{"id":60111651,"date":"2025-11-28T19:28:17","date_gmt":"2025-11-28T19:28:17","guid":{"rendered":"https:\/\/dialogue.earth\/nao-categorizado\/pigs-are-eating-away-at-the-orinoquia-forest-of-colombia-2\/"},"modified":"2025-11-28T22:10:29","modified_gmt":"2025-11-28T22:10:29","slug":"suinocultura-invade-savanas-ameaca-indigenas-sikuani-colombia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dialogue.earth\/pt-br\/florestas\/suinocultura-invade-savanas-ameaca-indigenas-sikuani-colombia\/","title":{"rendered":"Suinocultura invade savanas e amea\u00e7a ind\u00edgenas Sikuani na Col\u00f4mbia"},"content":{"rendered":"\n<p>As savanas do departamento de Meta, na Orinoqu\u00eda colombiana, s\u00e3o conhecidas por seus importantes rios: eles abrigam mais de <a href=\"https:\/\/www.humboldt.org.co\/noticias\/nuevo-reporte-bio-presente-y-futuro-de-la-biodiversidad-en-la-orinoquia-colombiana?utm.com\">750 esp\u00e9cies<\/a> de peixes, biodiversidade protegida pelo povo ind\u00edgena Sikuani, habitantes ancestrais dessas terras. \u00c0s margens dos rios Meta, Muco, Manacac\u00edas e Tillav\u00e1, crescem longos corredores de \u00e1rvores.<\/p>\n\n\n\n<p>Santiago, morador ind\u00edgena cuja identidade real foi preservada por quest\u00f5es de seguran\u00e7a, lembra como o rio Muco, no munic\u00edpio de Puerto Gait\u00e1n, j\u00e1 foi repleto de vida: \u201cCostum\u00e1vamos pescar peixe-cachorro [<em>Hydrolycus scomberoides<\/em>], tucunar\u00e9 [<em>Cichla ocellaris<\/em>], bocachico [<em>Prochilodus magdalenae<\/em>] e tra\u00edra [<em>Hoplias malabaricus<\/em>]. Hoje, n\u00e3o h\u00e1 mais peixes\u201d. Santiago culpa o grupo empresarial Aliar pela degrada\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Aliar \u00e9 a \u00fanica empresa na regi\u00e3o da Orinoqu\u00eda que cultiva soja e milho para a ra\u00e7\u00e3o de su\u00ednos. Ela <a href=\"https:\/\/verdadabierta.com\/grupo-aliar-la-fazenda-responde-por-las-tierras-de-el-brasil-en-puerto-gaitan\/\">iniciou suas opera\u00e7\u00f5es<\/a> em Puerto Gait\u00e1n, em 2007. Pouco mais de uma d\u00e9cada depois, transformou <a href=\"https:\/\/repositorio.unillanos.edu.co\/server\/api\/core\/bitstreams\/74cd25af-013b-4c8c-933a-2d6203a92aa7\/content\">40 mil hectares de terra<\/a> em um polo agroindustrial que hoje alimenta <a href=\"https:\/\/forbes.co\/2025\/07\/03\/editors-picks\/como-la-orinoquia-colombiana-puede-convertirse-en-una-potencia-agricola-mundial?utm.com\">880 mil porcos<\/a> e produz <a href=\"https:\/\/www.larepublica.co\/empresas\/nosotros-producimos-aproximadamente-100-millones-de-kilos-de-carne-anualmente-4177662\">cem milh\u00f5es<\/a> de quilos de carne ao ano.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Santiago, \u201co esterco danificou todas as <em>moricheras <\/em>[\u00e1reas \u00famidas] e riachos\u201d onde sua comunidade pescava antigamente.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-rio-contaminado-com-fezes\">Rio contaminado com fezes<\/h2>\n\n\n\n<p>\u201cHavia lagoas lindas, e elas ainda est\u00e3o l\u00e1, mas ningu\u00e9m mais toma banho nelas, porque a \u00e1gua est\u00e1 turva. A \u00e1gua n\u00e3o corre mais\u201d, contou Santiago.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde que a Aliar chegou \u00e0 regi\u00e3o, afirmou Santiago, a polui\u00e7\u00e3o fluvial colocou em xeque a subsist\u00eancia e o modo de vida do povo Sikuani \u2014 fortemente dependentes da pesca e dos corpos d\u2019\u00e1gua.