{"id":60105608,"date":"2025-10-20T18:14:21","date_gmt":"2025-10-20T17:14:21","guid":{"rendered":"https:\/\/dialogue.earth\/nao-categorizado\/qa-balancing-between-china-and-the-us-will-be-increasingly-difficult-2\/"},"modified":"2025-10-20T23:19:29","modified_gmt":"2025-10-20T22:19:29","slug":"china-vacuo-deixado-eua-america-latina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/negocios\/china-vacuo-deixado-eua-america-latina\/","title":{"rendered":"Como a China preencheu o v\u00e1cuo deixado pelos EUA na Am\u00e9rica Latina"},"content":{"rendered":"\n<p>Nas \u00faltimas duas d\u00e9cadas, a Am\u00e9rica Latina testemunhou uma redefini\u00e7\u00e3o do mapa de influ\u00eancia externa na regi\u00e3o. Embora os Estados Unidos tenham sido, sem d\u00favidas, o principal parceiro comercial em grande parte do s\u00e9culo 20, hoje essa posi\u00e7\u00e3o \u00e9 disputada \u2014 e, em muitos casos, <a href=\"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/negocios\/china-bate-recorde-com-bri-mas-america-latina-perde-espaco\/\">vencida<\/a> \u2014 pela China. N\u00e3o se trata de uma transforma\u00e7\u00e3o meramente comercial, mas de um processo que est\u00e1 redefinindo a balan\u00e7a pol\u00edtica, diplom\u00e1tica e estrat\u00e9gica regional.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-cd-article-image alignleft block--article-image block--article-image--article\" itemscope itemtype=\"http:\/\/schema.org\/ImageObject\"><div class=\"block--article-image__column\"><div class=\"hide-expand block--article-image__image\"><img class=\"lazy\" data-src=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2025\/10\/PT_Francisco_Urdinez_HighRes-1.jpg\" data-srcset=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2025\/10\/PT_Francisco_Urdinez_HighRes-1-768x1152.jpg 768w, https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2025\/10\/PT_Francisco_Urdinez_HighRes-1-683x1024.jpg 1024w, https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2025\/10\/PT_Francisco_Urdinez_HighRes-1.jpg 1000w\" data-sizes=\"(max-width: 600px) 768px, (max-width: 1024px) 1024px, 1000px\" alt=\"Cientista pol\u00edtico Francisco Urdinez\"\/><\/div><div class=\"block--article-image__content\"><div itemprop=\"caption\" class=\"block--article-image__caption\">Cientista pol\u00edtico Francisco Urdinez. Em seu novo livro, ele analisa como o crescimento econ\u00f4mico da China se traduziu em influ\u00eancia geopol\u00edtica na Am\u00e9rica Latina (Imagem fornecida por Francisco Urdinez)<\/div><\/div><\/div><meta itemprop=\"contentUrl\" content=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2025\/10\/PT_Francisco_Urdinez_HighRes-1.jpg\"\/><meta itemprop=\"contentSize\" content=\"598 KB\"\/><meta itemprop=\"height\" content=\"1500\"\/><meta itemprop=\"width\" content=\"1000\"\/><meta itemprop=\"author\"\/><meta itemprop=\"representativeOfPage\" content=\"true\"\/><\/div>\n\n\n\n<p>Esse \u00e9 o pano de fundo do livro <a href=\"https:\/\/www.cambridge.org\/core\/books\/economic-displacement\/8D44451B494D0CB1877E9753DC179586\"><em>Economic Displacement: China and the End of US Primacy in Latin America<\/em><\/a> (\u201cDeslocamento econ\u00f4mico: a China e o fim da primazia dos EUA na Am\u00e9rica Latina\u201d, em tradu\u00e7\u00e3o livre), de Francisco Urdinez. Professor associado de ci\u00eancia pol\u00edtica na Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Chile, Urdinez tamb\u00e9m \u00e9 diretor do N\u00facleo Mil\u00eanio Impactos da China na Am\u00e9rica Latina.