Negócios Investimentos diretos da China desaceleram na América Latina Novos dados mostram que os fluxos de IED chinês para a região diminuíram pelo terceiro ano consecutivo Português Português Español English Compartilhar a matéria × Copy link to page Copy link to page × Copyright Leia nossa política de republicação para saber mais sobre esse tipo de licença. (image: PXhere) Alejandra Cuéllar, Sophie Bauer Abril 18, 2019Junho 2, 2023 O crescimento econômico mundial teve um ritmo mais lento no ano passado. O crescimento da América Latina, por exemplo, alcançou 1,2%, um resultado ainda mais modesto do que a média global, que chegou a 3,6%. Os fluxos internacionais e os investimentos estrangeiros diretos (IED) sofreram impactos com o aumento da aversão ao risco, incertezas políticas e econômicas, baixa lucratividade e poucos incentivos para investidores nos Estados Unidos, segundo a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento. As estimativas variam em relação aos IEDs, mas novos dados compilados pela Rede Acadêmica da América Latina sobre a China (Red ALC-China) mostram que, em 2018, o fluxo de investimentos para a América Latina sofreu uma queda pelo terceiro ano consecutivo. O IED chinês para a América Latina disparou durante os anos em que as commodities tinham preços altos, mas diminuiu quase um terço no ano passado – passou de 12 bilhões de dólares para 8,4 bilhões de dólares. Em 2016, esse valor era de quase 16 bilhões de dólares. [chinadialogue_fullwidth] [/chinadialogue_fullwidth] Os últimos dados da Red ALC-China revelaram que os investimentos chineses vêm sendo atraídos por países e setores diferentes. Historicamente, o Brasil e a Argentina sempre ficavam com a maior fatia, mas isso começou a mudar quando as economias desses países passaram a enfrentar dificuldades. O Chile e o Peru foram beneficiados por um pequeno aumento nos IEDs chineses, que atualmente estão sendo direcionados para o setor industrial e de serviços. A maior parte dos investimentos chineses está se concentrando em matérias-primas. Enrique Dussel Peters, coordenador da Red ALC-China, disse que esses novos padrões apresentam novas oportunidades para a América Latina, mas os países estão deixando de aproveitar: “As empresas chinesas podem beneficiar projetos através do fornecimento de mão de obra chinesa e de inúmeros outros serviços que elas têm para oferecer”, disse ele a Diálogo Chino. “Os chineses costumam ser pragmáticos nessas negociações, não tem nada a ver com uma tentativa de dominação por parte de ‘chineses malvados’, é só que eles trabalham assim”. Dussel Peters encorajou os pesquisadores, bem como todos os outros públicos que vêm acompanhando o relacionamento entre a América Latina e a China, a revisarem as suas conclusões para construírem uma visão mais clara das tendências nos fluxos de capital chinês à região, bem como dos seus impactos. [chinadialogue_fullwidth] [/chinadialogue_fullwidth] Continue lendo Reportagem Meios de subsistência Graças à China, força de trabalho da América Latina aumenta em dois milhões Reportagem Finanças Será que a China está fazendo menos empréstimos à América Latina? Reportagem China no mundo Infraestrutura chinesa na América Latina: uma nova fronteira Reportagem Desmatamento Perda florestal no mundo é do tamanho da Bélgica em 2018 Reportagem China no mundo Cinturão e Rota, a nova iniciativa da China na América Latina Reportagem China no mundo China aprende a resolver problemas ambientais – da forma mais penosa Reportagem Mineração Jamaica emite 16 ordens judiciais contra gigante chinesa de mineração Reportagem Pecuária Será que o gado criado em florestas é melhor para o meio ambiente?