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-cd-article-image aligncenter block--article-image block--article-image--article\" itemscope itemtype=\"http:\/\/schema.org\/ImageObject\"><div class=\"block--article-image__column\"><div class=\"hide-expand block--article-image__image\"><img class=\"lazy\" data-src=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2025\/11\/PT_plantas-endemicas-Colombia_KIKE-CALVO_Alamy_KXPTPB.jpeg\" data-srcset=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2025\/11\/PT_plantas-endemicas-Colombia_KIKE-CALVO_Alamy_KXPTPB-768x512.jpeg 768w, https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2025\/11\/PT_plantas-endemicas-Colombia_KIKE-CALVO_Alamy_KXPTPB-1024x682.jpeg 1024w, https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2025\/11\/PT_plantas-endemicas-Colombia_KIKE-CALVO_Alamy_KXPTPB.jpeg 2560w\" data-sizes=\"(max-width: 600px) 768px, (max-width: 1024px) 1024px, 2560px\" alt=\"Rio Ca\u00f1o Cristales, no departamento de Meta, Col\u00f4mbia. Para moradores da regi\u00e3o e ex-funcion\u00e1rios da Aliar, a polui\u00e7\u00e3o dos rios est\u00e1 fortemente ligada \u00e0 falta de tratamento de res\u00edduos e esgoto da empresa (Imagem: Kike Calvo \/ Alamy)\"\/><\/div><div class=\"block--article-image__content\"><div itemprop=\"caption\" class=\"block--article-image__caption\">Rio Ca\u00f1o Cristales, no departamento de Meta, Col\u00f4mbia. Para moradores da regi\u00e3o e ex-funcion\u00e1rios da Aliar, a polui\u00e7\u00e3o dos rios est\u00e1 fortemente ligada \u00e0 falta de tratamento de res\u00edduos e esgoto da empresa (Imagem: Kike Calvo \/ Alamy)<\/div><\/div><\/div><meta itemprop=\"contentUrl\" content=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2025\/11\/PT_plantas-endemicas-Colombia_KIKE-CALVO_Alamy_KXPTPB.jpeg\"\/><meta itemprop=\"contentSize\" content=\"1 MB\"\/><meta itemprop=\"height\" content=\"1706\"\/><meta itemprop=\"width\" content=\"2560\"\/><meta itemprop=\"author\"\/><meta itemprop=\"representativeOfPage\" content=\"true\"\/><\/div>\n\n\n\n<p>Em 20 de agosto, foi coletada uma amostra das \u00e1guas em que Santiago costumava comer e beber. A an\u00e1lise foi conduzida pelo laborat\u00f3rio Tecnoambiental, credenciado pelo Instituto de Hidrologia, Meteorologia e Estudos Ambientais da Col\u00f4mbia. O laborat\u00f3rio testou a presen\u00e7a de bact\u00e9rias fecais, res\u00edduos na \u00e1gua e perda de oxig\u00eanio no rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Os resultados revelaram uma contamina\u00e7\u00e3o grave. As <a href=\"https:\/\/www.corpamag.gov.co\/archivos\/normatividad\/Decreto1594_19840626.htm?utm.com\">normas colombianas<\/a> estabelecem que 200 microrganismos por cem mililitros \u00e9 o limite legal de coliformes fecais presentes na \u00e1gua de uso recreativo. A Tecnoambiental identificou 313 mil\/100 ml no rio Muco. Isso excede o limite em mais de 1,5 mil vezes e torna essas \u00e1guas perigosas para irriga\u00e7\u00e3o e contato humano.<\/p>\n\n\n\n<p>An\u00e1lises f\u00edsico-qu\u00edmicas mostram que as \u00e1guas est\u00e3o sendo filtradas. Por\u00e9m, mesmo com algumas esta\u00e7\u00f5es de tratamento instaladas, o sistema ainda \u00e9 insuficiente para lidar com a quantidade de mat\u00e9ria fecal que entra no rio Muco. Segundo <a href=\"https:\/\/www.ins.gov.co\/BibliotecaDigital\/Calidad-del-agua-asociacion-morbimortalidad-2015.pdf\">o guia<\/a> do Instituto Nacional de Sa\u00fade, os altos n\u00edveis de coliformes totais (indicador de contamina\u00e7\u00e3o) e a presen\u00e7a da bact\u00e9ria E. coli (<em>Escherichia coli<\/em>) na \u00e1gua podem provocar surtos gastrointestinais e dermatol\u00f3gicos entre crian\u00e7as e outros grupos vulner\u00e1veis.