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com base em estudos de caso e an\u00e1lises de dados, o livro mostra como a China preencheu um \u201cvazio econ\u00f4mico\u201d criado pelo progressivo recuo americano da Am\u00e9rica Latina entre 2001 e 2020. O autor argumenta que esse movimento reduziu a influ\u00eancia pol\u00edtica dos Estados Unidos na regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em entrevista ao <em>Dialogue Earth,<\/em> Urdinez discute como nasceu a ideia do livro, as principais conclus\u00f5es de sua obra e as implica\u00e7\u00f5es desses achados para a Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-dialogue-earth-o-que-o-motivou-a-escrever-o-livro-e-por-que-voce-achou-que-agora-era-o-momento-certo-para-publica-lo\">Dialogue Earth: O que o motivou a escrever o livro e por que voc\u00ea achou que agora era o momento certo para public\u00e1-lo?<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Francisco Urdinez:<\/strong> O foco da minha tese de doutorado foi entender como os Estados Unidos perderam influ\u00eancia na Am\u00e9rica Latina e como a China estava preenchendo esse vazio, uma das ideias centrais do livro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na \u00e9poca, em 2017, a an\u00e1lise era mais b\u00e1sica em termos de dados. Com o tempo, descobri que um dos maiores problemas era justamente a falta de informa\u00e7\u00f5es sistem\u00e1ticas: as comunidades acad\u00eamica e pol\u00edtica n\u00e3o tinham dados suficientes para responder ao meu problema de pesquisa. Por isso, dediquei-me a colaborar em projetos que coletavam informa\u00e7\u00f5es sobre investimentos, financiamentos e doa\u00e7\u00f5es, e fiz pesquisas entre classes populares e ricas para avaliar as distintas percep\u00e7\u00f5es sobre a ascens\u00e3o da China.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Minha premissa era a de que o crescimento econ\u00f4mico da China inevitavelmente se traduziria em influ\u00eancia pol\u00edtica, como tem sido o caso de outras pot\u00eancias emergentes ao longo da hist\u00f3ria. O segredo foi construir um \u00edndice que medisse o peso econ\u00f4mico da China e compar\u00e1-lo com o dos Estados Unidos, para analisar essa mudan\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>O livro est\u00e1 dividido em duas partes principais. A primeira explica por que o conceito de deslocamento econ\u00f4mico \u00e9 importante, como ele \u00e9 medido e o que ele revela sobre a relativa perda de peso dos Estados Unidos na regi\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A segunda parte analisa os efeitos pol\u00edticos desse processo, em particular a eros\u00e3o da legitimidade da ordem constru\u00edda por Washington na Am\u00e9rica Latina nas \u00faltimas cinco d\u00e9cadas. Essa dupla perspectiva \u2014 metodol\u00f3gica e pol\u00edtica \u2014 mostra que o fen\u00f4meno n\u00e3o \u00e9 apenas econ\u00f4mico, mas tamb\u00e9m estrutural em termos de poder internacional.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-cd-pull-quote block--pull-quote block--pull-quote--no-citation\"><div class=\"block--pull-quote__wrapper\"><blockquote class=\"block--pull-quote__quote\">A China n\u00e3o \u00e9 uma \u2018caixa-preta\u2019 que simplesmente compra mat\u00e9rias-primas, mas uma rede de centenas de atores que influenciam a economia regional<\/blockquote><cite class=\"block--pull-quote__cite\"><\/cite><\/div><\/div>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-voce-define-deslocamento-economico-no-contexto-das-relacoes-entre-os-estados-unidos-a-china-e-a-america-latina\">Como voc\u00ea define \u201cdeslocamento econ\u00f4mico\u201d no contexto das rela\u00e7\u00f5es entre os Estados Unidos, a China e a Am\u00e9rica Latina?<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 o momento em que a China se torna o parceiro econ\u00f4mico mais importante de um pa\u00eds latino-americano, ultrapassando os Estados Unidos. Para medir isso, constru\u00ed um \u00edndice que agrega todos os atores econ\u00f4micos relevantes: empresas, bancos, ag\u00eancias de coopera\u00e7\u00e3o e provedores de cr\u00e9dito, tanto chineses quanto americanos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O objetivo era mostrar que a China n\u00e3o \u00e9 uma \u201ccaixa-preta\u201d que simplesmente compra mat\u00e9rias-primas, mas uma rede de centenas de atores que influenciam a economia regional. Fazer o mesmo exerc\u00edcio com os Estados Unidos foi ainda mais complexo, mas nos permitiu ter dois \u00edndices compar\u00e1veis. Ambos s\u00e3o expressos como porcentagem em rela\u00e7\u00e3o ao PIB de cada pa\u00eds latino-americano.