg 2560w\" data-sizes=\"(max-width: 600px) 768px, (max-width: 1024px) 1024px, 2560px\" alt=\"L\u00edder do povo Yudj\u00e1 mostra no mapa a usina de Belo Monte\"\/><\/div><div class=\"block--article-image__content\"><div itemprop=\"caption\" class=\"block--article-image__caption\">L\u00edder do povo Yudj\u00e1 mostra no mapa a usina de Belo Monte. Em 2018, a Comiss\u00e3o Interamericana de Direitos Humanos visitou a regi\u00e3o para avaliar impactos socioambientais de grandes projetos (Imagem: <a href=\"https:\/\/flic.kr\/p\/2bJptb5\">Pedro Prado<\/a> \/ <a href=\"https:\/\/flickr.com\/people\/cidh\/\">CIDH<\/a>, <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/deed.pt-br\">CC BY<\/a>)<\/div><\/div><\/div><meta itemprop=\"contentUrl\" content=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2025\/07\/PT_indigena-Yudja-terra-Paquicamba_Pedro-Prado_Flickr_45112132044.jpg\"\/><meta itemprop=\"contentSize\" content=\"3 MB\"\/><meta itemprop=\"height\" content=\"1707\"\/><meta itemprop=\"width\" content=\"2560\"\/><meta itemprop=\"author\"\/><meta itemprop=\"representativeOfPage\" content=\"true\"\/><\/div>\n\n\n\n<p>A Norte Energia, por outro lado, defendeu o compromisso ambiental do complexo: \u201cO modelo atual foi desenvolvido com base em 11 cen\u00e1rios hidrol\u00f3gicos diferentes contemplados na avalia\u00e7\u00e3o de impacto ambiental e \u00e9 uma medida de mitiga\u00e7\u00e3o ambiental, com o objetivo de garantir, entre outros, a cheia das \u00e1reas de piracema e a manuten\u00e7\u00e3o dos ciclos ecol\u00f3gicos do rio\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A concession\u00e1ria explicou que seu monitoramento atende aos crit\u00e9rios estabelecidos pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis (Ibama) e destacou que esse trabalho contribuiu para a publica\u00e7\u00e3o de 36 artigos cient\u00edficos e 39 resumos apresentados em confer\u00eancias acad\u00eamicas.<\/p>\n\n\n\n<p>A Norte Energia afirmou ter adotado medidas mitigat\u00f3rias como a prote\u00e7\u00e3o de \u00e1reas reprodutivas; a cria\u00e7\u00e3o de laborat\u00f3rios de reprodu\u00e7\u00e3o de peixes; a restaura\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o dessas \u00e1reas; incentivos \u00e0 subsist\u00eancia de fam\u00edlias ribeirinhas e pescadores; e a melhoria no abastecimento de \u00e1gua e esgoto. A empresa afirmou que seus investimentos socioambientais na regi\u00e3o chegam a R$ 8 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<a class=\"wp-block-cd-related-news alignright block--related-news loading\" data-post-id=\"60059263\"><div class=\"block--related-news__image\"><\/div><div class=\"block--related-news__content\"><span class=\"block--related-news__heading\">LEIA MAIS<\/span><span class=\"block--related-news__title\"><\/span><\/div><\/a>\n\n\n\n<p>O Ibama, por sua vez, disse ao <em>Dialogue Earth<\/em> que monitora o cumprimento dos compromissos ambientais estabelecidos na licen\u00e7a ambiental da usina de Belo Monte. O \u00f3rg\u00e3o explicou que os dados produzidos pelo Programa MATI-VGX n\u00e3o constam dos autos do processo de licenciamento de Belo Monte, \u201co que impossibilita qualquer manifesta\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica por parte do Ibama\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O <em>Dialogue Earth <\/em>tamb\u00e9m entrou em contato com o Minist\u00e9rio de Minas e Energia para comentar os pontos abordados na reportagem, mas n\u00e3o obteve resposta.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conhecimento-tradicional\">Conhecimento tradicional<\/h2>\n\n\n\n<p>Independentemente do futuro das \u00e1reas de piracema no entorno de Belo Monte, os pesquisadores esperam que seu modelo colaborativo de monitoramento e pesquisa se espalhe por outras regi\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Pereira Juruna, l\u00edder do estudo, disse que essa parceria entre comunidades ribeirinhas, povos ind\u00edgenas e cientistas pode se tornar refer\u00eancia, mostrando que a ci\u00eancia pode incorporar o conhecimento dos povos tradicionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, ele espera que a pesquisa ajude a sensibilizar outras partes do pa\u00eds: \u201cN\u00e3o podemos acabar com Belo Monte, mas podemos pelo menos compartilhar a \u00e1gua. As pessoas das grandes cidades que recebem essa energia precisam entender que n\u00f3s tamb\u00e9m vivemos aqui. Somos seres humanos, precisamos ter uma vida. N\u00e3o podemos destruir esse bioma s\u00f3 para beneficiar uma parte da sociedade e esquecer as outras. H\u00e1 uma parte da sociedade que est\u00e1 sofrendo\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa conduzida por comunidades e universidades no Brasil e na Europa concluiu que o complexo hidrel\u00e9trico no norte do Par\u00e1 alterou a din\u00e2mica das cheias e afetou a reprodu\u00e7\u00e3o de peixes na regi\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":50000585,"featured_media":60091699,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[50039922],"tags":[50029663,50029711,50004529],"hashtags":[],"country":[50003526],"class_list":["post-60091596","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-energia","tag-ecossistemas","tag-energia-hidreletrica","tag-povos-indigenas","country-brasil-pt-br"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v26.0 (Yoast SEO v26.0) - 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