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Procurada pela reportagem, a Aliar n\u00e3o se manifestou sobre sua gest\u00e3o de \u00e1guas residuais e esta\u00e7\u00f5es de tratamento na \u00e1rea.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-cd-article-image aligncenter block--article-image block--article-image--article\" itemscope itemtype=\"http:\/\/schema.org\/ImageObject\"><div class=\"block--article-image__column\"><div class=\"hide-expand block--article-image__image\"><img class=\"lazy\" data-src=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2025\/11\/PT_Aliar_fazenda-porcos_Colombia_Andres-Gomez_v2.jpg\" data-srcset=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2025\/11\/PT_Aliar_fazenda-porcos_Colombia_Andres-Gomez_v2-768x511.jpg 768w, https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2025\/11\/PT_Aliar_fazenda-porcos_Colombia_Andres-Gomez_v2-1024x681.jpg 1024w, https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2025\/11\/PT_Aliar_fazenda-porcos_Colombia_Andres-Gomez_v2.jpg 2560w\" data-sizes=\"(max-width: 600px) 768px, (max-width: 1024px) 1024px, 2560px\" alt=\"Instala\u00e7\u00f5es da Aliar em Puerto Gait\u00e1n, Meta\"\/><\/div><div class=\"block--article-image__content\"><div itemprop=\"caption\" class=\"block--article-image__caption\">Instala\u00e7\u00f5es da Aliar em Puerto Gait\u00e1n, Meta. Segundo a revista Forbes, a empresa transformou o departamento de Meta em uma \u201cpot\u00eancia agropecu\u00e1ria\u201d, mas fontes ouvidas pelo Dialogue Earth acusam a empresa de cometer crimes ambientais e deslocamentos for\u00e7ados de comunidades ind\u00edgenas (Imagem: Andr\u00e9s G\u00f3mez)<\/div><\/div><\/div><meta itemprop=\"contentUrl\" content=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2025\/11\/PT_Aliar_fazenda-porcos_Colombia_Andres-Gomez_v2.jpg\"\/><meta itemprop=\"contentSize\" content=\"2 MB\"\/><meta itemprop=\"height\" content=\"1703\"\/><meta itemprop=\"width\" content=\"2560\"\/><meta itemprop=\"author\"\/><meta itemprop=\"representativeOfPage\" content=\"true\"\/><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-moricheras-ou-esgoto-a-ceu-aberto\"><em>Moricheras<\/em> ou esgoto a c\u00e9u aberto?<\/h2>\n\n\n\n<p>Santiago, que mora na reserva ind\u00edgena Wacoyo, n\u00e3o \u00e9 apenas vizinho da Aliar, mas tamb\u00e9m ex-funcion\u00e1rio da empresa. Ele afirma que o grupo empresarial n\u00e3o faz tratamento de \u00e1gua na zona.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA \u00e1gua usada pelos trabalhadores corre para um cano e entra em uma fossa\u201d, afirmou ele. \u201cDe l\u00e1, eles a retiram com uma bomba e descartam em uma \u00e1rea montanhosa\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ra\u00fal, outro ex-funcion\u00e1rio da Aliar que tamb\u00e9m pediu para n\u00e3o ter sua identidade revelada, disse que n\u00e3o viu nenhum tipo de tratamento de \u00e1gua nas instala\u00e7\u00f5es da empresa. \u201cNo local onde eles mant\u00eam os porcos, h\u00e1 um grande espa\u00e7o onde jogam merda e mijo. Depois que isso \u00e9 lavado, a \u00e1gua suja \u00e9 despejada perto de uma <em>morichera<\/em> [\u00e1rea \u00famida]\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A descri\u00e7\u00e3o de Ra\u00fal sobre a situa\u00e7\u00e3o coincide com a an\u00e1lise de contamina\u00e7\u00e3o da \u00e1gua e o mau cheiro