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A mudan\u00e7a ocorre quando o \u201cpeso\u201d econ\u00f4mico da China, que come\u00e7ou do zero, ultrapassa o dos Estados Unidos. \u00c9 uma maneira clara e simples de capturar um processo cont\u00ednuo e progressivo de perda de influ\u00eancia dos EUA diante da ascens\u00e3o da China.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-voce-argumenta-que-os-estados-unidos-recuaram-economicamente-na-regiao-qual-e-a-melhor-evidencia-desse-declinio\">Voc\u00ea argumenta que os Estados Unidos \u201crecuaram\u201d economicamente na regi\u00e3o. Qual \u00e9 a melhor evid\u00eancia desse decl\u00ednio?<\/h3>\n\n\n\n<p>Os dados s\u00e3o n\u00edtidos: nas d\u00e9cadas de 1970 e 1980, os Estados Unidos eram a principal fonte de investimento e financiamento externo na Am\u00e9rica Latina \u2014 papel que desempenhavam desde o in\u00edcio do s\u00e9culo 20. Washington consolidou seu poder global primeiro como pot\u00eancia econ\u00f4mica e tecnol\u00f3gica, antes de projetar sua influ\u00eancia cultural e pol\u00edtica. Esse papel transformador foi gradualmente desaparecendo \u00e0 medida que a China assumiu a tarefa de fornecer capital, bens e tecnologias.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nas \u00faltimas d\u00e9cadas, a Am\u00e9rica Latina deixou de ser uma prioridade para Washington, que concentrou sua aten\u00e7\u00e3o em regi\u00f5es consideradas mais estrat\u00e9gicas. Muitas empresas americanas perderam o interesse e o capital fugiu, deixando espa\u00e7o para a China preencher o vazio. Durante anos, at\u00e9 mesmo setores da elite pol\u00edtica em Washington viram com bons olhos o papel da China na recupera\u00e7\u00e3o de economias nas quais os Estados Unidos estavam ausentes, sem perceb\u00ea-la como uma amea\u00e7a. Essa vis\u00e3o come\u00e7ou a mudar em 2016, quando a ascens\u00e3o da China passou a ser interpretada como um desafio geopol\u00edtico direto.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<div class=\"wp-block-cd-article-image aligncenter block--article-image block--article-image--article\" itemscope itemtype=\"http:\/\/schema.org\/ImageObject\"><div class=\"block--article-image__column\"><div class=\"hide-expand block--article-image__image\"><img class=\"lazy\" data-src=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2025\/10\/PT_Nayib-Bukele-Presidente-El-Salvador_Casa-Presidencial-de-El-Salvador_Flickr_53369465525-scaled-1.jpg\" data-srcset=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2025\/10\/PT_Nayib-Bukele-Presidente-El-Salvador_Casa-Presidencial-de-El-Salvador_Flickr_53369465525-scaled-1-768x512.jpg 768w, 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href=\"https:\/\/creativecommons.org\/publicdomain\/mark\/1.0\/deed.en\">PDM<\/a>)<\/div><\/div><\/div><meta itemprop=\"contentUrl\" content=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2025\/10\/PT_Nayib-Bukele-Presidente-El-Salvador_Casa-Presidencial-de-El-Salvador_Flickr_53369465525-scaled-1.jpg\"\/><meta itemprop=\"contentSize\" content=\"396 KB\"\/><meta itemprop=\"height\" content=\"1708\"\/><meta itemprop=\"width\" content=\"2560\"\/><meta itemprop=\"author\"\/><meta itemprop=\"representativeOfPage\" content=\"true\"\/><\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<div class=\"wp-block-cd-article-image aligncenter block--article-image block--article-image--article\" itemscope itemtype=\"http:\/\/schema.org\/ImageObject\"><div class=\"block--article-image__column\"><div class=\"hide-expand block--article-image__image\"><img class=\"lazy\" data-src=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2025\/10\/PT_Nayib-Bukele-Donald-Trump_Casa-Branca_Casa-Presidencial-de-El-Salvador_-Flickr-scaled-1.jpg\" data-srcset=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2025\/10\/PT_Nayib-Bukele-Donald-Trump_Casa-Branca_Casa-Presidencial-de-El-Salvador_-Flickr-scaled-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2025\/10\/PT_Nayib-Bukele-Donald-Trump_Casa-Branca_Casa-Presidencial-de-El-Salvador_-Flickr-scaled-1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2025\/10\/PT_Nayib-Bukele-Donald-Trump_Casa-Branca_Casa-Presidencial-de-El-Salvador_-Flickr-scaled-1.jpg 2560w\" data-sizes=\"(max-width: 600px) 768px, (max-width: 1024px) 1024px, 2560px\" alt=\"Bukele assina documento na Casa Branca, com Donald Trump ao fundo\"\/><\/div><div class=\"block--article-image__content\"><div itemprop=\"caption\" class=\"block--article-image__caption\">Bukele participa de uma reuni\u00e3o com o presidente americano Donald Trump na Casa Branca, em meio \u00e0s deporta\u00e7\u00f5es em massa de migrantes, em abril de 2025 (Imagem: <a href=\"https:\/\/flic.kr\/p\/2qZszpA\">Casa Presidencial de El Salvador<\/a> \/ <a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/people\/fotospresidencia_sv\/\">Flickr<\/a>, <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/publicdomain\/mark\/1.0\/deed.en\">PDM<\/a>)<\/div><\/div><\/div><meta itemprop=\"contentUrl\" content=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2025\/10\/PT_Nayib-Bukele-Donald-Trump_Casa-Branca_Casa-Presidencial-de-El-Salvador_-Flickr-scaled-1.jpg\"\/><meta itemprop=\"contentSize\" content=\"525 KB\"\/><meta itemprop=\"height\" content=\"1707\"\/><meta itemprop=\"width\" content=\"2560\"\/><meta itemprop=\"author\"\/><meta itemprop=\"representativeOfPage\" content=\"true\"\/><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-a-ascensao-economica-da-china-transformou-os-padroes-de-comercio-e-investimento-na-america-latina\">Como a ascens\u00e3o econ\u00f4mica da China transformou os padr\u00f5es de com\u00e9rcio e investimento na Am\u00e9rica Latina?<\/h3>\n\n\n\n<p>A transforma\u00e7\u00e3o foi hist\u00f3rica e compar\u00e1vel a processos semelhantes na \u00c1frica e no Sudeste Asi\u00e1tico. Em apenas alguns anos [no in\u00edcio dos anos 2000], a demanda chinesa por mat\u00e9rias-primas gerou uma concentra\u00e7\u00e3o sem precedentes nas exporta\u00e7\u00f5es da regi\u00e3o. Meu livro descarta explica\u00e7\u00f5es alternativas, como a de que isso se deveu exclusivamente ao boom dos pre\u00e7os das commodities ou \u00e0s afinidades ideol\u00f3gicas com governos de esquerda. O ponto principal \u00e9 que, em n\u00edvel subnacional, os atores econ\u00f4micos descobriram que a China era um comprador confi\u00e1vel e um investidor disposto a assumir riscos rapidamente e sem burocracia excessiva.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em menos de uma d\u00e9cada, Beijing passou de ator secund\u00e1rio a um dos principais fornecedores de capital estrangeiro na regi\u00e3o. Isso for\u00e7ou governos e empresas a se adaptarem rapidamente a um novo cen\u00e1rio que ningu\u00e9m havia previsto. A converg\u00eancia entre o apetite da Am\u00e9rica Latina por novas fontes de capital e a disposi\u00e7\u00e3o da China em fornec\u00ea-lo explica grande parte desse fen\u00f4meno.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-a-rivalidade-entre-os-eua-e-a-china-na-regiao-tem-sido-comparada-a-uma-nova-guerra-fria-por-que-voce-questiona-essa-analogia-em-seu-livro\">A rivalidade entre os EUA e a China na regi\u00e3o tem sido comparada a uma nova Guerra Fria. Por que voc\u00ea questiona essa analogia em seu livro?