relatado por moradores da regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A esposa de Santiago disse que n\u00e3o coleta mais \u00e1gua do rio Muco, mas sim \u00e1gua da chuva. Quando n\u00e3o chove, ela compra \u00e1gua. \u201cTemos dores de cabe\u00e7a constantes, resfriados\u201d, acrescentou. \u201c\u00c0s vezes, nem \u00e9 um resfriado, mas uma crise de espirros, algo que n\u00e3o produz muco\u201d, afirmou ela. \u201cAcreditamos que seja por causa daquele cheiro horr\u00edvel\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da comunidade Wacoyo, h\u00e1 outros afetados na \u00e1rea. Barrulia, a 29 quil\u00f4metros dali, era uma comunidade Sikuani <a href=\"https:\/\/es.mongabay.com\/2023\/08\/menonitas-en-colombia-acumulacion-de-tierras-y-deforestacion-no-se-detienen\/\">deslocada<\/a> pela grilagem de terras de crist\u00e3os menonitas: seus moradores tamb\u00e9m sofreram com v\u00f4mitos, erup\u00e7\u00f5es cut\u00e2neas e diarreia, sintomas associados \u00e0 polui\u00e7\u00e3o da \u00e1gua por obra da atividade agr\u00edcola.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O morador Erminsu Gait\u00e1n contou sua hist\u00f3ria ao site jornal\u00edstico El Turbi\u00f3n. Ele disse que seu neto, Axel Gait\u00e1n Chipiaje, morreu em maio de 2024, ainda crian\u00e7a. A Aliar tinha fazendas de su\u00ednos nas redondezas, e Erminsu atribuiu a morte \u00e0 polui\u00e7\u00e3o. Ap\u00f3s o deslocamento for\u00e7ado da comunidade, os habitantes de Barrulia agora vivem em uma quadra esportiva no centro urbano de Puerto Gait\u00e1n.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-cd-pull-quote block--pull-quote\"><div class=\"block--pull-quote__wrapper\"><blockquote class=\"block--pull-quote__quote\">Fizeram um buraco no ch\u00e3o onde jogaram porcos mortos. E n\u00e3o deixam ambientalistas ou funcion\u00e1rios do governo verificarem a situa\u00e7\u00e3o<\/blockquote><cite class=\"block--pull-quote__cite\">Ra\u00fal, ex-funcion\u00e1rio da Aliar<\/cite><\/div><\/div>\n\n\n\n<p>O <em>Dialogue Earth<\/em> conversou com outro familiar que usou o nome Miguel para proteger sua identidade. Miguel culpou a Aliar pela morte da crian\u00e7a: \u201cOnde est\u00e1vamos em Barrulia, mais a leste, h\u00e1 cerca de 20 galp\u00f5es de porcos e isso gera muitas fezes\u201d. N\u00e3o h\u00e1 laudos m\u00e9dicos p\u00fablicos confirmando a causa da morte de Axel Gait\u00e1n Chipiaje.<\/p>\n\n\n\n<p>Ra\u00fal, por\u00e9m, contou que ficou mais chocado com o manejo dos leit\u00f5es mortos do que com a polui\u00e7\u00e3o fecal: \u201cEles fizeram um buraco onde jogavam os porcos mortos. Fica perto de uma <em>morichera<\/em>. De 30 a 50 porcos morrem l\u00e1 todos os dias. E eles n\u00e3o deixam ambientalistas ou funcion\u00e1rios do governo verificarem a situa\u00e7\u00e3o\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ele acrescentou que n\u00e3o s\u00e3o apenas os porcos pequenos que sofrem: \u201cOs maiores vivem em condi\u00e7\u00f5es de superlota\u00e7\u00e3o e maltratam uns aos outros com mordidas. Quando n\u00e3o t\u00eam comida, eles se matam. \u00c9 por isso que adoecem e morrem\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Na ind\u00fastria suinocultura, \u00e9 comum que 10% a 20% dos <a href=\"https:\/\/porkcolombia.co\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/ED-276-DIGITAL.pdf?utm.com\">rec\u00e9m-nascidos morram<\/a> precocemente e que muitos destinados \u00e0 engorda morram de <a href=\"https:\/\/swinehealth.ceva.com\/blog\/losses-due-to-prdc?utm.com\">doen\u00e7as respirat\u00f3rias<\/a>. Por\u00e9m, despejar cad\u00e1veres sem manejo adequado ou tratamento de fezes vai al\u00e9m do abuso animal \u2014 constitui um crime ambiental.