<\/h3>\n\n\n\n<p>A Guerra Fria foi uma disputa ideol\u00f3gica e tecnol\u00f3gica entre modelos incompat\u00edveis, na qual a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica n\u00e3o oferecia alternativas ao Ocidente. A competi\u00e7\u00e3o atual \u00e9 diferente: n\u00e3o haver\u00e1 confronto militar direto, mas sim uma luta pelo dom\u00ednio em setores estrat\u00e9gicos, como intelig\u00eancia artificial, semicondutores e transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica. A China n\u00e3o rejeita o capitalismo: ela pratica um modelo de capitalismo de estado baseado na acumula\u00e7\u00e3o de capital e lucros.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A rivalidade com os Estados Unidos, portanto, n\u00e3o \u00e9 ideol\u00f3gica, mas econ\u00f4mica e tecnol\u00f3gica. Ambos os pa\u00edses est\u00e3o competindo pelo controle de ind\u00fastrias cr\u00edticas que definir\u00e3o a ordem global nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas. Estamos diante de uma rivalidade expl\u00edcita e duradoura, para a qual n\u00e3o h\u00e1 mais volta.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-ate-que-ponto-os-paises-latino-americanos-sao-atores-ativos-nesse-processo-em-vez-de-simplesmente-arenas-de-competicao-entre-grandes-potencias\">At\u00e9 que ponto os pa\u00edses latino-americanos s\u00e3o atores ativos nesse processo, em vez de simplesmente arenas de competi\u00e7\u00e3o entre grandes pot\u00eancias?<\/h3>\n\n\n\n<p>A media\u00e7\u00e3o latino-americana \u00e9 central. O livro mostra din\u00e2micas tanto \u201cde baixo para cima\u201d quanto \u201cde cima para baixo\u201d. Em alguns casos, governos subnacionais assumiram a lideran\u00e7a e estabeleceram v\u00ednculos diretos com a China, como o estado de S\u00e3o Paulo <a href=\"https:\/\/www.reuters.com\/article\/business\/healthcare-pharmaceuticals\/brazils-sao-paulo-signs-agreement-with-sinovac-for-covid-vaccine-doses-idUSKBN26L3EN\/\">ao negociar a compra de vacinas<\/a> durante a pandemia. Em outros, as prov\u00edncias aproveitaram seu alinhamento com os governos nacionais para apoiar as negocia\u00e7\u00f5es, a exemplo <a href=\"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/energia\/382493-hidreletricas-patagonia-argentina-obras-inacabadas\/\">das hidrel\u00e9tricas no rio Santa Cruz<\/a>, na Patag\u00f4nia argentina. H\u00e1 tamb\u00e9m casos de iniciativas privadas, como o <a href=\"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/negocios\/opiniao-porto-chancay-desenvolvimento-peru\">porto de Chancay, no Peru,<\/a> idealizado a partir de um acordo empresarial antes que houvesse participa\u00e7\u00e3o estatal.<\/p>\n\n\n\n<a class=\"wp-block-cd-related-news alignright block--related-news loading\" data-post-id=\"60050264\"><div class=\"block--related-news__image\"><\/div><div class=\"block--related-news__content\"><span class=\"block--related-news__heading\">LEIA MAIS<\/span><span class=\"block--related-news__title\"><\/span><\/div><\/a>\n\n\n\n<p>Essa din\u00e2mica mostra que a rela\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 apenas entre Estados-na\u00e7\u00e3o, mas envolve v\u00e1rios atores locais. Grande parte da hist\u00f3ria atual pode ser explicada por esses movimentos \u201cde baixo para cima\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-voce-fala-sobre-os-diferentes-impactos-do-avanco-economico-da-china-na-regiao-voce-poderia-dar-exemplos-de-como-essa-mudanca-e-sentida-nos-diferentes-paises\">Voc\u00ea fala sobre os diferentes impactos do avan\u00e7o econ\u00f4mico da China na regi\u00e3o. Voc\u00ea poderia dar exemplos de como essa mudan\u00e7a \u00e9 sentida nos diferentes pa\u00edses?<\/h3>\n\n\n\n<p>Na Am\u00e9rica do Sul, a China substituiu quase completamente os Estados Unidos, exceto na Col\u00f4mbia e no Paraguai, este \u00faltimo devido \u00e0 sua rela\u00e7\u00e3o diplom\u00e1tica com Taiwan.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na Am\u00e9rica Central e no M\u00e9xico, no entanto, a din\u00e2mica \u00e9 diferente. L\u00e1, o peso econ\u00f4mico dos Estados Unidos continua predominante e at\u00e9 cresceu nos \u00faltimos 20 anos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O caso mais profundo de aproxima\u00e7\u00e3o com a China \u00e9 o Brasil, que se tornou o motor regional dessa rela\u00e7\u00e3o, sobretudo em setores como energia renov\u00e1vel e minera\u00e7\u00e3o. O Chile, por sua vez, depende da China <a href=\"https:\/\/www.china-briefing.com\/news\/china-chile-economic-ties-trade-investment-and-future-prospects\/\">para quase 40%<\/a> de suas exporta\u00e7\u00f5es, uma das taxas mais altas do mundo. Essas s\u00e3o realidades estruturais que n\u00e3o s\u00e3o revertidas por mudan\u00e7as de governo, como demonstram os casos do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro e do atual presidente argentino Javier Milei [que assumiram <a href=\"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/negocios\/390353-qual-e-o-proximo-passo-nas-relacoes-argentina-china\/\">posi\u00e7\u00f5es radicais contra a China]<\/a>. A interdepend\u00eancia econ\u00f4mica com a China veio para ficar.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-cd-article-image aligncenter block--article-image block--article-image--article\" itemscope itemtype=\"http:\/\/schema.org\/ImageObject\"><div class=\"block--article-image__column\"><div class=\"hide-expand block--article-image__image\"><img class=\"lazy\" data-src=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2025\/10\/20231018_PT_Boric_-Ministra-de-Obras-Publicas_Beijing-China_Flickr_53266613032_364675ee67_o-scaled-1.jpg\" data-srcset=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2025\/10\/20231018_PT_Boric_-Ministra-de-Obras-Publicas_Beijing-China_Flickr_53266613032_364675ee67_o-scaled-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2025\/10\/20231018_PT_Boric_-Ministra-de-Obras-Publicas_Beijing-China_Flickr_53266613032_364675ee67_o-scaled-1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2025\/10\/20231018_PT_Boric_-Ministra-de-Obras-Publicas_Beijing-China_Flickr_53266613032_364675ee67_o-scaled-1.jpg 2560w\" data-sizes=\"(max-width: 600px) 768px, (max-width: 1024px) 1024px, 2560px\" alt=\"Presidente chileno Gabriel Boric (centro) e ministros durante visita a Beijing\"\/><\/div><div class=\"block--article-image__content\"><div itemprop=\"caption\" class=\"block--article-image__caption\">Presidente chileno Gabriel Boric (centro) e ministros durante visita a Beijing, em outubro de 2023. Apesar das cr\u00edticas de Boric \u00e0 postura chinesa em temas de direitos humanos e meio ambiente, Urdinez argumenta que isso dificilmente altera a din\u00e2mica estrutural da rela\u00e7\u00e3o entre os dois pa\u00edses (Imagem: <a href=\"https:\/\/flic.kr\/p\/2p9ZjgS\">Minist\u00e9rio de Obras P\u00fablicas do Chile<\/a> \/ <a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/people\/ministeriodeobraspublicas\/\">Flickr<\/a>, <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by-nc-sa\/2.0\/deed.pt-br\">CC BY NC SA<\/a>)<\/div><\/div><\/div><meta itemprop=\"contentUrl\" content=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2025\/10\/20231018_PT_Boric_-Ministra-de-Obras-Publicas_Beijing-China_Flickr_53266613032_364675ee67_o-scaled-1.jpg\"\/><meta itemprop=\"contentSize\" content=\"410 KB\"\/><meta itemprop=\"height\" content=\"1707\"\/><meta itemprop=\"width\" content=\"2560\"\/><meta itemprop=\"author\"\/><meta itemprop=\"representativeOfPage\" content=\"true\"\/><\/div>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-qual-o-papel-da-ideologia-na-forma-como-os-governos-latino-americanos-se-relacionam-com-os-eua-e-a-china\">Qual o papel da ideologia na forma como os governos latino-americanos se relacionam com os EUA e a China?