<\/p>\n\n\n\n<p>O Minist\u00e9rio do Meio Ambiente da Col\u00f4mbia disse ao <em>Dialogue Earth<\/em> que a responsabilidade pelo monitoramento, controle e san\u00e7\u00e3o desse tipo de caso \u00e9 da autoridade ambiental regional. Em Meta, esse \u00f3rg\u00e3o \u00e9 a Corpora\u00e7\u00e3o para o Desenvolvimento Sustent\u00e1vel da \u00c1rea de Manejo Especial La Macarena, que n\u00e3o respondeu aos pedidos da reportagem. Em seu portal, <a href=\"https:\/\/www.arcgis.com\/apps\/dashboards\/69b2199496274dc88bfbce319f44513e\">n\u00e3o h\u00e1 registros<\/a> de atividades de controle ou monitoramento em corpos d\u2019\u00e1gua adjacentes \u00e0s terras da Aliar.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-vida-na-savana-desaparece\">Vida na savana desaparece<\/h2>\n\n\n\n<p>Em 2025, a revista Forbes <a href=\"https:\/\/forbes.co\/2025\/07\/03\/editors-picks\/como-la-orinoquia-colombiana-puede-convertirse-en-una-potencia-agricola-mundial?utm.com\">atribuiu<\/a> \u00e0 Aliar a transforma\u00e7\u00e3o do departamento de Meta em uma pot\u00eancia agropecu\u00e1ria: \u201cPuerto Gait\u00e1n, o epicentro dessa revolu\u00e7\u00e3o, \u00e9 respons\u00e1vel pela maior produ\u00e7\u00e3o de milho e soja do pa\u00eds. Somente em 2024, seu altiplano produziu 87% da soja e 47% do milho amarelo modificado da Col\u00f4mbia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com fontes ouvidas pela reportagem, esse crescimento est\u00e1 ligado a crimes ambientais e ao deslocamento for\u00e7ado do povo Sikuani. Nos genoc\u00eddios de <a href=\"https:\/\/youtu.be\/U01H-H0NBG8\">1930 a 1970<\/a>, colonos \u201cmataram, esquartejaram e envenenaram os ind\u00edgenas\u201d. Milhares de hectares de territ\u00f3rios Sikuani foram <a href=\"https:\/\/centrodememoriahistorica.gov.co\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/violencia-paramilitar-en-la-altillanura-1.pdf\">tomados \u00e0 for\u00e7a<\/a> em 1978 pelo comandante paramilitar V\u00edctor Carranza, e sua esposa, Mar\u00eda Blanca Carranza, <a href=\"https:\/\/rutasdelconflicto.com\/especiales\/tierra-nadie\/historia-del-predio.html\">vendeu<\/a> 16 mil hectares dessas terras para a Aliar.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-cd-article-image aligncenter block--article-image block--article-image--article\" itemscope itemtype=\"http:\/\/schema.org\/ImageObject\"><div class=\"block--article-image__column\"><div class=\"hide-expand block--article-image__image\"><img class=\"lazy\" data-src=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2025\/11\/PT_area-desmatada-monocultura_Puerto-Gaitan_Andres-Gomez_V2.jpeg\" data-srcset=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2025\/11\/PT_area-desmatada-monocultura_Puerto-Gaitan_Andres-Gomez_V2-768x512.jpeg 768w, https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2025\/11\/PT_area-desmatada-monocultura_Puerto-Gaitan_Andres-Gomez_V2-1024x683.jpeg 1024w, https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2025\/11\/PT_area-desmatada-monocultura_Puerto-Gaitan_Andres-Gomez_V2.jpeg 2560w\" data-sizes=\"(max-width: 600px) 768px, (max-width: 1024px) 1024px, 2560px\" alt=\"\u00c1rea de cultivo em Puerto Gait\u00e1n\"\/><\/div><div class=\"block--article-image__content\"><div itemprop=\"caption\" class=\"block--article-image__caption\">\u00c1rea de cultivo em Puerto Gait\u00e1n, onde a Aliar tem planta\u00e7\u00f5es de milho e soja. Parte dessas terras constitu\u00eda o lar ancestral do povo Sikuani antes da chegada dos paramilitares, dos colonos crist\u00e3os e do agroneg\u00f3cio (Imagem: Andr\u00e9s G\u00f3mez)<\/div><\/div><\/div><meta itemprop=\"contentUrl\" content=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2025\/11\/PT_area-desmatada-monocultura_Puerto-Gaitan_Andres-Gomez_V2.jpeg\"\/><meta itemprop=\"contentSize\" content=\"1 MB\"\/><meta itemprop=\"height\" content=\"1707\"\/><meta itemprop=\"width\" content=\"2560\"\/><meta itemprop=\"author\"\/><meta itemprop=\"representativeOfPage\" content=\"true\"\/><\/div>\n\n\n\n<p>Em agosto de 2023, a empresa alegou ter <a href=\"https:\/\/horizonteadigital.com\/la-fazenda-nutriendo-el-manana\/?utm.com\">50 mil hectares<\/a> de terras. S\u00e3o \u00e1reas onde os ind\u00edgenas Sikuani n\u00e3o vivem mais e a presen\u00e7a de tamandu\u00e1s, gamb\u00e1s, raposas e patos parece estar se tornando cada vez mais rara.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDesde que a Aliar e os menonitas apareceram, os animais sumiram\u201d, disse Camilo, nome fict\u00edcio de outro morador de uma das poucas reservas Sikuani remanescentes, a Ibitsulibo. Camilo destacou a aus\u00eancia de aves migrat\u00f3rias que deveriam ter cruzado o c\u00e9u em setembro, como o ma\u00e7arico-de-asa-branca (<em>Tringa semipalmata<\/em>) e a tesourinha-do-campo (<em>Tyrannus savana<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>O desaparecimento de aves e mam\u00edferos em Puerto Gait\u00e1n <a href=\"https:\/\/reporte.humboldt.org.co\/assets\/docs\/2022\/2\/202\/ficha-impresa-2022-202.pdf\">est\u00e1 associado<\/a> \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o da savana. O bioma nativo deu lugar \u00e0 monocultura mecanizada, que arrasa \u00e1reas de vegeta\u00e7\u00e3o natural, incluindo as <em>moricheras<\/em>. <a href=\"https:\/\/www.humboldt.org.co\/noticias\/nuevo-reporte-bio-presente-y-futuro-de-la-biodiversidad-en-la-orinoquia-colombiana?utm.com\">De acordo com<\/a> o Instituto Humboldt da Col\u00f4mbia, dedicado ao estudo da biodiversidade, 491 esp\u00e9cies da fauna e da flora da regi\u00e3o da Orinoqu\u00eda est\u00e3o amea\u00e7adas, representando 23% das esp\u00e9cies amea\u00e7adas em todo o pa\u00eds.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>A destrui\u00e7\u00e3o das <em>moricheras <\/em>e savanas n\u00e3o afeta apenas a fauna e a flora, ela tamb\u00e9m agrava o aquecimento global.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-cd-article-image aligncenter block--article-image block--article-image--article\" itemscope itemtype=\"http:\/\/schema.org\/ImageObject\"><div class=\"block--article-image__column\"><div class=\"hide-expand block--article-image__image\"><img class=\"lazy\" data-src=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2025\/11\/PT_Synallaxis-rutilans-caquetensis_Tom-Friedel_AGAMI-Photo-Agency_Alamy_2RG25ED.jpg\" data-srcset=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2025\/11\/PT_Synallaxis-rutilans-caquetensis_Tom-Friedel_AGAMI-Photo-Agency_Alamy_2RG25ED-768x512.jpg 768w, https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2025\/11\/PT_Synallaxis-rutilans-caquetensis_Tom-Friedel_AGAMI-Photo-Agency_Alamy_2RG25ED-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2025\/11\/PT_Synallaxis-rutilans-caquetensis_Tom-Friedel_AGAMI-Photo-Agency_Alamy_2RG25ED.jpg 2560w\" data-sizes=\"(max-width: 