<\/h3>\n\n\n\n<p>A ideologia desempenha um papel secund\u00e1rio. O caso da Argentina sob o ex-presidente Mauricio Macri ilustra bem isso: apesar de suas cr\u00edticas iniciais, ele acabou aprofundando as rela\u00e7\u00f5es com a China. Algo semelhante aconteceu com Jair Bolsonaro e Javier Milei, que questionaram Beijing, mas n\u00e3o cortaram os la\u00e7os. H\u00e1 tamb\u00e9m exemplos contr\u00e1rios, como o Chile, onde as rela\u00e7\u00f5es foram mais fluidas sob o governo de direita do ex-presidente Sebasti\u00e1n Pi\u00f1era do que com o atual presidente socialista Gabriel Boric, que traz obje\u00e7\u00f5es sobre a forma como a China aborda os direitos humanos e o meio ambiente.<\/p>\n\n\n\n<p>Em \u00faltima an\u00e1lise, o que pesa mais \u00e9 a complementaridade econ\u00f4mica e as a\u00e7\u00f5es de atores subnacionais e privados. A ideologia pode influenciar o discurso, mas raramente altera a din\u00e2mica estrutural.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-os-estados-unidos-estao-tentando-contrabalancar-esse-papel-crescente-da-china-na-regiao-e-se-sim-quao-eficazes-tem-sido-essas-iniciativas\">Os Estados Unidos est\u00e3o tentando contrabalan\u00e7ar esse papel crescente da China na regi\u00e3o? E, se sim, qu\u00e3o eficazes t\u00eam sido essas iniciativas?<\/h3>\n\n\n\n<p>A pol\u00edtica dos EUA tem sido reativa, lenta e coercitiva. Em vez de oferecer alternativas, ela tem se baseado em san\u00e7\u00f5es e advert\u00eancias, gerando frustra\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o. Para muitos pa\u00edses, a China n\u00e3o \u00e9 a op\u00e7\u00e3o ideal, mas \u00e9 a \u00fanica dispon\u00edvel para obter financiamento r\u00e1pido e sem condi\u00e7\u00f5es excessivas. Washington tem ferramentas como o Banco Interamericano de Desenvolvimento e o Fundo Monet\u00e1rio Internacional, mas n\u00e3o as utiliza com a mesma agilidade que Beijing. \u00c9 por isso que surgem tens\u00f5es quando os EUA pedem aos pa\u00edses pobres que n\u00e3o adotem tecnologias chinesas, como a banda larga 5G, sem oferecer uma op\u00e7\u00e3o equivalente.<\/p>\n\n\n\n<p>Se os Estados Unidos n\u00e3o adaptarem sua estrat\u00e9gia para fornecer alternativas, podem empurrar a Am\u00e9rica Latina ainda mais para os bra\u00e7os da China.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-para-a-formulacao-de-politicas-na-america-latina-quais-licoes-ou-alertas-seu-livro-deixa-para-navegar-por-essa-mudanca\">Para a formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas na Am\u00e9rica Latina, quais li\u00e7\u00f5es ou alertas seu livro deixa para navegar por essa mudan\u00e7a?<\/h3>\n\n\n\n<p>A principal li\u00e7\u00e3o \u00e9 que ser\u00e1 cada vez mais dif\u00edcil manter um equil\u00edbrio entre os Estados Unidos e a China. Durante tr\u00eas d\u00e9cadas, alguns pa\u00edses conseguiram se beneficiar de ambos, como o Chile e o Peru, com acordos de livre com\u00e9rcio com as duas pot\u00eancias. Mas Washington est\u00e1 caminhando para uma pol\u00edtica bin\u00e1ria de \u201camigo ou inimigo\u201d, for\u00e7ando os pa\u00edses a escolher um dos dois. Isso abrir\u00e1 debates internos que poder\u00e3o moldar as campanhas presidenciais e as pol\u00edticas estatais na pr\u00f3xima d\u00e9cada.<\/p>\n\n\n\n<p>O desafio ser\u00e1 enorme, e n\u00e3o est\u00e1 claro se a regi\u00e3o tem maturidade para enfrent\u00e1-lo. \u00c9 por isso que insisto na necessidade de formar novas gera\u00e7\u00f5es de especialistas capazes de resistir \u00e0s press\u00f5es externas e compreender que a rela\u00e7\u00e3o com a China n\u00e3o tem volta. A menos que haja uma mudan\u00e7a radical na estrat\u00e9gia dos EUA, a China continuar\u00e1 sendo o principal parceiro econ\u00f4mico de grande parte da Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Economic Displacement: China and the End of US Primacy in Latin America<\/em>, de Francisco Urdinez, foi publicado pela Cambridge University Press.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Novo livro de Francisco Urdinez analisa como o avan\u00e7o econ\u00f4mico chin\u00eas reduziu a influ\u00eancia pol\u00edtica dos EUA na 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