600px) 768px, (max-width: 1024px) 1024px, 2560px\" alt=\"Jo\u00e3o-tenen\u00e9m-castanho (Synallaxis rutilans caquetensis) no departamento de Meta, Col\u00f4mbia\"\/><\/div><div class=\"block--article-image__content\"><div itemprop=\"caption\" class=\"block--article-image__caption\">Jo\u00e3o-tenen\u00e9m-castanho (Synallaxis rutilans caquetensis) no departamento de Meta, Col\u00f4mbia. Moradores relataram que esp\u00e9cies de aves e mam\u00edferos desapareceram de Puerto Gait\u00e1n devido \u00e0 monocultura mecanizada (Imagem: Tom Friedel \/ AGAMI Photo Agency \/ Alamy)<\/div><\/div><\/div><meta itemprop=\"contentUrl\" content=\"https:\/\/dialogue.earth\/content\/uploads\/2025\/11\/PT_Synallaxis-rutilans-caquetensis_Tom-Friedel_AGAMI-Photo-Agency_Alamy_2RG25ED.jpg\"\/><meta itemprop=\"contentSize\" content=\"2 MB\"\/><meta itemprop=\"height\" content=\"1707\"\/><meta itemprop=\"width\" content=\"2560\"\/><meta itemprop=\"author\"\/><meta itemprop=\"representativeOfPage\" content=\"true\"\/><\/div>\n\n\n\n<p>Nas plan\u00edcies da Orinoqu\u00eda, as extensas \u00e1reas \u00famidas favorecem a forma\u00e7\u00e3o de turfas \u2014 um tipo de vegeta\u00e7\u00e3o capaz de influenciar de forma decisiva os esfor\u00e7os globais contra as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. \u201cElas t\u00eam um enorme potencial para ajudar ou atrapalhar esses esfor\u00e7os\u201d, afirma Scott Winton, professor da Universidade da Calif\u00f3rnia, nos Estados Unidos. Em abril, uma pesquisa de Winton <a href=\"https:\/\/news.ucsc.edu\/2025\/04\/turberas-en-colombia\/?utm.com\">concluiu<\/a> que a densidade m\u00e9dia de carbono por \u00e1rea nas turfeiras colombianas \u00e9 de quatro a dez vezes maior do que na floresta amaz\u00f4nica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Winton e sua equipe encontraram turfa em 51 das mais de cem \u00e1reas \u00famidas que visitaram na Orinoqu\u00eda e na Amaz\u00f4nia colombiana. Considerando que os empreendimentos da Aliar destru\u00edram <em>moricheras<\/em> e savanas na regi\u00e3o, as descobertas de Winton sugerem que as atividades da empresa podem ter contribu\u00eddo para a emiss\u00e3o do carbono presente nas turfeiras.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A expans\u00e3o da Aliar n\u00e3o s\u00f3 transformou as savanas em monoculturas de soja e milho, mas perturbou o equil\u00edbrio ancestral entre os Sikuani e seu territ\u00f3rio. Onde antes havia savanas e <em>moricheras <\/em>com aves nativas, hoje h\u00e1 porcos maltratados, \u00e1guas polu\u00eddas, cheiro de esterco e comunidades doentes.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Esta reportagem faz parte de uma s\u00e9rie que documenta como a viol\u00eancia, a grilagem de terras e o ecoc\u00eddio amea\u00e7am a sobreviv\u00eancia f\u00edsica e cultural do povo Sikuani. O texto foi produzido pela equipe de <\/em><a href=\"https:\/\/elturbion.com\/\"><em>El Turbi\u00f3n<\/em><\/a><em>, com o apoio da <\/em><a href=\"https:\/\/globalexchange.org\/\"><em>Global Exchange<\/em><\/a><em> e do Fundo de Reportagem sobre Animais e Biodiversidade da <\/em><a href=\"https:\/\/brightergreen.org\/\"><em>Brighter Green<\/em><\/a><em>.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Expans\u00e3o da agroind\u00fastria no departamento de Meta, sem fiscaliza\u00e7\u00e3o adequada, vem convertendo savanas e \u00e1reas \u00famidas em esgoto a c\u00e9u aberto, com impactos graves nos rios e na fauna 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